6 on 60

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Olá, pessoas que ainda acessam esse blog, como é que vocês estão?

Não preciso nem dizer que FALHEI num projeto que eu mesma inventei, risos. No mês de agosto, a Natália propôs que a gente tirasse fotos temáticas inspiradas em frases de livros pra postar no nosso recém-criado 3 on 30. A ideia era ótima mas a execução deu muito trabalho, especialmente num mês que foi uma amostrinha do CAOS. Enrolei, enrolei e só consegui tirar duas fotos (uma e meia? meia?), mas decidi não deixar o esforço ficar guardado no fundo do hd e resolvi mostrar:


“I've done my best, and I begin to understand what is meant by 'the joy of strife'. Next to trying and winning, the best thing is trying and failing.”

― L.M. Montgomery, Anne of Green Gables
To fazendo esse bordadinho há um ano e meio. O objetivo dele era treinar pontos diferentões que eu ainda não tinha domínio, e por isso e por outras coisas, eu enrolo, faço e refaço várias vezes até achar que fica bom. Anne of Green Gables é uma das minhas personagens favoritas da vida porque ela tem uma simplicidade genial em encarar o mundo, e essa é uma das muitas frases que eu adoro. Depois de tentar e vencer, a melhor coisa da vida é tentar e falhar - e esse bordado é exatamente isso.
Just... isn't giving up allowed sometimes? Isn't it okay to say, ‘This really hurts, so I’m going to stop trying’?
It sets a dangerous precedent.
For avoiding pain?
For avoiding life.

― Rainbow Rowell, Fangirl
Sabem aquelas fotos em que a pessoa aparece pequenininha em um contexto surreal? Pois é, foi isso que tentei fazer. Nem é preciso dizer que não ficou bom, mas tentar coisas fora da caixinha em fotografia também é ter resultados ruins. Talvez eu devesse ter usado a frase anterior pra essa foto, hahahahaha.
Quando a Natalia sugeriu o tema, foi essa a primeira frase que pensei. Amo muito os YAs da Rainbow Rowell, e essa frase em particular fala comigo de uma forma muito profunda. Já senti incontáveis vezes a vontade de entrar debaixo da cama e não sair nunca mais porque a vida parecia muito difícil de encarar, mas quando penso que isso é de fato evitar A Vida e suas possibilidades, consigo colocar as coisas na perspectiva certa. 
“Beauty has no obvious use; nor is there any clear cultural necessity for it. Yet civilization could not do without it.”

― Sigmund Freud, Civilization and Its Discontents

Esse é o pé de morango que comprei na Feira Agropecuária da Cidade Grande há uns três meses e que vem nos presenteando com abelhas, florzinhas e morangos desde então. Não tirei essa foto pra esse post, mas foi uma das poucas fotos que tirei em agosto e, vendo minha lista de quotes preferidas, achei essa do Freud, que sintetiza bem essa vibe: Às vezes tudo o que a gente precisa é apenas de um pé de morango na porta de casa.

Aí veio setembro.
RISOS.
Se agosto foi uma amostrinha do caos, o mês seguinte foi a versão completa com direito a DLCs e conteúdo personalizado (e bota personalizado nisso, dado o tanto de palestras do setembro amarelo que precisei fazer). Não peguei na câmera de verdade uma única vez, porque não consegui lembrar dela. Precisei enviar uma selfie pra uma disciplina da especialização e fiquei quinze minutos rolando o rolo da câmera porque não conseguia achar nenhuma aceitável, que eu não estivesse exibindo minha cara de tristeza e exaustão. Com algum custo, consegui separar algumas que retratam mais ou menos meus rolês nesses últimos trinta dias.

Fui bater meu cartão de funcionária pública no Desfile Cívico da Independência e carreguei as mãozinhas do Setembro Amarelo - o único tema possível, porque não creio ter passado UM dia nesse mês de nosso senhor sem falar ou ouvir as palavras "suicídio", "prevenção", "saúde mental" ou "setembro amarelo". Eu poderia fazer um parágrafo cheio de informações sobre isso, mas esse blog é meu e me reservo ao direito me calar sobre o assunto em ambientes de lazer pelos próximos três meses. VEM NI MIM OUTUBRO ROSA
Depois de dezessete ou dezoito anos, enfim completei minha coleção de Harry Potter!!!!!!!!!!!!! EMOÇÃO. Li os livros cinco e seis emprestados e nunca tinha ido atrás de comprá-los, mas como sempre a Amazon fez mas uma vez das suas promoções irresistíveis e enfim posso fotografar essas belezinhas lado a lado. Comprei também o primeiro volume da versão ilustrada de HP - é muito difícil resistir aos empreendimentos dessa cafetina chamada JK Rowling e não jogar dinheiro nela.
E por fim também completei outra coleção: essas canetas da Signo Angelic, todas em tons lindinhos fazendo um degradê nas cores do arco-íris, que comecei a comprar desde julho do ano passado (!). Uma parte minha acha um crime pagar oito reais em uma caneta; a outra fica incrivelmente satisfeita por realizar sonhos de infância e ter materiais legais pra escrever, mesmo que isso leve algum tempo.

E esses foram os updates do mês - mesmo com tanto atraso, postar fotos ainda é um negócio legal e que eu espero conseguir fazer com mais frequência. 💖

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3 on 30

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Nos primórdios da história desse blog eu costumava fazer parte daquele projeto fotográfico 7 on 7, em que todo dia 7 era dia de postar 7 fotos com outras seis mocinhas da internet. O tempo passou, os blogs mudaram, essas coisas foram perdendo o apelo e a blogosfera começou a morrer lentamente, mas eu, Mia, Ana e Natália achamos que ainda é uma boa ideia postar fotos nos blogs. Assim nasceu esse 3 on 30, uma espécie de projeto que consiste em postar (pelo menos) 3 fotos no dia 30 (ou qualquer que seja o último dia) de cada mês, seguindo um tema (ou não). No fundo, é só uma desculpa pra postar algo sentindo que mais alguém se importa, então a gente não está se apegando muito às regras.

Natália sugeriu que a temática das fotos do mês fosse desafio e bem, segundo minha livre interpretação, VIVER é um desafio, risos. Não tirei lindas fotos com minha câmera cara porque até isso parecia uma meta grande demais, então apreciem os cliques aleatórios que fiz com o celular ao longo desse mês:
Primeiramente essa frorzinha, que comprei na feira agrícola da Cidade Grande há uns dois meses. Desafio nenhum, mas como eu disse, esse projeto é só uma desculpa pra postar fotos e acreditar que alguém liga HEHEHEHE. Bonitinha, não?? Os créditos são todos de Mamai.
Primeiro desafio: Este role. Segundo desafio: Este lukinho e a habilidade de curtir uma balada ~rock and roll~ onde basicamente só existem bandas covers tocando músicas autorais desconhecidas. FUI LUDIBRIADA COM PROMESSAS DE OASIS E EMINEM.

Desafios três e quatro: Trocar pneu alcoolizada. VALORIZEM AS PESSOAS SÓBRIAS DO SEU BANDO (Digníssimo, palmas pra esse homem). // Emagrecer e ficar gostosa quando sua opção de jantar é pastel de feira. EU NÃO SOU DE FERRO, BRASIL.

É isso aí. Espero que vocês apreciem esse mini-diarinho e FORTALEÇAM ESSA FACÇÃO DE BLOGUEIRAS TEIMOSAS SE JUNTANDO AO 3 ON 30!!

PS: Não teremos BEDA esse ano, mas tentarei aparecer com uma frequência bacana aqui. ♡♡ ME AGUARDEM.

Playlist: (Pré) Adolescente nos anos 2000

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ISSO É UM POST QUE NÃO DEMOROU MAIS DE DOIS MESES PRA SAIR? ISSO MESMO, BRASIL. Acho que podemos chamar isso de um comeback, mesmo eu não querendo criar muitas expectativas.
2018 não tem sido lá o melhor ano de todos, especialmente considerando que as primeiras semanas eu me sentia muito confiante, com metas e planos e um cronograma muito invejável de organização. Não tenho a menor ideia de como cheguei até julho no meio de um caos sem precedentes - mas estou escrevendo esse post! E ele tem até fotos!!! Fotografar foi um hobby que ficou de lado durante um bom tempo nesse ano, mas que felizmente ainda é um troço que me faz feliz. Sdds 2013, em que eu completei um projeto 365 days -  queria saber onde eu arrumava tanta motivação.
Adolescente que se preza sobe em cima da cama pra pular ao som do seu hit favorito
Resolvi usar uma #pauta que estava há um tempão nos rascunhos (desde o BEDA do ano passado) e que, coincidentemente, bateu com um dos posts desse mês das meninas que fazem o projeto detalhes: meus top hits da adolescência. Numa época em que o streaming de música estava longe de existir e eu nem tinha conexão banda larga, a maior parte das músicas que eu curtia vinham de trilhas sonoras de novelas, do rádio e do camelô na frente da igreja (CD original era algo MUITO CARO nos anos 2000, especialmente pra uma adolescente que nem ganhava mesada).
Não fiz uma playlist completinha que englobasse todos os anos da minha adolescência, mas peguei um período no começo da década que foi muito marcante na minha relação com a música: em meados de 2002, ganhei um rádio toca-cd e finalmente pude escutar as minhas músicas da época: MUITO KLB (não tem o suficiente no Spotify, atenção meninos, BOTEM ESSAS MÚSICAS AÍ), musiquinhas de grupos pop e a rainha Avril Lavigne; trilhas sonoras sobre crescer, se apaixonar e viver SONHOS. Eu tinha uns dez anos na época, e ouvir essas músicas ainda me deixa meio emotiva, lembrando de um período em que a rebeldia de me trancar no quarto e cantar a plenos pulmões acompanhando o som alto fazia com que eu me sentisse a própria Lindsay Lohan numa comédia romântica empolgante demais, ou talvez fazendo ponta no seriado Sandy e Júnior. 
Talvez eu faça uma segunda playlist com os top hits da minha versão full-teenager (que misturava Simple Plan com todas as músicas de abertura de Naruto e ARMANDINHO, LÓGICO), mas por hoje deixo aqui o pop ~rock~ dos anos 2000, que é indiscutivelmente horrível mas nunca falha em me fazer cantar EMOCIONADÍSSIMA, como todas as músicas horríveis da nossa adolescência podem fazer. Dêem um grito na caixa de comentários quem já cantou A Dor desse Amor ou alguma do Creed pensando no paquerinha da escola, HAHAHAHAHAH. ♥♥♥

Vá hitar na casa do caralho

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Olá, você que ainda lê o Beyond Cloud Nine!
Estou escrevendo esse post com base em muitos sentimentos conflitantes. Passei todos esses meses afastada desse website, mas pensando constantemente nele, em como blogar era um hobby adorável e que, de uma hora pra outra, começou a me causar ansiedade e dificuldade de curtir isso aqui. Era ruim, mas era algo que eu queria voltar a apreciar, mas que eu não sabia como fazer, então passei esse ano todo basicamente no modus operandi do Urso do Pica-Pau:
Como eu falei no post anterior (há dois meses, HELP), um dos motivos principais que me fez ficar longe do editor de textos do Blogger foi a sensação de que tudo o que havia pra ser dito estava ficando principalmente no Twitter e em menor medida no Instagram, já que era muito mais fácil contar as pequenas anedotas da minha vida num app que fica num aparelho que está sempre na minha mão ao invés de tirar o computador do esconderijo, ligá-lo e ter o trabalho de escrever um post com parágrafos, título e imagens. Fiz amizades no Twitter, tenho uma pasta só de memes que tirei de lá e eu me sinto em casa ali desde 2012, devidamente protegida pelo meu ~anonimato~. Todas as pessoas interessantes estavam lá, era fácil interagir com elas, e eu recebia até notícias do mundo!!!!! Parecia não fazer muito sentido voltar a esse hobby jurássico de blogar, mas enfim aconteceu:
Eu estou de saco cheio da internet. Melhor dizendo, da internet no celular e das redes sociais.
Socorro.

NÃO PQ A MINHA GERAÇÃO É A ÚNICA QUE SABE O SIGNIFICADO DE EMPATIA 

Minha panelinha virtual faz coro comigo e é um alívio saber que não sou somente eu, Reclamona de Carteirinha, implicando com bobagens. Checar o feed dos apps é uma coisa automática, mas que nos últimos tempos tem me acrescentado quase nada: sinto que a maioria do conteúdo que chega até mim são comentários e piadas forçadas com o intuito único e exclusivo de LACRAR. Eu só quero saber o que as pessoas que eu sigo - a minha vizinhança virtual - tá dizendo sobre a vida e sobre as coisas todas, mas os algoritmos insistem em me mostrar gente fazendo piada forçada, falando obviedades e extrapolando qualquer conclusão - de formas CRETINAS - pra provar os mesmos pontos de sempre: homens não prestam, a geração millenial sofre demais, todo mundo é um floquinho de neve especial, pau no cu do capitalismo, Harry Styles é lindo mesmo sendo horroroso, etc etc etc. São esses os clichês da minha bolha cibernética, a morada de muitas meninas artísticas e levemente introvertidas que cresceram com a internet. Longe de mim pagar de Diferentona e iluminadona, mas fico aqui me perguntando se eu sou a única pessoa que enxerga o quão chato isso virou, o quão repetitivas e burras viraram as piadas e como a timeline mais parece a sétima série, cheia de gente que não sabe interpretar texto e quer confete. Sinto que preciso de novas pessoas na minha vida, mas já não sei mais achá-las na internet.

REVIRANDO OS OLHOS COM FORÇA
Será que eu fiquei velha demais pra internet? Será que eu estou levando as "piadas" a sério demais? Há um tempo, li uma notícia de um repórter do Times que ficou dois meses recebendo notícias somente pela mídia tradicional e que chegou a uma conclusão supimpa no final do experimento: embora ele demorasse mais pra receber as informações, a qualidade delas era muito superior, porque chegavam devidamente filtradas pelo jornalismo de qualidade ao invés de deturpadas na forma de comentários e memes como acontece nas redes sociais. Percebi que isso é real e que tem me incomodado horrores: eu não quero saber a sua opinião sobre o submarino do Elon Musk, o nazismo na Croácia ou se você quer Lula preso ou solto; são opiniões DEMAIS, opiniões das 142 pessoas que eu sigo, mais aquelas que elas curtem ou retuitam e de alguma forma chegam até mim. Eu já tenho as minhas opiniões e, convenhamos, elas são tão (des)importantes quanto as dos outros pra eu ter de ler e considerar respeitosamente cada conjuntura que fez cada um desses pontos de vista.
é pior o tuíte bosta ou a pessoa que comenta o tuíte bosta falando mais bosta ainda???????????

Talvez eu esteja velha mesmo. É incrível pensar que em um dado momento da minha vida eu tinha pique pra entrar em treta em grupo de Facebook - hoje em dia estou há uns três anos sem usar essa rede e foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida. Sinto que talvez eu devia dar um tempo das outras redes também, e sigo no aguardo do dia em que vai existir um tipo de manual pra uso ótimo e seguro da internet. Eu só quero fazer amigos sem passar nervoso, sem ter que ficar sabendo das opiniões que eles tem e que me desagradam. É engraçado pensar que, quando eu era adolescente, isso era falsidade - hoje em dia é apenas cada um na sua se poupando de estresse e compartilhando aquilo que é bom e que temos em comum. No fim das contas, a gente realmente não tem que gritar todas as nossas opiniões e ideias pra TODAS AS PESSOAS DO MUNDO, e é por isso que cada vez mais eu tenho defendido que a gente e as pessoas enfiem cadeadinhos em suas redes sociais e separem as suas personas públicas da vida privada. O menino da Grã-Bretanha tem todo o direito de achar a nossa seleção de futebol patética, mas ninguém é obrigado a saber disso não. Então pra quê comentar isso numa conta com quase um milhão e meio de seguidores? Por que tem tanta gente querendo saber o que esse cara fala??? Ele é só uma pessoa com um monte de opiniões irrelevantes como eu e você. Eu xinguei o goleiro da Bélgica de coisas igualmente irritantes, e felizmente ninguém foi acabar com a minha carreira na internet porque graças a Deus eu não tenho nenhuma - ninguém começou a levar a sério neste nível as coisas que eu falo. Amém. 
ah pq a carta capital querendo lacrar é um ABSURDO mas no meu tuíte é HITEI TO FAMOSA 

CHEGA DE PESSOAS HITANDO PERTO DE MIM. Eu odeio essa palavra.
PAREM de bater palma pra aberrações da internet. STOP CONFETE EM GENTE PASSANDO VERGONHA, ou querendo ser o dono da verdade. Não existe necessidade nenhuma de jogar lenha na fogueira do óbvio, de se levar a sério, de tentar o tempo todo emitir opiniões validíssimas e seríssimas, de BATER BOCA numa rede social cujo maior trunfo são memes e gente debochando de si mesma pra angariar engajamento digital e uma chance de alguém enfim ver seu Instagram.
augustolanches é a única pessoa que me representa no twitter inteiro e é isto
Pode ser que esse desabafo não tenha feito sentido nenhum pra vocês, mas eu precisava disso pra botar meus pés aqui de novo. Para o bem ou para o mal, acho que eu voltei ❤️

ALÔ, INTERNET

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Eu sou a Emi e esse é o Beyond. Estamos no quinto mês do ano 2018 de Nosso Senhor e esse blog está finalmente saindo de um coma que durou praticamente cinco meses. Não sei dizer o que foi que mandou essa URL pra UTI, mas passei as últimas semanas com uma certeza inconsciente de que esse blog era um peso morto para a nação, que compartilhar essas aleatoriedades que normalmente posto aqui já tinha se tornado função do instagram e do tuirer (que acontecem muito mais rápido e exigindo muito menos trabalho) e que, embora o derradeiro post fechando as portas do blog e despachando vocês (?????????) daqui nunca vá acontecer, tinha chegado a hora de me despedir da minha carreira de blogger de terceiro escalão.
Mas não foi dessa vez.
Eu acho. Eu sou taurina teimosa demais pro meu próprio bem.


O MURO:
Depois de quase dez anos morando no mesmo endereço, minha mãe decidiu que ia refazer o muro que divide nossa casa com a casa dos vizinhos barulhentos. O muro antigo não era alto o bastante pra nos isolar por completo; nesse tempo todo o vizinho reformou a casa e botou uma porta bem de frente pra nossa porta (que fica de frente pro muro), e por muito tempo mamãe planejou vender tudo e mudar de casa só pra não ter mais o desconforto de ter pessoas encarando nosso projeto de quintal quando saem de casa. Felizmente o espírito de Donald Trump baixou por aqui pra resguardar nosso território:

O que vocês não imaginam é que a vizinha (que concordou em dividir o custo da obra) sugeriu que quem fizesse o serviço fosse um parente pedreiro dela. O muro demorou UM MÊS pra ficar pronto e nesse meio tempo tivemos que conviver com zero tijolos entre eles e nós, mas agora tá tudo pronto e a melhor parte é que em vez de olhar pra cara de vizinhos, agora temos PRANTINHAS.
meu quintal é só isso que vocês estão vendo na foto mesmo, obrigada de nada
Também fui na feira agropecuária da Cidade Grande e comprei mais plantinhas seguindo as ordens da minha mãe, que está se tornando a louca da jardinagem. Não que eu esteja reclamando - tá difícil cuidar sozinha da manutenção da minha própria vida e isso não favorece que eu me torne jardineira no momento, mas adoro chegar em casa e passar por esse corredor viçoso. 
comprei um pé de morango, quando eu falo que moro na Roça vocês talvez não levem a sério (as outras fotos são da feira, tho)

PROCRASTINAÇÃO:

vocês não sabiam mas eu AMO RYOTIRAS. acompanhem o ryot

Pagar o boleto da CNH. VOLTAR A DIRIGIR. Estudar pro concurso. Fazer o TCC. Postar no blog. Falar com meu pai. Anotar a metragem do tapete. Esfoliar o rosto. Tirar a sobrancelha. Esses dias, cheguei ao ponto de fazer uma lista no Google Keep com tudo o que eu precisava fazer - não pelo propósito de sempre, o de checar as coisas, mas porque sabia que sem aquilo eu esqueceria de todas aquelas coisas em dez minutos e minha vida se transformaria num caos ainda maior. A listinha já tem nove itens completados e é a única coisa segurando as pontas da minha vida no momento, provavelmente também a responsável pela confecção deste post e ressurreição do blog (com esse, são dez itens). 2018 não tem sido tão legal até agora porque ao mesmo tempo que nunca tive tanta certeza do que preciso fazer pra consertar minha vida, me sinto cada vez mais incapaz da execução dessas coisas, confusa e perdida, por alguma razão que não consigo identificar. O humor predominante é deitar em qualquer lugar e encarar o teto, mas quando faço isso, minha mente dispara, listando oitenta e cinco coisas que eu deveria estar fazendo pra me tornar a jovem mulher de sucesso que sei que deveria estar sendo - eu não consigo sair do lugar e esse processo só traz angústia, fuga e um ciclo inquebrável de procrastinação. Digníssimo disse que eu preciso criar rotinas saudáveis - e eu juro que tenho tentado, anotando coisas no diário, baixando apps pra isso, mas nada parece estar funcionando. Na semana passada, minha psicóloga disse pela primeira vez em dez anos que eu pareço infeliz, e fui obrigada a concordar. Aceito sugestões pra construir hábitos mais saudáveis ou convites pra tomar um café na casa de vocês e chorar todas as minhas pitangas (preferencialmente os dois).

KPOP:
Ouçam Red Velvet, a banda com a estética mais bonita que eu já vi. Não entendo nada de k-pop (e nem quero, tô velha demais pra essas modas), mas acabei ouvindo uma música dia desses, ouvi outra, e outra, e quando eu vi estava baixando a discografia inteira. Não sei coreano mas isso nunca foi um empecilho pra eu curtir músicas - o ritmo é gostosinho, as meninas cantam bem, e as músicas mais animadas são ótimas pra se ouvir na hora de se exercitar. Ultimamente eu tenho andado meio enjoada das músicas que tenho no computador e os lançamentos que tocam no rádio, e mesmo sendo pop, o pop coreano me cativou mais do que o americano.
duvido que um dia eu vou saber quem é quem, mas já sei que tem a joy, a irene e a wendy

E O RESTO:
Faltam quatro meses pro fim da minha especialização e EU ESTOU CONTANDO OS DIAS, juro. Pelo menos minha orientadora fez elogios ao TCC. Amém. // Em tempos do retorno de 13 Reasons Why, eu devia dizer pra vocês que o oitavo episódio da segunda temporada de One Day at a Time é uma das melhores coisas que já vi nas atuais produções da Netflix sobre o tópico saúde mental. Aliás, vocês assistiram One Day at a Time? É uma série curtinha e ótima, que fala sobre coisas sérias com responsabilidade, tem personagens cativantes e LATINOS. Assistam!! // Sétimo dia de greve dos caminhoneiros e o apocalipse ainda não chegou na Roça, embora falte gasolina nos postos (eu não dirijo, rá) e gás de cozinha, mas não comida - o que não faz tanta diferença aqui em casa, já que menino Digníssimo me presenteou há um mês com uns dez quilos de soja. Embora seja um assunto muito sério, meu estado mental só me permite comentar que eu agradeceria se o fim do mundo durasse só o suficiente pra me dar uma semaninha de folga das aulas e do trabalho (eu vou trabalhar à pé, not gonna happen anyway). // Por alguma razão muito estranha, me peguei curtindo um sertanejo universitário e fiz uma playlist - só tem hits de sofrência, prestem atenção se vocês estiverem sofrendo por amor. // Me convidem para festas juninas flw vlws