Beyond Literary Awards 2017

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MAIS UM POST QUE EU PUBLIQUEI SEM QUERER ANTES DE FINALIZAR. ESTOU VIRANDO A PRÓPRIA TIA DA INTERNET. MIDESGUPI.

A premiação literária mais desimportante do ano chegou, discutindo a marca medíocre de 21 livros lidos durante o ano de 2017. Essa foi minha menor marca desde 2014, ano em que fiquei desempregada saí da faculdade e comprei um Kobo, e confesso que rola uma decepção real ao pensar no significado disso: 2017 é o ano em que tive menos tempo livre desde então, mas é também o ano que desperdicei a maior parte do meu tempo livre com ocupações inúteis (horas absurdas jogando The Sims). Também foi um ano de leituras meio aleatórias e menos proveitosas do que eu gostaria, razão pela qual essa retrospectiva literária está meio pombo. Bear with me, gente.

Maior livro: As estatísticas do Goodreads dizem que foi Watchmen, com 448 páginas em formato gigante. Acho uma picaretagem muito grande dar esse título pra um livro onde só 15% da superfície dele é coberta com texto, então uso as estatísticas não oficiais, que dizem que esse troféu é um empate entre The Dream Thieves e The Raven King, livros 2 e 4 da saga dos Garotos Corvos, ambos com 439 páginas que foram devoradas sem cerimônia.

Serendipity: O Azarão, do Markus Zusak. Eu baixei esse livro no Kobo há séculos e nunca tinha dado uma olhadinha pra ele desde então, mas conhecer os irmãos Wolfe foi uma surpresa agradável e gostosa. Cameron é muito fofinho (do seu jeito) e eu to torcendo pra leitura dos próximos livros da série ser tão prazerosa quanto a desse primeiro.

Melhor HQ: Li quatro HQs nesse ano: três da Graphic MSP (aquela que lança histórias da Turma da Mônica com motes sérios e artes maravilhosas) e Watchmen; e embora todas tenham sido boas leituras, é claro que não posso deixar de enaltecer mais uma vez esse [voz de faustão] MONSTRO SAGRADO [/voz de faustão] da literatura de quadrinhos. Tudo o que precisa ser dito sobre Watchmen já foi dito por aí, então só me resta falar que o hype é bem merecido.

Aquisição favorita: 2017, o ano em que comprei vários livros lindos e não li nenhum. Acho que minha aquisição favorita, no entanto, foi a edição de The Great Gatsby na qual eu paguei absurdos OITENTA E CINCO REAIS só porque ela tem uma capa meio art deco que, diga-se de passagem, é extremamente frágil. Ser colecionadora de livros é uma maldição terrível.

Pior livro Livro mais decepcionante: O Papel de Parede Amarelo. Não foi um livro ruim, eu acho. Eu só ??????não entendi?????nada????? Esse é o problema de criar expectativa com algumas leituras. É por isso que eu gosto de ler sem conhecer a história.

Melhor livro: Já falei de Watchmen Embora a quadrilogia dos Garotos Corvos tenha feito a minha cabeça com força em 2017, o livro que recebe o título de Melhor Leitura do Ano é A Guerra que Salvou Minha Vida, pelos motivos que já citei na tag dos 50% que respondi em agosto: é um livro sobre a Segunda Guerra com Crianças Incríveis, um mix de duas das minhas coisas favoritas na ficção. Ada é uma garotinha muito amável e forte, e eu espero ler mais histórias tão cativantes quanto essa no ano que vem.

Melhor personagem: Embora não seja um personagem que eu conheci somente nesse ano, acho que o melhor personagem dos livros que li é definitivamente Rorschach, um dos meus heróis favoritos no eixo ficcional Marvel-DC. Ele pode não ser o baluarte da moral e dos bons costumes, mas é provavelmente o tipo de salvador megalomaníaco que eu seria. Se o futuro da humanidade estaria a salvo ou não, só Alan Moore pode nos dizer PAU NO CU DO OZYMANDIAS.

Maior crush: Esse ano essa categoria precisou aparecer aqui por motivos de RONAN LYNCH. Meus amigos, que homi. Fazia anos que eu não encontrava numa leitura alguém capaz de me fazer querer voltar a escrever fanfics ridículas com protagonistas misteriosos e com cara de mau - e mesmo sabendo que esse tipo de boy na vida real é uma furada inquestionável, eu me permito fantasiar a role com mil diálogos e situações mirabolantes pras quais esses carinhas são o material perfeito. Ainda bem que a gente tem a ficção pra isso. Leiam Raven Boys, crianças!
eu acho o ápice do lifestyle de fã essa coisa de headcannon. 100% FANFIC MATERIAL
Melhor quote: Richard Campbell Gansey III definindo a pobreza foi, provavelmente, a melhor coisa que li impressa em 2017. Segue a minha tradução do trecho:
"Os Ganseys não precisavam ter um monte de coisas em casa porque cada objeto que eles tinham era exatamente a coisa certa pro seu propósito. Eles não tinham uma estante barata utilizada como um armário pra pratos sobressalentes. Não havia uma escrivaninha que guardava papelada junto com material de costura junto com brinquedos. Não tinham panelas e frigideiras empilhadas em armários ou escovas de privada em baldes baratos de plástico. Ao invés disso (...), tudo era esteticamente aprazível. Era isso que o dinheiro fazia. Colocava desentupidores em baldes de cobre, pratos extras atrás de portas de vidro, brinquedos em baús entalhados e pendurava frigideiras em ganchos."
Ouch.

Me recomendem livros pra 2018 além de todos aqueles que eu comprei e ainda não li??

Beyond Music Awards 2017

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A onze (!) de terminarmos o ano, é com o Beyond Music Awards que eu inauguro a temporada de premiações retrospectiva deste humilde blog.

Banda de 2017: Hamilton cast
JUST YOU WAIT JUST YOU WAIT
POR ONDE EU COMEÇO? Inesperadamente, Hamilton virou meu grande mozão de 2017. Comentei num outro post que a obsessão começou com Digníssimo e rapidinho ganhou meu desprezo, porque eu não entendia nada e achava aquela mistura de rap com história BIZARRA. Vejam bem, amigos, vejam bem; eu entendo exatamente o que se passa na cabeça de vocês, não-convertidos ao culto. Olhando assim, parece bizarro, parece overrated, parece nada a ver mas a verdade é que é realmente ótimo, especialmente se você também gosta de musicais.
Hamilton é a história real de um bastardo, órfão, SON OF A WHORE AND A SCOTSMAN, DROPPED IN THE MIDDLE OF a forgotten  que transformou a história de fundação dos Estados Unidos falando mais do que a boca e fazendo Grandes Coisas com isso. Também é uma história sobre como a escrita sempre leva você a algum lugar, sobre como morrer é bem mais fácil do que viver, sobre a importância de quem fica pra contar a história no final e sobre como gente morta nunca vai ser mesmo presidente. Mas acima de tudo isso, Hamilton é um imenso rap bem humorado cheio de palavras difíceis e rimas compridas, com citações que podem ser usadas em quase tudo, e eu não resisto a esse tipo de coisa. VEM, GENTE

créditos: @hamiltonasbr
Blue tune: Liability (Lorde)

Baby really hurt me / crying in the taxi / he don't wanna know he says he made the big mistake of dancing in my storm / says it was pooooooooison / so I guess I'll go home / into the arms of the girl that I love / the only love I haven't screwed up / she's so hard to please but she's a forest fire / I'll do my best to meet her demands / play it romance / we slow dance in the living room / but all that a stranger would see / is one girl swaying alone stroking her cheeeeeeeeeeeeeeek

Melodrama foi um baita sucesso em 2017, do qual eu não partilhei. A Lorde ainda não é a rainha da minha vida e eu continuo preferindo o Pure Heroine dentre os dois cds dela, mas Liability é uma música irresistível, a letra falando exatamente sobre essa sensação de ser um peso gigantesco que tem me acompanhado desde que eu me entendo por gente. Chorei no ônibus ouvindo essa música, não há nada mais triste. Nenhuma outra poderia ganhar isto aqui.

Melhor vocal feminino: Karen Carpenter. A Karen Carpenter não é por si só uma entidade musical - ela era irmã do Richard Carpenter, e juntos os dois compunham isso mesmo os Carpenters, uma dupla meio pop que fez um sucesso absurdo nos anos 70. É por conta desse sucesso que reverberou até hoje que eu já conhecia o Carpenters desde criança, mas foi só nesse ano que prestei atenção em como a voz da Karen é maravilhosa e incomparável. O estilo da dupla é muito marcante e além de dar uma paz danada no coração, tem o fato de ela cantar muito bem. Algo que eu também aprendi esse ano é que a Karen faleceu com trinta e poucos anos, por complicações decorrentes da anorexia que ela desenvolveu numa época em que ninguém nem sabia que isso era uma doença. Rest in peace, Karen Carpenter ❤

Serendipity: A trilha sonora de Guardiões da Galáxia volume 2. Eu já escrevi aqui no blog sobre esse filme e como ele por si só foi uma serendipidade na minha vida, e a mesma coisa não poderia deixar de ser aplicada pra trilha desse filme. Ali tem músicas ótimas que eu dificilmente teria ouvido em outro lugar e que fizeram muito pra embalar meu ano, como Mr. Blue Sky e Come a Little Bit Closer. VEM GUARDIÕES 3

Pet peeve superado: Muse
E assim seguimos com uma streak de quatro anos superando pet peeves da industria musical (nas edições passadas: Taylor Swift, Katy Perry e Lana del Rey)!! Não me apaixonei perdidamente pela banda, mas pelo menos agora consigo curtir umas musiquinhas sem revirar meus olhos como acontecia sempre que eu lembrava que certas pessoas já tinham curtido essas músicas juntas. A única que peguei pra mim foi Uprising, mas já considero uma vitória. #winning

Melhor solo de guitarra bateria: 2017 foi o ano do The Killers volume cinco e se eu falhei miseravelmente em encontrar uma música com um solão de guitarra memorável pra representar esse ano, Ronnie Vannucci não me deixou na mão em Run for Cover, que, inclusive, foi a segunda faixa mais tocada por mim nesse ano.  O que é que eu posso dizer do The Killers que ainda não foi dito? Essa banda sabe como tocar as cordas do meu coração, senhoras e senhores.

A mais pedida: O last.fm tá aqui dizendo que foi Lucky Girl, do Fazerdaze. Ouvi essa música em loop um final de semana inteirinho, porque essa bandinha é muito maravilhosa; e mesmo embora ela não tenha recebido tanta atenção no resto dos meses, acho que o prêmio é merecido por ser algo diferente de tudo o mais que tocou nos meus foninhos em 2017 e eu realmente ter precisado da tranquilidade da voz da Amelia Murray em vários momentos.

Troféu QQ CE TÁ FAZENDO AQUI: 
eu me dei ao trabalho de fazer esse gif biográfico. GIFS BIOGRÁFICOS, MELHORES GIFS
No meio desse ano, rolou uma fase muito Roberto Carlos na minha vida, coisa impensável pra mim, que sempre achei esse cara meio abominável esquisito demais. O fato é que minha mãe tinha razão e, antes de viver atirando rosas em cruzeiros e fazendo o especial de Natal da Globo, Robertinho escreveu e interpretou um número absurdo de músicas, muitas das quais regravadas e conhecidas (e adoradas) por mim na voz de outras pessoas. Não há como negar, esse cara fez a música brasileira. Minha preferida, de longe, é aquela onde você estiveeeeeeeeeer, não se esqueça de mim. Sério, gente, que musicão. Cantem isso com a mãe de vocês e saboreiem o momento.

Sertanejinho do ano: Retrovisor (Fagner)

Fagner não é bem um sertanejinho, mas é o xodó da minha mãe, ninguém com menos de trinta anos curte e fala sobre todas essas coisas não-millenials que volta e meia afetam o coração da gente que mora aqui na roça. É uma música perfeita pra se ouvir às seis da manhã, comendo um pão na chapa com café num bar de rodoviária enquanto se pensa na vida, apreciando o gosto agridoce desses momentos em que a gente não está em lugar nenhum; e talvez a coisa que eu mais tenha desejado esse ano foi estar em lugar nenhum, comendo um pão na chapa às seis da manhã, pensando em todas as possibilidades que a vida tem pra mim longe dali. Certas coisas só o sertanejinho do ano consegue.

É isso aí. OUÇAM HAMILTON. LOOK AROUND, LOOK AROUND. TALK LESS, SMILE MORE. OUÇAM HAMILTON. 


Wishlist: Natal 2017

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O ano VOOU e por isso estou aqui, escrevendo minha cartinha pro Papai Noel mais tarde do que de costume. 2017 foi um ano onde, surpreendentemente, quis menos coisas do que o normal e também consegui finalmente comprar três coisas que eu queria há séculos anos: O cartão de memória ideal pra minha câmera gravar vídeos, um abajur maneiro pra usar como lâmpada de cabeceira e A FAMIGERADÍSSIMA ESCRIVANINHA, que cito como carro-chefe dos meus desejos desde dois mil e DOZE. É até estranho fazer uma lista de desejos diferente depois de anos repetindo a mesma coisa, mas não é impossível, hehe. Vamos lá:
1: Querido Papai Noel, a última vez que eu te pedi algo foi há vinte anos, então vamo lá: quero essa edição de Anna Karenina que a Barnes & Noble decidiu tirar de impressão sem me avisar. NUNCA MAIS TE PEÇO NADA. Fui uma ótima menina esse ano e não matei ninguém, por favor, colabora aí Noel.

2: Uma bolsa estilo carteiro, de couro. Desculpa, gente vegan: amo couro e vou protegê-lo usá-lo onde eu puder. Já tenho uma botinha e meus planos são de adquirir uma jaqueta e, no dia em que eu for milionária, um sofá (!!!!! limites, claramente não temos). A botinha continua sobrevivendo após cinco anos de uso intensivo e eu espero que todos os outros pertences se comportem da mesma forma, porque meu jeito de salvar o meio ambiente é comprando coisas que durem pra sempre, hehehehe.

3: OLHA O CADERNINHO DE COURO AÍ TAMBÉM: Eu acho esse Midori Traveler's Notebook uma coisa tão adorável que ele já veio parar na wishlist; mas preciso de cadernetas e vocês sabem que nesse aspecto eu não sou tão seletiva - quando se trata de papelaria, mais é mais. Quero três caderninhos diferentes só pra começar 2018. ACEITO DOAÇÕES E JABÁS.

4: Uma mala, porque eu vou viajar e até o momento só tenho uma mochila. Malas são horrivelmente caras e eu estou horrivelmente sem dinheiro. Send help???

5: Falando em coisas horrivelmente caras, a coisa que provavelmente vai ocupar o lugar da escrivaninha como "objeto caro e impossível" das minhas wishlists é uma lente nova pra minha câmera. Essa aí é a Sigma 17-50 f/2.8 e ela nem é tão cara, sai por APENAS R$ 1549,99 no Mercado Livre (eu uso Canon, ficadica). Houve boatos que eu ia ganhar uma lente, mas alegria de pobre, meus amigos, só serve pra burguesia entediada fazer pilhéria depois. Paciência.

6: Esse pigmento dourado da Quem Disse Berenice, única coisa acessível ao meu atual orçamento dessa lista. O problema é que já andei comprando maquiagem demais lá (inclusive um delineador que me permitiu a realização do delineado próprio, TE AMO QUEM DISSE).

7: Um óculos de sol com grau, porque a tarefa de chorar disfarçadamente no ponto de ônibus após a terapia e ver qual é a linha do ônibus que está vindo não é mais possível agora que sou míope. Juro pra vocês, só percebi que estava com problemas de visão (e resolvi fazer óculos) porque eu estava com dificuldade de ver o ônibus à distância. Pontos bônus se ele for vermelho ou nude e me deixar com cara de mulher fina que foi parar por acaso no ponto de ônibus.

E é isso, eu acho. Esse negócio de fazer wishlists sempre me diverte porque me dá a oportunidade de revisitar ela nos anos seguintes e ver o que finalmente consegui comprar! A lista que postei no ano passado foi uma exceção à regra e consegui comprar TUDO o que citei (quase tudo, exceto a edição de Carry On). Seria mesmo um milagre? Talvez Papai Noel realmente exista, hehehe.

Roma, duemilaquattordici

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ADIVINHA QUEM ACHOU QUE TINHA PUBLICADO ESSE POST MAS ACHOU ELE NOS RASCUNHOS? HUEEEEEE
Pra você que está perdido: eu dei um role na Itália em 2013-14 e esse post é a última parada da viagem que está mofando nos rascunhos desde então. Podia fazer a egípcia e publicar isso aqui na data correta, mas essas fotos precisam ver a luz do dia. Apreciem (ou não):

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Ou: Ciao, bella
Antes disso: Bologna - Ferrara - Veneza - Bologna, il ritorno - Verona - Firenze
Parada final desse diário de viagem. Talvez vocês estejam dando graças a Deus, mas eu não posso evitar sentir um nozinho na garganta, até porque o melhor da viagem está todo aqui. Veneza é mesmo um sonho, Bolonha roubou o meu coração, e até Florença deixou saudades, com a vista do Rio Arno e da Pontevecchio, mas gente...
Roma.
Grande, lotada de turistas e com o trânsito mais mortal que eu já vi na vida. Cheia de imigrantes e suas barraquinhas, sítios arqueológicos no meio da cidade, e lojas vendendo tudo o que eu imaginava - de vestidos Valentino a sorvete de manjericão a macarrão em formatos exóticos. Roma é a cidade que eu poderia passar o resto da vida descobrindo.
Eu adoraria que esse diário de viagem conseguisse explicar tão bem a sensação que essa cidade me passou em cada um dos dias que eu fiquei lá, mas talvez vocês precisem descobrir sozinhos. Fiquem com as fotos e o meu mimimi saudoso:

#gelatododia: mirtilo e romã
'You can check out any time you like but you can never leeeeeeeeeeeeeeeeeave'  CARA POR FAVOR
FYI: Tem várias fontes espalhadas em Roma, e elas tem água potável
Uma palavra para o Monumento a Vittorio Emanuele II (o primeiro rei da Itália unificada): MONUMENTAL
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Definindo Roma (turística) em uma imagem: ruínas a céu aberto. Aparentemente existe até uma piada local sobre o fato do metrô ter só três linhas (porque não deve ser fácil simplesmente sair escavando a terra por lá)
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Uma foto do lugar mais bonitinho do complexo Foro Romano-Palatino: O templo das Virgens Vestais
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Basílica de São Pedro: é tudo isso mesmo, gente
PAPA FRANCISCO BEIJANDO CRIANCINHAS: WINNING
Papa aparece na sua sacadinha na sexta-feira e reza o evangelho na Piazza San Pietro nas quartas às nove da manhã.
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Vista do Papa 
 O Panteão, onde estão enterrados rei Humberto e a esposa (a famosa rainha Margherita) e Rafael Sanzio, tartaruga ninja. A distorção nessas fotos é assustadora mas QUE CULPA TENHO EU se os monumentos são imensos?????????
 A Piazza Navona é conhecida como o centro social da Itália, é onde fica a embaixada brasileira e tem essa fonte que eu achei muito mais legal que a Fontana de Trevi, a Fonte dos Quatro Rios:
 Quem esculpiu ela foi o Bernini (assim como 90% de Roma) e ela tem quatro estátuas representando os rios mais longos de cada continente na época: O Ganges, o Danúbio, o Nilo e o rio da Prata. Esse aí é o Danúbio, eu acho - procurem no Google, tem todo um simbolismo daora.

Seguem as fotos do Museu do Vaticano World Tour:
É uma múmia de verdade. Obrigada de nada
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Pelo amor de Deus, não deixem de ir no Museu do Vaticano - surtei com a quantidade de coisa maravilhosa que a Igreja Católica acumulou nesses séculos. Isso aí em cima é um envelope com uma carta em escrita cuneiforme (1700 a. C.)
DSC00854 A Escola de Atenas!!!
Foto com o Laocoonte que quase me fez apanhar de turistas chineses ávidos por uma selfey
As fofocas que perduraram ERAS: Esse aí é o Antinoo, um novinho dito como favorito/amante do imperador Adriano. Antinoo morreu afogado no Nilo e Adriano começou um CULTO ao seu amante falecido, transformou o menino em divindade, fundou uma cidade em homenagem a ele e batizou uma estrela com o nome dele. GENTE. Apenas GENTE.
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Vocês sabiam que tem Salvador Dalí no museu do Vaticano? Nem eu. Esses papas MANJAM DE ARTE.
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Vista de cima de Roma/Vaticano de dentro do museu. Você pode fotografar à vontade lá, então não dê bobeira como eu dei e leve umas duas baterias.
CENTO E CINQUENTA SABORES DE SORVETE, dizia a plaquinha. Os reviews falavam que "tava bem longe de ser o melhor gelato da cidade" porém eu achei excelente e voltei aí uns três dias, a gente gosta é de fartura. Inclusive chocolate com laranja é o melhor sabor de TODOS.
Foto de turista no Coliseu: TEM SIM
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Isso a Globo não mostra: a mochila companheira da viagem toda e o guia que salvou as nossas vidas (e os nossos bolsos de ter que pagar pelo áudio guia dos museus)
Essa vista
E essa vista estão uma na frente da outra. Aqui em cima é o Templo de Vênus e Roma, que fica dentro do complexo Palatino-Foro Romano e é um lugar quietinho e com uma vista incrível do Coliseu.
Arrivederci <3 (o que é uma despedida muito adequada, porque arrivederci traduz literalmente como até nos revermos)

Podia terminar esse post com um típico DEUS ME LEVA DE VOLTA mas a verdade é que talvez eu esteja voltando. Heh. WAIT FOR IT WAIT FOR IT

O que eu fiz em setembro

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Devidamente acordada conforme a profecia de Billy Joe, é hora de atualizar esse blog e contar pra vocês o que eu fiz nesse mês pós-BEDA em que me dei o direito de não me preocupar com os posts. Meu principal objetivo era dormir em horários regulares e mimar de volta todo mundo que passou por aqui - que eu não consegui cumprir completamente (então sim, podem me odiar, eu mereço), mas realizei até que satisfatoriamente, então é hora de seguir em frente com a programação do blog porque se a gente enrolar muito, de repente já vai ser 2018 (já recebi imagens de panetone no mercado, vejam que heresia).

EU LI. TCHARAMMMMMMMMMMMMMMMM

Logo no finalzinho do BEDA, eu e a Michas coversamos sobre como estávamos insatisfeitas com nosso ritmo de leitura em 2017, e decidimos que o mês seguinte ia ser aquele em que nos dedicaríamos a tirar uns minutinhos por dia pra ler. Minha meta foi a de ler um mínimo de dez páginas por dia em quatro dias por semana pelo menos, e nessa brincadeira consegui a marca recorde do ano de ler TRÊS livros num só mês, com mais de 100 páginas e nenhuma HQ. A Emi de 14 anos ficaria bem pouco impressionada, mas enfim. Ela também não tinha dois empregos e uma especialização pra dar conta.

Comecei pela aclamadíssimo Raven Boys, esse livro que bombou absurdamente em sei lá, 2015, e como boa diferentona que sou, só arrumei lugar pra ele agora em minha vida. Amo quando pago a língua por não ter lido um livro antes, porque essas histórias sempre me arrebatam de um jeito tão maravilhoso que sequer tenho cabeça pra me recriminar pela teimosia. A história tem protagonistas impossivelmente ricos, magia, mistérios sobrenaturais e Blue Sargent, a filha de uma vidente que cresceu sabendo que caso ela beije seu amor verdadeiro, ele vai morrer. Meu único apelo é pra vocês lerem também (já convenci Michas e Vanessa, mas espero arrebatar mais gente).
Depois, li The Book of Hygge, mais um desses livros de lifestyle que estouram e fazem nossa cabeça. Caso você esteja por fora do hype internético, hygge é uma palavra dinamarquesa (aparentemente a pronúncia é hoogah) que representa todo um conceito de conforto e aconchego e que é considerado uma das razões pra Dinamarca estar todos os anos no top 5 países mais felizes do mundo. O livro é legal e tem umas observações interessantes do autor, que é CEO do Instituto de Pesquisa da Felicidade (aparentemente é algo sério), mas também tem seus momentos auto-ajuda pedante, oferecendo receitas cheias de ingredientes que não se acham nessa terra brasilis e sugerindo que você acenda velas e lareiras a rolê. Se o hygge tem tanto a ver com calor, o brasileiro estaria no top 10 nações hygge. Leiam sem muita expectativa.
Depois peguei O Conto da Aia, por sugestão da Mia. Não era uma leitura que eu estava muito entusiasmada pra começar, depois que a sinopse que tinha lido falava em estupro - agosto tinha sido muito exaustivo e eu só queria CONFORTO MENTAL, mas acabou que a história é bem menos agressiva do que eu imaginei e a temática gera umas reflexões importantíssimas. Não seja como eu, essa pessoa que torce o nariz pra tudo que é hype, e leia. A Mia disse que se cansou um pouco da escrita da autora no começo; eu, pelo contrário, gostei bastante. De qualquer jeito, a recomendação pra ler esse aqui permanece mesmo se a história parecer difícil de engrenar (e pode nutrir algumas expectativas com esse aqui, tá).
Terminei o volume 2 dos Garotos Corvos no comecinho desse mês e só posso dizer RONAN LYNCH ME BEIJA É MINHA MAIS NOVA CRUSH LITERÁRIA. LEIAM OS GAROTOS CORVOS.

Também comprei coisas!!! Sapatilhas, porque a coisa tava feia (foram 3 por 99 na Zattini, comprem lá e usem o cupom OIZATTINIMEPATROCINAPLMDDS. Mentira, não tem cupom, porém se a Zattini ou a Moleca quiserem me patrocinar MEU CONTATO TÁ ABERTO), e duas brusinhas pelas quais estou apaixonada. Olha, acho que chegou a hora de assumir que camiseta é uma das minhas peças de roupa favoritas. A tendência 90's revival por mim podia durar pelo resto do século. Além das coisas aí em cima, comprei uma bolsa e uma vela com cheiro de melão no Paraguai. Viajei 400km pra trazer só isso pra casa, porque o que eu queria MESMO era uma lente nova mas ainda não tenho os monies pra comprar. Se vocês fizerem uma vaquinha pra me comprar uma 35mm, prometo fazer ensaios de todo mundo de graça.

Também foi o mês em que o The Killers finalmente desencantou e lançou o cd novo, Wonderful Wonderful. Até agora não sei o que sentir: é bom, mas eu esperava mais. Das faixas que não tinham sido lançadas antes, a única que amei com vigor foi Tyson vs Douglas, mas tem mais duas ou três que são bem cativantes. O resto eu achei meio meh mesmo. No restante do tempo, continuei meu culto a Hamilton, o musical que fodeu minha cabeça e me prendeu nas garras de um amor gostoso, que sequer consegui falar a respeito no BEDA porque o tempo era curto e a necessidade de elaborar os sentimentos era GRANDE DEMAIS. Se você se interessa por história, gosta de musicais, quer ver bastardinhos revolucionários apavorando geral e não se importa de chorar no meio ou passar semanas com as mesmas músicas na cabeça, o link pra trilha sonora é esse (tem o musical todo na internet também mas não vou sair postando links por aqui com medo das pessoas acharem e tirar do ar RISOS):
E A ELIZA É A ÚNICA PESSOA POSSÍVEL NESSA HISTÓRIA. Um fato interessante: quase todo o elenco do musical é composto de atores não-caucasianos pra contar a história de um dos pais fundadores dos EUA. Valeu por essa, Lin-Manuel Miranda (e pelo resto do musical também).

O que espero de outubro: Dormir bastante no feriado e juntar dinheiro pra comprar a lente que eu to querendo. Leiam Raven Boys e ouçam Hamilton pra gente comentar juntos depois!