Um filme de herói roubou meu coração

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Eu estou careca de dizer nesse blog que não gosto de filme de herói, e quando Guardiões da Galáxia 1 surgiu na minha vida - mesmo apesar da trilha sonora absurdamente incrível - senti um misto de aborrecimento, confusão e preguiça com um guaxinim, um tronco falante, uma mulher verde e o protagonista bonitão e convencido explodindo tudo e todos na minha frente. Quando Digníssimo, meu patrocinador oficial de idas ao cinema, disse que queria que eu o acompanhasse pra ver a sequência, jurei que não ia reclamar - muito - e torci pra que a trilha sonora fosse ainda melhor, mas eu realmente não estava esperando que, lá pelas tantas, aquele negócio me causasse SENTIMENTOS.
É presunção demais de minha parte dizer que Guardiões - assim como seus primos criados pela Marvel - é um filme ruim. É um filme que não se leva a sério, que não se preocupa nem por um instante em trazer pra telona questões profundas e cabeçudas, que quer abusar dos clichês, das cenas de explosão, dos alívios cômicos e forçar nossa suspensão da descrença até o limite; mas que nem por isso se torna um desperdício de tempo, dinheiro, canções excelentes e Chris Pratt.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1ALERTA DE SPOILER!!!!!!!!!!!!!!!!!!1
Guardiões 2 é um filme que, pra além dos supervilões, lasers e piadas abusadas TASERFACE pra todo lado, também fala de coisas próximas demais da gente; e uma dessas coisas tem a ver com Ego, um personagem que merecia um troféu por personificar uma ideia tão bem. Peter finalmente conhece o pai alienígena que, como toda história na vida da gente, é feito de idealizações e mitos; e esse mito surge representando muito bem seu papel: aniquilador de exércitos inimigos, dono do seu próprio planeta, cheio de respostas e onipotente. Ego é um deus, do tipo que deixa a gente boquiaberto e apaixonado logo de cara.
com d minúsculo, pra parecer mais modesto
O problema de ser filho de um deus é que as decisões deles costumam ser incontestáveis e a história tem registros ruins acerca do que acontece com filhos imperfeitos - e spoiler alert: nenhum filho é perfeito. O filho perfeito é aquele que nunca chora, não suja as calças, não faz manha pra comer e vive a vida do jeito que nossos pais e mães sonharam pra gente no útero. Tanto Peter quanto nós todos fomos filhos perfeitos por um momento, até que a verdade aparece - até que nós crescemos, tomamos nossas próprias decisões e infalivelmente decepcionamos aqueles que passaram noites velando pelo nosso sono e lavando nossas fraldas sujas, seja por ser homossexual, desprezar a empresa familiar e preferir entrar pro circo, votar no PSDB ou não querer usar nossos superpoderes pra manter qualquer que seja o planeta dos nossos pais. A vantagem de não ser filho de um deus é que, ele pode até gritar e te por de castigo, mas nunca vai usar os superpoderes dele pra te prender.
Peter Quill tem que fazer uma escolha difícil (assim como todos nós): ele pode manter a ilusão do pai perfeito - mesmo sabendo que, no fundo, ele é um lunático - e aniquilar toda a sua vida fora do planeta Ego, sua gangue de amigos esquisitos e seus hits dos anos 80 em troca do amor eterno daquele homem fantástico - ou ele pode chutar o balde, despertar o ódio, levar umas porradas e fazer sua própria escolha, criar seu próprio planeta e escolher a sua própria família, que é o que, em última instância, todo mundo faz quando cresce. Ambas as possibilidades parecem ter vantagens e desvantagens na mesma medida, mas o problema de aceitar pra sempre o cargo de filho é que, por mais maravilhosa que essa ideia seja, ela não dá espaço pra nenhuma outra possibilidade.
 é caso de se ficar putinho mesmo, baby Groot
O problema de ser filho de um deus chamado Ego é que ele é seu próprio mundo, e nada que não seja Ego pode habitar ali. A história do relacionamento dele com a Meredith e como ele termina é uma metáfora perfeita sobre como não pode existir nenhum outro tipo de amor - e por que não, vida - em alguém que se coloca em primeiro lugar o tempo todo. Pra amar outra pessoa, é preciso abrir mão do ego em certa medida - é preciso crescer. Renunciar aos nossos sonhos desmedidos é algo que dói e exige maturidade pra ser feito, mas é a única forma de abrir espaço pra outras pessoas e permitir que a nossa vida gere outras vidas, num sentido metafórico e literal também. Ninguém pode ser pai de alguém sendo filho pra sempre, e se Ego acha que merece o título de pai de Quill só por ter parte no processo de fecundação, é bom que ele pense de novo - aqui na Terra a gente já aprendeu faz um tempo que pai é quem cria, e fazer um filho e sumir por 26 anos pra cuidar do seu próprio planeta é um jeito ótimo de conquistar o troféu de pior pai do mundo da galáxia.
E Yondu não aparece de graça nesse filme - aquele grandalhão azul e bronco, pintado de vilão por todo o primeiro filme, tem sua chance de mostrar que a vida não é feita de preto no branco e consegue se redimir e de quebra, salvar a pátria. Na cena do funeral, quando Quill finalmente se dá conta de que seu David Hasselhoff e ele não eram assim tão diferentes, é o momento em que ele também enterra suas fantasias de criança e entende que Yondu, com todos os seus defeitos, é quem foi seu pai real - assim como nós, num dado momento da vida, nos reconciliamos com nossos pais e mães e aceitamos todas as suas falhas, porque entendemos que ser adulto está bem longe de ser um super-herói, como um dia a gente ingenuamente acreditou. A cena depois dos créditos, em que ele aparece pra confrontar Groot adolescente me fez dar gritinhos de empolgação na cadeira - todos os Guardiões evoluem e formam laços ao longo da história, e é no decorrer desse filme, em cenas como a que Peter dança com Gamora e Drax afirma pra Nebulosa que eles são uma família, que percebemos que aqueles caçadores de recompensa e assassinos de aluguel egoístas não são os mesmos personagens que encontramos no final dessa sequência. Todos eles, com seus defeitos horríveis, continuam fazendo parte da vida uns dos outros por livre e espontânea vontade - e se isso não é ser uma família, eu não sei o que poderia ser.
Mais do que ver Quill enterrando suas fantasias de pai perfeito e crescendo, Guardiões continua falando sobre pertencimento e a possibilidade de se escrever uma história nova - Gamora é outra personagem que cresce e consegue enxergar que Nebulosa e ela não são assim tão diferentes; que nenhuma das duas é a mocinha ou a vilã, nenhuma das duas é à prova de culpa e julgamentos, mas ela consegue entender que as circunstâncias das duas não eram das melhores e naquele passado ela fez o que conseguiu e, se isso não foi o suficiente, talvez agora, num momento melhor, ela possa fazer mais. Drax, que passa a maior parte do tempo sendo o alienígena esquisitão e o alívio cômico da equipe, é quem enxerga Mantis de verdade e dá pra ela um lugar entre os Guardiões; e Yondu - de novo - se enxerga em Rocket e dá pra ele uma outra perspectiva sobre si - com uma história onde ele é visto mais como máquina do que um ser consciente e tem pouca relação de verdade com outras pessoas, não é estranho pra nós que ele tente afastar as pessoas o tempo todo agindo como um guaxinim irritante, já que guaxinins irritantes nunca desapontam ou magoam ninguém - e se o fazem, não vão se responsabilizar por isso. Se Ego quer amor ilimitado e exclusivo, essa conversa preciosa entre os dois nos dá ideia que viver fazendo o oposto é igualmente triste e perigoso, e que por mais que amar pessoas e formar vínculos seja extremamente cansativo, frustrante e cheio de percalços, talvez essa ainda seja a nossa melhor possibilidade.
Guardiões da Galáxia continua sendo um filme de herói absurdo e descompromissado com a realidade, e continua reforçando ainda mais o sentimento de que não importa se você é azul, verde, um guaxinim, um tronco, um herói B dos quadrinhos, um ciborgue ou um órfão, você ainda pode encontrar sua turma, chutar bundas e salvar a galáxia - e quem sabe, encontrar o amor verdadeiro. Não é difícil entender por que fui uma das poucas pessoas a ficar imune ao charme dessa gangue esquisita, já que se sentir um ET deslocado por boa parte da sua vida não é um sentimento tão estranho assim como crescemos acreditando que fosse. E é claro, as coisas se tornam ainda melhores se você puder fazer tudo isso embalado por um mixtape de canções dos anos 70.
Se você ainda odeia filmes de herói, Guardiões da Galáxia continua valendo a pena por trazer outra trilha sonora incrivelmente gostosa e dançante. Numa votação, eu ainda escolheria o Awesome Mix número 1, que inclui David Bowie, Jackson 5 e Marvin Gaye numa tacada só e a dose ideal de baladas brega (if you like piña coladaaaaaaaaaaaaa and getting caught in the rain), mas a escolha de The Chain pra tocar no confronto entre Ego e Quill (and if you don't love me nooooooooooow you will never loooooooove me agaaaaaaaaaaain) e mais baladas brega pra aquecer nosso coração (Come a Little Bit Closer e Wham Bam) me conquistou de um jeito que não pude escolher outra trilha sonora pra escrever esse post. Baby Groot aprovou.
não dá pra matar todo mundo num filme em que toca Fleetwood Mac e Electric Light Orchestra né

Hoje é meu aniversário

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É o vigésimo quinto de uma sucessão infalível de celebrações anuais – e se, há dez anos, eu tinha expectativas completamente diferentes pra essa pessoa que me tornei com o avançar do calendário (com vinte e cinco anos, adulta sob todas as óticas possíveis, teoricamente dona do próprio nariz), hoje em dia eu ainda fico contente quando encontro algum resquício da Emi que fui numa época em que os famigerados quinze anos se comemoravam acrescentando “depois dos quinze menina vira mulher” (obrigada, Armandinho, por essa quote piegas). Não sobrou muita coisa dessa época além de diários e fotos horrorosas, mixtapes de música japonesa e The Offspring e claro, as fanfics; e o número é menor ainda se eu contasse só as coisas que me orgulho em mostrar pro mundo.
Meu aniversário é uma delas.
Minha mãe sempre adotou o hábito de comemorar a data com uma festa, fosse ela composta por bolo, tubaína e meus padrinhos como únicos convidados (quatro anos) ou com painéis de isopor dos Ursinhos Carinhosos, uma mesa toda decorada de brigadeiro e balas de coco e TODAS as crianças da rua e arredores brincando a tarde inteira (cinco anos). O conceito de comemoração nunca foi muito exigente, mas sempre envolvia algum tipo de presente, comida especial e, talvez, a coisa mais importante: o som da escola que sempre anunciava os aniversariantes do dia e vinha acompanhando um cartão. 24 de abril sempre foi o meu dia – que felizmente nunca precisei dividir com ninguém - aquele em que as pessoas (mesmo as que não gostavam muito de mim) cantavam parabéns e me abraçavam; uma data quase arbitrária, não fosse o fato de que eu estava ali, completando mais uma volta em torno do Sol, e isso aparentemente era muito notável. Comemorar aniversários se tornou uma coisa importante pra mim, ao ponto de que, aos doze anos, eu preenchi a minha agenda anotando com caneta glitter todos os aniversários dos meus colegas de sala, pessoas importantes e as minhas celebridades preferidas. Aquele era o dia especial daquelas pessoas. Elas mereciam ser lembradas, mimadas, celebradas – mesmo das piores formas, como quando a minha turma de melhores-amigas-incríveis decidiu que era uma boa ideia adotar a tradição de ovos com farinha (quinze anos). Eu não tive um baile de debutante, mas convenci minha mãe a abrigar mais seis meninas e abastecê-las com bolo e pizza por uma noite, e foi uma das melhores coisas que aquela Emi dez anos mais nova me proporcionou (embora, é lógico, as fotos sejam do pior naipe possível).
Terminar a escola não me fez dar menos importância pro meu aniversário – eu diria que o efeito foi o contrário, porque me tornar adulta me mostrou, entre outras coisas, que eu definitivamente mereço comemorar mais 365 dias sobrevivendo e, de preferência, com glitter na cara, cantando Queen sem restrições ou com um prato de rissoles só pra mim. Já faz algum tempo que o mundo tenta me dissuadir disso, como no Pior Aniversário de Todos, em que eu passei o dia sozinha numa cidade estranha e chorei a noite toda (vinte e dois), ou aquele em que eu planejei todos os roles possíveis e todo mundo me deixou na mão e eu acabei vomitando num banheiro de um bar idiota (vinte e quatro), mas continuo com essa convicção inabalável de que não estou sendo nem um pouco irracional ao exigir que esse único dia no ano seja meu, pronto pra abrigar todas as sandices que eu conseguir num período de 24 horas e receber atenção ilimitada e mimos das pessoas que me cercam. Esse é o primeiro aniversário que vou passar trabalhando, cercada de colegas que mal me conhecem e uma freguesia muito necessitada de atenção; e mesmo sabendo que não seria ético chegar dizendo que hoje é o meu dia pra cada pessoa que me encontrar, a burocracia da vida adulta não pode me impedir de ser esdrúxula e comemorar comigo mesma um dia aparentemente comum no calendário comercial.
É meu aniversário, cacete.
Eu nunca tive medo de envelhecer e, embora seja muito mais legal a euforia dos 18 anos e muito mais apelativo fazer 22 (segundo a nossa amiga Taylor Swift), descer oficialmente a ladeira dos trinta anos não é algo que eu tenha temido e tentado evitar. É claro que agora e estou numa faixa etária pra qual existem cremes anti-idade e é assustador somar um ano a mais na conta e receber mais um carimbo no passaporte da vida adulta, mostrando que você já não é mais nenhuma caloura nessa montanha russa infernal e deveria ter algum controle sobre essa brincadeira; mas me sinto ansiosa pra dar mais um passeio e descobrir o que é que essa versão com um Quarto de Século (eu estou completando bodas de prata comigo mesma, me sinto numa edição especial) tem pra acrescentar. Estou aqui, olhando pras fotos de aniversários passados, rindo de cortes de cabelo horrorosos e escolhas terríveis de maquiagem e companhias, comemorando o fato de que, a cada 24 de abril que o Sol volta a me encontrar na mesma posição, ele me vê um pouquinho melhor; e penso que se nosso tempo serve como oferenda pros deuses da maturidade emocional, não vejo a hora de fazer 70 anos.
São razões demais pra comemorar, e penso que a principal delas é simplesmente pra se sentir especial. Isso não é bobagem – muito pelo contrário - e eu quero poder fazer isso uma vez por ano sem reprimendas, cercada pelas minhas pessoas favoritas na Terra.
Hoje é meu aniversário - e obrigada pelos parabéns!!

Top 7: Clássicos aterrorizantes da literatura

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*****ALERTA DE BLOGAGEM COLETIVA*****
Desde meus quatro anos de idade, quando comecei a juntar as silabas, me identifico como leitora. Na maior parte do tempo isso é uma coisa maravilhosa e fantástica, que envolve cheirar páginas, fugir da realidade e encontrar frases que resumem a minha vida; mas hora ou outra é uma coisa que me enche de ansiedade: a hora de falar sobre os clássicos - como a minha fonte principal de livros sempre foi a biblioteca da escola, eu cresci lendo a Turma dos Tigres e Os Karas, enquanto os livros de adulto ficavam lá nas prateleiras reservadas aos professores. Quando finalmente chegou a hora de pegar os tais livros de adulto, tudo o que eu sabia sobre eles é que eram difíceis, enormes e cheios de nuances imperceptíveis e inacessíveis aos leigos.
A real é uma só: eu tenho medo de não gostar de TODOS os clássicos. Quando a gente olha pra um livro consagrado, amado, idolatrado, que sobreviveu a séculos e foi adaptado, estudado, dissecado e eleito a síntese de todas as metáforas sobre a condição humana, a leitura dele não pode ser só um momento de lazer, como quando você pegou aquele tal de Harry Potter lá em 1999. Cada página é uma avaliação, pra qual existe uma interpretação e uma opinião certa e milhares de erradas - e quando a Mia sugeriu esse assunto como #pauta do nosso BEDA genérico eu adorei, porque embora eu goste muito de ler, esse blog carece de mais posts sobre o assunto justamente por conta do pavor que sinto de chegar aqui, dar minhas opiniões de merda  sobre a leitura e chegar um Grande Expert Cabeçudo pra apontar meus erros em cada uma. Separei sete dos meus maiores terrores clássicos e vou falar sobre eles aqui, na esperança de que talvez alguém me ajude a superar isso (sem spoilers pelamor):

1. SHAKESPEARE

Em quase 25 anos de vida, o mais perto que cheguei de Shakespeare foi a estátua da Julieta que colocaram em Verona (o que, vejam vocês, é bem longe). Não assisti Romeu e Julieta com Leo DiCaprio, nem li sequer uma daquelas adaptações infantis desse [voz de Faustão] MONSTRO SAGRADO DA LITERATURA UNIVERSAL [/voz de Faustão]. As leituras que costumam me atrair de cara são sempre aquelas que eu não tenho a menor noção do que tratam, e talvez por Shakespeare estar tão presente na cultura atual, passei duas décadas sem dar a menor bola pro rapaz - até agora. Morro de medo de tropeçar no vocabulário arcaico e de decepcionar a raça humana e não entender nada do que dizem que as obras dele transbordam.

2. O Grande Gatsby

Pouco antes da adaptação pro cinema sair, eu estava começando a ler livros em inglês e resolvi pegar esse na biblioteca. Li poucas páginas e foi um fracasso, e ainda não sei se a culpa foi da minha pouca experiência com clássicos no original ou do meu gosto - o fato é que o filme saiu, todo mundo amou Gatsby, e eu ainda estou aqui com medo do que vou achar e se minha opinião vai discordar da da galera. Eu queria tanto gostar desse livro que recentemente até comprei uma edição de luxo pra que ela me forneça um incentivo a mais HAHAHAHAHAH.

3. Hemingway

Todo mundo fala maravilhas desse homem, elogia a sua escrita, fala sobre a vida turbulenta dele e o seu comportamento - e talvez seja essa a fonte do terror que sinto diante dos livros dele. Hemingway me parece (tudo aqui é baseado em impessões malucas e muito frágeis) um autor que fala sobre coisas muito distantes de mim e com potencial pra me causar um estranhamento muito grande, então estamos à distância e não tenho a menor previsão de quando conseguirei vencer esse medo.

4. O Apanhador no Campo de Centeio

Outro livro que todo mundo ama e idolatra e eu desconfio que vou ser a #diferentona, pelo simples fato de que livros de coming of age não fazem tanto sentido depois que a gente chega numa certa idade - ou pelo menos me disseram que esse é um livro de coming of age, eu mesma nunca li. O fato é que botei na cabeça que vou detestar Holden Caulfield - risos eternos - e não quero mais uma decepção por odiar mais um dos queridinhos desse país chamado internet.

5. Ensaio Sobre a Cegueira

A Wikipedia informa sobre esse livro: "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." É MOLE OU QUER MAIS????

6. Crime e Castigo

Os russos! Vocês sabem do que estou falando, minha gente. Ri muito quando, conversando com as meninas sobre esse post, encontrei Crime e Castigo na lista delas também - o que serve muito bem pra ilustrar o medo que nós, mocinhas criadas com boas doses de YA, sentimos diante desses romances imensos com protagonistas de nomes idem. Não sei como e nem por que, mas enfiaram na minha cabeça que os tais russos são inacessíveis e são necessários anos de graduação, pós graduação e uma temporada por lá pra ficar íntimo de Dostô. Um dia eu adoraria lê-lo, mas coloco isso como uma meta pro futuro. Um futuro beeeeem distante.

7. Grande Sertão: Veredas

As pessoas AMAM Guimarães Rosa. As pessoas cunharam um adjetivo com o nome desse cara pra descrever características literárias da obra dele - que eu não sei quais são, porque nunca as li. As pessoas saem falando da genialidade dele, do vocabulário único, e eu só sinto arrepios na espinha porque só Deus sabe a dificuldade que tenho com gente que ~inventa~ palavras - ler 1984 foi um calvário e eu não faço ideia de como pude gostar de Laranja Mecânica. Meu conhecimento dos clássicos nacionais é muito pequeno pro meu gosto e eu morro de vontade de ler esse livro, mas ao mesmo tempo, também morro de medo - e não é nem de não gostar, e sim de não conseguir entender patavina e ficar sem apreciar toda essa genialidade.

Tag noveleira

Um comentário
Essa tag importantíssima sobre esse patrimônio cultural nacional foi feita pela Analu e pela Anna Vitória, e eu planejo responder ela aqui há um tempão, pra compartilhar minhas opiniões igualmente importantes sobre o assunto com vocês.
Minha relação com novelas não é nem de amor nem de ódio; muito pelo contrário, risos. Cresci acompanhando todas religiosamente por escolha da minha mãe, que vive até hoje com a TV ligada; até chegar num ponto em fiquei presa na internet e suas milhares de atividades e sentar num sofá por algumas horas não era nem de longe tão divertido quanto costumava ser. Mesmo sem ter paciência pra acompanhar diariamente e me irritando com o maniqueísmo dos personagens, os plots manjadíssimos e uns absurdos que nenhuma licença poética salva, ainda não consigo passar pela tv sem perguntar "quem é fulano?" "o que ele tá fazendo aí?" e formar opinião sobre todos os personagens. Quando vi, já to acompanhando todas por tabela, tendo assistido a um total aproximado de cinco horas e coletado todas as informações restantes com a minha mãe e o gshow.

1) Qual a primeira novela que você assistiu?
Definitivamente não sei. É possível que, tendo a mãe que tenho, eu assista novelas desde que nasci, mas a mais antiga da qual eu tenho memória é Explode Coração (1995). Eu brincava de ser a Dara e obviamente tinha uma paixão no Cigano Igor. Mais alguém tinha paixão no Cigano Igor???? HAHAHAHHA.

2) Qual novela você lembra de ter rolado o melhor frisson coletivo?
Acho que foi Caminho das Índias, em que todo mundo que eu conhecia adotou as gírias da novela.
3) Qual seu autor favorito?
BENEDITO RUY BARBOSAAAAA, sem sombra de dúvidas, com caps lock assim mesmo. Esse homem é o único caba que faz novelas fora do eixão Rio-São Paulo, sempre aborda algum tema diferente e consegue prender minha atenção toda vez, não importa como. AMOR SINCERO.

4) Novela mais irritante que você acompanhou mesmo odiando
Geração Brasil foi HORROROSA e eu acompanhei porque sempre acompanho novelas das 7, já que aqui em casa temos o costume de jantar com a tv ligada. Não teve UM bom ator que se salvou naquela história, todo mundo era caricato e tosco e o plot era uma grande balela.

5) Uma novela que todo mundo amou menos você e uma novela que todo mundo odiou menos você
Desculpa, internet: Eu odiei Cheias de Charme. A Chayenne me dava uma vontade sincera de morrer, Cida era uma coitada previsível, Sandro está no meu top 10 piores personagens da vida, as músicas eram uó, etc etc. As únicas coisas que salvavam esse barco eram os personagens secundários. Por outro lado, adorei Boogie Oogie com todas as minhas forças, por motivos de Bianca Bin, Isis Valverde e Marco Pigossi tudo junto no triângulo amoroso principal e ambientação anos 70. A trama era uma porcaria, mas pra que trama com tudo isso????

6) Melhor plot
Gente???? É MUITO DIFÍCIL ELEGER UM SÓ ASSIM HAHAHAHA até porque, convenhamos, as novelas da Globo não são as campeãs no assunto trama boa e bem-construída. Acho que vou roubar nessa resposta e usar as 'novelas das onze' aqui, que eu sempre considero como minisséries (e dificilmente assisto) pra poder responder Verdades Secretas. Não assisti inteira, não gostei muito, mas convenhamos: ERA CADA REVIRAVOLTA NAQUILO - achei surpreendente, tão bom que nem parecia novela da Globo RISOS.

7) Melhor Zé Mayer
Nunca comprei os papéis de garanhão sex symbol do Zé Mayer, então acho que meus únicos preferidos possíveis são o mozão Dirceu de Castro (Senhora do Destino) ou Tião Bezerra (A Lei do Amor), um cara odioso obcecado com um pé na bunda de uma pessoa igualmente odiosa que ele levou há trinta anos.

8) Top 3 casais
Top 3 casais dos quais eu me lembro: Cabeção e Miyuki (Malhação), Grego e Margot (I Love Paraisópolis), Bento e Beatriz (Velho Chico). Eu não gosto muito dos casais principais, mas toda novela dou conta de arrumar um casal pra shippar - por isso mesmo essa resposta pode variar com as próximas produções.

9) Top 3 vilãs
Nazaré Tedesco e Paola Bracho são praticamente hors concours aqui, então eu elegi Sílvia (Duas Caras), por ser uma maluca de primeira, descontrolada e capaz de qualquer coisa (inclusive ameaçar crianças, socorro); Atena (A Regra do Jogo) por ser igualmente linda e doida da cabeça, além de ser muito v1dalok4 e ser interpretada pela Giovana Antonelli, que eu amo demais e nem fiquei braba por ela não ter tido o final horrível que espero sempre; Félix, por ser o vilão mais debochado do século e pisar na Paola Oliveira. Eu não curto muito vilões calculistas e maquiavélicos, gente - gosto de gente DOIDA.

10) Novela de roça favorita
O REI DO GADO!!!!! Não só é minha novela de roça favorita como é minha novela favorita DA VIDA, e enquanto todo mundo reclamou da reprise eu programava minhas atividades em função do Vale a Pena Ver de Novo. Por onde começar???? Tem colono italiano, tem amor proibido à la Romeu e Julieta, tem uma Cinderela do cafezal, tem discussão sobre movimento sem-terra e trabalho agrícola, tem vilã maluca com amante perigoso, tem Fagundão, uma abertura fantástica e o melhor final de todos os tempos. Juro, por mim passava O Rei do Gado o ano inteiro.
11) Top 3 crushes
Grego (I love Paraisópolis), Matteo (Terra Nostra) e Zeca (O Beijo do Vampiro) - o primeiro porque NÃO RESISTO a um bandido com coração mole, o segundo porque Thiago Lacerda em 1998 era um dos rostinhos mais bonitos da tv e ainda usava traje de época e suspensórios e o terceiro porque, bom, quem não tinha crush no Kayky Brito em 2002????

12) Troféu Maneco
ODEIO NOVELAS DO MANECO!!!!! Meu Deus, vocês não imaginam a minha felicidade de não ter mais de encontrar as personagens ridículas desse homem de noite na tv; pra mim ele é o expoente das programações longe da realidade, contando as mesmas histórias de amor e drama de gente branca e carioca e que nunca precisou bater cartão na vida. Ele aborda muito bem as polêmicas e faz bons dramas, mas isso precisa mesmo ser feito repetindo o mesmo nome de protagonista e reciclando o mesmo cenário? Bleh.
Se eu fosse escolher uma, acho que seria Laços de Família, porque a cena do corte de cabelo da Camila me causa feelings até hoje.

13) Melhor bordão
EU SOU RYCAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!
Esse é de longe meu preferido e mais usado, mas até hoje eu ainda uso "cada mergulho é um flash", "o tempo ruge e a Sapucaí é grande" e "tô certo ou tô errado" (e eu nem vi Roque Santeiro).

14) Melhor mistério
QUEM ERA O CADEIRUDO????? A solução do mistério foi ridícula, mas a tensão pra descobrir quem diacho era esse cara foi memorável demais.

15) Troféu nunca te vi, sempre te amei
Eu queria muito ter visto Vale Tudo, tanto pelo magnetismo do mistério Odete Roitman, quanto pelo tema.

16) Novela antiga que você queria que fizessem um remake
Não sei?? Não gosto muito de releituras de nada, mas talvez Rainha da Sucata? É outra novela que eu gostaria de poder ter visto.

17) Novela mexicana favorita
Eu adorava as novelinhas do SBT quando era criança e assisti várias, mas acho que a minha preferida foi mesmo O Diário de Daniela. Falando de novelas adultas, não posso deixar de mencionar o clichezão A Usurpadora (que é clichê porque é ÓTIMA, Digníssimo viu o primeiro episódio esses dias e adorou) (tem no Netflix fikdik) e Rebeldes, da qual nunca fui fã doida mas devo dizer que a história era O MÁXIMO pro público adolescente.
Paola e Paulina moldaram meu caráter
18) Minissérie/novela das 11 favorita
Acho que a Globo tem minisséries excelentes, mas se eu não consigo acompanhar diariamente a novelinha das 7, quem dirá uma novela que começa às 11 da noite. Dentre as poucas que pude ver, acho que Gabriela foi a minha preferida (Juliana Paes te amo).

19) Top 3 músicas de abertura chiclete
OI OI OI OI OI OI
Vem Dançar Kuduro (Avenida Brasil), Ex My Love (Cheias de Charme) e Kubanacan, el misterioso país del amoooooooooor são as três primeiras desse meu ranking.

20) Música tema de casal ou trilha sonora favorita
UMA SÓ???? Gente, não sei. Vou citar a abertura de Terra Nostra, porque acabei de assistir o vídeo e essa música ainda me causa ARREPIOS.

21) Favorita das 6, das 7 e das 8
Essa pergunta repete todas as novelas favoritas da vida (cuja resposta tá ali no final): Chocolate com Pimenta é a mais fofinha dentre as novelas fofinhas e de época, embora a competição seja acirrada com Êta Mundo Bão. Eu costumo ver muito as novelas das 7, mas poucas delas me causam sentimentos bons, e nesse ranking de poucas o remake de Ti Ti Ti tá em primeiro - falando de moda, cheia de atores que eu gosto, um núcleo suburbano realista e VITOR VALENTIM. A melhor novela das 8 é obviamente O Rei do Gado - VEJAM O REI DO GADO BJS.

22) Melhor mocinha e protagonista mais irritante
A protagonista mais irritante na minha opinião é a Paola Oliveira naquela novela do Félix, por motivos de ODEIO AS PERSONAGENS DA PAOLA OLIVEIRA e naquela novela ela era insuperável.
Como a melhor protagonista, talvez eu escolha a Jade? O Clone nem é uma das minhas novelas favoritas, mas a Giovana Antonelli é um #mozão e eu adorava a Jade demais.
23) Novela subestimada
Totalmente Demais. Eu sei, foi uma novela das sete bem bobinha e água-com-açúcar em muitos aspectos, rolou muito clichê, e teve a menina Ruivarbosa (que tanta gente ama ou odeia com vigor), mas amei demais Elisa e Carolina, duas personagens femininas extremamente donas de si pros padrões globais de novela.

24) Ator mirim mais irritante
Bruna Marquezine. Menina Salete deve ter sido a pior personagem criança da Globo.

25) Novela que sua mãe não deixava você ver
Nenhuma, ou ela assistia comigo ou a gente não via.

26) Novela que você se arrepende de não ter visto
Avenida Brasil. Eu ainda estudava e lá na antiga república eu não tinha o hábito de ver novela, então passou batido e eu só fui mesmo entender como essa novela foi massa no final. SEMPRE TEM O VALE A PENA VER DE NOVO NÉ

27) Se pudesse escolher um papel pra interpretar em qualquer novela, qual seria?
Giuliana, de Terra Nostra. Amo novela de época, novela de roça e mocinhas sofredoras, e Giuliana é isso tudo, com o bônus de falar italiano (global, é verdade, mas ainda assim).

28) Top 3 Malhação
A temporada da Vagabanda (2004) foi fenomenal, com todos os clichês que a gente ama; e o segundo lugar é pra temporada da turma da Ribalta (2014), que mesmo tendo assistido com vinte e poucos anos na cara eu consegui me identificar e adorar o carisma dos personagens. O terceiro lugar talvez eu dê pra essa temporada atual? Não acompanho direito, mas volta e meia vejo que tem uns barracos e adoro.

29) Moda de novela que você aderiu
Eu tava quase respondendo nenhuma, mas lembro que quando eu era criança, minha mãe fez pra mim duas blusinhas da Babalu em Quatro por Quatro e eu ADORAVA!!! HAHAHAHA

30) Top 5 novelas da vida
O Rei do Gado, Terra Nostra, Chocolate com Pimenta, Ti Ti Ti (o remake de 2010) e O Beijo do Vampiro. ASSISTAM O REI DO GADO BJS FLW VLW

Top 7 galãs das antigas

3 comentários
Uma prova de que eu TARDO MAS NÃO FALHO - prometi esse post no Twitter no ano de 2016, e vejam só, depois de muita enrolação, ele chegou pra abrilhantar a nossa vida com certos rostinhos muito bem conservados. Demorei horrores, parte pela procrastinação e parte porque não foi nem um pouco fácil eleger os melhores gatinhos de décadas passadas pra figurar aqui, mas finalmente estou pronta pra compartilhar minhas maiores crushes que o vento tempo levou.
Vejam bem: esse não é um top tiozões, porque eu não tenho um top tiozões. É um top melhores belezas que o tempo levou. Um top gatos do tempo das nossas mães. Um top PÃES (é essa a gíria antiga pra gatinhos?) É também um lembrete cruel de que o tempo passa pra todo mundo e, se até a sua crush da oitava série embarangou, engordou e parece um boi, o gatinho de hoje pode não chegar aos 50 tão bem quanto a gente imagina. VAMOS AOS BROTOS:

7: Al Pacino

Era de ouro: anos 70/80
Fui procurar "Al Pacino 2017" no Google e levei um susto com o estrago que esse homem sofreu com o passar dos anos, mas O Poderoso Chefão tá aí pra lembrar a gente de quão gracinha é Michael Corleone. Al Pacino não é um galã óbvio, com uma beleza absurda; mas tem seu charme sério e cheio de brilhantina no cabelo. Como ele envelheceu de um jeito tao ruim???? Não sei, mas sempre temos O Poderoso Chefão pra lembrar que vilões podem ser muito formosos sim (ou Scarface, caso você prefira um vilão sem catiguria).


6: Marlon Brando
Era de ouro: anos 50
Mais um ponto pro elenco de O Poderoso Chefão, embora não seja muito fácil perceber isso olhando pra Don Vito Corleone. Marlon Brando arrasou uns corações algumas décadas antes da gente nascer, beijou todo tipo de pessoas, causou polêmicas, tinha fama de bad boy, mas precisamos concordar: ele era bonitão. Vale a pena ter o coração quebrado pela chance de pegar nesses bíceps? Talvez sua avó ache que sim.


5: Axl Rose

Era de ouro: anos 80/90
Axl é o nosso príncipe dos anos 90, e que nem estaria tão velho assim pra estar aqui, não fosse o salto no tempo deste homem. O sonho de todas as meninas que adoram esse ar rebelde-grunge-cabeludo, meio andrógino e com o cabelo melhor do que 100% delas envelheceu assustadoramente mal; e por isso acho que o Axl do passado merece essa homenagem. Esse rostinho de neném e essas cabelas maravilhosas são bem difíceis de resistir.


4: Clint Eastwood

Era de ouro: anos 50
Vocês sabiam que o Clint Eastwood tem um filho bonito? O Clint Eastwood tem um filho bonito pra chuchu. Quando a internet descobriu isso, começou um falatório danado comparando os dois: a beleza do passado versus a do presente, e devo dizer que pra mim, o original é bem mais bonito. Clint nasceu em 1930 e hoje em dia talvez seja só um velhinho com cara de brabo, mas ainda bem que o Google existe pra nos mostrar que as nossas avós tinham bom gosto.


3: Harrison Ford 
Era de ouro: anos 70/80
Segundo o Digníssimo, Star Wars é uma grande treta de família que envolve toda a galáxia. Eu demorei um bom tempo pra assistir e me render à saga; mas quando isso aconteceu, eu devo admitir que boa parte da motivação tinha a ver com Han Solo - e ouso dizer que 90% das fãs concordam comigo. Salvar a galáxia é demais, a princesa Leia dominou nossos corações e virou uma ídola de primeira, mas Harrison Ford sozinho e sendo ele mesmo é muitas vezes o espetáculo principal. Enfim, contra fatos não há argumentos - eu não fiz essas montagens à toa, OLHEM E ME DIGAM VOCÊS MESMAS.


2: Bruce Springsteen

Era de ouro: anos 80
Uma bela noite de fevereiro eu estava vendo vídeos no YouTube e assisti ao clipe de Dancing in the Dark e vi o jovem Bruce pela primeira vez. Foi assim. Paixão fulminante.
Esse olhar constantemente chapado. Essa barba horrível. Esse cabelo que passava semanas sem ver um pente. Chegamos àquela parte da lista em que eu nem sei mais argumentar com vocês, porque meus hormônios falam mais alto e eu só sei dizer DEIXA EU SER A MÃE DOS SEUS FILHOSSSSSSS - socorro.


1: David Gilmour

Era de ouro: anos 70/80
Já comentei em algum lugar desse blog que esse homem é um mozão, só não comentei o TAMANHO do amor que sinto por esse rostinho eternamente conservado por chapas tiradas nos anos 70. Eu nem sou fã de cabeludo, mas é impossível dizer que isso é um defeito - diria, inclusive, que é a melhor qualidade deste homem juntamente com os talentos na guitarra.
Se algum dia eu encontrar uma máquina do tempo que me leve pra longe, certamente irei pra um show do Pink Floyd jogar minha calcinha no palco, no melhor espírito show do Wando. No regrets.