Atrás da cortina

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Já faz quatro anos que toda semana, quase religiosamente, pego um ônibus, boto meus fones de ouvido durante uma hora de viagem e desembarco a algumas quadras do consultório da minha psicóloga. A tabela de horários de ônibus sempre me obriga a chegar 40 minutos antes, que passo sozinha na sala de espera, ouvindo música, twittando a respeito das misérias do dia ou lendo; até que ela chegue (sempre pontualmente) pra me atender. Há pouco menos de um ano, ela comprou um divã novo: roxo, gigante, e sugeriu que eu passasse a me sentar ali.
Se eu contasse quanto tempo passei acomodada em divãs menos confortáveis, poltronas e até uma cadeira dura no ambulatório da faculdade, seriam mais de dez anos. Pelas minhas contas, é quase metade da minha vida sendo apresentada em relatos semanais de cinquenta minutos, quase a totalidade deles seguindo a regra do "fale o que você sentir vontade". Mesmo na época de adolescente, nunca tive muita dificuldade em cumprir com esse combinado; em acreditar na pessoa da cadeira da frente dizendo que aquele era o espaço em que eu tinha pra ser quem quisesse. Hoje em dia eu faço isso com maestria, quase sempre começando com "então..." e partindo pra uma sequência incessante de palavras, frenética o bastante pra talvez me dar um lugar no elenco de Gilmore Girls.

Deitada no divã roxo e descalça (um hábito relativamente recente, que começou depois de ouvir que eu "precisava me apropriar do espaço que ela oferecia"), eu começo a falar. Algumas semanas são boas, outras são horríveis; alguns dias chego com um discurso pronto e cheio de insights no qual pensei durante toda a semana e em outros, nada parece importante o bastante pra ser dito. Eu falo mesmo sem o fazer,  nos dias em que me sinto frágil demais e não consigo abrir minha boca por dez minutos seguidos; e a terapeuta entende.
Ela não faz conversa fiada pra amenizar o silêncio esquisito. Não faz cara feia pros meus palavrões, nem se assusta quando a raiva que eu sinto é tanta que me faz gritar (e às vezes, arremessar umas coisas pelo ar). Ela parece serena sempre, bem-humorada mesmo nas piores horas. A terapeuta ouve as piores partes de mim sobre as quais eu consigo falar, e se elas me apavoram a ponto de a caixa de lenços ter alguma utilidade; do outro lado a atitude dela me faz sentir que aquilo ainda não é tão ruim.
Ela também faz terapia, aliás. Eu dou graças a Deus por isso.
As razões que eu poderia dar pra um processo terapêutico tão longo são várias; desde o trabalho, passando pelo "se conhecer melhor" até uma lista detalhada de cada desgraçamento de cabeça que eu ainda tenho. A verdade é que eu faço terapia porque eu posso, porque esse é um dos 5 melhores investimentos pro meu dinheiro - e se algumas dezenas de milhares de reais viagens pra Europa ficaram nas mãos da minha terapeuta, eu me consolo sabendo que a versão de mim que tivesse esse dinheiro ainda não teria capacidade psíquica pra fazer as malas e subir num avião. A terapia é onde eu posso ser a pessoa mais honesta comigo mesma, mesmo quando isso dói demais; é um ninho onde a terapeuta me empresta a calma dela pra eu chocar minhas próprias soluções.
Não é fácil, muito menos prático e rápido, como outras fórmulas de bem-estar dizem ser. Não é incomum que os cinquenta minutos às vezes pareçam 25 e eu passe semanas presa num assunto - ou meses ao redor de uma mesma questão tema, pra resolvê-la e descobrir que a camada que estava por baixo é mil vezes pior. Há dias em que minha terapeuta fala com todas as letras verdades odiosas e eu saio quase sempre de óculos escuros pra esconder o choro, que às vezes se arrasta pelo trajeto do ônibus, enquanto meu iPod no último volume repete The Smiths ou a playlist pra anestesiar aquele vazio horroroso que vem depois da choradeira. Tem manhãs que me arrasto pra fora da cama me questionando porque é que eu continuo fazendo aquilo, quando podia ter mais umas horas de sono ao invés de passar horas infinitas no transporte coletivo, mas costuma ser nesses dias monótonos que o inesperado acontece e eu tenho insights maravilhosos que jogam um facho de luz nos meus pensamentos sempre tão confusos e tudo parece fazer sentido - em caps lock, com direito a muitos pontos de exclamação.
(É óbvio que questões ainda maiores vão aparecer depois, mas isso é outra história, risos.)
São dias como esses em que eu consigo ter uma visão de relance do que é que existe por trás da cortina imaginária que existe na minha mente pra manter meus mistérios longe dos olhos, e só o esforço conjunto meu e da terapeuta consegue mover: coisas terríveis, medos inomináveis, pessoas do passado que eu jurava que tinha superado mas ainda estão por ali em algum lugar, me assombrando e fazendo soar o alarme de emergência que às vezes dispara. Mas é por ali que eu consigo ver também uma versão melhor de mim: uma versão mais corajosa, mais gentil consigo mesma e que não tem mais medo de dizer que odiou o filme que todo mundo amou ou de assumir que adora bandinhas adolescentes; uma versão que pôde olhar pra tudo de mais assustador que há dentro de mim e não entrou em pânico. É uma versão de mim com quem eu sei que adoraria conversar e que sabe que força e vulnerabilidade coexistem o tempo todo; alguém que é capaz de pedir ajuda sem medo e que é capaz de se virar sozinha. Eu faço terapia porque eu posso querer olhar por detrás dessa bendita cortina, e espero que um dia todo mundo possa também.


PS: Sim, eu estou voltando depois de um hiatus sem a menor justificativa, na maior cara de pau. NÃO DESISTAM DE MIM POR FAVOR

Bordados, doenças e outras aventuras

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O recesso desse blog tinha sido planejado pra durar até o dia 10, mas foi renovado até o dia 15, 20, 25, e fui tomada por um choque quando vi que o próximo sábado já seria dia 28. Como diz a música, wake me up when calorão do caralho ends. Risos. Não é assim?
Janeiro é o meu mês menos preferido do ano porque, assim como algumas pessoas, tenho essa bendita impressão de que estou começando um caderno novo toda vez. E o caderno novo, como vocês sabem, traz aquela ansiedade maldita na hora de fazer a abertura - preciso fazer uma letra bonita, cheia de arabescos, com a caneta de gel mais bonita do estojo. Os primeiros dias sempre me dão aquela sensação de não estar vivendo de verdade, de estar tentando cumprir as resoluções fantasiosas que eu enfiei na cabeça no final do ano, e só quando vejo que o dia vinte já chegou e o caderninho está invariavelmente borrado e rabiscado pelo fenômeno chamado Vida é que me sinto autorizada a voltar a ser eu mesma, dormindo e acordando pra mais um dia e fazendo as cagadas de sempre no processo. Estamos de volta, eu acho.

Além de estar trabalhando desde o segundo dia útil do ano (#oproletariadosoueu), esse mês trouxe pro meu caderninho de memórias um número surreal de eventos: um por final de semana, HELP. Rolou aniversário em bar, aniversários na piscina (isso mesmo, no plural), e um megaevento de gala chamado formatura de Medicina. Minhas energias de socialização vão precisar de três meses pra voltar ao normal, especialmente considerando que formei minha melhor amiga de infância, pessoa constante na minha vida desde os quatro anos de idade, e que agora está arrumando as malas pra fazer residência na Cidade Grande. Ainda não estou sabendo lidar com isso, mas pelo menos AS FOTOS DA FESTA FICARAM ÓTIMAS!! Tenho as mesmas amigas desde a sétima série, e toda essa produção de luxo está sendo ótima pra fazer comparações com a época que a gente saía na rua usando a camisa do uniforme e havaianas.

(alguns rostos foram removidos pra preservar as identidades dos bêbados inocentes e a minha integridade física)

Também inventei que queria aprender a bordar, e talvez eu tenha aprendido? O número de pontos haste que eu fiz e desfiz antes de pegar o jeito da coisa não está no gibi e alguns outros eu nem consegui entender ainda, mas o basicão é surpreendentemente fácil e eu estou tão animada com essa ideia que acho que isso pode virar um hobby sério. Digam aí: cês comprariam meus bordados? Ou pelo menos dariam uns likes no Instagram? (mentir pra manter a amizade está mais do que permitido)

Além disso, eu assisti Moana e AMEI. Vocês também? Logo no começo, percebi que ela tinha uma vibe que cruzava minhas duas princesas Disney favoritas (que para quem não sabe são Mulan e Kiara, risos) e fiquei morrendo de medo de não gostar do filme e ter me tornado imune à magia do estúdo; mas acabei me acabando de chorar já na metade e continuo chorando com os clipes das músicas porque eu sou dessas. 
Pra coroar esse primeiro capítulo do ano, peguei gripe e estou há quatro dias tossindo e fungando da maneira menos glamourosa possível que cês possam conceber, enquanto tento fazer meu Kobo parar de frescura e salvar os livros que quero ler em 2017. Fiz uma listinha de filmes que quero ver e livros que quero ler aqui, e aceito as sugestões de vocês, porque o começo do ano foi meio atribulado e não parei pra pensar em nada - nem fiz meta de leitura no Goodreads porque não quero me decepcionar igual no ano passado, mas espero que 2017 seja um ano pra eu me desencantar de muitas obras que prometi ver e não vi (porque eu também sou dessas, muito mais do que gostaria).
 Pra terminar: pessoas que passaram por aqui nesses dias e me desejaram um feliz ano novo e coisas lindas, um obrigada do fundo do meu coração e desejos de coisas fantásticas pra vocês também, independente de ser ano novo ou não mais, hehe. Eu fiquei um pouco fora da blogosfera e estou com várias leituras pendentes, mas vocês sabem que no fundo eu to sempre pensando em vocês, pessoas da internet que fazem parte da minha vida por aqui (e se não sabiam, tão sabendo agora ♥). Beijos e até a próxima!!

Um meme gigante pra um ano interminável

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Depois de um começo até que promissor e um final triste, a gente chegou ao final do Blogmas com esse meme aqui, que as minina e eu - adoradoras de um bom meme cheio de perguntas - combinamos de responder no final do ano à guisa de retrospectiva. As minina, caso cês não se lembrem, são Ana, Mia, Michas e Tati, essas pessoas lindas demais com quem eu dividi as ~pautas~ desse mês e altos papos sobre crushes, HEHE. Torço pra que 2017 tenha umas ciladas novas pra gente se meter ♥ - mas vamos ao meme, antes que eu enrole demais e isso aqui já fique ultrapassado pro ano novo:

1. Onde você estava quando 2016 começou?
Na área de casa, com mamãe e Digníssimo dormindo e 400 Lux da Lorde tocando no meu celular.

2. O que você fez em 2016 que você nunca tinha feito antes?
Virei funcionária publica e achei minha tchurma na internet, yay.

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2017?
Eu não tenho o hábito de fazer extensas resoluções de ano novo, mas no ano passado as minhas intenções eram: ganhar mais dinheiro, aprender a viver melhor sozinha e não enlouquecer, risos. Acho que consegui cumprir as três e renovo todas.

4. Você foi a algum show em 2016?
Nah. Moro na Roça, gente, aqui não tem bandas legais :~

5. Você procurará um novo emprego em 2017?
Não pretendo, mas pelos R$ 13,75 que eu ganho por hora na prefeitura, bem que eu deveria - risos.

6. Você bebeu muito em 2016?
Bebi muito menos do que eu gostaria, hehehehe - mas no meu aniversário acabei tomando um porre louco e passei uns três meses de ressaca.

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Férias, saudades sinceras. Acho que até teria viajado se tivesse tido, mas não foi dessa vez.

8. Qual foi sua maior conquista em 2016?
Parar de depender financeiramente do meu pai - WINNING

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2016, e mudar alguma coisa, o que seria?
Não me façam essa pergunta porque tem sempre tanta coisa!!

10. Você ficou doente ou ferido?
Graças a Deus não. Tive uma gripezinha que me deixou uns dias de nariz entupido, mas nada sério.

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
MEU NOTEBOOK AEEEEEEEEEEE (e muitos livros lindos)

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Teve muita gente ótima, mas acho que quem merece o troféu esse ano foi meu pai.

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
Certas miga ridícula e eu mesma, que infelizmente não dei conta de resolver todos os perrengues da minha vida - mas a gente segue nesse propósito.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
HAHAHAHAHHA QUE DINHEIRO?! Como sempre, investi em terapia. Torrei um pouco com livros e comprei um notebook, o que me faz estar, nesse momento, endividada e sem a poupança que prometi que começaria. 2017 ta aí pra gente tentar de novo, né?

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
Meu namorado, os roles com meus amigos e todas as comidas gostosas que comi.

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2016?
Dancing On My Own da Robyn, risos infinitos.

17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Acho que mais triste - 2015 não foi o melhor ano da minha vida, e não me arrependo da pessoa que me tornei em 2016; mas não me lembro da última vez que estive tão estressada com as coisas ao meu redor. As famosas férias estão fazendo falta, e considerando que no ano passado eu estava curtindo uma temporada de paz em casa, imagino que eu estava um pouco mais tranquila 365 dias atrás.

18. O que você queria ter feito mais?
Viajar, ir na academia, falar mais não pras pessoas.

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Comer tanto doce e perder tempo com certas fias e fios.

20. Como você passou seu Natal?
Fui na casa de parentes que eu não conhecia direito e comi muito doce e carboidrato.

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?
Senti muita falta do boy, quase todos os dias, mesmo ele estando tão perto quando comparado ao ano em que ele morou em Angra. Saudades da época em que a gente almoçava junto todos os dias :~

22. Você se apaixonou em 2016?
Rolou muita crush nesse ano, hahahaha! Por atores, rostinhos bonitos e gente que nem existe. Meu coraçãozinho, no entanto, continuou batendo forte pelo menino Digníssimo (graças a deus, porque se apaixonar por gente nova é um negócio muito complicado).

23. Qual foi a maior mudança para você em 2016?
Acho que posso dizer que 2016 foi o ano em que virei adulta de verdade

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
The Crooooown!!! Gente, que série maravilhosa!!! Vale a menção pra Gilmore Girls e Agent Carter também.

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Sim HEHEHEHE

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
A Arte de Pedir, A Arte de Pedir, A Arte de Pedir!!!

27. Qual foi a melhor descoberta musical?
As músicas novas da Findlay e Tiger Trap

28. O que você queria e conseguiu?
De um modo genérico, consegui muita coisa esse ano - inclusive material, com destaque pra uns quinhentos livros que estavam na minha wishlist e o famigerado notebook que me perseguiu por anos. Minhas resoluções de ano novo também foram cumpridas dentro do possível, então acho que posso dizer que foi um ano de realizações, sim senhor.

29. O que você queria e não conseguiu?
Ter viajado e conseguido estudar mais.

30. Qual foi o seu filme favorito em 2016?
2016 foi um ano de filmes horríveis, e de cabeça só consigo mesmo lembrar de Sociedade dos Poetas Mortos. Gente, que filmão da porra - cadê os filmes reflexivos desse tipo que foram lançados nessa década que eu não achei ainda?

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Fiz 24 anos e saí pra comer batata frita com queijo e encher a cara, o que saiu um pouquinho do controle como já citado. Minha ideia pros 25 é ir num karaoke e não passar mal com as biritas hahahahah.

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Férias! Mais dinheiro! 2016 foi um ano muito desgracento em termos de mortes de celebridades, mas pra mim, foi um ano até que bom. Amadureci bastante e passei muito tempo ao lado de pessoas que eu amo, resolvi umas tretas familiares que me faziam sofrer um bocado e arrumei um emprego novo, então acho que o que teria feito meu ano melhor são essas frivolidades mesmo.

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2016?
Mais básico impossível

34. O que manteve sua sanidade?
Todas as sessões de terapia de 2016, os abraços que ganhei e os desabafos que escrevi.

35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Jady Bolt HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA (brinks mas é sério)

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2016.
Success is my only motherfucking option, failure's not é com certeza o resumo de 2016.

37. Do que você sente falta?
Das minhas pessoas favoritas não estarem comigo todos os dias e de ter um pouco mais de tempo pra vadiagem.

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2016?
As pessoas que conheci em 2016 não foram lá grandes coisa, então o destaque fica pras maravilhosas Migas da Internet, que com certeza fizeram 2016 não ser um fracasso total. OBRIGADA GENTE (olha, se você tá lendo isso e acha que se encaixa nisso aqui, com certeza você se encaixa. Todo mundo que passa por esse blog tá no meu coração porque sou dessas!!!)

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2016.
Coisas ruins acontecem com pessoas boas porque a vida não é justa e tampouco faz algum sentido.

40. Quais são os seus planos para 2017?
Não sei??? Eu não gosto muito desse negócio de fazer planos pro ano novo - espero, como sempre, ganhar um pouco mais de dinheiro (pois tá foda) e manter minha sanidade mental em níveis que me permitam funcionar na sociedade (pois tá igualmente foda). É fato que, apesar dos perrengues que são inevitáveis, sinto que eu e a vida temos evoluído positivamente a cada ano que passa, e eu espero continuar melhorando como pessoa nesse ano novo também.

Declaro esse o último post do ano, e fico aqui torcendo pra que vocês todos tenham a chance de dar uns abracinhos nas pessoas queridas de vocês nessas festas de fim de ano; enquanto eu aproveito meus míseros quatro dias de mini-férias pra comer e recarregar as baterias. Nos vemos no ano que vem? Então tá bom!


Tag: Ceia Literária

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PRIMEIRAMENTE EU ESTOU DE FÉRIAS ou quase
E depois de passar a semana toda sem dar as caras por aqui, sentindo o cérebro derreter um pouquinho por vez (guardei meu celular na geladeira num dia, quase entrei no supermercado pra comprar cartolina no outro), posso afirmar a todos que sobrevivi e agora apareci pra responder essa tag, que se chama Jantar Literário, mas eu e as meninas resolvemos adaptar pra uma ceia literária, mudando umas perguntinhas aqui e ali, pra ficar mais temático. Me mantive fiel a ideia inicial de responder a tag com personagens do universo literário porque eu não sou uma pessoa de tv, e deu no que deu:

Um personagem para preparar a ceia: Molly Weasley, com certeza! Uma das minhas coisas favoritas no universo HP eram as cenas na Toca, e eu sempre me imaginei passando o Natal no meio daquela família enorme, usando um suéter cafona e comendo uns bolos de caldeirão. Adoraria passar o Natal do lado de um fogão quentinho e ingredientes se misturando sozinhos, de preferência ao lado do resto dos Weasley!

Um personagem para ser o anfitrião: Ebenezer Scrooge, de Um Conto de Natal. Essa deve ser a única história natalina que já li na vida - cheia do mais puro e verdadeiro espírito de Natal, e por isso acho que ele seria o anfitrião perfeito pra patrocinar essa ceia maravilhosa e convidar muita gente legal.

Um personagem que pode causar uma cena: Pensei logo que na ceia de Natal, a pessoa que causa uma cena só podia ser aquele sobrinho metido a descolado que quer chocar propositalmente os tios falando de comunismo e drogas (risos, não sejam essa pessoa). Na minha cabeça, essa criatura seria Linton Heathcliff, o personagem mais insuportável do século - se ceia de Natal tem que ter parente chato, Linton vale por todos.

Um personagem para ser o Papai Noel: Levi Stewart, de Fangirl. Sei que ele não é o personagem mais engraçado do mundo e provavelmente os gêmeos Weasley seriam a resposta óbvia pra essa pergunta, mas Levi é fofo e uma ótima companhia, e tenho certeza de que ele toparia se vestir de Papai Noel e divertiria todo mundo à sua maneira (principalmente se a Cath estivesse também, hehehe).

Um personagem que é super popular: Robert Langdon! Imagino que ele passaria a ceia toda explicando pra todo mundo que o Natal cristão é uma colcha de retalhos de rituais e tradições de outros povos, risos. Mesmo assim, acho que seria um personagem muito interessante pra se passar a noite conversando e ouvindo as histórias das viagens que ele faz e das coisas que lê.

Um personagem que ainda seja criança: Um personagem? Um só? Eu convidaria a turma toda de Capitães da Areia. A primeira vez que eu li esse livro, tinha uns 14 anos e a história dos meninos-que-agiam-como-adultos me marcou demais. Natal, pra mim, é época de ficar com a família e mimar quem a gente ama, e eu adoraria poder compartilhar da companhia dos meninos nessa ceia ficcional e mimar eles também, mesmo que por uma noite, apenas.

Um vilão ou vilã que merece um pouquinho de compaixão: A Rainha de Copas, de Alice no País das Maravilhas. Eu confesso pra vocês que não tenho muita compaixão por vilões e não sei se iria querer um deles na minha ceia, mas acho que a Rainha de Copas seria uma adição interessante ao jantar. Quem sabe ela não aprenderia a ser um pouquinho mais tolerante fora do próprio reino?

Um casal – não precisa ser romântico: Jane Eyre e Mr. Rochester! Já disse aqui que tenho uma crush nesse homem, assim como falei que adoraria chamar a Jane pra tomar um chazinho da tarde. Queria dividir a mesa com eles, contar histórias e conversar sobre a vida, perguntar como vai o casamento e me convidar pra conhecer a casa dos dois HEHEHEH.

Um herói ou heroína: Eleanor Douglas, de Eleanor & Park. O final do livro é uma coisinha que fica apertando demais o coração da gente, e eu gostaria demais de ver Eleanor sentada ao meu ladinho na ceia de Natal e conversar com ela sobre tudo o que aconteceu.

Um personagem subestimado: Sansa Stark!! Enquanto todo mundo apelidava a bichinha de sonsa e se divertia enquanto ela comia o pão que o diabo amassou lá em King's Landing, lá estava eu torcendo por ela - e quem acompanha a série de TV ou os livros viu que ela não decepcionou e tem se tornado uma das personagens mais fortes da história. Colocaria ela pra sentar do meu outro lado, risos.

Um personagem de sua própria escolha: Miss Jane Marple, a heroína da Agatha Christie. Eu sempre fui uma criança maluca, viciada em livros de crime e mistério, e quando descobri a Miss Jane, se tornou meu sonho ser melhor amiga e companheira de solução de casos dessa senhorinha incrível. Ela merece sentar na outra cabeceira da mesa, claramente.

A tag original é essa aqui, e vocês podem ficar à vontade pra responder essa versão adaptada que fizemos também 

Aquele em que falamos de crushes

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!!!!!ALERTA DE BLOGAGEM COLETIVA!!!!!
Como vocês já foram informados, essa furada presepada que está sendo o Blogmas só é possível graças a colaboração das melhores pessoas da internet. Tivemos algumas ideias geniais e a cada sexta-feira vai rolar um post em conjunto, falando sobre assuntos igualmente geniais, como vocês podem comprovar pelo título desse post. Trocar figurinhas sobre paixonites (ou crushes na gíria dos xóvens de hoje) é um dos melhores assuntos possíveis - nunca tem fim, a ponto de fazer você e sua melhor amiga na sexta série vararem a madrugada conversando sobre quem gostava de quem. Esse é um post onde eu decidi fazer exatamente isso - me contem as crushes de vocês no fim ou eu fico de mal.
Literatura

Pra uma pessoa que se auto-denomina leitora, eu descobri que tenho pouquíssimas crushes literárias. As únicas dignas o suficiente de estarem aqui são Neal Grafton, de Landline; e Mr. Rochester, de Jane Eyre - risos eternos. Neal é o melhor amigo incrível demais, que se torna o melhor marido incrível demais, e esse livro é o meu favorito da Rainbow Rowell pelo tanto de identificações que senti com o casal principal. Mr. Rochester vem logo atrás porque claramente não compreendi a mensagem "ele não era um homem bonito". Ou melhor: compreendi, e garrei um amor nesse homem porque ele é exatamente meu tipo: cara de ruim, cheio de rudezas mas no fundo é só um grande coração partido!!!
Se essa categoria decepciona um pouco, eu preciso abrir espaço pra citar as grandes (as maiores?) crushes ficcionais da minha vida até hoje (e provavelmente pro resto dela): Draco Malfoy e Sirius Black, em suas versões distorcidas pelo fandom de HP. Sorry not sorry, JK Rowling. Talvez só quem tenha lido e escrito fanfics de qualidade duvidosa em que Draco era o nosso broken bird favorito e Sirius era o Maroto baladeiro e pegador que se apaixonava perdidamente sem querer vai entender essa declaração de amor. FICWRITERS UNIDAS, VINDE A MIM!!

Cinema e TV

Não sou a maior fã de filmes e séries como cês sabem bem, mas supreendentemente eu tenho um bom número de rapazinhos que fazem meu coração bater mais forte. Meus favoritos são o Leonard de TBBT e Finn Nelson, de My Mad Fat Diary. Eu já falei de ambos em outro post daqui - Leonard, mesmo bobinho é FOFO DEMAIS, tem problemas de autoconfiança que eu entendo mais do que gostaria e preenche muito o meu lado nerd. Finn é lindo, corajoso, tem um gosto musical invejável e no fundo só está esperando uma menina especial pra poder mostrar o melhor lado dele. Eu sou um clichê de mau gosto; mas não posso esconder que no fundo também sou essa menininha que adora imaginar romances com personagens que estão ali, te prometendo um romance estável e cheio de cafuné no sofá.

Também preciso falar do Jesse, de Breaking Bad; que mesmo comendo o pão que o Diabo amassou, é praticamente a personificação do Draco Malfoy da categoria acima; e do Chase, de House, que até onde assisti continua sendo um babaca porém continua TÃO LINDO; e do Legolas, possivelmente minha primeira crush cinematográfica, quando peguei a fita de A Sociedade do Anel pra assistir num sábado de manhã enquanto minha mãe faxinava a casa e eu ficava encantada com aquele cabelo platinado e aquele maxilar.

Da vida escolar

Luiz Guilherme, O Menino Mais Bonito da Quarta Série. Eu fui uma menina cheia de crushes na escola, que a cada ano tinha uma paixonite platônica num coitado desavisado, mas nenhuma foi tão badalada quanto O Menino Mais Bonito da Quarta Série. Eu e todas as minhas amigas gostávamos dele - e com razão, o menino tinha um rostinho angelical que podia estrelar comercial de escola não fosse o fato de a gente morar na Roça. Depois ele se mudou de cidade, nunca mais nos vimos e muitos anos depois a gente colou grau quase no mesmo dia, mas ele continua sendo O Menino Mais Bonito da Quarta Série, aquele que me fez escrever meu nome ao lado do dele e encher a folha de corações HAHAHAHA.

Música

BRANDON FLOWERS BRANDON FLOWERSSSSSSSSSSS!!!!! Embora ele tenha perdido um pouco da beleza nos últimos tempos (Brandon meu filho, o que quer que você esteja fazendo com a sua aparência pfvr PARE), a voz desse homem ainda me deixa completamente doida. The Killers faz meu coração balançar demais, e quando penso em Brandon com seu figurino espalhafatoso e gestos afetadinhos diante do microfone, isso tá mais do que validado. De resto, acho que eu posso dizer que tenho mais crushes em solos de piano/guitarra/bateria do que em homens do rock (exceto por um ou dois que estou guardando pra fangirlzar num outro post hehe).

Celebridades

Eu sou aquela pessoa completamente por fora do universo hollywoodiano das premiações e da vida das celebridades, então os rapazes que entraram nessa categoria só estão aqui por um motivo: TÃO BONITO O ROSTO!!!! 
O Orlando Bloom vale a menção por aqui porque foi a minha celebrity crush por quase uma década, mesmo que hoje não me faça mais salvar imagens pra imprimir e colar no caderno (hehehheheh). Outros homilindos™ da categoria incluem Gerard Butler, Hugh Jackman, Joaquin Phoenix nos anos 2000, mas atualmente quem tem me feito perder o fôlego é ele, senhoras e senhores, Josh Beech - modelo tatuado, músico indie ruim, porém dono desse rostinho maravilhoso. Fiquem com as imagens.
Depois desse GIF essa lista está sendo feita com o auxilio de aparelhos

Girl Crush

"Não sei sei queria ser você, se queria ser sua amiga ou sua namorada" é a melhor definição já criada pro conceito de girl crush. Tenho duas respostas na ponta da língua: Daisy Lowe e Monica Bellucci, duas criaturas divinas pelas quais eu sofro toda manhã pensando que acordei pra viver mais um dia sem ter aquela aparência.
Na próxima vida Deus vai ter que ajustar as contas dele comigo

Resposta bônus: Dianna Agron interpretando Brandon Flowers. A estrutura facial dessa mulher é um insulto a nós, reles mortais, e o clipe de Just Another Girl é a última coisa que eu quero ver antes de morrer.

Crush Morta


Um espaço pra gente citar aquela crush impossível de pegar nessa vida porque, veja bem, ela já está em outra. Depois de consultar a assessoria, não encontrei nenhuma crush falecida pra citar, então posso responder aqui o David Gilmour novinho??? A gente sabe que ele tá vivo (e espero que continue vivo por muito mais tempo), mas infelizmente aquela cabeleira e aquele rostinho que eu tanto amo foram pro beleléu faz muito tempo. RIP Jovem Davi.

Crush Intelectual
Digníssimo!! HEHEHEHE
Isso é trapaça? Juro que essa foi a primeira resposta que me veio à mente. Talvez vocês não saibam, mas antes dos mil anos de namoro, Digníssimo e eu éramos amigos, os melhores amigos, amigos que passavam quatro horas de madrugada conversando sobre tudo no msn. Antes de ser apaixonada por todos os aspectos desse serzinho, eu já era arriada os quatro pneu pela capacidade desse menino falar sobre TUDO com uma capacidade didática excelente e uma amplitude de temas invejável. Bônus: também é a major crush da minha vida. Sou cafona mesmo, fazer o que, gente?

Crush Estranha
Crush estranha é aquela que tem tudo pra você ignorar; é chata, feia, boba e cara de mamão, mas assim mesmo, ele não sai da sua cabeça - ninguém entende, muito menos você, mas ela teima em ser uma crush. A minha no momento é o Philip, duque de Edimburgo, de The Crown. A gente sabe que não é o cabelo e muito menos os bons modos; seria então o sotaque? Os trajes militares? O fato de ele ser o duque de Edimburgo??? Não sei dizer, só sei que a cada patada que ele dá na série, sinto meu cérebro indignado e meu estômago dando voltinhas por conta desses malditos sentimentos, e quando vejo estou igualzinha a Rainha nesse GIF:


Crush Sobrenatural
Uma categoria em que eu fico devendo, porque não consumo muitas obras sobrenaturais e com gente apaixonante. Pra não deixar essa em branco, minha resposta é o vampiro Zeca de O Beijo do Vampiro!!! Vão me dizer que vocês não se apaixonaram pelo Kayky Brito em 2003 também? HAHAHAHAHAHA.

Crush Guilty Pleasure
Esse troféu podia ir pra algum astro novinho e bonito demais, mas fico com Tony Montana de resposta. Quem com todos os parafusos no lugar pode ter uma crush num traficante, homicida, que passa metade do filme sob efeito de drogas e maltrata todo mundo? Pois é. Mas é o Al Pacino, gente. O Al Pacino novinho. Al Pacino novinho e com problemas, e talvez vocês já tenham percebido que eu tenho um fraco por personagens problemáticos. Pontos bônus se eles tiverem ódio do mundo e tiverem sotaque - risos infinitos.

Agora me contem as crushes de vocês?? Pretty please?💖