#31: A gente, o BEDA e o Blog Day

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Pra ler ouvindo:
ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU É TETRAAAAAAAAAAAA!!!!!!11!1!!!!1 É TETRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!1!!1!!1111!!1!!!!!!1111!!!11!

Tá liberada a algazarra. É NÓIS, eu diria. 31 dias postando consecutivamente parecia mesmo uma barbaridade quando eu decidi, do nada, que iria entrar nessa dança; mas enquanto escrevo essas linhas, a verdade é que não foi assim tão difícil. Então foi fácil? Eu diria que foi gostoso e meio mágico. Foi um mês que passei escrevendo. Como isso poderia ser uma coisa horrível?

Tem uma frase (que dizem ser do Pablo Neruda, mas eu não confio na internet) que diz que escrever é muito fácil: começa com uma letra maiúscula, termina com um ponto final e no meio você põe as ideias. Pois bem: por anos, essa frase ficou escrita na porta do meu guarda-roupa como um atestado de que eu sabia fazer aquilo; até que num momento percebi que eu não sabia mais. Alguma coisa aconteceu no caminho que fez com que escrever parecesse uma coisa complicada, ruim e sem propósito; o que logicamente fez com que alguns parafusos se soltassem na minha cabeça, já que gostar de escrever era a única certeza que eu tinha sobre mim desde os dez anos de idade. Foi mais ou menos sobre isso que eu falei quando escrevi o primeiro post do BEDA: queria silenciar aquela vozinha dentro do meu cérebro que sempre dizia que ninguém estava interessado no que eu tinha a dizer, que aquilo era um desperdício de tempo e recursos e essencialmente me fazia desistir de todos os posts no meio do caminho.
Postar durante esses dias todos me fez lembrar que Pablo Neruda (ou seja lá quem for o autor verdadeiro dessa frase) tem razão. Escrever é fácil: você precisa sentar e colocar pra fora aquilo que tem na sua cabeça. Se vai ficar bom ou não, são outros quinhentos; mas não tem ninguém dizendo que você precisa acertar a perfeição numa tacada só. Você precisa começar. Você precisa das ideias. E pra fazer esse negócio funcionar, eu precisei agarrar com força todas as ideias que cruzaram minhas sinapses mentais nesse mês, mesmo aquelas que pareciam completamente doidas - aquelas que faziam soar o alarme do ninguém se importa -  e confiar nelas. Escrever é fácil, mas apertar o botão de publicar e assinar aquelas palavras pra todo mundo ler é outra coisa, porque também precisa que você confie em você mesmo e em quem vai ler.
Deu certo. Olha o clichê motivacional aqui de novo.

Achei um serendipity tão legal quando me toquei que o último dia do BEDA também é o Blog Day, porque eu nunca participei de um Blog Day. Nunca me senti parte da dessa vizinhança blogueira, onde parece que todo mundo se conhece há tempos, tá super inteirado da vida das amigas e se ama demais. Sou essa mocinha da Roça, geograficamente isolada de todo mundo, e tímida demais pra me enturmar, mas pela primeira vez em muito tempo, senti que no meio dessa folia toda eu participava daquilo. Eu enxergava as pessoas, e elas me enxergavam também.
Gente muito bonita e que nunca tinha aparecido nesse blog veio aqui pra me dizer coisas, rir comigo e se empolgar junto com caderninhos fofos, Pokémon Go e discordar do meu gosto pelo bombom Caribe. Eu também visitei um monte de gente desconhecida, mas que postava sobre coisas que eu me identificava - o que é irônico demais, porque enquanto meu cérebro se descabela de ansiedade a cada vez que eu penso em postar sobre a minha vida, posso passar uma hora lendo sobre o que as pessoas fizeram no final de semana, onde foram comer e qual a neurose maluca que está assombrando elas dessa vez. Li muitos textos sobre ansiedade e fiquei meio surpresa de ver que tanta gente, conhecida e desconhecida, sofre dessa mesma coisa que me faz querer arrancar os cabelos às vezes. Histórias sobre vacas, mini-tragédias cotidianas em ônibus, sonhos adolescentes e fotos magníficas de cafés da tarde me fizeram sentir coisas durante esse mês. A gente não tá aqui pelas pautas, eu acho; estamos pelas pessoas e pelos vínculos; pelos memes compartilhados, pelas identificações com os desabafos alheios e, logicamente, pelo engajamento. Para vermos e sermos vistos.
Esse post e todos os anteriores jamais teriam acontecido se eu não tivesse trocado incentivos com pessoas maravilhosas (Ana e Tati), e depois, no meio do caminho, não tivesse encontrado um monte de gente legal que também estava participando da brincadeira (Andrea, Thay, Maki, Vy, Cacá, NicasLaila, Mia, Mareska, Karine, e provavelmente estou queimando minha cara esquecendo de alguém). Comemorei quando vi que algumas figurinhas do meu blogroll iam postar todos os dias, e comemorei de novo a cada blog legal que eu descobria e ficava esperando ansiosamente pelo post seguinte. A ~blogosfera~ está vivinha da silva, cheia de gente que escreve e, mesmo que eu não tenha linkado todo mundo aqui, queria dar um abração em todo mundo que participou do BEDA durante esse mês, tendo ou não postado durante 31 dias. Essa folia tão gostosa de gente escrevendo e gente lendo só aconteceu porque a gente - muita gente - se organizou pra blogar e aconteceu. 
Eu também questão de linkar aqui meu blogroll, pra vocês clicarem nele e verem quem mais faz minhas manhãs felizes quando checo o feedly enquanto tomo meu café da manhã. Amor nunca é demais.

Mas não é só isso!
Eu também decidi que ia fazer uma playlist que embalasse esse mês (vocês já perceberam que sou a doida das playlist, né). O critério foi colocar a cada dia, uma música que tenha representado os feelings, o que resultou num mixtape onde Karol Conká e Emerson, Lake & Palmer estão a cinco faixas de distância. É provavelmente a coisa menos coesa que vocês vão escutar na vida, mas esse mês foi uma montanha-russa de sentimentos e sou fiel demais a eles pra deixar de publicar isso aqui.
Trinta e uma músicas. Trinta e um dias. DECLARO ENCERRADO O BEDA 2016 - PODE COMEÇAR A FESTA!!!
E assim a gente se despede, sabendo que não vou aparecer aqui amanhã (mas certamente vou aparecer no inbox de vocês, porque faço questão de colocar em dia as leituras e os ~mimos~ atrasados), mas sabendo também que não vai demorar milênios até eu dar as caras por aqui novamente. Vou sentir saudade dessa loucura? ÓBVIO. Sendo essa pessoa que se apega a tudo, mesmo essa grande cilada que parecia ser postar diariamente se tornou uma coisinha especial. Vai ter no ano que vem?

#30: Box of memories

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O BEDA tá quase acabando e, como não poderia deixar de ser, estou com uma pontinha de melancolia pelo fim dessa maluquice tão deliciosa que inventei de fazer junto com as #migas da internet. Como esse é o último post antes daquele inevitavelmente cheio de conclusões e epifanias que tive escrevendo durante 31 dias, queria escrever sobre alguma coisa importante e que fizesse parte de mim disso aqui.

Alguém se lembra que algum dia esse blog já teve fotos?
Sempre fui uma pessoa que guarda coisas. Pessoas. Memórias. Brinquedos antigos. Cartinhas. Apostilas de caligrafia do Jardim III. A famosa Síndrome do Esquilo. Se eu tivesse que explicar o encanto que senti pela fotografia, diria que ela sempre foi a maneira mais fácil de guardar coisas que eu não podia transportar comigo. Quando eu finalmente ganhei minha própria câmera, que ainda por cima era digital e não me deixava limitada a clicar cuidadosas 36 poses e pagar por elas depois, alguma coisa clicou em mim também. De repente, eu podia escolher aquilo que me chamava a atenção - coisas que me faziam sentir outras coisas - e guardar sem ter que pedir algo pra alguém ou explicar nada. Aí eu percebi que nunca soube traduzir muito bem certos sentimentos e que uma imagem às vezes dizia mesmo mais do que mil palavras.
(Duas fotos tiradas com a minha primeira câmera ruinzinha: meu tênis preferido e meus origamis preferidos)

Mesmo com zero conhecimento técnico (ou uma super câmera), sempre gostei da ideia de estar cercada de coisas bonitas, e por trás da lente eu podia fazer isso - pegar todos os detalhes que a maioria das pessoas deixa passar e capturar de um jeito bacana. Eu gostava de manipular imagens, luzes e cenários, mesmo sob a acusação de que as minhas fotos não eram boas porque não eram ~reais~. Sendo honesta, eu nunca quis fazer um registro muito fiel da realidade; eu só queria que ele fosse um bom registro. Alguma coisa que deixasse meu coração quentinho no futuro. Queria lembrar de coisas que me fizessem sentir algo - sentimentos são os únicos fatos, vocês dizem; e essa sempre foi a única regra da minha vida. A vida real já tem uma cota muito generosa de feiúra e aspereza pra gente ter que lidar com isso também nas coisas que podemos criar.
(O primeiro dia que saí pra fotografar com a minha câmera compacta nova - essa edição parece tão anos 70)

Mesmo quando a gente pensa em fotojornalismo ou street photography, a fotografia não é a realidade. Ela é um ângulo, um recorte congelado, a luz exposta num sensor ou num filme x ou y que se desenvolve mais puxado pro azul ou pro vermelho. O plano mais aberto ou fechado te fazendo focar em alguma coisa. A fotografia é um mundo próprio nosso que a gente torna real quando aperta aquele botão, enxergando pelas nossas lentes fumê ou cor-de rosa. A gente diz algo naquilo que escolhe compartilhar, conta uma história nas entrelinhas. E aí vocês desculpem o clichê, mas eu gosto muito de contar histórias. Se elas são boas ou não são outros quinhentos, mas eu tenho muitas pra contar.
Acontece que os últimos meses da minha vida não tem sido os mais fotográficos e eu nem sei explicar o porquê: eu amava criar cenários e inventar moda com o tripé, até que de repente (tal qual Fátima e Bonner, GENTE), não amava mais. Tudo parecia errado; as cores, o foco, os ângulos, a luz, o assunto, a porra toda. Depois de uma compacta analógica, duas digitais, uma DSLR, quatro celulares e uma Instax, um belo dia a gente acorda sem ter a menor ideia do que fazer com essa parafernália toda na mão. Parece mesmo um relacionamento em que você dedicou anos e percebe que não sabe mais o que fazer naquele lugar. Fiquei braba e frustrada: se a fotografia fosse uma pessoa de verdade, eu estaria acusando ela de ser uma ingrata sem coração que me abandonou sem mais nem menos. Acho que ela podia dizer o mesmo de mim também.
A gente nem percebe, mas de repente vai deixando de fazer tudo aquilo que gostava porque a vida tá ruim demais e não tem disposição pra isso, e quando olha, não sabe mais como escrever posts e nem tirar fotos. A próxima coisa que provavelmente vai acontecer é eu perder a capacidade de me comunicar. Então eu resolvi resgatar várias fotos antigas que tirei desde 2007 e que acho que nunca tinha postado por aí, pra poder me lembrar de como me senti nesses momentos.
(É possível que eu só tenha escrito esse post pra me convencer de que ainda posso tirar fotos bonitas e me entreter com isso - não confirmo nem nego.)
E amanhã tem a grande celebração na linha de chegada do BEDA. Coloquem as champagnes na geladeira e deixem os pijaminhas bonitos à postos pra nossa festa! YAY

#29: A grande tag musical

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Já que há uns dias falei das minhas playlists preferidas, aproveitei o embalo pra responder essa tag musical que foi devidamente roubada na cara dura do blog da Michas, porque não tenho vergonha de pegar indicações deixadas pra galera.

1. Gênero favorito?
Pop, rock e uns modão de viola aí no meio.

2. Banda ou cantor(a) mais ouvido(a) no momento?
Genesis? Estou num romance com uma playlist chamada 'The Very Best of Genesis' que tem umas dez músicas deles, faz uns seis meses - a maioria delas da fase Phil Collins. É uma pena que até hoje eu nunca tenha conseguido convencer alguém do balanço dessa banda.
3. Música preferida no momento?
Domino, do Genesis; e Born to Run, do Bruce Springsteen. To numa fase bem anos 80, como dá pra notar.

4. Três artistas favoritos?
The Killers, Sixpence None the Richer e U2. Não ouço com tanta frequências as duas últimas mais, mas são três bandas que já ocuparam o meu posto de 'banda favorita'.

5. Aquela banda para qual você sempre volta?
Nunca fui uma pessoa de bandas, e sim de músicas! Acho que posso responder as duplas sertanejas da minha infância, tipo Leandro e Leonardo, risos. Não é nem uma questão de gosto, mas me sinto muito confortável ouvindo as músicas pela nostalgia e sempre acabo ouvindo de novo depois de algum tempo.

6. Trilha sonora de filme favorita?
Amo MUITAS trilhas sonoras, especialmente as Disney; mas quem leva esse título no meu coração é Mamma Mia. Eu definitivamente não confio em gente que não gosta de ABBA e esse filme, gente, como não amar Meryl Streep, num plano de fundo grego e lindíssimo, cantando nesse musical maravilhoso? Eu acho tão legal o fato de que conseguiram fazer um musical maravilhoso com músicas que já existiam e AMO ESSE FILME E IREI PROTEGÊ-LO.
7. Música preferida de todos os tempos?
Gente, esse tipo de pergunta não se faz. COMO POSSO ESCOLHER UMA SÓ??? Posso responder com uma playlist?

8. Último show que foi?
Rapaz, eu nem sei - aqui na roça ninguém faz show, risos. É possível que tenha sido o que eu fui ver Humberto Gessinger em 2013.

9. Música mais vergonhosa no computador, celular, iTunes?
Talvez os pagodes brega que eu mantenho aqui como uma homenagem à Manu da adolescência HEH. Não tenho exatamente vergonha, mas acho elas meio breguinhas (mas continuo ouvindo assim mesmo).

10. As três músicas mais tocadas de acordo com o seu player?
Tenho duas respostas: O iTunes diz que são American Girl, This Charming Man e Shake it Off, contando mais ou menos desde 2013. PORÉM o Last.fm tem feito um scrobble meia-boca do meu computador desde 2007, e diz que as respostas são essas: One Way or Another (670), Who Knew (408) e A Dustland Fairytale (404).

11. Que música sempre te faz sorrir?
Eu gosto bastante de I'm Feeling You, da Michelle Branch com o Santana. Não é a minha música preferida (lembrei dela porque o iTunes começou a tocar agora, risos), mas é uma música que conheci lá em 2006 e tem um humor bem levinho e gostoso.

12. Que música você ouve quando está triste?
Bitch, please. Eu tenho uma pasta de playlists com o sugestivo nome Bad Vibes - com playlists variadas pra cada tipo diferente de bad. HEH. Levamos o conceito de 'trilha sonora da vida' muito a sério nesse blog. Ali tem Radiohead (o clássico das bad vibes), The Smiths, e umas músicas melancólicas do The Killers, do Pearl Jam e outras bandinhas do coração.

13. Que música te faz dançar?
Shake it Off é, possivelmente, minha música oficial pra danças extraoficiais. Mas eu também tenho uma playlist chamada Dancing Playlist cheia de sucessos do bate-cabelo (que foi devidamente compartilhada aqui).
14. Bandas e cantores desconhecidos que você indica?
Eu acho que sou a pessoa com o gosto menos underground da internet? Não tenho muitos cantores obscuros pra indicar. Acho que, nos meus gostos, Findlay e The Softies são as coisas que mais correspondem ao que eu deveria indicar aqui, e nem sei se são tão desconhecidas assim, hahahaha. De qualquer forma, amo ambos e recomendo fortemente que vocês ouçam. The Softies é 100% garantia de coração quentinho!!

15. Letra ou citação preferida?
Esse meme tá muito difícil, risos. Pra fim de resposta, é a letra de American Girl do Tom Petty and the Heartbreakers, que podia ser a trilha sonora oficial da minha vida.
Well she was an American girl
Raised on promises
She couldn't help thinkin' that there
Was a little more to life
Somewhere else
After all it was a great big world
With lots of places to run to

16. Que banda, cantor(a) ou música te lembra de alguma situação específica?
Esse tipo de pergunta não se faz, porque eu associo lembranças a musicas desde que me entendo por gente. Uma das melhores recordações que tenho foi a mini-road trip que fiz com o Digníssimo pro Rio de Janeiro em 2014, na qual ouvimos no caminho a trilha sonora de Guardiões da Galáxia. Achei esse filme mais um enlatado de super-herói sem pé nem cabeça, mas QUE TRILHA SONORA, SENHORAS E SENHORES.

Vou indicar alguém? Vou jogar essa bola pra Ana, porque ela tá sempre lembrando de mim nas tags e salvando esse blog da seca HAHAHHA. Mas deixo a indicação aberta pra quem quiser falar um pouquinho dos seus gostos musicais (e/ou salvar o último dia do BEDA hahahhaha)

#28: Setembro já é Natal

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28 de agosto. Daqui quatro dias, a gente começa a nona folhinha do calendário e num piscar de olhos os comerciais de Natal começam. O ano já acabou. Pode começar a fazer a wishlist de Natal e as resoluções de Ano Novo.
O calor volta. AI MEU DEUS, O CALOR.

Essa semana foi meio bostinha por aqui, mas em compensação, teve muitos livros pra amenizar a coisa toda. Já falei que me entreguei à tentação das promoções da Amazon, mas ganhei de presente (Digníssimo, patrocinando a minha bibliotequinha desde 2010) Harry Potter and the Cursed Child. Até agora só li as primeiras cenas (nunca li uma peça antes!), mas já senti muita saudade reencontrando nosso trio preferido nas páginas, só que dessa vez como pais de família responsáveis. Em breve venho dar o veredicto se J.K. acertou ou devia parar de vez com a invenção de fanfics sobre o universo mágico.
Também comecei a assistir Stranger Things hoje e esse talvez seja o meu recorde em acompanhar o hype: to só um mês e meio atrasada! Quero abraçar a Eleven e guardar ela no meu quarto, quero resgatar a Barb e o Will e sobretudo, quero viver na estética dessa série. Por que tão lindos, anos 80? Ainda bem que a série é curtinha, porque provavelmente consigo terminar de ver hoje mesmo. Como é que vocês dão conta de ver tantas séries assim, gente?

A semana também foi meio caótica e eu não consegui ler e comentar nos blogs das migas como gostaria. Separei os melhores links que li, mas ainda tem uns oitenta posts não abertos no feedly. Se você acha que devia ter um comentário meu no seu inbox e ele ainda não chegou, aguarde e confie, pequeno gafanhoto.
Por enquanto, o que li de melhor nessa semana foi isso:
A Ana escreveu sobre o que ela sentiu com as Olimpíadas e eu ouso dizer que esse post dela é um ótimo complemento pro que eu fiz aqui. SOMOS TODOS OLÍMPICOS #yassss
A Mia contou um pouco da experiência maravilhosa dela como usuária desse serviço que a gente tanto ama: ÔNIBUS
A Thay falou sobre Pax, uma história adorável e que me deu muita vontade de ler
A Tati escreveu um post sobre ser vista que me causou vários feelings
A Line falando aqui sobre o que ela pensa do feminismo
A Vy falando que pra viajar a gente não precisa necessariamente fechar um pacote com a CVC
A Isadora lembrando a gente de que vai ficar tudo bem
O BEDA está acabando e eu não sei se comemoro ou se reclamo com saudade antecipada dessa presepada toda. A gente se descabelou? Escreveu alguns posts às dez da noite? Fez drama no Twitter achando que não ia conseguir e leu todos os memes possíveis? Sim. Mas daqui a quatro dias não estarei aqui escrevendo, e a experiência de fazer isso por um mês foi surpreendentemente boa. O importante é que vai dar pra chegar nessa linha de chegada (e fazer uma festa por lá!!!). Beijos e até amanhã! xx

#27: Top 8 coisas superestimadas

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Poderia ser mais um post inocente de listinha por aqui, mas a verdade é que hoje vim aqui chocar a sociedade internética falando sobre as coisas pras quais todo mundo liga e eu não. Isso é um perigo, né? O risco de vocês acharem que eu era uma pessoa bacana e descobrirem que eu não dou a mínima pra sua comida/banda/celebridade preferida é grande.

1: Filme de herói
Desde que a Marvel saiu da falência e decidiu lançar filmes pra todo bendito herói do catálogo deles, nunca mais tive paz. Meus amigos todos adoram o hype e Digníssimo sempre quer assistir às estreias e me levar junto, mas eu não vejo graça nenhuma naquele monte de vilões e poderes em CGI. Fui ver Guerra Civil esperando gostar de verdade da coisa, e dormi durante uma hora. Desculpa?
2: Kardashians
ARGH.
Nunca entendi e nunca vou entender a obsessão que a internet (e em especial, aquelas notícias do Snapchat) tem pelo clã Kardashian-Jenner. Eu não assisti ao reality, mas olha... o que essas pessoas fizeram pra serem dignas da minha admiração? E daí que a Kylie Jenner é bonita? Ela é bonita pra chuchu e eu concordo, mas por que eu me interessaria pela vida dela? Kanye West não é um cara desprezível demais pra gente ficar secando onde ele vai e o que ele faz? A Kim, os looks dela não são horríveis? E as outras? Quem são? O que comem? Qual a relevância desse povo? Que tipo de entretenimento posso tirar disso?????

3: Café em cápsula
Acho caríssimo, não supera expectativas e vem UM GOLE dentro daquilo???? Gente, desculpa ser uma ogra incivilizada mas quando se trata de café, não vim aqui pra apreciar - eu vim pra bater um papo com meus amigos (acompanhada, logicamente, de bolo), ou me manter acordada pelas próximas cinco horas, então não regule essa mixaria não e enche a xícara. Aliás: café bom é café de coador e açúcar à vontade, risos.
4: Nirvana
Meus amigos sabem e até concordam com esse item da minha lista de opiniões impopulares, mas nunca falei isso pra outras pessoas e nem sei qual o grau de amor que o coletivo Internet sente por essa banda  que uniu todas as tribos. Pode ser que eu esteja me arriscando a levar umas pedradas?
Não é que eu não goste do Nirvana. Eu até gosto. Inclusive, até tenho Smells Like Teen Spirit no meu iPod. Eu só acho que ela é uma banda com uns riffs meio preguiçosos e letras meio sem sentido pra levantar tooooooooodo esse amor que as pessoas parecem sentir. Ou seriam os adolescentes? Eu acho Nirvana uma banda muito adolescente. Pronto. DESCULPA. NÃO ME ODEIEM.

5: Roupas caras de marca
Dei a minha opiniãozinha sobre moda aqui e, sinceramente, sigo firme achando que a gente tem que vestir nosso corpo só com coisas que a gente acha nada menos do que fabulosas - não interessa a procedência ou marca delas. Nunca vou entender exatamente como as pessoas se convencem a pagar 300 reais numa calça jeans comum porque acham que aquela marca é melhor (ou mais ~cheia de personalidade~). A menos que tal coisa tenha feito meu olho BRILHAR, esse dinheirinho não vai sair da minha carteira só por causa de uma etiqueta.

6: Ter carro
Moro numa cidade pequena do interior e nunca tive carro. Sinto falta? Quase nenhuma. Acho carros utilíssimos pra emergências médicas em que você é incapaz de andar, roles noturnos ou situações em que você precisa transportar alguma coisa gigante, mas nesses casos, sempre existe a possibilidade de chamar um táxi ou arrumar uma carona. Fora isso? Ah, e quando chove? Pra isso tenho um guarda-chuva gigante e um par de botas. Ah, e quando você tem que ir em algum lugar longe? Uai, eu vou a pé, e se for inviável, pego ônibus. A Roça é muito bem servida em linhas de ônibus pra sair daqui e ir pras cidades do entorno onde ficam todos os médicos/lojas/serviços que a gente precisa, e assim nunca tive problemas pra estacionar nem tenho que pagar seguro e IPVA, god bless. Pode ser que eu pensasse diferente se morasse na capital, mas por enquanto, continuo achando que me viro muito bem sem um.
7: Paleta mexicana
Dez reais num sorvetão congelado a ponto de grudar nas beiça. Confesso que tenho birra de paleterias porque numa época, tinha no shopping uma gelateria artesanal italiana com o melhor sorvete que já tomei nessa terra brasilis. Aí chegou a onda das paleterias, minha sorveteria dos deuses fechou e eu nunca mais vou achar um sorvete de amarena tão gostoso por aqui. Não é que eu não goste das paletas. Elas são gostosas, mas não a ponto de merecer esse hype todo e o meu dinheirinho.

8: Chokito e Prestígio
CARIBE É MUITO MELHOR PRONTO FALEI


Fica o lembretinho: essa é a Minha Opinião de Merda™ e vocês são muito livres pra discordar e dizer que sou feia e boba e cara de mamão. Beijos de luz e até amanhã! xx