#5: Ilustrações Incríveis: Taryn Knight

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Olha o BEDA me fazendo ressuscitar categorias defuntas nesse blog!

Descobri a Taryn no twitter (taryndraws), eu acho, e já virei fãzinha do trabalho dela quase que imediatamente. Os desenhos que ela faz tem um ar muito grande de ilustração de livro infantil - mocinhas de bochechas rosadas, olhos grandes e expressões serenas. Gostei bastante das cores que ela usa nos trabalhos; com pouca saturação e com muitos tons de verde e marrom. Tudo tem um ar silvestre, como se os elementos estivessem realmente ligados à terra.
Esse desenho é a versão da Taryn da Branca de Neve. Acho tão bonitos os detalhes, como a sombra dos bichinhos e o coelhinho do lado dela, se aconchegando!
Todos os desenhos dão uma sensação de tranquilidade e conforto muito grandes - esse de baixo é um dos meus preferidos, e acho que tanto ele quanto os outros ficariam muito bons num formato de quadrinho ou de postal, pra decorar as paredes.
No tumblr dela também tem, além de trabalhos originais fanarts variadas - especialmente do universo Harry Potter! Adoro muito fanarts de qualquer tipo, acho muito mágica a capacidade dos ilustradores de transformar a imaginação em algo real. Essa abaixo,, de Alice no País das Maravilhas, é tão bonita que podia muito bem ser uma capa de livro.



Hermiones pra todos os gostos!! E o trio passando a noite no Salão Comunal. Mione lendo como sempre e Ron e Harry tagarelando (gosto de pensar que eles estão debochando da Trenlawney HAHAHHAHA)
Ilustrações das quatro casas (qual é a de vocês, aliás? Eu sou da Corvinal, yey - a Taryn é da Lufa-lufa e lá no Tumblr dela tem algumas outras ilustrações temáticas dessa casa!)



Taryn tem uma loja no Etsy, onde ela vende pôsteres com as artes dela, e também aparece no Instagram (e ela é muito linda çocorrr!!!!)!
Alguém já conhecia ela ou tem alguma indicação de ilustrador tão legal quanto?

Beijos e até amanhã!

#4: Cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias

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Foi o tempo que esse post demorou pra ser escrito, risos. 
O Amor nos Tempos do Cólera é meu livro preferido, o único privilegiado a ponto de ter sido relido umas trocentas vezes. Faz anos que penso em postar algo falando dele aqui, declarando o meu amor e tentando arrebanhar mais gente pra amar essa história junto comigo, mas eu nunca sei o que dizer. Me sinto mesmo besta, porque as minhas palavras estão bem longe de estar à altura da história; mas a verdade é que eu não tenho muitas pretensões de escrever um tratado brilhante sobre esse livro, sobre Gabriel García Márquez e seus prêmios, sobre o realismo fantástico ou a ausência dele na história. Eu não tenho a menor ideia do que os especialistas no gênero acham sobre essa história - a minha opinião amadora é de que O Amor nos Tempos é um livro sobre - rá - amor, escrito pra gente amar.
Florentino Ariza, o protagonista aspirante a herói, é magro, franzino e parece o cabo do guarda-chuva que ele carrega consigo, mas tem uma alma transbordando de amor. Fermina Daza é bonita, altiva e decidida, o tesouro do pai, que é um negociante de mulas, e só se muda praquela cidade cheia de glórias falidas porque Lorenzo Daza quer arrumar pra filha um casamento à sua altura. Florentino Ariza não é sob nenhuma ótica esse partido ideal, mas é ali que brota um amor - primeiro uma paixão inflamada de adolescente, cheia de cartas secretas e momentos roubados, que aos poucos vai desabrochando como um amor em direção a um futuro sólido e disposto a superar todas as adversidades. Mas essa é uma história sobre amor, e o amor não é um mar de rosas.
O Amor nos Tempos fala sobre paixão adolescente, amor proibido, amor de pai, amor de mãe, felicidade conjugal, infelicidade conjugal, amantes, lua de mel, viuvez, amor sexual e clandestino, sentido por uma, duas, várias pessoas. É um romance no sentido mais apaixonado da palavra, e que ao mesmo tempo que nos enche de fantasias apaixonadas, destrói sem dó esse clichê de contos de fadas em que "se casaram e foram felizes para sempre". Podia ser a nossa vida, só que retratada pela escrita irretocável do Gabriel García Márquez. Vocês já leram os livros dele? Gente, que homem maravilhoso. Que talento. LEIAM GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ. Olhem do que ele é capaz:

“(…) aprendeu Florentino Ariza o que já padecera muitas vezes sem saber: pode-se estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo, por todas com a mesma dor, sem trair nenhuma. Solitário entre a multidão do cais, dissera a si mesmo com um toque de raiva: o coração tem mais quartos que uma pensão de putas.”

Se isso não convencer vocês, eu não sei mais o que pode convencer.
Florentino Ariza e suas cartas febris e quilométricas de amor, que ele acaba vendendo mais tarde, é toda uma parte da gente - especialmente da gente que é gente que escreve - que é capaz de ficar completa e perdidamente apaixonada por alguma coisa, a ponto de adorá-la de todas as formas possíveis e sentir sintomas físicos dessa coisa maluca que é amar alguém. Fermina Daza é uma mulher incrível, determinada e decidida, que mesmo cercada por homens, faz da própria vida exatamente aquilo que ela quer - 100% life goals. Os sentimentos que unem os dois no princípio dessa história são tão fortes quanto as circunstâncias que impedem essa união planejada, e é aí que a história se desenrola, por meio século de afetos e situações do cotidiano que continuam mantendo os dois ligados de alguma forma.


No final das contas, Florentino e Fermina demoram cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias pra se encontrar de novo. Se eles ficam juntos no final? É lógico que não vou dizer, risos. Mas essa conclusão é quase supérflua, depois de uma história cheia passagens tão maravilhosa sobre o ser humano e as infinitas coisas que ele pode sentir.

Beijos e até amanhã xx 

#3: Pra passar o tempo no celular

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Nunca falei disso aqui no blog, mas sou uma viciada em joguinhos. Nenhum sério o bastante pra me fazer perder horas na frente do computador, porque eu não tenho muita paciência com essas coisas só com Portal - gosto de joguinhos rápidos, fáceis, pra passar o tempo e distrair a cabeça. Volta e meia eu dou uma olhada na Play Store e baixo os jogos novos pra testar. Aqui tem uma listinha dos meus preferidos!

Twenty (android - ios)
Um quebra cabeça que é mais ou menos uma mistura de Tetris com 2048, em que você tem que ir juntando os números até chegar no 20: um e um são dois, dois e dois são três, e por aí vai. No começo é bem fácil, mas conforme você vai avançando, o tabuleiro fica cheio mais rápido e as peças ficam "presas" umas nas outras, o que complica bastante. O jogo termina quando o quadro fica cheio de peças. Ele é gratuito, mas tem vários outros modos, na versão completa, e eu super recomendo que vocês baixem porque é atualmente meu jogo preferido. É gratuito e não tem anúncios, além de não precisar da internet e principalmente não ter aquele limite de vidas que me impede de jogar à vontade!


Atomas (android - ios - windows)
Mais ou menos no mesmo esquema de Twenty, mas você junta átomos. Hidrogênio e hidrogênio dão hélio, hélio e hélio dão bromo, e assim sucessivamente. Tem quatro modos de jogo nele, e em todos o seu objetivo é basicamente criar uma cadeia simétrica de elementos, pra depois usar um elemento especial que funde todos num elemento maior e diminui as peças no "tabuleiro" (tela? quadro? círculo?). Ao contrário de Twenty, o jogo não tem tempo, então você precisa pensar bem onde vai colocar cada elemento e contar com um pouquinho de sorte pra receber na hora certa o elemento que funde os outros, porque se você chegar a um certo número de elementos, o jogo acaba! É um jogo rapidinho, que você pode pausar e continuar quando quiser, e só desinstalei ele do celular porque eu estava passando tempo demais com isso, risos. Estejam avisados.
Vocês estão vendo a cadeia simétrica ali? Imaginem a tela recheada disso. É um OASIS de serenidade
Stack (android - ios)
Um joguinho muito simples e bonito, em que o seu objetivo é só empilhar uma peça móvel sobre a outra e fazer a torre mais alta que você conseguir. Se você empilha a peça corretamente, continua como antes, se erra um pouco, sua peça é cortada e fica menor. Se você empilha dez peças corretamente, sua peça cresce um pouquinho. É um jogo rapidinho e sem muito mistério, mas muito bom pra jogar quando você chega no consultório e tem que esperar cinco minutinhos, ou só quer espairecer sem pensar muito. É gratuito, mas tem anúncios, e também não usa internet nem tem limite de vidas (yayyyy!)
esse degradê é relaxante (e quase bati meu recorde nesse print ARGH)
Smash Hit (android - ios)
O jogo mais bonito dessa lista (e com maior consumo de bateria também)!! O objetivo é fazer estrago: você quebra cristais pra ganhar bolinhas, e usa as bolinhas pra quebrar todos os painéis de vidro que vão aparecer na sua frente durante o jogo e baterem na sua cara. A trilha sonora do jogo também é muito legal e acompanha certinho cada etapa do jogo.
Ele é gratuito, mas tem muitas funções que você só desbloqueia se pagar (outros modos de jogo, poder continuar de onde parou). Mesmo assim, não tem anúncios e dá pra se divertir e passar o tempo, e até aliviar um pouquinho do estresse arrebentando os vidros.

O trailer oficial do jogo é esse e dá pra ter uma noção muito melhor de como funciona. VAMO QUEBRAR TUDO

Good Pizza, Great Pizza (android - ios)
ALGUÉM FALOU EM PIZZA? É isso mesmo que o nome sugere: nesse jogo, você faz pizzas. O jogo tem um modo "campanha" em que você acabou de abrir uma pizzaria na "Cidade da Pizza", e precisa conquistar uma clientela. É aquele esquema em que os clientes chegam, fazem o pedido e você precisa montar a pizza de acordo pra poder receber gorjetas, pagar o aluguel da pizzaria e ir comprando upgrades pra se aprimorar até chegar no final. É um jogo que dá pra jogar a qualquer hora e o cenário e os personagens são tão fofinhos! O modo história é bem curtinho e dá pra finalizar o jogo bem rápido. A parte chata é, quando eu terminei o jogo, nenhum modo infinito tinha sido lançado ainda - senão eu provavelmente estaria gastando meu tempo gerenciando minha pizzaria virtual.

Esses são os meus preferidos! Também tem um lugar enorme no meu coração pra Cookie Jam, que não coloquei na lista porque todo mundo conhece e já tem seu joguinho predileto nesse estilo Candy Crush. Volta e meia acabo jogando quando não tem nada pra fazer, especialmente no ônibus, e hoje em dia já estou na fase mil cento e pouco. Mais alguém? ME MANDEM VIDAS HAHAHAHA

Beijos e até amanhã (estou adorando poder dar até amanhã)!!!!

#2: A louca da papelaria ataca novamente

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EM PRIMEIRO LUGAR queria deixar registrado aqui que recebi comentários ontem e alô, você que escreveu algo naquela caixinha ali: fiquei IMENSAMENTE FELIZ! SÉRIO! Obrigada, obrigada mesmo. Espero de verdade que vocês não enjoem de mim nesses trinta dias e a gente possa conversar e se divertir bastante. ❤

Vocês sabiam que esse blog tem uma categoria de papelaria, e que até o mês passado ela ficava ali na barra lateral? Nos primórdios desse blog quando eu tinha dinheiro pra gastar com isso heh, eu fiz alguns posts falando do assunto, mas já um bom tempo não sai mais nada - o que é uma pena, pois definitivamente eu sou A LOUCA DA PAPELARIA. Toda vez que entro em uma, tenho vontade de sair com umas doze canetas de cores diversas, post-its cheirosos, clipes dourados, adesivos e todo o tipo de papel diferente. Mais alguém se identifica?
Depois que encontrei na internet um nicho pra gente que, assim como eu, tem fetiche por papel, encadernações diferentes e canetas glitterinadas, isso só piorou. Se eu tivesse dinheiro em mãos, ele já teria sido convertido em todas as novidades que eu achei. A pior parte: também tenho dó de escrever nos cadernos e fico acumulando folhas em branco, enquanto olho pra eles pensando nos usos que poderia dar mas TÃO BONITA A CAPA e as páginas imaculadas. Sério: Mais alguém se identifica? Acho que eu estou precisando de um grupo de apoio. Outro sofrimento é perceber o quanto as coleguinhas gringas tem uma variedade de materiais que jamais chegarão por aqui - e se chegam, estão custando o dobro e/ou com a bendita etiqueta vermelha dos Correios. Alô, grandes marcas de papelaria brasileira: quando é que vocês vão investir em mais modelos de cadernetas - e que não custem meu rim? #thirdworldstationeryaddictproblems

Das marcas brasileiras, tenho um apreço especial pela Libretto e suas coleções bonitonas. Eles tem uma coleção de cadernetas com capas imitando VHS e eu queria TODAS! Também tem a de super heróis do Brasil, pra ficar com minhas duas favoritas. Tem também uma coleção que imita os clássicos da literatura, as edições de capa mole simplesinhas, e até uma cópia do My Adventure Book do filme Up! Eu jamais saberia o que fazer com um My Adventure Book. Ia passar o resto da vida olhando pra ele, intimidada por não ter aventuras legais o bastante pra escrever ali.

O lado triste é que a marca é mineira e não vi nem sombra dessas maravilhas aqui pra essas bandas. Tem que ver isso aí, viu? Posso ser a garota propaganda de vocês? #librettomepatrocina

Descobri esses dias a existência do Midori Traveller's Journal, esse caderninho estiloso que já tinha visto por aí mas nem tinha ideia do que era. Se trata de uma capa de couro que pode abrigar vários caderninhos diferentes - a própria marca tem opções com pauta, sem pauta, com papel pra desenho, planners diferentes e até bolsinhos de plástico, a gosto do freguês. Você coloca o que quiser, amarra tudo, e quando os caderninhos acabam, você pode substituir por novos e guardar os antigos. Não parece genial? É GE NI AL - pelo menos pra mim, que gosto de manter várias coisas em caderninhos separados. Aí saí igual louca procurando onde podia comprar uma em terras tupiniquins.
Não achei nem uma versão genérica. Eu to bem triste.

Peguei emprestadas essas fotinhas daqui pra ilustrar como é que ele funciona - o formato é esse, mais magro e compridinho. No site da marca, a proposta é super bonitinha e fala que é um caderno pra você carregar por toda a vida, deixando as suas marcas nele e guardando as memórias. É um caderninho próprio pra viagens (no site tem, inclusive, muitos printables de mapas e coisas do tipo), mas você também pode fazer do dia-a-dia uma jornada e fazer os registros nele. Lindo, né? Midori, to contratada? Me patrocinem também!!
Se dinheiro não fosse problema, eu já teria encomendado um aqui - no entanto, já estou bolando uma versão da #princesadodiy hahahaha ME AGUARDEM.

Outra coisa que me deixou louca de vontade foi o bendito Bullet Journal, do qual todo mundo já falou e, como sempre, eu só fui entender a magia meses depois. Estou viciada em seguir as gurus da organização pessoal e salvar todas as ideias delas pra quando eu finalmente encontrar um caderninho sem pautas pra abrigar meu futuro journal. Gente, vocês também compraram essa ideia? Quem tem um? Quem tem fotos pra me mostrar? Quem mais entende a revolução que esse negócio provocou na minha cabeça? O sistema é completamente adaptável a cada pessoa!!! Por enquanto, eu só tenho um board do Pinterest onde to colecionando as ideias mais bonitas que encontrei, enquanto não acho a caderneta ideal pra isso. Além disso, é uma desculpa excelente pra comprar canetas novas. JOY.

Mas nem só de cadernetas a gente vive: semana passada comprei PRENDEDORES DE PAPEL no Aliexpress. Isso mesmo. Que vão viajar trinta mil quilômetros. Mas você seria capaz de dizer não pra clipes fofinhos, metalizados e em cores pastel? Não tenho toda essa força de vontade.


Ta aí o meu depoimento como a louca da papelaria. Alguém quer falar sobre isso? Vamos fazer um grupo de apoio?
Beijos e até amanhã!

BEDA #1: O que é que eu to fazendo aqui

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Minha vida é um clichê motivacional, no sentido em que coisas super legais acontecem toda vez que eu ajo contra o meu melhor julgamento e saio da zona de conforto. Quando eu era adolescente, com zero talentos esportivos e pouca noção do ridículo, teve a vez em que decidi entrar pro time de futsal da escola e fiz amigas pro resto da vida. Depois teve a vez em que larguei o colégio onde estudei a vida toda pra tentar uma bolsa de estudos em outro colégio - passei e conheci o Digníssimo. Teve a vez em que minha prima chegou me convidando pra ir pra Itália com ela e eu não tinha um real disponível, mas disse a palavra mágica "sim" e deu tudo certo, e teve a vez nessa mesma viagem em que decidimos reencontrar uma polonesa - que tínhamos visto uma vez na vida - na Alemanha, e mais coisas incríveis aconteceram naquele país em que eu nunca tinha pensado em pisar. Não tenho mais muitos exemplos porque não costumo agir muito fora do ~melhor julgamento~, e na verdade, só estou aqui contando essa historinha pra tentar tranquilizar o meu cérebro que berra em desespero quando considera que eu decidi brincar de BEDA 2016. Nessa altura do campeonato, presumo que a blogosfera já esteja ciente de que o BEDA é essa brincadeira em que você posta durante todos os dias do mês de agosto, né? Isso não tem cheiro de cilada? Não parece uma cilada? Então é porque, não vamos nos enganar, me meti numa cilada.

"Mas olha esse histórico de coisas legais que aconteceram quando saímos da zona de conforto! Vai ser LEGAL," grita a outra parte do meu cérebro que assumiu o leme em direção a essa cilada empreitada.

QQ CE TA FAZENDOOOOOOOOO???//?/?//???
Não sou uma pessoa que vibra muito com ideias de sair da zona de conforto e dominar o mundo uma experiência nova de cada vez, mas quando alguém na timeline passou falando de BEDA, alguma coisa dentro de mim disse VAMO. É óbvio que não considerei direito o tamanho da tarefa, ou nem estaria começando esse post, mas eu jamais teria feito as malas e entrado num avião cruzando o Atlântico se tivesse considerado a coisa toda de cara. É a mesma coisa, não é? É. Isso mesmo. Várias aventuras em terras desconhecidas, gente nova pra conhecer, limites pra romper e lágrimas derramadas quando sua mala quebra minutos antes de chegar na estação e pegar o trem e você não tem ideia do que fazer. No caso, a mala são os posts. O trem é o BEDA. E as lágrimas são lágrimas mesmo.
Aproveito pra dizer pra vocês que não garanto chegar ao final dos trinta e um dias, mas se tivermos quinze posts mensais aqui considero uma vitória épica. Combinado? Combinado.

Agora, chega mais pra ouvir a historinha bonita do dia:
É possível que a razão pela qual eu esteja tão ansiosa assim pra queimar a cara na internet escrever nessa frequência louca seja o último texto que postei aqui - aquele falando de vácuo, engajamento e revoltas, em que eu defendo com todo o ardor do mundo que a gente responda e escreva e se conecte com as pessoas do outro lado da nossa tela e celebre cada possibilidade de conexão e *~magia~* ao invés de ler os e-mails e nunca falar nada de volta. Aí me toquei que o melhor julgamento que eu tenho dado pros meus textos costuma ser escrever e deixá-los mofando na gaveta/nos drafts do Blogger, porque ali vão ficar imunes a críticas dos outros e e do meu auto-julgamento feroz. Eu resolvi escrever um textão cheio de revolta pra falar sobre como eu odeio o vácuo e percebi que estou deixando meus próprios textos morrerem no limbo sem dar pra eles a possibilidade de tocarem alguém. Não está dando pra te defender, amiga.
"Será que eu realmente vou tocar alguém com essas filosofias de meia pataca? Será que não estou passando um GRANDE VEXAME?" são questões que aquela parte sensata do meu cérebro se pergunta toda vez que vou apertar o botão de publicar. Mas o grande lance da *~magia~* que surge das conexões entre pessoas e sentimentos é que nada é garantido.
A gente precisa TENTAR.
*insira a imagem motivacional de sua preferência aqui*
A gente pode usar vários clichês motivacionais pra falar disso, aliás. Que tal aquele do dar uma chance pra si mesmo? É isso que eu to fazendo?
Eu não tenho a menor ideia do que eu to fazendo.
Mas talvez no meio desses outros 30 posts a serem escritos eu consiga achar um sentido nessa empreitada, certo? Mesmo que seja rir muito dessa ideia maluca um dia?

KEEP TELLING YOURSELF THAT, DARLING

ANTES DE VOCÊ IR EMBORA saiba que as mocinhas Tati, Ana e Cacá são as criaturas do meu blogroll que entraram na mesma canoa que eu nesse mês. Clica aqui e leia os posts. Espalhe amor. Dá uma moralzinha. E se você também estiver participando do BEDA - DEIXA O SEU LINK AQUI! Vamos nos incentivar mutuamente!

Beijos e até o próximo post amanhã!