#2: A louca da papelaria ataca novamente

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EM PRIMEIRO LUGAR queria deixar registrado aqui que recebi comentários ontem e alô, você que escreveu algo naquela caixinha ali: fiquei IMENSAMENTE FELIZ! SÉRIO! Obrigada, obrigada mesmo. Espero de verdade que vocês não enjoem de mim nesses trinta dias e a gente possa conversar e se divertir bastante. ❤

Vocês sabiam que esse blog tem uma categoria de papelaria, e que até o mês passado ela ficava ali na barra lateral? Nos primórdios desse blog quando eu tinha dinheiro pra gastar com isso heh, eu fiz alguns posts falando do assunto, mas já um bom tempo não sai mais nada - o que é uma pena, pois definitivamente eu sou A LOUCA DA PAPELARIA. Toda vez que entro em uma, tenho vontade de sair com umas doze canetas de cores diversas, post-its cheirosos, clipes dourados, adesivos e todo o tipo de papel diferente. Mais alguém se identifica?
Depois que encontrei na internet um nicho pra gente que, assim como eu, tem fetiche por papel, encadernações diferentes e canetas glitterinadas, isso só piorou. Se eu tivesse dinheiro em mãos, ele já teria sido convertido em todas as novidades que eu achei. A pior parte: também tenho dó de escrever nos cadernos e fico acumulando folhas em branco, enquanto olho pra eles pensando nos usos que poderia dar mas TÃO BONITA A CAPA e as páginas imaculadas. Sério: Mais alguém se identifica? Acho que eu estou precisando de um grupo de apoio. Outro sofrimento é perceber o quanto as coleguinhas gringas tem uma variedade de materiais que jamais chegarão por aqui - e se chegam, estão custando o dobro e/ou com a bendita etiqueta vermelha dos Correios. Alô, grandes marcas de papelaria brasileira: quando é que vocês vão investir em mais modelos de cadernetas - e que não custem meu rim? #thirdworldstationeryaddictproblems

Das marcas brasileiras, tenho um apreço especial pela Libretto e suas coleções bonitonas. Eles tem uma coleção de cadernetas com capas imitando VHS e eu queria TODAS! Também tem a de super heróis do Brasil, pra ficar com minhas duas favoritas. Tem também uma coleção que imita os clássicos da literatura, as edições de capa mole simplesinhas, e até uma cópia do My Adventure Book do filme Up! Eu jamais saberia o que fazer com um My Adventure Book. Ia passar o resto da vida olhando pra ele, intimidada por não ter aventuras legais o bastante pra escrever ali.

O lado triste é que a marca é mineira e não vi nem sombra dessas maravilhas aqui pra essas bandas. Tem que ver isso aí, viu? Posso ser a garota propaganda de vocês? #librettomepatrocina

Descobri esses dias a existência do Midori Traveller's Journal, esse caderninho estiloso que já tinha visto por aí mas nem tinha ideia do que era. Se trata de uma capa de couro que pode abrigar vários caderninhos diferentes - a própria marca tem opções com pauta, sem pauta, com papel pra desenho, planners diferentes e até bolsinhos de plástico, a gosto do freguês. Você coloca o que quiser, amarra tudo, e quando os caderninhos acabam, você pode substituir por novos e guardar os antigos. Não parece genial? É GE NI AL - pelo menos pra mim, que gosto de manter várias coisas em caderninhos separados. Aí saí igual louca procurando onde podia comprar uma em terras tupiniquins.
Não achei nem uma versão genérica. Eu to bem triste.

Peguei emprestadas essas fotinhas daqui pra ilustrar como é que ele funciona - o formato é esse, mais magro e compridinho. No site da marca, a proposta é super bonitinha e fala que é um caderno pra você carregar por toda a vida, deixando as suas marcas nele e guardando as memórias. É um caderninho próprio pra viagens (no site tem, inclusive, muitos printables de mapas e coisas do tipo), mas você também pode fazer do dia-a-dia uma jornada e fazer os registros nele. Lindo, né? Midori, to contratada? Me patrocinem também!!
Se dinheiro não fosse problema, eu já teria encomendado um aqui - no entanto, já estou bolando uma versão da #princesadodiy hahahaha ME AGUARDEM.

Outra coisa que me deixou louca de vontade foi o bendito Bullet Journal, do qual todo mundo já falou e, como sempre, eu só fui entender a magia meses depois. Estou viciada em seguir as gurus da organização pessoal e salvar todas as ideias delas pra quando eu finalmente encontrar um caderninho sem pautas pra abrigar meu futuro journal. Gente, vocês também compraram essa ideia? Quem tem um? Quem tem fotos pra me mostrar? Quem mais entende a revolução que esse negócio provocou na minha cabeça? O sistema é completamente adaptável a cada pessoa!!! Por enquanto, eu só tenho um board do Pinterest onde to colecionando as ideias mais bonitas que encontrei, enquanto não acho a caderneta ideal pra isso. Além disso, é uma desculpa excelente pra comprar canetas novas. JOY.

Mas nem só de cadernetas a gente vive: semana passada comprei PRENDEDORES DE PAPEL no Aliexpress. Isso mesmo. Que vão viajar trinta mil quilômetros. Mas você seria capaz de dizer não pra clipes fofinhos, metalizados e em cores pastel? Não tenho toda essa força de vontade.


Ta aí o meu depoimento como a louca da papelaria. Alguém quer falar sobre isso? Vamos fazer um grupo de apoio?
Beijos e até amanhã!

BEDA #1: O que é que eu to fazendo aqui

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Minha vida é um clichê motivacional, no sentido em que coisas super legais acontecem toda vez que eu ajo contra o meu melhor julgamento e saio da zona de conforto. Quando eu era adolescente, com zero talentos esportivos e pouca noção do ridículo, teve a vez em que decidi entrar pro time de futsal da escola e fiz amigas pro resto da vida. Depois teve a vez em que larguei o colégio onde estudei a vida toda pra tentar uma bolsa de estudos em outro colégio - passei e conheci o Digníssimo. Teve a vez em que minha prima chegou me convidando pra ir pra Itália com ela e eu não tinha um real disponível, mas disse a palavra mágica "sim" e deu tudo certo, e teve a vez nessa mesma viagem em que decidimos reencontrar uma polonesa - que tínhamos visto uma vez na vida - na Alemanha, e mais coisas incríveis aconteceram naquele país em que eu nunca tinha pensado em pisar. Não tenho mais muitos exemplos porque não costumo agir muito fora do ~melhor julgamento~, e na verdade, só estou aqui contando essa historinha pra tentar tranquilizar o meu cérebro que berra em desespero quando considera que eu decidi brincar de BEDA 2016. Nessa altura do campeonato, presumo que a blogosfera já esteja ciente de que o BEDA é essa brincadeira em que você posta durante todos os dias do mês de agosto, né? Isso não tem cheiro de cilada? Não parece uma cilada? Então é porque, não vamos nos enganar, me meti numa cilada.

"Mas olha esse histórico de coisas legais que aconteceram quando saímos da zona de conforto! Vai ser LEGAL," grita a outra parte do meu cérebro que assumiu o leme em direção a essa cilada empreitada.

QQ CE TA FAZENDOOOOOOOOO???//?/?//???
Não sou uma pessoa que vibra muito com ideias de sair da zona de conforto e dominar o mundo uma experiência nova de cada vez, mas quando alguém na timeline passou falando de BEDA, alguma coisa dentro de mim disse VAMO. É óbvio que não considerei direito o tamanho da tarefa, ou nem estaria começando esse post, mas eu jamais teria feito as malas e entrado num avião cruzando o Atlântico se tivesse considerado a coisa toda de cara. É a mesma coisa, não é? É. Isso mesmo. Várias aventuras em terras desconhecidas, gente nova pra conhecer, limites pra romper e lágrimas derramadas quando sua mala quebra minutos antes de chegar na estação e pegar o trem e você não tem ideia do que fazer. No caso, a mala são os posts. O trem é o BEDA. E as lágrimas são lágrimas mesmo.
Aproveito pra dizer pra vocês que não garanto chegar ao final dos trinta e um dias, mas se tivermos quinze posts mensais aqui considero uma vitória épica. Combinado? Combinado.

Agora, chega mais pra ouvir a historinha bonita do dia:
É possível que a razão pela qual eu esteja tão ansiosa assim pra queimar a cara na internet escrever nessa frequência louca seja o último texto que postei aqui - aquele falando de vácuo, engajamento e revoltas, em que eu defendo com todo o ardor do mundo que a gente responda e escreva e se conecte com as pessoas do outro lado da nossa tela e celebre cada possibilidade de conexão e *~magia~* ao invés de ler os e-mails e nunca falar nada de volta. Aí me toquei que o melhor julgamento que eu tenho dado pros meus textos costuma ser escrever e deixá-los mofando na gaveta/nos drafts do Blogger, porque ali vão ficar imunes a críticas dos outros e e do meu auto-julgamento feroz. Eu resolvi escrever um textão cheio de revolta pra falar sobre como eu odeio o vácuo e percebi que estou deixando meus próprios textos morrerem no limbo sem dar pra eles a possibilidade de tocarem alguém. Não está dando pra te defender, amiga.
"Será que eu realmente vou tocar alguém com essas filosofias de meia pataca? Será que não estou passando um GRANDE VEXAME?" são questões que aquela parte sensata do meu cérebro se pergunta toda vez que vou apertar o botão de publicar. Mas o grande lance da *~magia~* que surge das conexões entre pessoas e sentimentos é que nada é garantido.
A gente precisa TENTAR.
*insira a imagem motivacional de sua preferência aqui*
A gente pode usar vários clichês motivacionais pra falar disso, aliás. Que tal aquele do dar uma chance pra si mesmo? É isso que eu to fazendo?
Eu não tenho a menor ideia do que eu to fazendo.
Mas talvez no meio desses outros 30 posts a serem escritos eu consiga achar um sentido nessa empreitada, certo? Mesmo que seja rir muito dessa ideia maluca um dia?

KEEP TELLING YOURSELF THAT, DARLING

ANTES DE VOCÊ IR EMBORA saiba que as mocinhas Tati, Ana e Cacá são as criaturas do meu blogroll que entraram na mesma canoa que eu nesse mês. Clica aqui e leia os posts. Espalhe amor. Dá uma moralzinha. E se você também estiver participando do BEDA - DEIXA O SEU LINK AQUI! Vamos nos incentivar mutuamente!

Beijos e até o próximo post amanhã!

Engajamento é outra coisa

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Alerta: esse texto contém RAGE

Eu demorei anos pra entender o significado da expressão "ficar no vácuo".
Também, pudera: esse tipo de coisa não existia na era pré-internet. A gente se sentava nas escadas do colégio no recreio e conversava: sobre os últimos episódios de Pokémon, sobre a dança da festa junina, sobre Luiz Guilherme, o Menino Mais Bonito da Sala™. Não tinha nenhuma possibilidade de aquilo ser um telefone sem fio quebrado e você ficar sem resposta, quando a pessoa estava te ouvindo em alto e bom som do seu lado. Por mais que você fosse uma chata. Por mais que ninguém soubesse o que responder. A pior coisa que podia acontecer era aquele ERRRR coletivo. O que poderia ser pior do que um ERRRR coletivo? Nada - até que Deixar Alguém no Vácuo se tornou uma possibilidade.

O negócio é que eu sempre fiquei descaralhada - des ca ra lha da - da vida quando alguém não me responde. Vocês acham que eu deveria superar isso? Que a vida moderna é assim mesmo e ninguém tem tempo de responder a 25 pessoas de verdade, 30 chats no face, ver e comentar 45 links e escrever três mensagens de aniversário e dois textões? Talvez; mas continuo com a sensação de que bateram o telefone na minha cara cada vez que isso acontece. Pior ainda: tenho a impressão de que sentei ao lado da pessoa, falei alguma coisa, ela levantou sem dizer nada e foi embora.  Você faria isso na vida real? Francamente, quem faria isso na vida real? (Eu conheço gente que faria isso na vida real, mas só porque tenho o azar de conhecer umas pessoas realmente estúpidas.)
A gente sabe muito bem de como a internet pode ser mágica e levar a gente pra lugares desconhecidos - ainda mais hoje, em que blogs e vlogs e flogs deixaram de ser espaços pessoais pra postar abobrinha e passaram a ser ~conteúdo~. Todo mundo produz conteúdo: Adolescentes japonesas que manjam de fotografia, maquiadoras góticas da Califórnia, celebridades teen do Tumblr, você e eu. Todo mundo consegue encontrar alguém nesse mundão sem fronteiras pra se identificar. Todo mundo é tão real, tão igual, em cima desses caixotinhos baratos virtuais, mostrando o que a gente acha que sabe fazer e esperando alguém cruzar um olhar com a gente nessa imensidão. Quando isso acontece, é fascinante, e não importa se você está no caixote ou na plateia - a solidão diminui, vocês se reconhecem, e alguém se arrisca a pedir alguma coisa. Uma apresentação de balé, uma mágica, uma resenha de livro, seu nome verdadeiro. Claro, você diz. E quando se prepara pra dar, a pessoa sumiu.
WHAT THE FUCK.
????????
É a sensação do telefone batendo na sua cara. Você fica ali, com as suas flores, suas bijouterias handmade ou as suas palavras nas mãos, prontas pra mostrar pra alguém que parecia Real, que podia se importar com aquilo, que queria ver aquilo - mas não é o que acontece, e não rola nem um "hoje não, obrigada" à guisa de explicação.


A gente chegou nesse ponto evolutivo da internet em que superamos o negócio de ter mil amigos no Orkut e todo mundo sempre reclama da saudade que sente da época em que desbravamos o Blogger.com com textos sobre nosso cotidiano e Candy Dolls. A gente fala que a internet tá impessoal demais e reclama da morte dos blogs pessoais e da falta de envolvimento. Todo mundo da minha vizinhança cibernética aderiu à newsletter argumentando que era "mais pessoal" e que isso "fazia a gente conversar mais", mas eu consigo contar nos dedos quantos e-mails enviei em resposta que foram respondidos. Então eu queria perguntar: vocês querem mesmo conversar mais? Vocês querem mensagens de gente desconhecida chegando no inbox? Vocês querem se engajar com tudo isso?
Engajamento não é esse negócio que mede quantas pessoas interagiram com o seu link ou visitaram o seu blog ou se inscreveram no seu canal ou comentaram no seu post. Engajamento é outra coisa - uma coisa viva. É entender que por trás dos cliques e dos comentários tem Pessoas De Verdade, com Problemas de Verdade e Sentimentos de Verdade, que dedicam Tempo De Verdade da vida preciosa delas pra te dizer alguma coisa. Minutos. Às vezes HORAS. Digníssimo, um rapaz de negócios, me explicou uma vez que tempo é um dos recursos mais preciosos que a gente tem - ele é limitado e irrecuperável - e desde então, passei a prestar atenção em onde as pessoas gastam o delas e agradecer a cada vez que fazem isso comigo. As pessoas separam tempo da vida delas pra ver o que você tem a dizer, aí separam mais tempo pra te dizer algo, e você levanta do banquinho e sai. Se fosse uma mensagem de papel a gente ainda podia reciclar, mas não é - é um desperdício de dados, expectativa e tempo. É uma mensagem que não fez eco e morre ali - um som perdido pra sempre no vácuo.
Quando finalmente entendi essa expressão, achei ela de uma sutileza genial.
Aprendi na faculdade que o nosso corpo físico e a nossa estrutura mental, mesmo perfeitas, só se tornam mesmo uma unidade - o bendito ser humano - quando alguém pode olhar pra gente. Não só olhar, mas ver, enxergar as necessidades daquele recém-nascido e atender a tudo, quando nem ele sabe direito o que está acontecendo naquele corpinho. A nossa capacidade de se importar é mágica e faz mágica, mas o contrário é igualmente poderoso: um bebê que ninguém enxerga e acolhe nunca vai se tornar um ser humano completo, mesmo que a genética diga o contrário. A gente se torna Gente apoiado no olhar do outro. O que pode ser pior do que aquele ERRRR coletivo que você ouvia na quarta série? Nada. A porcaria do Nada, não ouvir nada, não ser visto por ninguém. Um vácuo infinito, que destroça milhões de possibilidades e de conexões Reais, Humanas e Fantásticas que a gente podia estabelecer.
E tudo isso acontece em escala menor quando você deixa aquela porcaria de e-mail mofando na sua caixa de entrada sem responder com pelo menos um obrigada.
Quando você deixa de dizer pro fulano que ele é incrível porque acha que não é importante. Quando você diz pro fulano que a sua caixa de mensagens está aberta pra vocês se conhecerem, mas no final das contas você tem preguiça de responder àquilo, sem pensar em todas as possibilidades que poderiam surgir ali. Quando você diz que quer ver alguma coisa, sim, claro, mas deixa aquele link esquecido nos favoritos, e deixa a pessoa do outro lado esperando infinitamente o que você tem a dizer.  A gente não é obrigado por lei a se importar com cada pessoa que encontra pela internet, mas é idiota reclamar de como "a internet está impessoal" "saudade da blogosfera antiga" "todo mundo só quer ibope" quando você decide matar todas essas micro-conexões. É quase cruel dizer que você está disposto a Olhar pras pessoas e não o fazer, quando elas sentam na sua frente e ocupam o espaço que você ofereceu. Olhe para a pessoa. Responda a porcaria do e-mail. Não levante e saia andando sem dizer nada.


A gente finalmente conseguiu entender que somos todos humanos por trás dessas telinhas; agora só falta entender que pra estabelecer relações humanas a gente precisa se importar, cuidar e ser responsável de verdade por aquilo que a gente cativa do outro lado do wifi. Engajamento não é uma estatística; é se interessar de verdade pelas pessoas que se interessam por você. É Olhar de volta pras pessoas que te olham, mesmo que não dê pra enxergar os olhos delas. É mostrar que você também é um ser humano de cima do seu caixotinho, e que nada é mais precioso que outro ser humano mantendo contato.
Engajamento é se vincular.
Obrigada e boa tarde.

31 perguntas pra testar a amizade

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Alô, gente!
Vocês sabem o quanto eu adoro esse negócio de responder perguntas que ninguém me fez e que ninguém pergunta - inclusive acho que é um ótimo jeito de testar a amizade. Como você consegue ser amiga de alguém sem saber se ela gosta ou não de coentro? Se ela faz ou não o Ritual da Tortuguita? Quem ela eliminaria do elenco de Friends (ou qualquer outro seriado)? Se ela prefere Faustão ou Silvio Santos???? São questões seríssimas. A Manie trouxe essas perguntas pro blog dela e eu estou fazendo o mesmo aqui, porque já estava com saudade de trazer pra vocês esse conhecimento muito importante sobre mim (e pra preencher esse período sem posts, claro).
E caso você também goste muito desse tipo de coisa, olha aqui: Já respondi outro meme desses com CEM perguntas. Dá pra se esbaldar.

1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
Blergh. Jamais entenderei quem gosta de coentro.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
Praticíssimos quando você manda, mas podem ser um saco se você recebe

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
SIM! É nóis, pessoa que fez essas perguntas

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
Gosto bastante de M

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
Acho que é o Snapchat, gosto de ver se tem filtros legais e assistir um ou outo snap enquanto tomo o café da manhã

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?
Com certeza, a de Coca Cola é uma delas

7. Que cor você acha menos confiável?
Verde limão

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
Não cheguei a odiar, mas vi Reality Bites e apesar de ter me identificado ali e aqui com os dramas da idade eu não entendi foi nada do hype que vocês fazem em cima desse filme

Essa quote, though. Somos todos Lelaina (pelo menos um pouquinho)
9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
Golfinho com certeza.

10. Toddy ou Nescau?
Nescau, mesmo não tomando mais essas coisas (Toddy fica tudo empelotado no leite frio, eu hein)

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
Não

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
Sim!!! Digníssimo me disse isso nos começos do namoro e foi tão científico quanto romântico (se você tirar o poeira da afirmação fica mais bonitinho, fica a dica)

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
Ouro Branco sem dúvidas

14. Qual era seu desenho favorito na infância?
Eu tinha muitos desenhos favoritos, mas O Fantástico Mundo de Bobby ocupou o top 3 por um bom tempo
*a musiquinha tocando na cabeça*
15. Que série você jamais reveria?
Glee. Gente, por que cagaram daquele jeito na série?????????? Nem terminei de ver a última temporada

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
Dolores Umbridge, que pergunta

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
Acho um absurdo quando botam chocolate e sei lá mais o quê num negócio que supostamente é SAUDÁVEL

18. Com quem você dividiria um Bis?
Não sei, com qualquer um? Não gosto tanto assim de Bis

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
Eu provavelmente pegaria.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?
Depende da comida - se é algo que foi cozinhado em casa, uns dois ou três dias já são mais do que suficientes.

21. Qual é seu número preferido?
7!

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
O McAfee Security que veio embutido nele e JAMAIS usarei

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
Não tenho tanto conhecimento de causa pra falar sobre Friends. Talvez o Ross?

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
Contra - PRA QUE TANTO CARBOIDRATO NUMA REFEIÇÃO????

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
HAHAHAHAHHA é possível que tenha sido no Ensino Médio? Mas surpreendentemente ainda lembro dela

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
Nope

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
Deve ter demorado quase um mês

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
Salmão grelhado e risoto de qualquer coisa

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
Sim

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
Apesar de ODIAR DEMAIS o verão, acho que eu só gosto mesmo do inverno porque consigo me manter quentinha o tempo todo. Acho que prefiro passar muito calor, mesmo que isso abaixe minha pressão durante três meses



31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
Acordar e lavar a cara com álcool em gel (Isso meio que já aconteceu comigo e a reação é verídica. Única reação possível, aliás.)

Sintam-se à vontade pra responder também!!!
Beijos e até a próxima  ♡ 

Sobre enigmas, lencinhos e estupradores

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(Roubado da página da Carol Rossetti lindona)

Quando pensei em sentar e digitar um texto com a minha opinião sobre o caso do estupro que deixou todo mundo estarrecido, parte de mim tentou me dissuadir dessa ideia: "Menina, por quê? Quem é você na fila do pão pra falar disso? Cê acha que tem algo a dizer que realmente acrescente na discussão?" e pra ser sincera, eu não sei - mas decidi sentar e falar assim mesmo.
A primeira coisa que pensei, quando a notícia me atingiu, foi sobre quando é que nós, mulheres, perdemos o direito de decidir sobre os nossos próprios corpos - com essa outra parte cética do meu cérebro me dizendo que nunca tivemos esse direito de verdade. De mercadorias a casamentos arranjados, o nosso papel era obedecer. E quando chegamos à era moderna, criamos constituições, vamos pra universidade e fazemos estudos sobre gênero, queimamos sutiãs e pilotamos aviões, nós esperamos provar que podemos ser senhoras de nós mesmas - e até somos, com uma exceção. 
O sexo. O desejo. A nossa opinião sobre nosso próprio corpo não vale nada.
Violência sexual me é um assunto muito delicado e foi impossível não me colocar no lugar da menina que sofreu tudo isso. A maior dor de uma situação dessa não é a violação física - é a violação da nossa vontade, do nosso direito enquanto pessoa de decidir sobre si mesma, de posse sobre nós. Ficamos ali como um mero objeto de satisfação sexual: às vezes inconscientes e quietinhas como bonecas infláveis, às vezes gritando e chorando, tentando lembrar àquele outro que também somos humanas e não queremos estar ali. Nosso corpo é invadido e nosso desejo é massacrado, enquanto a pessoa que está ali acredita piamente que você quer/precisa/merece aquela relação sexual.
A humanidade falha nessas horas. É quando deixamos de lado a linguagem em prol da brutalidade dos instintos - uma coisa que a gente tem tentado evitar desde que resolvemos nos reunir em forma de civilização.
É preciso reafirmar isso: a figura do estuprador como o maluco armado num beco é um mito muito conveniente, que tranquiliza os homens que pensam que não tem nada em comum com essa figura psicótica. A realidade não é essa: o estuprador pode ser um tio, um vizinho, um colega do futebol, um professor, um marido, um ex-namorado. Assusta? Muito. É feio? Demais. Mas basta acreditar que você tem direitos irrevogáveis ao sexo e que sabe mais do que a outra pessoa sobre a vontade dela pra se tornar um em potencial. A gente ouve as desculpas manjadas de sempre: "ah, mas ela tava usando uma roupa curta demais" "ela tem filho nessa idade, não era santa" "ela me beijou, passou a mão e na hora quis pagar de casta" e esse tipo de coisa. "Ah, ela disse que não mas era só joguinho". O esforço dos homens em decifrar o que tentamos dizer é uma coisa admirável, especialmente se considerarmos todos os séculos em que ficamos proibidas de dizer sim pro sexo sem ficarmos vistas como vagabundas sem valor nenhum. Fomos historicamente colocadas nesse lugar, o de derrubar lencinhos e dar esbarrões acidentais pra comunicar sem palavras o nosso interesse. O problema é que, quando deixamos pro outro a responsabilidade de decidir por nós, corremos o risco de ser mal entendidas. Nós tornamos objetos - bibelôs esperando ser tomadas. É por isso que eu decidi escrever esse texto: a linguagem está aí a meu dispor, e é meu dever usá-la pra dizer o que eu quero.
Breaking news, humanidade: é 2016 depois de Cristo e temos as palavras sim é não a nosso dispor. É hora do sexo masculino largar a desculpa do instinto e se ater às regras da civilização de uma vez: nós, mulheres, não somos mais objetos. Somos sujeitos, tais como vocês. Podemos comprar brinquedos sexuais - podemos até nos relacionar com outras mulheres - e não precisamos dos seus órgãos pra satisfação ou cura de qualquer coisa, a menos que a gente realmente queira. Podemos usar vestido curto, dançar sozinhas, ir embora bêbadas e derrubar lencinhos sem que isso signifique um convite pra nada. Estar em um relacionamento estável não te dá "direitos" a nada. O preço da civilização é esse, mas sempre existe a alternativa de se organizar em bando e lutar até a morte pela liderança dele, caso você goste de ~ouvir seu instinto de macho~. Nós temos voz e temos que aprender a usá-la, e vocês têm que aprender a escutar: "sim" significa sim. "Não" significa não. Não precisamos ser decifradas: a gente precisa que a humanidade finalmente entenda que ignorar o consentimento de alguém é de uma barbárie imensurável.