Um post Blindado Contra Bad Vibes™

12 comentários
Esses dias eu tava precisando me sentir bem e fiz uma lista de coisas que me ajudavam. A gente volta e meia tá precisando de um empurrão pra se sentir bem, né? Espero que isso melhore o dia de alguém.




1: arranje uma trilha sonora
Uma "playlist das good vibes" é auto-explicativo. Músicas são poderosas e conseguem mudar o nosso humor, então, por que não fazer uma listinha salvadora cheia de coisas que dão vontade de saltitar por aí?


2: pare de se comparar com as pessoas AGORA
Isso não serve pra absolutamente nada além de fazer você se sentir um lixo e ficar sofrendo e com inveja a cada comparação. A pior parte é que a gente nem sabe se essas comparações tão certas, porque é claro que na internet todo mundo é lindo o tempo todo e está com todas as contas pagas. Olha, mesmo que você claramente esteja num momento meio bosta da vida, tá tudo bem. Mesmo. É válido se comparar com quem a gente era antes, mas não adianta nada gastar energias preciosas querendo ser/parecer/viver como outra pessoa que a gente nunca vai ser (seja ela a blogueira maravilhosa xy ou a enemiga™ do trabalho). Repita comigo: ser a pessoa que você é é bem mais legal do que ser qualquer outra pessoa.


3: abra um tumblr
Ou um blog, um board no pinterest, uma pasta no seu hd, ou uma caixa de recortes - eu gosto do tumblr por causa da quantidade de coisa fofa que aparece automaticamente na timeline e dessa tag self love. A ideia é colecionar imagens e frases inspiradoras, fofas e que te façam relaxar instantaneamente. É gratuito, é bom, é fácil e é como se fosse um cantinho permanentemente Blindado Contra Bad Vibes™.

4: invente uma rotina de princesa
Dormir é muito importante e ficar rolando na cama pensando nas tragédias que aconteceram em 2008 (ou checando abobrinha que as pessoas falam pelo celular) não vai te fazer acordar bem no dia seguinte. Se você tem problemas pra dormir (eu tenho), invente uma rotina de sono que te ajude a relaxar e ficar distraída. A minha consiste em passar creminhos cheirosos, colocar pijama, deixar os eletrônicos num canto, ligar o abajur ler ou escrever no meu diário/journal um pouco, ao som de alguma musiquinha relaxante/Rainy Mood/ruído branco qualquer. Conseguir acordar cedo e disposta sempre me dá uma sensação muito gostosa de produtividade!
5: querido diário
Tenho várias justificativas pra vocês comprarem a ideia do diário: É gratuito, é pessoal, ele é só um caderno e não te julga, não interrompe seus pensamentos pra falar abobrinha, não faz distinção entre coisas legais e drama, aceita qualquer coisa (se for de papel, aceita até levar uns tapas), serve de recordação pro futuro. Eu tenho um caderninho que sempre acolhe meus desabafos sobre a vida e fazer a caneta deslizar no papel sempre tem o poder de controlar as angústias.

6: invente outra rotina de princesa
Não é maravilhoso sair do banho besuntada em cremes e se sentindo macia e cheirosa? Ver suas unhas do pé pintadinhas? Good hair day? Usar roupas que não te fazem sentir menos do que ótima? Se sentir limpa??? Sim, é maravilhoso. Tenho a impressão que a correria do dia-a-dia faz a gente se esquecer de como é bom fazer coisas pela nossa vaidade (que é uma coisa ótima quando a gente não se torna obcecada por ela), então vale a pena criar uma "rotina de beleza", mesmo que seja algo simples, como enfiar um creme de mão na bolsa.

7: cuide do seu corpo
Seu corpo é o seu templo - tá aí uma máxima meio religiosa com a qual eu concordo muito. Querendo ou não, o seu corpo (do jeitinho que ele é) é uma casa e é a única coisa que você sempre vai ter, então se esforçar pra manter ele funcionando direitinho é um grande favor que você se faz. Fazer uns exercícios aqui, uns alongamentos ali, manter os check-ups médicos em dia e comer direito (pode comer pizza gente, mas pode comer salada também viu) só melhora a sua qualidade de vida e a longo prazo te deixa mais feliz.
8: fala que eu te escuto
Sou dessas pessoas que sempre se sente melhor depois de desabafar e eu custo a acreditar que possa existir outro approach na vida. O sujeito nem precisa falar nada muito significativo: olhar com atenção e dar um abraço são sempre um remédio pra pensamentos ruins.
Tá todo mundo ocupado por aí? As bad vibes estão cruéis no meio da madrugada? Você não quer alugar o ouvido dos conhecidos? Me manda um e-mail (é sério, viu)!

Uma amostra grátis do meu iTunes

6 comentários
Então.
A Ana queridíssima me indicou pra mais um meme (obrigada miga por lembrar de mim e de quebra salvar a pátria e tirar esse blog da secura!!!!). Isso aconteceu há mais de um mês e eu demorei pra ver (posso usar o drama do computador como desculpa? ainda?) e demorei mais ainda pra achar todas as respostas, mas como to sempre disposta pra falar de mim aqui e não sou de decepcionar as migas, cá estão minhas respostas musicais.
Esse é o Meme das 20 Músicas que já foi bastante respondido por aí, então não sei se tenho alguém pra indicar, mas caso você não tenha respondido, e quiser, sinta-se a vontade pra se sentir indicado por mim :D
E antes de continuar lendo: Fiz uma playlist no Spotify com as músicas do post (quase todas, beijo dona Taylor) aqui, pra vocês poderem ter uma amostrinha do ecletismo louco que rola no meu iTunes. Apreciem!!
1. Música favorita:
American Girl, Tom Petty and the Heartbreakers. Não gosto dessa pergunta porque eu sou esse tipo de pessoa que ama demais música e tem várias favoritas, que nem sempre combinam entre si, mas que eu amo igualmente e canto com a mesma fervorosidade. American Girl é a resposta padrão pra essa pergunta, visto que me identifico demais com a letra e a melodia, e tudo que eu queria era o Tom Petty tocando guitarra e cantando ao vivo no plano de fundo da minha vida como minha trilha sonora.

2. Música que mais odeia:
Get Lucky, Daft Punk. A música que eu MAIS odeio provavelmente é algum sertanejo universitário (ou vários), mas pra fins de resposta quis alguma coisa diferente e cheguei a conclusão de que peguei um abuso gigantesco dessa música. Eu gosto do Daft Punk e acho essa música bacana, mas talvez por ela ser tocada religiosamente em toda festa/propaganda por aí, talvez por ter o Pharrell Williams (que já tinha tocado até a exaustão em nossos ouvidinhos com Happy) ou talvez porque associei ela com situações desagradáveis, o fato é que não consigo mais ouvi-la a ponto de rolar quase um mal-estar físico com essa vibe "we're up all night to get lucky". ARGH.

3. Música que te deixa triste:
Clarisse, Legião Urbana. Eu inclusive tenho uma playlist da bad, cheia de músicas do Radiohead e coisas do gênero, mas Clarisse não figura lá porque ela atinge um outro nível de tristeza. Associei ela com uma fase ruim e bad vibes fortíssimas - é uma música bem apropriada pra isso, aliás - e quase não escuto mais, porque a gente realmente não precisa de bad vibe induzida.

4. Música que te lembra alguém: 
Toca Um Samba Aí, Inimigos da HP. Na minha turma, eu sou a pessoa que lembra de pessoas com música, ao ponto de ter várias playlists pros meus amigos. Os pagodes que eu ainda guardo no HD estão ali exclusivamente pra manter essas playlists de nostalgia da época do ensino médio, uma época em que eu tinha uma panelinha de amigas que se falava todos os dias e que praticamente só ouvia isso. Hoje em dia a gente se fala menos e (felizmente) ouve outras coisas, mas o amor continua o mesmo da época em que a gente escrevia "mãe, eu vou no show do Inimigos mãe" nas carteiras do colégio HAHAHHAHA

5. Música que te deixa feliz:
Love, You're a Whore, Regina Spektor. Adoro o ritmo dessa música (o que acontece com várias outras músicas da Regina) e a capacidade dela me arrancar uns sorrisinhos mesmo em dias ruins é quase que infalível.

6. Música que te lembra um momento específico:
I've Had the Time of my Life, Bill Medley e Jennifer Warnes.  Assim como pessoas, eu tenho centenas de momentos com trilha sonora, e a historinha onde essa música toca se passa em Bolonha, no meio de uma caminhada comprida e cansada fazendo turismo sem rumo. Não lembro o motivo, mas eu e Jessica começamos a cantar essa música no meio da rua e de repente a gente se empolgou e seguimos até o parque que estávamos procurando cantando sem se preocupar com as pessoas. Lembro do friozinho, da dor nos pés e de como a luz estava bonita e como eu estava me sentindo feliz naquela hora - e de como eu estava me sentindo no meu próprio musical cantando no meio da rua!!!! Recomendo a experiência pra vocês também.

7. Música que você sabe a letra inteira:
Lose Yourself, Eminem. Não gosto dele, mas acho essa música foda em vários níveis e não sosseguei até aprender a cantar, o que foi recompensado no dia em que fui pra balada e tocou essa música no final e eu naturalmente comecei a cantar, a DJ ficou boquiaberta e uma moça até bateu palmas. Obrigada, senhoras e senhores, decorar letras de música é um dos meus talentos.

8. Música que te faz dançar:
Shake it Off, Taylor Swift. Essa música foi a segunda música da Taylor que me rendi a baixar, e foi a porta de entrada pro 1989, que por sua vez foi a porta de entrada pra eu conhecer os outros álbuns da mocinha Taylor e logo me entregar à idolatria. Quando Shake it Off começou a fazer a minha cabeça, eu ainda tentava insistir que não gostava da Taylor, mas quem disse que era possível não me remexer automaticamente? E quem disse que desenvolvi alguma tolerância nos dias de hoje? Suspeito que ela tenha feito pacto porque não é possível.

9. Música que te ajuda a dormir:
Moss Garden, David Bowie. Costumo fazer bastante coisa com uma trilha sonora (de estudar a tomar banho), mas dormir não é uma delas, porque acabo me despertando ainda mais quando alguma coisa cuja letra eu sei começa a tocar. Moss Garden é uma música que me fez pegar no sono por acaso uma vez e já usei ela (e o Heroes inteiro, fico num estado de paz bem legal) pra tentar dormir logo em ônibus/trens/aviões, mas minha trilha oficial do soninho é realmente o Rainy Mood.

10. Música que você gosta em segredo:
Teenage Dream, Katy Perry. Tenho tentado abolir esse negócio de gostar em segredo das coisas porque né, essa coisa de achar que alguns gostos são melhores e outros são dignos de constrangimento deveria ter ficado na adolescência, e eu me acho bem grandinha pra isso. Mas acho que a última música que passou pelo processo de saída do armário foi essa, já que eu cultivava uma birra de anos com a Katy Perry e torcia o nariz em público pra tudo o que fosse dela, mesmo que em um dia da primavera de 2011 eu tenha achado essa música no Youtube e ouvido em loop infinito só pra fingir que ela não tinha me despertado os benditos feelings. (Que, aliás, são os feelings que eu mais advogava contra: aqueles que falam sobre como é bom ser adolescente.)

11. Música com a qual você se identifica:
Cry Baby, Melanie Martinez. Outra questão pra qual existem várias respostas, mas no final do ano rolou um encontro entre mim e esse álbum e adotei Cry Baby como uma das minhas trilhas sonoras oficiais porque a) esse álbum todo é tão bom b) a letra poderia ter sido escrita pra mim, essa eterna, confessa chorona.

Someone's turning the handle to the faucet in your eyes
You're pouring out where everyone can see
Your heart's too big for your body, it's why you won't fit inside
You're pouring out where everyone can see

Euzinha no ensino fundamental.

12. Música que você cantava e agora odeia:
Let Me Put my Love into You, AC/DC. O lado ruim de associar música com pessoas é que se a relação com as pessoas desanda, você pega birra das músicas, e foi isso o que aconteceu com AC/DC. É uma banda que eu até gostava mas hoje em dia a reação diante das musicas é um claro TIRA ISSO DE MIMMMMMM.

13. Música do seu disco preferido:
A Dustland Fairytale, The Killers. Não sabia dizer qual é o meu disco preferido (são muitos!! socorro!!!) mas se a gente eleger o Day & Age como resposta a essa pergunta (meu disco favorito da minha banda favorita para fins de resposta), então a melhor música do CD é *de longe* essa - e olha que esse é um álbum cheio de maravilhas. Essa música me arrepia toda vez que eu a escuto, os feelings vem junto de um jeito maravilhoso, e quando eu vejo estou prestes a cantar em voz alta dentro do ônibus, fazendo caras de empolgação e tudo.

14. Música que você sabe tocar em algum instrumento:
Foreplay/Long Time, Boston. O instrumento em questão é air guitar. Desculpa sociedade.
15. Música que gostaria de cantar em público:
Born to Run, Bruce Springsteen. Uma confissão: já cansei de imaginar que estou no palco do The Voice fazendo uma audição às cegas, cantando alguma música com vocais superpoderosos e arrasando a plateia, então eu tenho mil respostas possíveis pra essa pergunta. Essa é a resposta da vez porque eu estou apaixonada pelo Bruce Springsteen do passado e não consigo lidar com a letra dessa música: realmente sinto vontade de subir na garupa de uma moto (eu tenho pavor de moto) e sentir o vento nos cabelos enquanto canto a plenos pulmões 'CAUSE TRAMPS LIKE US, BABY WE WERE BORN TO RUUUUUUUUUUNNNNN!!!!!!

16. Música que gosta de ouvir dirigindo:
Hotel California, do Eagles. A verdade é que eu não dirijo, mas digníssimo dirige e eu costumo ser a copiloto responsável pela trilha sonora. Já botei essa música no meu top 7 melhores riffs/solos de guitarra e gosto de como ela vai ficando mais e mais empolgante sem necessariamente fazer o motorista ficar doido na direção (segurança em primeiro lugar, né migos) e mesmo assim abrindo espaço pra cantorias alucinadas e o famoso solinho feito com a boca (quem sempre?).

17. Música da sua infância:
Robocop Gay, Mamonas Assassinas. Além das clássicas Chiquititas e Sandy e Junior, eu tinha uma fita cassete dos Mamonas Assassinas que era ~MY PRECIOUS~. Honestamente, se eu fosse minha mãe jamais me deixaria cantar por aí "fui convidado pra uma tal de suruba não pude ir Maria foi no meu lugar", mas quem sou eu pra reclamar, quando isso me proporcionou tanta diversão? Robocop Gay era (ainda é) de longe a minha preferida, mas a fita toda é uma preciosidade e confesso que fico desconfiada de gente que não gosta de Mamonas. Sorry not sorry
Outras coisas que rolavam no meu walkman da Xuxa nessa época: a trilha sonora de Power Rangers - Leandro & Leonardo e outras duplas do gênero - Eliana e os dedinhos - É o Tchan s2

18. Música que ninguém imagina que você goste:
Não Quero Mais, Ludmilla. Não sou uma pessoa muito fã de funk (isso ficou na minha adolescência, heh), e nem dos cantores que fazem sucesso hoje em dia, mas tenho uma simpatia gratuita pela Ludmilla e essa música mexeu com o meu coraçãozinho, porque achei ela a cara dos pagodes românticos anos 90 que eu adorava ainda adoro. Vocês não imaginam o Belo ou o Alexandre Pires entoando esses versos? Uma coisa meio Farol das Estrelas?

19. Música que você quer que toque no seu casamento:
I Was Born to Love You, Queen. Caso interessar possa: eu sou tão a louca do casamento que já tenho uma playlist com os melhores hits. Acho a letra dessa música perfeita pra declarar amor e não há maneiras de resistir aos vocais do Freddie Mercury na celebração do meu casamento. Bônus points se Digníssimo cantasse ao vivo.

20. Música que você quer que toque no seu funeral:
Nunca pensei em eleger uma música pro meu funeral, mas já que esse meme tá pedindo, a Sonata ao Luar do Beethoven parece bem apropriada.

Beijos e até o próximo post xx

Quem vai dizer não pra creme de milho e manjar de coco?

8 comentários
Uma das poucas vantagens de ter voltado a morar na minha cidade natal é poder estar mais perto dos meus avós e primos nos finais de semana e datas comemorativas - a comida é sempre divina e adoro estar ali no meio das conversas familiares e vendo as crianças crescerem. Há dezoito anos era eu que xeretava em todos os cantos e não deixava minha tia em paz um só minuto e hoje tenho a Clara (minha prima de cinco anos que quase divide o aniversário comigo) pra fazer exatamente o mesmo comigo. Real love, folks.
Nessa Páscoa teve: macarronada + creme de milho + maionese (bjão pra vocês fazendo dieta Dukan), meus priminhos aí de cima brincando com o violão, meu irmão revoltadíssimo com as questões terríveis da adolescência e uma quantidade muito louca de doces, incluindo chocolates trazidos pelo coelhinho da Páscoa, manjar de coco e ovo de chocolate. Segunda feira estarei chorando sobre a esteira na academia, mas honestamente, quem vai dizer não pra creme de milho e manjar de coco????
Ah, as fotos da festa também ficaram ótimas:

IMG_2059-1-2 IMG_2015-1-2
Podia ser o Zorro, mas é meu irmão sendo adolescente e evitando fotos
IMG_2051-1
Tão bonitinhas as pessoas e quem tirou essa foto foi ninguém menos que a Clara #prima #coruja #orgulhosa

No post passado achei que estava purificando todo o meu karma com o celular quebrado há mais de um mês, quando nesse final de semana o bichinho simplesmente sumiu. Desapareceu. Escafedeu-se, com o meu cartão de memória e meus contatos de celular, depois de um tombo que levei na rua (sim). Voltei no local do acidente e não encontrei vestígios - jamais vou entender quem pega um celular que não é seu e leva ele embora sem entrar em contato com o dono (ainda mais se tratando de um celular com 1/3 do LCD funcionando).
Aparentemente eu tenho muito karma ruim pra purificar.

Fui ver Batman x Superman nesse final de semana - toda ansiosa porque era o primeiro filme de super-herói que eu realmente sentia vontade de ver - e rolou uma decepção inexplicável que ainda estou tentando entender. Adorei o Bruce Wayne do Ben Affleck (não me conformo com o fato de ele ter envelhecido) e a Mulher Maravilha eu simplesmente QUERO pra mim, a personagem do Luthor também foi ótima, mas talvez esse negócio de pancadaria em sequência e cascatas despropositadas de explosões e luzes de CGI não seja a minha praia. Talvez eu não seja fã suficiente de quadrinhos? O que vocês acharam do filme? Vai ter um só com a Mulher-Maravilha pra eu amar? Vocês também acharam o filme terrivelmente escuro? Vamos conversar sobre isso, por favor.

Entrei na internet procurando livros pra dar de presente pra crianças e me deparo com os contos dos Irmãos Grimm traduzidos direto do alemão. Já perdi as contas de quantas vezes eu queria um box dos irmãos Grimm traduzido direto do alemão - li uma versão deles quando eu era criancinha e os livros que eu tinha sumiram numa mudança, to lamentando até hoje essa perda. Alguém pelo amor de Deus ME COMPRE - com tanto conserto pra pagar e presente pra dar não me vejo dona desse livrinho tão cedo.
(não sei de quem é a foto mas tive que postar aqui pra vocês apreciarem OLHA QUE COISA LINDA)

A newsletter está atrasadíssima. Eu sei. Mas eu não desisti dela - estou pedindo muito se disser pra vocês fazerem o mesmo comigo?

IMG_2040-1
E se eu deixar uma criancinha fofa de brinde?
Beijos e até o próximo post xx

a volta da cadela arrependida

6 comentários
Ou: mais uma desculpa cara-de-pau à guisa de explicação para a falta de posts por aqui.
Aconteceu que passei quase três semanas sem computador e to completando um mês com metade do touchscreen do celular funcionando. Nesse tempo todo também aconteceram outros perrengues pessoais que me deixaram sem foco nenhum pra sentar na frente do editor de posts do Blogger e escrever qualquer coisa aqui. Saiu um texto pra newsletter, que também veio parar aqui pra preencher o vazio, mas acabei deixando ela de lado também. A verdade é que sinto que vocês que param pra ler as abobrinhas que eu escrevo (e ainda me deixam comentários!!!) são meus amigos de alguma forma e eu sempre me sinto culpada quando deixo de dar atenção pra esse cantinho virtual. Então, desculpa? *puppy eyes*

IMG_1992 Mas pra ser honesta, desconsiderando os eletrônicos quebrados e o drama das finanças, 2016 tem sido um ano relativamente bacana. Li Americanah, que é incrível; Matilda, tão fofinho ou mais do que o filme; e Razão e Sensibilidade, que aumentou o meu gosto pelos romances da dona Jane Austen. Persuasão é o próximo e já está no meu criado mudo. Também li os volumes de Peanuts e já posso dizer que sou fã? O mau humor da Lucy e os sofrimentos do Charlie Brown podiam ser minha autobiografia.
Também adicionei um monte de música nova na minha biblioteca do iTunes, incluindo desde Chitãozinho e Xororó até Born to Run, que não consigo deixar de ouvir e já tenho planos de cantar em um karaokê. Inclusive, rolou uma paixão platônica fortíssima pelo Bruce Springsteen novinho que eu não tenho certeza se vou superar algum dia.
olá queria beijar sua boca como faço
Comecei a ir na academia no começo do mês e estou impressionada porque é possível que finalmente descobri o bendito barato da endorfina. Várias coisas esfregaram na minha cara que estou me tornando adulta nesses tempos: uma delas foi o meme do "sexo é coisa de adolescente", outra foi o fato de eu finalmente ter começado a me preocupar com a minha saúde, depois de ouvir que preciso ganhar músculos ou meu organismo vai começar a dar problema. Em breve vocês me verão como a nova #musafitness do instagram. AGUARDEM.
IMG_1597Depois da morte definitiva do 7 on 7, não arrumei nenhuma desculpa pra fotografar coisas e postar aqui. Queria inventar uma moda fotográfica nova, mas ando sem ideias. Alguém aí está disposto a embarcar em algo assim comigo? Algum projeto pra me convidar? Esses dias cismei que queria fazer dupla exposição com filme e queria comprar uma câmera analógica pra brincar por aí, até descobrir que o foto da cidade não tem mais equipamento de revelação. LÁGRIMAS. Quero brincar de fotógrafa amadora, gente - me convidem pra sair pra gente fazer uns books caseiros.

O maior achado do mês foi esse grupo do facebook. Finalmente achei algo que me faz ficar rolando a página pra baixo sem parar - quem resiste a vídeos de gatinhos estabanados? De cachorrinhos manhosos? De porquinhos e ursinhos filhotes e pássaros enxeridos? Pit bulls com coroas de flores? Se você ainda não participa só posso dizer que você está perdendo conteúdo da melhor qualidade.

Espero que vocês não tenham sofrido com nenhum eletrônico quebrado nesse tempo todo. Beijos e até a próxima!! xx


amo elizabethtown e vou protegê-lo

4 comentários
Eu começo pedindo desculpa se você assina a além da nuvem nove, porque estou publicando o texto que saiu na news número três aqui. Quando inventei essa brincadeira, não pretendia deixar o blog de lado e muito menos reproduzir as coisas que escrevia lá aqui, então não percam a fé em mim, que vai sair post novo aqui sim. Eu juro. (Mas estou passando por ~momentos difíceis~, então bear with me.)
Ocorre que Digníssimo achou esse texto nada menos que ~genial~ e achou que eu deveria postá-lo aqui. Claramente sou muito suscetível à opinião do menino  sobre o que eu escrevo, então, por que não? Vai que mais alguém acha genial também, boto fé.

Essa semana me senti muito Drew Baylor. Você já assistiu Elizabethtown? Talvez você conheça o filme como a origem da personagem que gerou o conceito de Manic Pixie Dream Girl. Talvez você não conheça o filme porque não tem tempo a perder com nada com menos de quatro estrelas no IMDb. Talvez você ame odiá-lo, como a gente do país da internet costuma fazer com um monte de coisa. Eu, pessoalmente, só dei uma chance praquele DVD na locadora, há anos atrás, por uma razão: Orlando Bloom, a minha crush dos anos 2000.
A Anna Vitória escreveu na newsletter dela essa semana sobre a importância de abraçar os sentimentos que as coisas despertam na gente, acima da técnica e do cacife intelectual por trás de cada coisa, e é preciso que vocês saibam que a pessoa escrevendo essas correspondências é uma defensora irrevogável desse ponto de vista. O filme não é essa coca-cola toda? Não. Mas não tem nada no mundo que me faça deixar de proclamar Elizabethtown (ao lado de Mulan [e Mamma Mia]) como o meu filme preferido da vida, porque Orlando Bloom interpretando o designer que protagonizou um fiasco e Kirsten Dunst como a mocinha que só serve pra fazer com que ele encontre a felicidade me despertam um caminhão de sentimentos, ao ponto de cantar, sorrindo e chorando e dançando com uma mão abanando pra cima ao mesmo tempo.
Drew falhou na vida.
Ele foi demitido. Passou anos se dedicando a um projeto que deu espetacularmente errado. Levou um pé na bunda. Sequer conseguiu se matar com estilo - e aí ele descobre que o pai dele faleceu e que ele foi o eleito da família para ir lá pro Kentucky decidir os detalhes sobre o funeral. É claro que no meio do caminho ele encontra uma aeromoça especial que muda o rumo da vida dele, etc etc etc, mas quem seria Drew Baylor sem a mocinha que faz o melhor mapa de road trip da história? Um grande fracasso frustrado.
E é impossível não se sentir meio Drew Baylor em uma semana em que todos os meus eletrônicos se espatifam no chão e metade dos meus clientes decidem encerrar os serviços, o que significa que será impossível pagar as contas desse mês sem apelar pra ajuda superior. Não tem dinheiro pra pagar os consertos, não tem dinheiro pra pagar as minhas despesas, mas tem boletos de anuidade do conselho e da prefeitura chegando até mim como se eu fosse uma profissional cheia da renda. É nessas horas que eu coloco as mãos pro alto e digo um sonoro "EU NÃO ESTOU SABENDO LIDAR". Pagaria pra alguém resolver a minha vida, mas isso está claramente fora de questão.
Eu tenho essa impressão de que os vinte e poucos anos são uma grande reedição da adolescência que ninguém se preocupou em me alertar. O assunto que nunca se esgota entre os meus amigos é: quando é que a gente vai se tornar aquele tipo de adulto que aparece em comercial de apartamento planejado? Será que todo mundo passa por isso? E o pior de todos: "você já parou pra pensar que com a nossa idade os nossos pais tinham casa própria e filhos?" quando nenhum de nós se sente capaz de cuidar sozinho de um cachorro.
Me sinto vivendo a adolescência 2.0 porque aquele drama em que você se sente a única criatura desafortunada da face da Terra se tornou parte do cotidiano, e pior ainda: você não tem ideia de quando isso tudo vai passar. O plano não era terminar a faculdade, ganhar dinheiro, mobiliar meu próprio apartamento e viajar todo ano? Então por que é que eu ainda moro na casa da minha mãe e ainda conto as moedinhas no final do mês? Os ~adultos de verdade~ só riem do meu desespero, dizem que "o começo é sempre assim", que "são tempos difíceis pra trabalhar mesmo" e que eu preciso aprender a me manter calma que a clientela virá, o que parece quase sarcástico, quando fingir que está tudo bem e que eu estou no controle das coisas parece ser um esforço digno de prêmios.
Desbravar a nossa própria vida como adultos é algo que requer paciência e obviamente não vai dar certo na primeira tentativa, é algo do qual o meu lado racional tenta me convencer o tempo todo. O lado irracional basicamente só funciona no modo TÁ TUDO DANDO ERRADO WTF, e o meu desafio é conseguir algum equilíbrio que me permita funcionar como um ser humano normal a cada manhã.
Elizabethtown não é só um filme morno com uma mocinha quirky e um final feliz - é um filme sobre se sentir completamente perdido, no meio de uma família que você não conhece, com um trabalho que deu espetacularmente errado, enfrentando coisas que você não sabe se vai dar conta, mas que precisa fazer. É sobre tentar fazer o melhor de você com aquilo que a vida oferece no momento. É claro que a gente podia sentar e chorar até desidratar, ou deixar a ansiedade vencer e nunca mais sair de casa, mas Claire Colburn já diz que sadness is easier because it's surrender, e por mais que ela seja cheia de clichês, a gente não pode negar que ela tem razão. Então quando, no seu mapa maravilhoso, ela diz pro Drew agarrar a tristeza por cinco minutos, curtir o máximo que puder, jogá-la fora e continuar em frente, eu não posso deixar de repetir isso pra mim mesma. Sempre fui ensinada a dar vazão pros meus sentimentos e abraçar a tristeza com força, mas é preciso saber a hora de soltá-la e encarar o resto da jornada, fazer algo com a minha vida e seguir em frente - mesmo me sentindo um fiasco total.
Será que a gente pode ser o protagonista fracassado E a mocinha excêntrica e motivadora ao mesmo tempo?
É nóis, Claire