Quem vai dizer não pra creme de milho e manjar de coco?

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Uma das poucas vantagens de ter voltado a morar na minha cidade natal é poder estar mais perto dos meus avós e primos nos finais de semana e datas comemorativas - a comida é sempre divina e adoro estar ali no meio das conversas familiares e vendo as crianças crescerem. Há dezoito anos era eu que xeretava em todos os cantos e não deixava minha tia em paz um só minuto e hoje tenho a Clara (minha prima de cinco anos que quase divide o aniversário comigo) pra fazer exatamente o mesmo comigo. Real love, folks.
Nessa Páscoa teve: macarronada + creme de milho + maionese (bjão pra vocês fazendo dieta Dukan), meus priminhos aí de cima brincando com o violão, meu irmão revoltadíssimo com as questões terríveis da adolescência e uma quantidade muito louca de doces, incluindo chocolates trazidos pelo coelhinho da Páscoa, manjar de coco e ovo de chocolate. Segunda feira estarei chorando sobre a esteira na academia, mas honestamente, quem vai dizer não pra creme de milho e manjar de coco????
Ah, as fotos da festa também ficaram ótimas:

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Podia ser o Zorro, mas é meu irmão sendo adolescente e evitando fotos
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Tão bonitinhas as pessoas e quem tirou essa foto foi ninguém menos que a Clara #prima #coruja #orgulhosa

No post passado achei que estava purificando todo o meu karma com o celular quebrado há mais de um mês, quando nesse final de semana o bichinho simplesmente sumiu. Desapareceu. Escafedeu-se, com o meu cartão de memória e meus contatos de celular, depois de um tombo que levei na rua (sim). Voltei no local do acidente e não encontrei vestígios - jamais vou entender quem pega um celular que não é seu e leva ele embora sem entrar em contato com o dono (ainda mais se tratando de um celular com 1/3 do LCD funcionando).
Aparentemente eu tenho muito karma ruim pra purificar.

Fui ver Batman x Superman nesse final de semana - toda ansiosa porque era o primeiro filme de super-herói que eu realmente sentia vontade de ver - e rolou uma decepção inexplicável que ainda estou tentando entender. Adorei o Bruce Wayne do Ben Affleck (não me conformo com o fato de ele ter envelhecido) e a Mulher Maravilha eu simplesmente QUERO pra mim, a personagem do Luthor também foi ótima, mas talvez esse negócio de pancadaria em sequência e cascatas despropositadas de explosões e luzes de CGI não seja a minha praia. Talvez eu não seja fã suficiente de quadrinhos? O que vocês acharam do filme? Vai ter um só com a Mulher-Maravilha pra eu amar? Vocês também acharam o filme terrivelmente escuro? Vamos conversar sobre isso, por favor.

Entrei na internet procurando livros pra dar de presente pra crianças e me deparo com os contos dos Irmãos Grimm traduzidos direto do alemão. Já perdi as contas de quantas vezes eu queria um box dos irmãos Grimm traduzido direto do alemão - li uma versão deles quando eu era criancinha e os livros que eu tinha sumiram numa mudança, to lamentando até hoje essa perda. Alguém pelo amor de Deus ME COMPRE - com tanto conserto pra pagar e presente pra dar não me vejo dona desse livrinho tão cedo.
(não sei de quem é a foto mas tive que postar aqui pra vocês apreciarem OLHA QUE COISA LINDA)

A newsletter está atrasadíssima. Eu sei. Mas eu não desisti dela - estou pedindo muito se disser pra vocês fazerem o mesmo comigo?

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E se eu deixar uma criancinha fofa de brinde?
Beijos e até o próximo post xx

a volta da cadela arrependida

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Ou: mais uma desculpa cara-de-pau à guisa de explicação para a falta de posts por aqui.
Aconteceu que passei quase três semanas sem computador e to completando um mês com metade do touchscreen do celular funcionando. Nesse tempo todo também aconteceram outros perrengues pessoais que me deixaram sem foco nenhum pra sentar na frente do editor de posts do Blogger e escrever qualquer coisa aqui. Saiu um texto pra newsletter, que também veio parar aqui pra preencher o vazio, mas acabei deixando ela de lado também. A verdade é que sinto que vocês que param pra ler as abobrinhas que eu escrevo (e ainda me deixam comentários!!!) são meus amigos de alguma forma e eu sempre me sinto culpada quando deixo de dar atenção pra esse cantinho virtual. Então, desculpa? *puppy eyes*

IMG_1992 Mas pra ser honesta, desconsiderando os eletrônicos quebrados e o drama das finanças, 2016 tem sido um ano relativamente bacana. Li Americanah, que é incrível; Matilda, tão fofinho ou mais do que o filme; e Razão e Sensibilidade, que aumentou o meu gosto pelos romances da dona Jane Austen. Persuasão é o próximo e já está no meu criado mudo. Também li os volumes de Peanuts e já posso dizer que sou fã? O mau humor da Lucy e os sofrimentos do Charlie Brown podiam ser minha autobiografia.
Também adicionei um monte de música nova na minha biblioteca do iTunes, incluindo desde Chitãozinho e Xororó até Born to Run, que não consigo deixar de ouvir e já tenho planos de cantar em um karaokê. Inclusive, rolou uma paixão platônica fortíssima pelo Bruce Springsteen novinho que eu não tenho certeza se vou superar algum dia.
olá queria beijar sua boca como faço
Comecei a ir na academia no começo do mês e estou impressionada porque é possível que finalmente descobri o bendito barato da endorfina. Várias coisas esfregaram na minha cara que estou me tornando adulta nesses tempos: uma delas foi o meme do "sexo é coisa de adolescente", outra foi o fato de eu finalmente ter começado a me preocupar com a minha saúde, depois de ouvir que preciso ganhar músculos ou meu organismo vai começar a dar problema. Em breve vocês me verão como a nova #musafitness do instagram. AGUARDEM.
IMG_1597Depois da morte definitiva do 7 on 7, não arrumei nenhuma desculpa pra fotografar coisas e postar aqui. Queria inventar uma moda fotográfica nova, mas ando sem ideias. Alguém aí está disposto a embarcar em algo assim comigo? Algum projeto pra me convidar? Esses dias cismei que queria fazer dupla exposição com filme e queria comprar uma câmera analógica pra brincar por aí, até descobrir que o foto da cidade não tem mais equipamento de revelação. LÁGRIMAS. Quero brincar de fotógrafa amadora, gente - me convidem pra sair pra gente fazer uns books caseiros.

O maior achado do mês foi esse grupo do facebook. Finalmente achei algo que me faz ficar rolando a página pra baixo sem parar - quem resiste a vídeos de gatinhos estabanados? De cachorrinhos manhosos? De porquinhos e ursinhos filhotes e pássaros enxeridos? Pit bulls com coroas de flores? Se você ainda não participa só posso dizer que você está perdendo conteúdo da melhor qualidade.

Espero que vocês não tenham sofrido com nenhum eletrônico quebrado nesse tempo todo. Beijos e até a próxima!! xx


amo elizabethtown e vou protegê-lo

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Eu começo pedindo desculpa se você assina a além da nuvem nove, porque estou publicando o texto que saiu na news número três aqui. Quando inventei essa brincadeira, não pretendia deixar o blog de lado e muito menos reproduzir as coisas que escrevia lá aqui, então não percam a fé em mim, que vai sair post novo aqui sim. Eu juro. (Mas estou passando por ~momentos difíceis~, então bear with me.)
Ocorre que Digníssimo achou esse texto nada menos que ~genial~ e achou que eu deveria postá-lo aqui. Claramente sou muito suscetível à opinião do menino  sobre o que eu escrevo, então, por que não? Vai que mais alguém acha genial também, boto fé.

Essa semana me senti muito Drew Baylor. Você já assistiu Elizabethtown? Talvez você conheça o filme como a origem da personagem que gerou o conceito de Manic Pixie Dream Girl. Talvez você não conheça o filme porque não tem tempo a perder com nada com menos de quatro estrelas no IMDb. Talvez você ame odiá-lo, como a gente do país da internet costuma fazer com um monte de coisa. Eu, pessoalmente, só dei uma chance praquele DVD na locadora, há anos atrás, por uma razão: Orlando Bloom, a minha crush dos anos 2000.
A Anna Vitória escreveu na newsletter dela essa semana sobre a importância de abraçar os sentimentos que as coisas despertam na gente, acima da técnica e do cacife intelectual por trás de cada coisa, e é preciso que vocês saibam que a pessoa escrevendo essas correspondências é uma defensora irrevogável desse ponto de vista. O filme não é essa coca-cola toda? Não. Mas não tem nada no mundo que me faça deixar de proclamar Elizabethtown (ao lado de Mulan [e Mamma Mia]) como o meu filme preferido da vida, porque Orlando Bloom interpretando o designer que protagonizou um fiasco e Kirsten Dunst como a mocinha que só serve pra fazer com que ele encontre a felicidade me despertam um caminhão de sentimentos, ao ponto de cantar, sorrindo e chorando e dançando com uma mão abanando pra cima ao mesmo tempo.
Drew falhou na vida.
Ele foi demitido. Passou anos se dedicando a um projeto que deu espetacularmente errado. Levou um pé na bunda. Sequer conseguiu se matar com estilo - e aí ele descobre que o pai dele faleceu e que ele foi o eleito da família para ir lá pro Kentucky decidir os detalhes sobre o funeral. É claro que no meio do caminho ele encontra uma aeromoça especial que muda o rumo da vida dele, etc etc etc, mas quem seria Drew Baylor sem a mocinha que faz o melhor mapa de road trip da história? Um grande fracasso frustrado.
E é impossível não se sentir meio Drew Baylor em uma semana em que todos os meus eletrônicos se espatifam no chão e metade dos meus clientes decidem encerrar os serviços, o que significa que será impossível pagar as contas desse mês sem apelar pra ajuda superior. Não tem dinheiro pra pagar os consertos, não tem dinheiro pra pagar as minhas despesas, mas tem boletos de anuidade do conselho e da prefeitura chegando até mim como se eu fosse uma profissional cheia da renda. É nessas horas que eu coloco as mãos pro alto e digo um sonoro "EU NÃO ESTOU SABENDO LIDAR". Pagaria pra alguém resolver a minha vida, mas isso está claramente fora de questão.
Eu tenho essa impressão de que os vinte e poucos anos são uma grande reedição da adolescência que ninguém se preocupou em me alertar. O assunto que nunca se esgota entre os meus amigos é: quando é que a gente vai se tornar aquele tipo de adulto que aparece em comercial de apartamento planejado? Será que todo mundo passa por isso? E o pior de todos: "você já parou pra pensar que com a nossa idade os nossos pais tinham casa própria e filhos?" quando nenhum de nós se sente capaz de cuidar sozinho de um cachorro.
Me sinto vivendo a adolescência 2.0 porque aquele drama em que você se sente a única criatura desafortunada da face da Terra se tornou parte do cotidiano, e pior ainda: você não tem ideia de quando isso tudo vai passar. O plano não era terminar a faculdade, ganhar dinheiro, mobiliar meu próprio apartamento e viajar todo ano? Então por que é que eu ainda moro na casa da minha mãe e ainda conto as moedinhas no final do mês? Os ~adultos de verdade~ só riem do meu desespero, dizem que "o começo é sempre assim", que "são tempos difíceis pra trabalhar mesmo" e que eu preciso aprender a me manter calma que a clientela virá, o que parece quase sarcástico, quando fingir que está tudo bem e que eu estou no controle das coisas parece ser um esforço digno de prêmios.
Desbravar a nossa própria vida como adultos é algo que requer paciência e obviamente não vai dar certo na primeira tentativa, é algo do qual o meu lado racional tenta me convencer o tempo todo. O lado irracional basicamente só funciona no modo TÁ TUDO DANDO ERRADO WTF, e o meu desafio é conseguir algum equilíbrio que me permita funcionar como um ser humano normal a cada manhã.
Elizabethtown não é só um filme morno com uma mocinha quirky e um final feliz - é um filme sobre se sentir completamente perdido, no meio de uma família que você não conhece, com um trabalho que deu espetacularmente errado, enfrentando coisas que você não sabe se vai dar conta, mas que precisa fazer. É sobre tentar fazer o melhor de você com aquilo que a vida oferece no momento. É claro que a gente podia sentar e chorar até desidratar, ou deixar a ansiedade vencer e nunca mais sair de casa, mas Claire Colburn já diz que sadness is easier because it's surrender, e por mais que ela seja cheia de clichês, a gente não pode negar que ela tem razão. Então quando, no seu mapa maravilhoso, ela diz pro Drew agarrar a tristeza por cinco minutos, curtir o máximo que puder, jogá-la fora e continuar em frente, eu não posso deixar de repetir isso pra mim mesma. Sempre fui ensinada a dar vazão pros meus sentimentos e abraçar a tristeza com força, mas é preciso saber a hora de soltá-la e encarar o resto da jornada, fazer algo com a minha vida e seguir em frente - mesmo me sentindo um fiasco total.
Será que a gente pode ser o protagonista fracassado E a mocinha excêntrica e motivadora ao mesmo tempo?
É nóis, Claire

Eu fiz uma newsletter e acho que vocês deviam saber disso

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Tudo começou quando a timeline toda começou a falar em fazer newsletters.
Meu primeiro sentimento foi um grande ponto de interrogação, porque eu não entendia o propósito daquilo. Como é que uma pessoa faz uma newsletter? Pra falar do quê? Quem é que acha que eu vou querer receber um monte de links na minha caixa de entrada? E claro, também tinha o fato de que, ao contrário da menina Anna Vitória [um post altamente recomendável se você não entendeu o apelo das newsletters], eu odeio receber e-mails. Mas a razão pela qual eu odeio recebê-los logo ficou clara quando eu li esse post dela:
Ninguém de verdade me manda e-mails.
Minha caixa de entrada é um emaranhado de spam: e-mails de confirmação de conta, redefinição de senha, pesquisa de público, rastreio de encomenda, propaganda de pós-graduação que eu não vou fazer, mas deixo ali porque a gente nunca sabe... As melhores coisas que chegam são os e-mails do Blogger me avisando dos comentários de vocês aqui - e vou confessar que guardo os mais bonitinhos. A última vez que alguém me mandou um e-mail de verdade foi um desconhecido que conheci no aeroporto dois anos atrás; ou seja, não tenho nem ideia de qual foi o último e-mail carinhoso que eu recebi nessa vida.
Então, comecei a ser seduzida pela ideia - afinal, correio é uma coisa maravilhosa que me traz livros, compras e cartões postais, e meu correio eletrônico há de ser mais útil pra mim do que me entregar mensagens automáticas com zero sentimento. Comecei a pensar em trocar e-mails cheios de coisas bacanas com gente desse mundo virtual, que tá longe demais para compartilhar as coisas que acontecem no dia-a-dia.
Mas tem mais!
Sou uma pessoa neurótica com a privacidade na internet. Nunca falei disso aqui, mas vocês que lêem o Beyond com frequência talvez já tenham se perguntado por que diabos nunca posto meu lindo rostinho aqui ou deixo minhas redes sociais ali do lado. A verdade é que, por mais que esse blog seja só um cantinho desconhecido onde eu venho falar amenidades, nunca sei quem está do outro lado da tela vendo as coisas que escrevo. A internet está muito grande, e essa máxima de que uma vez que a gente coloca alguma coisa alguma coisa online não consegue mais tirar é uma verdade assustadora, quando paramos pra pensar nisso. Aliás, vocês já pararam pra pensar nisso? A gente não tem mais controle quando posta algo e tem outra pessoa salvando, compartilhando, printando...
Desculpem a paranóia.
O fato é que várias vezes pensei em postar algo sobre a minha vidinha e meus causos e acabei pensando duas vezes porque não queria que houvesse a possibilidade de ter conhecidos lendo aquilo - ou pior, um futuro cliente/empregador em potencial lendo as respostas dos memes que eu posto. Então esse blog paga o pato e eu acabo deixando pra lá...
... mas segundo o post da Anna a newsletter podia ser a solução pra esse problema.
E foi assim que eu resolvi embarcar nessa.
Eis aqui a bonita, caso vocês queiram receber exclusivamente de graça no vosso e-mail conversas sobre a vida, o universo e tudo mais, amostras da minha curadoria de gifs, palpites sobre livros, papos de amiga e outras coisas que não vem parar nesse blog. Eu não sou famosa e não sei se alguém tá a fim de comprar a ideia de ter euzinha batendo papo na caixa de entrada de vocês, mas estamos aqui saindo da zona de conforto. Onde a mágica acontece, e tudo o mais.
E eu prometo que vai ser legal! Ao menos, se você gosta de receber e-mails. Mas se não gosta, devia me dar uma chance - pretendo escrever a cada dez ou quinze dias, mais ou menos, contando uns causos e compartilhando coisas pra deixar a caixa de entrada de vocês mais bonitinha, numa vibe mais pessoal, trocando cartas com as migas. Se isso não é mais atrativo do que deixar sua caixa de e-mail cheia de e-mail de verificação de conta, pelo menos vai render uns gifs novos pra sua coleção. Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.
Vamos fazer essa magia acontecer


Retrospectiva literária 2015

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IMG_1476 (Vai ter retrospectiva 2015 nesse blog sim)

No ano passado eu já pensava em fazer um post desse tipo, mas fiquei enrolando tanto que o final do ano seguinte chegou - e pra não levar esse post nos rascunhos por mais um ano, aqui está um resumão das minhas leituras em 2015.
Nesse ano, consegui ler ainda mais do que no ano passado (o Goodreads diz que são 50 livros), e tentei cumprir o desafio do Popsugar, que rodou pela internet. Acho que consegui ler quase 40 livros dentro dos temas propostos, e achei que foi um jeito bem legal de sair da zona de conforto literária. Enfim, já to me preparando pra lista de 2016 (quem topa?), porque a lista de livros pra ler continua grande e eles me fizeram ótimas companhias nesse ano que tá acabando.
Mas vamos aos troféus:

Maior livro do ano:
Nos primeiros dias do ano novo eu cismei de ler Sob a Redoma e devorei o calhamaço de 960 páginas em uns cinco dias. Resultado: estou de ressaca dos livros do Stephen King até hoje (mas cada página valeu a pena - recomendo fortemente).

Serendipity (ou uma descoberta afortunada feita ao acaso):
Nas mini-férias que eu tirei no mês passado, enquanto Digníssimo lia o volume do Stephen King de sua escolha e eu ficava olhando o mar e tentando pegar sol, ele me perguntou se eu não queria ler Fundação, que ele tinha trazido também mas que não tinha conseguido avançar na leitura. Comecei meio receosa, já que nunca me interessei muito por ficção científica e coisas do gênero, mas acabei adorando e estou ansiosa (e enchendo o saco do menino Digníssimo pra ele comprar os outros volumes) pra saber como a previsão do Hari Seldon se desenrola.

Melhor HQ:
É difícil escolher a melhor HQ que eu li esse ano, porque todas foram incríveis (menos Persépolis, que me decepcionou) - mas o troféu vai pra Maus, que já saiu em vantagem porque eu sou completamente interessada por qualquer coisa que envolva a Segunda Guerra Mundial. A narrativa não te deixa esquecer em nenhum momento que aquela é uma história real, cruelmente real, e mesmo com todos os defeitos de um ser humano, o Vladek é extremamente cativante. E a transformação dos personagens em animais é brilhante. Gente, fica a dica pra 2016: leiam.

Pior livro do ano Livro mais decepcionante:
Teve leituras decepcionantes? Teve, sim senhor. Felizmente, não li nada tão ruim pra chamar de "pior livro", mas a maior frustração literária foi com To Kill a Mockingbird. Me julguem, gente. Eu tentei, eu queria gostar dele. O livro é amado por todo mundo, um clássico escolar queridinho dos americanos e eu me arrastei por 80% das páginas, sendo que a única parte realmente interessante foi o julgamento que o Atticus participa. Achei a Scout chatíssima. Desculpa, mundo. Não me taquem pedras.

Melhor livro do ano:
Tenho a impressão de que 2015 não foi um ano em que eu descobri livros da minha vida, como aconteceu em 2014. Mas mesmo assim rolaram umas leituras ótimas, que me fizeram pirar e que eu recomendei igual louca pra todo mundo. Divido esse troféu em dois livros: primeiro, Battle Royale - que foi quase um serendipity, já que eu  nunca esperei ficar tão enganchada na leitura desse Hunger Games sem política e com muito mais carnificina, mas aconteceu. É um livro com um ritmo ótimo, quase impossível de largar, e muitos personagens pra você torcer (a favor ou contra).
Segundo, Fahrenheit 451. Eu sou muito receosa na hora de comprar a fama dos clássicos, e talvez por isso eles não figurem tanto na minha biblioteca, mas esse livro vale todas as recomendações feitas sobre ele. É um livro sobre livros pra pessoas que gostam de livros. É maravilhoso, é direto ao ponto, é um livro que eu faço questão de comprar e pôr num lugar de honra da minha estante, é uma história que precisa ser passada adiante.

Melhor personagem:
Pra essa categoria, fica uma menção honrosa pra Heidi, a protagonista do livro homônimo, que eu li em uma época cheia de tretas e mau humor e que conseguiu, com o otimismo, a simpatia e a fofura dela, me deixar mais feliz. Mas a personagem mais querida desse ano foi a Caitlin de Passarinha. Com onze anos, síndrome de Asperger e a vida completamente bagunçada, foi impossível não se identificar com os sentimentos dela diante de tudo o que acontecia na história, e não amar o desenvolvimento dela durante o livro.

Melhor quote:
Agora que eu aprendi a usar a ferramenta de quotes do Goodreads, estou viciada em anotar as melhores frases lá (inclusive melhor rede social, me adicionem lá). 2015 me trouxe várias frases ótimas, mas fico com mais uma frase de Passarinha, que meio que resumiu esse ano:
"Acho que eu não vou gostar nada disso. Acho que vai doer. Mas talvez depois da dor eu consiga fazer uma coisa boa e forte e bonita de tudo isso."

E o 2015 literário de vocês, minha gente? Foi bom? Teve retrospectiva nas internets? Vamos compartilhar dicas de leitura pro ano novo! xx