No ano passado eu já pensava em fazer um post desse tipo, mas fiquei enrolando tanto que o final do ano seguinte chegou - e pra não levar esse post nos rascunhos por mais um ano, aqui está um resumão das minhas leituras em 2015.
Nesse ano, consegui ler ainda mais do que no ano passado (o Goodreads diz que são 50 livros), e tentei cumprir o desafio do Popsugar, que rodou pela internet. Acho que consegui ler quase 40 livros dentro dos temas propostos, e achei que foi um jeito bem legal de sair da zona de conforto literária. Enfim, já to me preparando pra lista de 2016 (quem topa?), porque a lista de livros pra ler continua grande e eles me fizeram ótimas companhias nesse ano que tá acabando.
Mas vamos aos troféus:
Maior livro do ano:
Nos primeiros dias do ano novo eu cismei de ler Sob a Redoma e devorei o calhamaço de 960 páginas em uns cinco dias. Resultado: estou de ressaca dos livros do Stephen King até hoje (mas cada página valeu a pena - recomendo fortemente).
Serendipity (ou uma descoberta afortunada feita ao acaso):
Nas mini-férias que eu tirei no mês passado, enquanto Digníssimo lia o volume do Stephen King de sua escolha e eu ficava olhando o mar e tentando pegar sol, ele me perguntou se eu não queria ler Fundação, que ele tinha trazido também mas que não tinha conseguido avançar na leitura. Comecei meio receosa, já que nunca me interessei muito por ficção científica e coisas do gênero, mas acabei adorando e estou ansiosa (e enchendo o saco do menino Digníssimo pra ele comprar os outros volumes) pra saber como a previsão do Hari Seldon se desenrola.
Melhor HQ:
É difícil escolher a melhor HQ que eu li esse ano, porque todas foram incríveis (menos Persépolis, que me decepcionou) - mas o troféu vai pra Maus, que já saiu em vantagem porque eu sou completamente interessada por qualquer coisa que envolva a Segunda Guerra Mundial. A narrativa não te deixa esquecer em nenhum momento que aquela é uma história real, cruelmente real, e mesmo com todos os defeitos de um ser humano, o Vladek é extremamente cativante. E a transformação dos personagens em animais é brilhante. Gente, fica a dica pra 2016: leiam.
Teve leituras decepcionantes? Teve, sim senhor. Felizmente, não li nada tão ruim pra chamar de "pior livro", mas a maior frustração literária foi com To Kill a Mockingbird. Me julguem, gente. Eu tentei, eu queria gostar dele. O livro é amado por todo mundo, um clássico escolar queridinho dos americanos e eu me arrastei por 80% das páginas, sendo que a única parte realmente interessante foi o julgamento que o Atticus participa. Achei a Scout chatíssima. Desculpa, mundo. Não me taquem pedras.
Melhor livro do ano:
Tenho a impressão de que 2015 não foi um ano em que eu descobri livros da minha vida, como aconteceu em 2014. Mas mesmo assim rolaram umas leituras ótimas, que me fizeram pirar e que eu recomendei igual louca pra todo mundo. Divido esse troféu em dois livros: primeiro, Battle Royale - que foi quase um serendipity, já que eu nunca esperei ficar tão enganchada na leitura desse Hunger Games sem política e com muito mais carnificina, mas aconteceu. É um livro com um ritmo ótimo, quase impossível de largar, e muitos personagens pra você torcer (a favor ou contra).
Segundo, Fahrenheit 451. Eu sou muito receosa na hora de comprar a fama dos clássicos, e talvez por isso eles não figurem tanto na minha biblioteca, mas esse livro vale todas as recomendações feitas sobre ele. É um livro sobre livros pra pessoas que gostam de livros. É maravilhoso, é direto ao ponto, é um livro que eu faço questão de comprar e pôr num lugar de honra da minha estante, é uma história que precisa ser passada adiante.
Melhor personagem:
Pra essa categoria, fica uma menção honrosa pra Heidi, a protagonista do livro homônimo, que eu li em uma época cheia de tretas e mau humor e que conseguiu, com o otimismo, a simpatia e a fofura dela, me deixar mais feliz. Mas a personagem mais querida desse ano foi a Caitlin de Passarinha. Com onze anos, síndrome de Asperger e a vida completamente bagunçada, foi impossível não se identificar com os sentimentos dela diante de tudo o que acontecia na história, e não amar o desenvolvimento dela durante o livro.
Melhor quote:
Agora que eu aprendi a usar a ferramenta de quotes do Goodreads, estou viciada em anotar as melhores frases lá (inclusive melhor rede social, me adicionem lá). 2015 me trouxe várias frases ótimas, mas fico com mais uma frase de Passarinha, que meio que resumiu esse ano:
"Acho que eu não vou gostar nada disso. Acho que vai doer. Mas talvez depois da dor eu consiga fazer uma coisa boa e forte e bonita de tudo isso."
E o 2015 literário de vocês, minha gente? Foi bom? Teve retrospectiva nas internets? Vamos compartilhar dicas de leitura pro ano novo! xx


































