7 músicas com os melhores riffs/solos de guitarra (ou quase isso)

12 comentários
Esse tópico foi sugerido pelo pessoal do Rotaroots, aproveitando o embalo de julho ser o mês em que comemoramos o dia do rock. O tema original é "5 músicas com os melhores riffs/solos de guitarra" mas eu resolvi fazer um top 7 porque sim. Também tem uma playlist bonitinha do Spotify (e no Rdio também, socorro, eu adiciono a playlist no post e ela some) pra vocês darem o play e acompanharem essas lindezas que eu escolhi, heh. Vamos lá:

1: Hotel California (Eagles, 1976)
Hotel California é uma das minhas músicas preferidas e é quase uma garantia de que eu vou tocar air guitar onde quer que esteja quando ela toca. Ainda bem que digníssimo é dos meus e é muito comum nos roles de carro nós dois cantarmos ela a plenos pulmões, com efeitos sonoros e tudo o que temos direito. Uma das maiores frustrações da minha vida é ter zero habilidade musical e saber que nunca serei capaz de copiar esse solo MARAVILHOSO.
YOU CAN CHECK OUT ANY TIME YOU LIKE BUT YOU CAN NEVER LEEEEEEEEEEEAVE *tocando guitarra imaginária*

2: Comfortably Numb (Pink Floyd, 1979)
Comfortably Numb é uma das músicas mais manjadas do Pink Floyd - todo mundo conhece, mesmo sem saber que é deles. Essa música já tocava por aqui muito antes de eu saber quem eram, e mesmo eu tendo demorado uns bons anos pra dar a ela a merecida atenção, ela está aqui no meu top 3 solos de guitarra porque impossível não se arrepiar ouvindo isso. Transcedental define.
Aproveito a deixa pra postar fotinhas do responsável por essa maravilha e uma das minhas maiores paixões platônicas: YOUNG DAVID GILMOUR SEU LINDO
3: Free Bird (Lynyrd Skynyrd, 1973)
Ouvi Free Bird pela primeira vez nesta maravilha que é o meu filme favorito da vida, Elizabethtown. Talvez vocês não concordem com o meu amor por ele, mas essa cena do funeral em que a banda toca Free Bird enquanto o sistema anti-incêndio dispara e encharca todo mundo é PRICELESS. É muito comprometimento com o rock, com essa música, com esses quatro minutos desse motherfucker solo, outra peça que eu quis porque quis tocar no Guitar Hero e falhei miseravelmente todas as vezes. Deixo aqui o vídeo com a referida cena, mas a versão original nem se compara com a do filme. s2



4: Welcome to the Jungle (Guns 'n' Roses, 1987)
Eu não sou a maior fã de Guns 'n' Roses, mas a introdução dessa música é boa demais e ela é uma das campeãs quando preciso de uma dose extra de animação. Impossível não se deixar levar pelos gritinhos do Axl e pelo ritmo dela.

5: Ten Years Gone (Led Zeppelin, 1975)
Led Zeppelin é uma banda que mora no meu coração e eu pensei muito em que música iria escolher pra essa lista. Ten Years Gone não está no topo da minha lista de preferidas, mas eu acho a guitarra (e todos os outros instrumentos) dessa música tão intensa e profunda - e tão melancólica que é uma das minhas preferidas pra dias de chuva - que ela veio parar aqui.

6: Marooned (Pink Floyd, 1994)
Eu bem que queria ter colocado uma música só por banda, mas não consegui achar alguma que me convencesse a tirar essa aqui da lista. Ela é instrumental e talvez por isso eu preste tanta atenção na guitarra dela e ache ela tão maravilhosa. Apenas uma coisa a dizer: DAVID GILMOUR VEMK BRILHAR NA MINHA CASA

7: Foreplay/Long Time (Boston, 1976)
Pra fechar esse post com chave de ouro: Boston, senhoras e senhores. Quem me segue no twitter já deve ter acompanhado algum momento em que eu mais uma vez me pego maravilhada com o quão bom esse primeiro álbum deles é, e essa é a minha música preferida. Foreplay é essa maravilha tocada num órgão e Long Time me faz sacudir os cabelos e imitar os solinhos com a boca no matter what. BOSTON, GENTE, QUE BANDA MARAVILHOSA
Link do CD inteiro pra vocês verem que eu tenho razão de ficar encantada toda vez (Foreplay/Long Time no minuto 17)

Mais alguém viu e respondeu esse meme especial pro mês do rock? Que músicas vocês escolheriam pra brilhar nessa lista? 
Beijos e até o próximo post!

taylor swift taught me #1

14 comentários
Esse é o primeiro post (de uma pequena série que eu pretendo fazer, mas a gente nunca sabe pra onde vai a motivação dessa blogueira que vos escreve) compartilhando epifanias e reflexões que a senhorita Taylor Swift me provocou acidentalmente. O episódio de hoje é sobre Shake it Off.
Vou confessar: eu tenho um hábito horrível, que é o de pegar birra de algumas coisas sem conhecê-las direito. Desculpa, mundo. Eu sei que é ridículo, mas é mais forte do que eu. Eu e a implicância já somos amigas antigas, e talvez eu esteja acostumada com a companhia dela enquanto meneio a cabeça e reclamo por não entender as novidades ou por que diabos fulano-de-tal está fazendo tanto sucesso.
Uma das vítimas da minha implicância gratuita foi ela, Taylor Swift. Passei aí uns bons dois anos torcendo o nariz pra música pop e pro cabelo lindo dela até que um belo dia a vingança chegou: acordei com Shake It Off tocando sem parar na minha cabeça e eu tive que baixar e ouvir. E aí eu descobri porque é que ela conquistou o mundo dessa forma, porque lógico, fiquei uma semana ouvindo em loop infinito. Nem mesmo digníssimo (que curte um metal nórdico) resistiu ao HATERS GONNA HATE HATE HATE HATE HATE.

Depois disso é claro que eu me rendi.
Eu não sei exatamente por que eu decidi que não ia gostar de Taylor Swift, mas o embalo daquela música era tão bom que abalou minhas convicções. E o negócio é que quando eu dei boas vindas pra Shake it Off no meu iPod (que até então era, ao lado de Love Story, a única música da menina Taylor pra qual eu dava moral) eu também dei boas vindas pra várias coisas legais.
Eu descobri que - surpresa! surpresa! - ouvir o maior hit pop do momento durante a noite toda não diminuía a minha capacidade de gostar e de ser tocada pelas bandas e músicas fantásticas e atemporais que eu tanto adoro. Comfortably Numb ainda toca o meu coração como antes. Eu ainda balanço e o cabelo os pezinhos quando toca Immigrant Song. Não esqueci a letra de Foreplay/Long Time. Mas eu parei com a ideia boba de que uma música composta por uma mocinha com fama de escrever ótimas canções de amor, lançada em pleno 2015, endeusada por meio mundo, não combinava comigo. Aliás, não só combinava como era boa demais, porque enquanto o rock and roll acalma a minha alma, nenhum clássico do rock fala pra minha auto-estima como Taylor fez dizendo it's like I got this music in my mind saying it's gonna be alright.

Pode não ter técnicas inovadoras de guitarra. Pode ser que a gente não escute mais daqui a dez anos. Não importa - é fantástica.

Eu descobri que eu não precisava continuar alimentando minha birrinha pela Taylor primeiro porque afinal, ela mesma dizia que não estava nem aí. Segundo, porque ela tinha escrito uma música sobre exatamente o que faltava na minha vida: a capacidade incrível de tocar o FODASSI dar de ombros pras opiniões alheias. Haters gonna hate. Fakers gonna fake. People say stuff. Só me resta continuar com essa canção ótima na cabeça me dizendo que tudo vai ficar bem, porque afinal de contas, tendo uma trilha sonora incrivelmente dançante, vai ficar mesmo. Em casos de gente babaca ou do meu cérebro implicante julgando eu mesma, música boa é um remédio tiro e queda pra mim. E eu me agarrei a Shake It Off como um mantra pra todos esses momentos por um bom tempo.
Eu também descobri que podia dançar. Vejam vocês: eu tenho o gingado de uma porta. Dançar sempre foi um ponto sensível da minha vida. Mas de repente me vi literalmente shakin' it off no meio do quarto, quase que involuntariamente. Pra terminar um dia horroroso eu dancei no banho, de olhos fechados, enquanto o racionamento de água ainda estava rolando. Em minha defesa, aqui não faltou água. Mas eu sei que mesmo se a caixa d'água secasse eu teria continuado a me chacoalhar como se fosse a própria Taylor no clipe. E olha, existem poucas coisas nessa vida tão boas quanto dançar como se ninguém estivesse te olhando pra eu deixar essa sensação passar.
 Taylor e seu single maravilhoso me ensinaram a abraçar, se não completamente como eu gostaria (porque essa é uma tarefa ambiciosa e um pouco difícil), pelo menos um pouquinho mais dessa pessoa que eu sou e que, por razões incompreensíveis, às vezes eu cismo em odiar também. A coisa mais maravilhosa do mundo é saber que eu tenho 23 anos e que eu posso ser exatamente o que eu quiser. Que eu posso gostar de Led Zeppelin, Zezé di Camargo & Luciano e (sim!) Taylor Swift e chacoalhar os ombrinhos pros haters. Que o que faz da Taylor uma pessoa tão incrível não é o cabelo maravilhoso ou esse corpo magrelo invejável, mas sim a capacidade dela se permitir ser quem ela quiser: de escrever baladas country cheias dos sentimentos mais verdadeiros, de mudar de estilo musical e virar essa diva do pop; de cortar o cabelo, morar em Nova York ou ser feliz sozinha, mesmo tendo dito pra si mesma que nunca faria isso. E sobretudo, que não existe nada no mundo que me proíba de fazer as coisas que eu quero, nem mesmo a voz na minha cabeça dizendo que isso ou aquilo não combina com a pessoa que eu disse que era ou com a pessoa que eu deveria ser. A única pessoa que importa é a pessoa que eu sou e é ela que eu preciso agradar.

Eu sei por experiência que textões assim sobre epifanias maravilhosas e auto-descobertas não funcionam como mágica pra mudar as pessoas que ainda não descobriram a iluminação. Mas ó, as mudanças promovidas por essa moça na minha vida foram tão incríveis que eu quis dividir isso por aqui. Além disso, se você ainda não experimentou, não custa nada dar uma chance pra Taylor como eu fiz. Vai que, né? s2
No próximo TSTM: Blank Space e a delícia que é ser adolescente. Stay tuned xx

Venezia, duemilatredici

16 comentários
Antes disso: Bologna - Ferrara
Alguém me traz uma caixa de lencinhos que eu já to sentindo o nó na garganta se formando aqui.
Sempre ouvi todo mundo falando de Veneza e da sua história, da sua singularidade, da magia das gôndolas e dos gondolieri e aquele labirinto de canais sem sentido, do romance, dos carnavais e seus mascarados, dos artesãos de vidro em Murano, e de outras mil coisas, mas sempre tinha achado que muito desse amor era exagero, até o dia em que eu peguei um trem pra passar o final de semana lá porque afinal de contas, né, não viajei dez mil quilômetros pra voltar pra casa e dizer que não conheci a tão badalada Veneza.
O tal final de semana foi bem cansativo, de tanto andar pra cima e pra baixo o tempo todo carregando o peso da câmera inseparável; meio aborrecido, de tanto encontrar coisas lindas que eu queria comprar mas não tinha dinheiro o suficiente; meio incompleto porque não fui ver os artesãos do vidro em Murano (coisa com a qual sou encantada desde sei lá, cinco anos de idade); mas me presenteou com outros tantos momentos lindos e mágicos que apagaram completamente essa ideia de que Veneza é um lugar superestimado e me deixou com a certeza de que eu PRE-CI-SO VOLTAR PRA LÁ DE NOVO (assim mesmo, em caps lock e com pausas pra enfatizar).

Cordei kd Piazza San Marco
 Ciao bella, hoje não vai ter sol
Basílica de São Marcos
Leões alados everywhere
A Torre dell'Orologio e muita neblina

Close no relógio: 24 casas pra cada hora do dia, além de painéis que giram pra mostrar a posição do Sol nos signos do zodíaco e da Lua em relação à Terra.
 Ponte dos Suspiros vista de fora. Passei a vida toda achando que os suspiros da ponte eram de amor, pra descobrir que ela tem esse nome porque fazia parte do caminho dos prisioneiros pra prisão
a vista dos prisioneiros de séculos atrás
vista interna do Palazzo Ducale, a antiga residência do doge de Veneza e sede do governo (a vista externa é a primeira foto desse post, uma tentativa bem ruim de capturar a fachada dele pois é ENORME)
 Não é por acaso que essa belezinha se chama Escada de Ouro (como muitas coisas nessa viagem, o teto era mais interessante do que o restante da vista)
vista da ponte de Rialto: turistas
e também o Grande Canal com essa vista linda
 e lojinhas com souvenires (alguns caríssimos)
pau de selfie: não trabalhamos

arrependidíssima de não ter experimentado esse sabor crema del doge pois só tinha em Veneza (mais um motivo pra voltar pra lá)

possivelmente a minha foto preferida de Veneza e uma das preferidas da vida
 vitrines natalinas = melhores vitrines sempre
 99 euros por um jogo de xadrez de gatos x cachorros + 29 pelo tabuleiro feito em couro... apenas uma das razões pelo meu aborrecimento por não ser rica enquanto eu andava pelas ruas
 Acho que eu nunca fiquei tão feliz na vida de ver o sol como nessa manhã - acordei, escovei os dentes e já saí com a câmera na mão. Vista do alto do hostel em que a gente ficou (simplesmente melhor hostel, além de tudo te dá vista aérea da cidade!!!!!!!!!!!!!!111!11!!!11!!1!)
A Praça de São Marcos é a única praça de Veneza, e o seu principal destino turístico, com permanente abundância de fotógrafos, turistas e pombos. - Wikipédia corretíssima
desculpa mas COMO NÃO SE APAIXONAR POR ESSA CIDADE?
 Lanterninhas coloridas bonitas demais pra ficarem de fora
 OOOOOOOOOO SOLE MIOOOOOOOOOOOOOOOOO
 To fora de foco mais uma vez (minha fotógrafa oficial não se entendia muito bem com a câmera, heh), tá espontanea, to olhando pra fora do quadro, mas: uma das minhas fotos preferidas desse role
arrivederci, bella

Próxima parada do diário de viagem: Bolonha de novo, hu3 - porque turismo nunca é demais
Tenho fé que terminarei de fazer esses posts sobre essa viagem até o final do ano. Espero que vocês tenham amado as fotos desse lugar tanto quanto eu e não tenham se cansado de tanto canal e tanta gôndola. Deus, me leva de volta por favor

Beijos e até o próximo post!

Goodbye BR-101

9 comentários
2014 foi um ano que fugiu completamente das minhas expectativas. Por exemplo, quando eu fiz meu brinde de Ano Novo, a dez mil quilômetros de casa e cercada de pessoas que eu tinha conhecido há praticamente uma semana, eu não esperava que ia cruzar as fronteiras estaduais mais de uma vez durante os próximos 365 dias. Mas coisas acontecem. Uma dessas coisas foi Digníssimo ter arrumado um emprego em Angra dos Reis, mil quilômetros longe do lugar que eu chamo de "casa".
Eu não conhecia Angra. Eu não tinha nem muita certeza de onde achar a cidade no mapa. Eu poderia ter passado a vida toda sem colocar meus pés ali, mas de repente aquele lugar desconhecido estava tirando Digníssimo de mim, e eu não ia simplesmente deixá-lo ir.
No começo a gente se estranhou. Tive uma recepção digna de São Paulo, com céu cinza, uma garoa ridiculamente irritante e uma hora de espera na rodoviária, com a bateria do celular pedindo socorro. Angra também fugia às minhas expectativas: era desordenada demais, espalhada demais, com curvas demais. Eu também não era o melhor tipo de turista: caipira da gema, nascida e criada a 450km do litoral, com uma dificuldade enorme de ~sair pro mundão~ e conhecer novidades. Sentada ali, esperando, agarrada às minhas malas, eu só queria ir embora.
se tivesse ido embora não ia ter conhecido essa ilhazinha mais linda

Em Angra dos Reis eu li muito, porque aparentemente existe uma dificuldade enorme em se conseguir internet por lá. Chorei com Mar Morto e cobicei todos os livros da livrariazinha do shopping pelo menos umas dez vezes. Reclamei muito de como uma cidade pode ter tantas ruas e calçadas estreitas e planejamento nenhum. Comi mais pratos com camarão do que imaginei que fosse fazer na vida. Cultivei uma paixão por balas de gelatina. Defendi ferrenhamente a vitória da "bolacha" sobre o "bixcoito". Brinquei de dona de casa. Aprendi um pouquinho sobre futebol carioca e senti saudade de encontrar mais gente com o meu sotaque do interior.

Perdi as chaves da casa do Digníssimo numa tarde e passei o resto do dia no centro, agradecendo a Deus pelo Google Maps, olhando o mar e fazendo o que só uma turista perdida pode fazer sem culpa nenhuma: nada. Reclamei mais uma vez, da dificuldade de se obter internet e sinal de celular ali no meio de tanto morro. Tirei fotos de coisas lindas que não se encontram no interior. Joguei Guitar Hero e descobri que não tenho a menor habilidade pra tocar instrumento nenhum, mas conheci uma coleção de músicas novas pra levar pra casa. Subi uma trilha gigantesca, que eu jamais teria subido se soubesse o tamanho da empreitada, mas que me fez passar por lugares lindos, ver que o mundo é bem maior do que eu conhecia e que o meu condicionamento físico não é assim ruim como eu esperava. Vi o sol do mirante. Assisti horas e horas de séries e filmes enquanto eu ficava sozinha. Estabeleci uma ~tradição~ culinária com o Digníssimo. Arrumei queimaduras de sol e arranhões inesperados.
Eu andei de barco. Coloquei as patinhas no litoral pela primeira vez. Catei conchinhas como se fosse uma criança deslumbrada com o mundo (o que na verdade, eu sou). Tive um aniversário horroroso em que eu deliberadamente tomei um banho de chuva pra poder chorar em paz. Passei horas e horas pensando na minha vida. Tomei banho de água mineral porque aparentemente, as caixas d'água ficam secas por lá na época do verão. Passeei pelo cais me maravilhando com os nomes dos barcos. Procurei albatrozes no céu. Postei fotos com legenda #vidadifícil porque sim, tá liberado ser esnobe de vez em quando.
Ir pra Angra me fez percorrer por cinco vezes os mil quilômetros de trajeto completamente sozinha.
Me fez superar a vergonha de anos de me enfiar em trajes de banho. Me obrigou a pensar na minha vida, sozinha. Me deixou mais independente. Estar ali me mostrou que eu podia fazer coisas que eu não sabia que podia, que não saber o que fazer da vida não era exatamente uma tragédia, e que after all it was a great big world maior do que eu imaginava. Ir pra lá também me levou pro Rio de Janeiro, que talvez mereça seu próprio post, quando a nostalgia da viagem ficar grande demais pra guardar.
Digníssimo voltou pro interior no começo desse ano, e meus vínculos com a cidade acabaram por aqui. Se alguém me pedisse pra me mudar pra lá, continuaria recebendo risadas minhas como resposta. Mas bem que não seria uma má ideia morar um pouco mais perto... pra matar as saudades quando for preciso.

Eu juro que eu queria ser uma blogueira exemplar e ter postado regularmente esse mês, mas fica difícil quando o computador resolve que vai dar piti de novo (tem uns trinta posts no Feedly que eu marquei pra ler depois e comentar). Aí juntei toda a minha nostalgia e a vontade de não deixar esse blog às moscas e resolvi postar mais um post pessoal/turista/cheio de fotos. Eu sempre fico meio encanada quando começo a fazer muitos posts pessoais por aqui... (sempre penso: quem será que está interessado em saber o que eu fiz nessa vida???) Mas como já comecei com o meu diário de viagem, vai continuar tendo post sobre a minha vida sim - o próximo post desse tipo que sai vai ser o com as fotos de Veneza *preparando o lencinho de papel*.
Beijos e até a próxima!