10 músicas que definem a sua vida

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Oi, gente!
Ói nóis aqui traveiz com mais um meme! Esse dez músicas que definem a sua vida apareceu no meu feed faz um tempo e eu achei genial, porque não posso conceber a existência de uma vida sem música e eu sou dessas que tem uma trilha sonora pra tudo. Pensei em responder ele mesmo que fosse pra postar no meu outro blog obscuro, mas aí a bonita da Ana me indicou!
1. Uma música que te lembre um momento bom:

Toda Noite (Swing e Simpatia) - Era 2006 e eu estava vivendo o auge da adolescência do lado das BFFs que eu tenho até hoje. O problema é que a gente adorava pagode. Eu até podia ter procurado uma música menos queima filme ou um outro momento bom, mas seria muita trapaça da minha parte omitir o quanto esses pagodes fizeram parte das minhas aventuras enquanto adolescente (até hoje eu fico feliz lembrando de nós depois de comer lanche, voltando e cantando essa música no meio da rua).

2. Uma música que defina a sua vida:
American Girl (Tom Petty and the Heartbreakers) - Essa música me deixou pensando nesse meme por dias. Não tem nenhuma música que defina a minha vida perfeitamente, mas essa com certeza é a que chega mais perto. Digo isso pois a primeira estrofe me descreve com uma precisão nunca antes encontrada em nenhuma música.
she was an american girl
raised on promises
she couldn't help thinking that there 
was a little more to live somewhere else
after all it was a great big world
with lots of places to run to...
Pra constar, essa também é a resposta oficial pra pergunta "a música que eu tatuaria", mas para fins deste meme citarei mais uma.

3. Uma música que te faz dançar na balada:
Pois bem, não sou muito uma menina de balada. Nem sei o que eu responderia aqui (provavelmente Dancing Queen do ABBA, risos) se não fosse o fato de ter descoberto há umas semanas o remix de Summertime Sadness que me deu uma vontade muito séria de ir pra balada e me acabar de bater cabelo e dançar. O problema é que nessa cidade abençoada só tem mesmo balada sertaneja e eu não sei de lugar nenhum onde posso ir curtir a noite com as divas do pop. Enquanto isso to dançando no meu quarto mesmo.

4. Uma música que foi tema de algum relacionamento:
The One (Shakira) - Uma música só é pouco - eu tenho playlists inteiras pros meus relacionamentos. Escolhi essa em particular, dentre as cinquenta que estão aqui na playlist do digníssimo porque a gente não tem uma música tema oficial, mas ela foi acrescentada à lista numa época de muito amor e fofura e eu acho a letra dela a descrição perfeita do que eu sentia por ele (ainda sinto, né).

5. Uma música que sempre te faz chorar:
On My Own (Samantha Barks) - A trilha sonora da adaptação de Os Miseráveis pro cinema costuma ser infalível nesse aspecto! E On My Own é com certeza a que me deixa mais tocada. Eponine melhor pessoa, coitada. Não recomendo essa música pra vocês sofrendo de amor platônico/pé na bunda.
*lágrima formando no cantinho do olho*

6. Uma música que seria toque do seu celular:
Esses tempos mesmo eu estava pensando em como esse negócio de colocar música de toque do celular parecia a coisa mais legal do mundo, ainda em meados de 2008... na época a música preferida da vez era One Way or Another do Blondie e claro que eu me rendi a isso porque eu adorava a introdução da música! Demorou um bom tempo pra eu parar de associar ela com a necessidade de atender o celular. Eu ainda me lembro de qual era o trecho em que eu normalmente atendia.

7. Uma música que você gostaria de tatuar:
Já dei a resposta lá em cima. É difícil encontrar uma resposta pra essa pergunta que não sejam as palavras "raised on promises", porque eu já defini isso faz tanto tempo que praticamente risquei da minha cabeça outras ideias envolvendo música. Mas uma música com uma letra linda e cheia de versos com sentido que eu gostaria de carregar pra sempre é Defying Gravity (do musical Wicked, que vai aqui pra vocês na versão do Glee pois não resisto a esses agudos sendo gritados sem respeito pelos meus tímpanos).
I'm through accepting limits 
'cause someone says they're so
Some things I cannot change
But 'till I try I'll never know...

8. Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém:
Hotel de Garlande (Leoni) - Na verdade, boa parte das músicas do Leoni podia servir de resposta aqui, mas essa é linda demais, e a letra dela narra uma situação tão fofa e ideal que não tem como você não querer estar trancada num hotel francês com a pessoa amada tentando acreditar pelo maior tempo possível que não existe nada além de vocês dois e o que está dentro do quarto.

9. Uma música que você está viciada agora:
Se eu contar que eu resisti até agora às musicas da Regina Spektor, vocês acreditam? Eu estava passeando pelo Spotify quando encontrei Love, You're a Whore e agora não consigo mais parar de ouvir. Love, love, love, you're a whore, you're a whore, you're a whore, love love love loooooooooooooooove...

10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você:
Normalmente, quem faz a associação entre pessoas e música sou eu, mas já disseram que lembram de mim com Kiss Me do Sixpence None the Richer. Essa foi a minha música preferida por muuuuuuuitos anos durante a adolescência e eu fico feliz quando me dizem isso.

To tagando todo mundo nesse meme lindo! O que vocês acharam? Tem alguém com respostas que bateram com as minhas?
Beijos e até o próximo post!

life's too short

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A gente tem essa coisa de se sentir imortal. O que eu até entendo, porque ninguém quer olhar na cara da morte o tempo todo. Olhar pra verdade feia, essa que diz que a nossa vida é tão frágil quanto um dente de leão e podemos estar nos nossos últimos 60 segundos de vida sem saber. A gente nunca sabe. E é por isso que a gente pode esperar, fazer planos, sonhar, dormir pensando em acordar na manhã seguinte. Viver.
Mas também é por isso que a gente tende a menosprezar a vida e deixar ela passar.
A vida é curta demais e a gente tenta ignorar isso enquanto tentamos adiar os nossos maiores planos, aqueles que mais nos dão medo, por não nos sentirmos preparados agora. A gente fixa o olhar num ponto cego e faz promessas vazias de que no ano que vem vamos mudar de cidade, de emprego, finalmente tomar coragem pra se declarar pra pessoa amada. Do alto dos meus 22 anos, a vida ensinou pra mim que as coisas mais importantes que temos pra viver são as que nos enchem de medo. São essas coisas maravilhosas, oportunidades incríveis, que parecem tão grandes que assustam quando você as olha de frente. Você titubeia, pensa em tudo o que precisa abrir mão, hesita pensando em como as coisas seriam se não dessem certo - e às vezes acha que é melhor deixar pra lá, se acovarda, volta pra casa e continua vivendo a vida do jeito que tá - tá até bom, deixa quieto. Continua vivendo. Pra citar Clarice, toda uma vida que poderia ter sido e não foi.
A vida é curta demais pra deixar de pintar o cabelo por medo do resultado. Pra não se declarar por medo da reação do outro. O medo tira o melhor da gente. O medo da opinião das outras pessoas. O medo de falhar - que é tão antinatural, porque a gente vai falhar o tempo todo até acertar. O medo de não ser amada o bastante, que não é nada mais do que um grande buraco no nosso amor-próprio falando. Todos esses medos, esses ladrões de tempo, deixando a nossa vida que já é curta o bastante ainda menor.
A vida é curta demais pra não ir. Ir pra qualquer lugar novo que você queira. Curta demais pra não pedir demissão de um emprego horrível. Pra não tentar estudar o outro curso que você acha que é a sua vocação. Pra não expôr seus sentimentos. Pra ficar tolerando amizades abusivas. Pra não usar uma roupa, um sapato, um penteado que você ame. Pra negar aquilo que se gosta só pra tentar parecer melhor do que se é.

A vida é muito curta pra fingimentos. A vida é curta demais pra não se amar e pra não se ser exatamente do jeito que queremos ser.

Desafio todo mundo que chegou ao final desse texto maravilhoso (ahem) pra pegar as rédeas da vida e superar um desses medos insuportáveis - nem que seja só por uma vez.

6 on 6: fevereiro 2015

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Depois de uns pequenos perrengues, o 7 on 7 6 on 6 tá de volta! E o tema desse mês é com certeza uma coisa muito apreciada por mim e por vocês. Livrossssss! s2
Eu confesso que queria ter tirado várias fotos novas pro post de hoje, mas acabei ficando limitada ao meu quarto como cenário e acabei não gostando do resultado de muitas delas, então peguei algumas fotos antigas pra completar aqui, hihi. Vamos ver:
No quesito aparência estão aí meus três preferidos. Landline da Rainbow Rowell, essa edição cheia de amor de Pride and Prejudice, e mais uma edição linda de Little Women. Os dois últimos são tão lindos que eu confesso que ainda não consegui ler por puro e simples medo de estragar. :(
 Tirei essa foto faz um tempinho com os meus livros em inglês de então, pra um post que eu queria fazer e nunca fiz - então, cá está ela!
Uma foto do meu amado Kobo porque ele é um salvador de vidas. Essa foto também é antiga e é da época em que eu tentei ler Anna and the French Kiss (meu maior arrependimento literário dos últimos anos)
 Essa é uma foto do que anda no meu criado mudo: Pride and Prejudice, que eu tentei ler quando chegou mas o meu cuidado excessivo com o livro fez a leitura ser meio trabalhosa (sim, eu sou dessas), Landline, que deu vontade de reler no começo do ano e Attachments, que chegou recentemente e é o que eu estou lendo no momento. Rainbow sempre linda s2 o Kobo também sempre fica por aqui, e o livro que eu estava lendo nele é O Círculo do Dave Eggers.
Um pedacinho da minha estante e os trequinhos que tem nela
Eu não sei se essa foto já apareceu aqui no blog, mas gosto tanto dela que achei que só ia deixar o 6 on 6 mais bonito :)

O que vocês acharam das fotos? E dos livros que apareceram por aí? O que é que vocês estão lendo no momento, gente?
Beijos e até o próximo post!

Pra ver as fotos das outras meninas, aí vão:

Meme: Resgatando boas lembranças

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2015 mal começou nesse blog e já tem meme! Eita maravilha!
Enquanto eu estava tirando o atraso do feedly, achei no Lomogracinha esse meme bonitão que consiste em fuçar nos álbuns de fotos e nas pastas mais obscuras do HD, lembrar de coisas que você já tinha esquecido, e sofrer um pouquinho de saudade. Você posta uma foto sobre o tópico proposto, e fala um pouquinho sobre a memória que a foto te traz. Bora lá:
A sua primeira excursão com a escola 
 Essa não é a minha primeira excursão com a escola, mas é a foto que tenho que mais se aproxima do tema. (Não tenho nenhuma foto de excursões com a escola, só depois que eu cresci e pude levar a máquina eu mesma). Eu estava na primeira série e não tenho ideia de onde estávamos indo, mas suspeito que era o primeiro passeio pra estação de captação e tratamento de água da cidade - um passeio que eu fiz nos quatro primeiros anos do ensino fundamental, por alguma razão desconhecida (alguém mais?). Nunca fiz passeios bacanas com a escola durante a infância por motivos de: nada de legal na cidade onde eu moro :( #xatiada

Os seus amigos de infância
Essa foto é péssima, mas é uma das poucas onde estou sozinha com as BFF da infância: a Dani, a Raíssa e a Jessica. Era meu aniversário de oito anos, e, embora a foto não seja grandes coisa em termos de amizade, passei horas incontáveis brincando de Barbie/Susi/casinha/professora/treinadora Pokémon com elas.

Uma foto divertida com os seus primos
Duas coisas que não tenho: primos (da minha idade, quase nenhum) e fotos divertidas. Fiz uma média e essa é a que mais se aproxima - estou tentando fazer chifrinho na foto e fracassando. Foto do Natal de 98/99.

O seu primeiro cachorro
Esse era o Kiko, meu primeiro e único cachorro. Quase não tenho fotos dele também (tem uma única foto boa dele, que não achei), por uma razão clara: o bicho não parava quieto. Era um poodle preto espertíssimo que ficou comigo um bom tempo, até que nos mudamos pra um apartamento e ele foi morar com uma prima :(
Uma viagem inesquecível
Viagem da formatura do ensino fundamental: fui pras Serras Gaúchas com a turma. Foi tudo tão legal e mágico que nem precisei pensar muito pra escolher a ocasião pra essa foto. Na foto: youngster-Manu no Mini Mundo, o lugar mais legal que eu já visitei nesse país.

O meme que as meninas do Lomogracinha fizeram vai até aqui só, mas eu resolvi fazer um adendo por motivos de: achei ele legal demais mas faltavam memórias bacanas pra serem contempladas. Se você quiser responder pode acrescentar esses tópicos também. Sorry not sorry.

O seu aniversário com melhores lembranças

Fiz cinco anos e teve: toda essa decoração dos Ursinhos Carinhosos e gente da rua toda. Tem gente nas fotos que eu nem faço ideia de quem seja. Só me lembro de tudo ter estado lindo, de ter muita bala de coco, de ter brincado absurdos até de noite e ter ganhado várias coisas legais que eu queria. Realizem: meu "bolo" era UM CASTELO. Não era muito fácil superar isso.

Uma foto com um brinquedo especial



Se a sua infância não teve um balanço (e um quintal), lamento dizer, mas ela não foi tão feliz quanto você pensa. Me pendurei por horas, de todas as formas possíveis, nesse trem, até o dia em que minha mãe ficou de saco cheio e mandou cortar todas as árvores do quintal. Lágrimas eternas.

Quero convidar pra responder esse meme: A Lisa, a Ana, a Cacá, a Andrea, a Patrícia e todos vocês que eventualmente passarem por esse post - porque ele é possivelmente o meme mais legal que já passou por esse blog.
Beijos e até o próximo post!

Feliz 2015

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279 posts se acumularam no meu leitor de feeds nesses dias sem internet.
Há (exatamente) um mês atrás eu arrumei minhas malas, subi num avião e fui aterrissar a 950 quilômetros de distância, pra passar um tempo perto de coisas realmente importantes.
Eu já tinha feito um desabafo sobre como a vida virtual estava me enchendo o saco - toda essa cobrança que eu comecei a sentir pra "levar o seu trabalho a sério", pra ter um blog com domínio .com "pra ficar mais profissional" e um layout com ilustração personalizada "porque dá mais visibilidade"; pra postar com uma frequência constante pra "manter o público" e divulgar em todas as redes sociais possíveis e imagináveis; pra ser uma mocinha perfeita, com um quarto e uma aparência de sonho, pra me preocupar mais com as aparências e ficar me lamentando pelo fato de eu não ter um quarto e uma aparência de sonho. Às vezes a gente se pega preso numa espiral de preocupações fúteis, e mesmo sabendo disso, não consegue se libertar. Então eu aproveitei o final do ano, peguei minha trouxinha e fui pra um lugar onde todas essas e outras preocupações nonsense pudessem ser abafadas.
chorarecalcadas.jpg

Ficar longe desse blog, das redes sociais e de todas as pessoas que aparecem nos meus feeds de notícia me fez colocar as coisas em perspectiva - a vida, o universo, os cyber draminhas, os draminhas da vida real. Deixei o blog de lado - até o 7 on 7 que nunca deixei de postar, coitado - e notei o quão pequeno é o espaço desse mundo virtual, que estava me incomodando tanto, na minha vida. Deu pra prestar mais atenção nas coisas de verdade, nas pessoas de verdade. Um dia, conversando com a Lisa, a gente chegou a conclusão de que a grande diferença das blogueiras ~são famosas~ praquelas que ~querem ser famosas~ é que as primeiras vivem uma vida interessante e usam isso como combustível pra postagens, enquanto as outras procuram ter uma vida interessante por meio de "ser blogueira". E nesse mês de férias eu pude sair do marasmo da vida e de trás do computador e viver um pouco mais. Não que eu vá relatar como foram as minhas mini-férias na terra do "bixxxxcoito". Mas o ponto é que agora eu tenho histórias que posso contar.
Esse dezembro longe da internet e do perfeccionismo fajuto de certos instagrams me fez colocar mais os pés no chão e encarar a vida real. Me fez pensar menos em coisas que eu quero ter, em expectativas irreais, em decoração de Pinterest, e prestar atenção nas coisas que precisam ser feitas, em ter mais responsabilidades, em ser mais "gente grande". É engraçado pensar como há um tempo, eu pensava no quanto a minha vida precisava de mais sonhos e fofura. Hoje eu acho que preciso fazer o caminho contrário.
No ano passado, pouco depois de chegar de viagem, me deu uma louca nunca antes vista nessa vida e fiz uma faxina épica em todas as minhas coisas. O resultado: enchi sacos e mais sacos de lixo com memórias gastas e quebradas, que pesavam, ocupavam um espaço imenso (físico e mental) na minha vida e não me acrescentavam em nada. A sensação que ficou depois daquela limpeza foi ótima. Pra esse ano novo eu espero poder continuar com esse espírito da ~faxina~ sempre que necessário. Cortar esses pesos desnecessários sem receio de deixar coisas pra trás, me desligar das coisas que estão me incomodando, e encher esses espaços com coisas que me fazem sentir mais viva. Quem é que tem tempo pra ler 279 posts, afinal?

Em tempo: Feliz ano novo, gente! E como é que foram as festas de vocês?
Beijos e até o próximo post!