Um Livro Por Mês #4: Cinco Porquinhos

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O post livro do mês de abril bateu recordes de atraso nos posts dessa categoria... mas, como antes tarde do que nunca, vim aqui falar sobre o livro que veio embelezar minha estante no mês passado. Cinco Porquinhos não fazia parte da minha wishlist de leitura, mas num dia em que eu perdi a chave de casa e tive que ficar à deriva por algumas horas no shopping, fui na livraria e lá encontrei dois livrinhos de bolso da miss Agatha Christie olhando pra mim - a capa verde água me chamou mais a atenção, peguei e levei.
Sempre gostei de livros de mistério, terror e enigmas, e por isso, foi difícil abandonar os capítulos, quando cada página virada era uma página a menos entre mim e a solução do mistério da vez. Esse foi o terceiro livro da autora que eu li, e ele só contribuiu com a minha vontade de ler todos os outros livros escritos por ela. As narrativas da Agatha Christie são simples e prazerosas de ler, sempre cheias de detalhes sobre o caso, o que te motiva a querer entender ainda mais o mistério. Cada capítulo te dá novas informações sobre o crime, e embora você consiga matar algumas charadas, sempre sobram pistas que só no final você vai conseguir compreender.
Os dois livros da coleção Globo de Bolso que tenho da autora

No começo da história, o detetive belga Hercule Poirot recebe uma cliente que lhe pede pra investigar um crime que aconteceu há 16 anos: a morte do seu pai, Amyas Crale, que foi atribuída à sua mãe, Caroline. Carla, a filha do casal, tem motivos pra crer na inocência materna e incumbe Poirot de buscar a verdade por trás do julgamento, e é motivado pela verdade que o detetive assume o caso.
seis porquinhos, um urso e um coelho

Cinco porquinhos tem o nome inspirado na rima infantil ("Five little piggies", no original), bastante presente no folclore inglês. Na história, Poirot atribui a cada uma das cinco testemunhas de seu novo caso o papel de um dos porquinhos da cantiga: o porquinho que foi à feira e o porquinho que ficou em casa são os irmãos Blake, amigos íntimos da família Crale, ambos com opiniões bastante diferentes sobre Caroline. O porquinho que comeu rosbife é a senhorita Elsa Dittisham, chamada Elsa Greer na ocasião do crime - uma estudante de quem Amyas Crale estava pintando um retrato, e que também estava apaixonada por ele. O porquinho que não comeu nada é a senhora Williams, a governanta da irmã de Caroline - uma senhora com muitos princípios morais e que acha que Caroline Crale era uma mulher admirável, por suportar o temperamento inconstante e "artístico" do marido. E o porquinho que fazia "wee wee" é Angela Warren, a irmã mais nova de Caroline. Filha de outro casamento, Caroline sentia muito ciúme da recém nascida Angela, o que fez com que atingisse a bebê com um peso de papel. Isso acabou deixando em Angela uma cicatriz na face, e um enorme sentimento de culpa em Caroline, que desenvolveu pela irmã um cuidado enorme, como uma forma de reparar o que havia feito.
Poirot consegue ouvir todos os cinco porquinhos, observando seus sentimentos e impressões sobre os fatos que englobaram a morte do pintor Amyas. Os detalhes, como qual foi o objeto utilizado por Caroline pra agredir a irmã, e que palavras usou em suas cartas, são as chaves que o pequeno inspetor usa pra resolver o caso e chegar, enfim, a verdade dos fatos.


  Enquanto estava fotografando o livro, percebi que na minha estante tinha mais um porquinho pra contribuir com as fotos, e não resisti a trazê-lo pra "conhecer" o livro.
 
 "epa... o que é isso?"
"acho que conheço essa história!"
"hmm... isso não é uma história infantil"

 Espero que vocês tenham gostado do post, pessoal! Alguém mais gosta de livros policiais? Tem alguma indicação pra me deixar?
Beijos e até o próximo post!


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7 on 7: maio 2014

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Oi, gente!
Apareci aqui atrasada, com o 7 on 7 desse mês. O post não saiu no dia esperado por motivos de: fui viajar pra terras distantes, onde a conexão com a internet não é das melhores. Isso explica (mas não justifica) o sumiço total de posts por aqui nas últimas semanas... #mimimi.
Mas mesmo atrasada vim aqui com o post do projeto de maio, já que o tema desse mês é super bacana: coisas sem as quais não vivemos! Dá pra listar uma infinidade de coisas: ar, água, sol, comida, família, amigos, cachorro, a internet nossa de cada dia... Depois de pensar bastante, escolhi sete coisas em particular pra postar aqui:

Por preguiça pura de ir revirar os álbuns de família e separar fotos legais, peguei só as últimas fotos que revelei dos amigos. Mas como eles são a minha família ~postiça~, acho que essa foto também serve pra representar minha família ~original~ e todas as outras pessoas que são importantes pra mim. Eu, definitivamente, não sou uma ilha.

Internet, sua linda! Teoricamente, posso viver sem, mas minha vida ia ser bem mais sem graça sem essa vastidão de vídeos engraçados, downloads de filmes, tutoriais infinitos, redes sociais e gifs de gatinhos.

Eu não sabia que era tão dependente do meu iPod, até o dia em que ele sofreu uma quedinha e parou de funcionar. Só desespero define a sensação de pegar um ônibus sem os foninhos aos quais eu estava tão acostumada... imaginar uma vida sem música está muito além da minha capacidade.
Meus caderninhos! Ou simplificando: qualquer papel e caneta. Pode parecer besta, mas eu fico realmente triste se passo muito tempo longe de um caderno onde eu possa escrever de tudo, falar como me sinto, desenhar nas margens e anotar bobagens. Sou dessas pessoas que se expressa melhor escrevendo do que falando, ao que tudo indica.
Carinho, hihi. Sei que é piegas, mas das coisas que não são concretas, acho que essa é a mais importante!

Histórias - sejam elas dos livros que eu compro, dos meus amigos que me contam (especialmente você, Vani hihi) e especialmente as histórias que eu escrevo só pra mim. Difícil viver uma vida sem escapar pro plano da fantasia às vezes!
Pra finalizar: comida, meu povo. E comida boa, por favor. Uma das melhores coisas dessa vida, na minha opinião.

Pra ver quais são as coisas escolhidas pelas meninas do projeto, só checar: Dessa - Débora - Ianê - Laura - Suelen

Beijos e até o próximo post! 

O Desafio Musical de 250 Dias #6 (dias 36-42)

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Depois de algumas semanas (meses?) em que eu me esquecia dessa tag, e de alguns dias sumida por conta de problemas com o computador, o Desafio Musical de 250 Dias voltou! Mais alguém entrou na brincadeira?

36-Uma música com cuja letra você se identifica:
American Girl - Tom Petty and the Heartbreakers

Raised on promises

37-Uma música que você ouça, em uma língua que você não fala:
No Boy No Cry - Stance Punks

38-Uma música que seja conceitual:
Time - Pink Floyd

39-Uma música que seja difícil de reproduzir (não estou falando de apertar o play):
Soldiers of Wasteland - Dragonforce

(Responder qualquer música do Dragonforce a essa questão é apelação, eu sei...)

40-Uma música que você considera complexa:
Relicário - Nando Reis/Cássia Eller

Não sei se é complexa no sentido de tocar, porque não manjo dessas coisas, mas acho complexa de entender, heh.

41-Uma música com medley:
Rumour Has It/Someone Like You - Glee


(Ainda não tenho certeza do que é um medley exatamente, mas ó, essa música é legal e vale a pena escutar)

42-Uma música que você nunca ouviu ao vivo mas quer muito:
A Dustland Fairytale - The Killers


BRANDON SEU LINDO

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7 on 7: abril 2014

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Oi, gente!
O projeto desse mês tem novidades! A Ianê entrou ~oficialmente~ pro nosso grupo, no lugar da Ju! Nosso tema de abril é fotografia preto e branco. Nunca gostei muito desse tipo de edição (sépia então, arghhh), porque uma das coisas que mais me chamam atenção nas fotos são sempre as cores e como elas combinam (ou não) entre si. Mas, pro projeto desse mês, fui obrigada a sair da zona de conforto e gostei bastante de alguns resultados!

A única foto já originalmente cinza desse post, reminiscência dos dias chuvosos

 

Eu espero que vocês também tenham gostado do resultado! Pra continuar vendo as outras fotos das meninas, só clicar:
Beijos e até o próximo post!

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Um livro por mês #3: Watermelon

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Oi, gente!
Antes de tudo, eu queria pedir desculpas pelo pequeno sumiço nesse blog. Tive uns probleminhas com a internet e só agora eu consegui terminar esse post, sobre o "livro do mês" de março - Watermelon, da Marian Keyes (a versão em inglês de Melancia, como dá pra ver pela capa).

Da mesma forma que o livro da resenha anterior, eu comecei a ler Watermelon sem ter a menor ideia do que iria encontrar na história. Acho que os livros da Marian Keyes sempre me atraíram por ter esses títulos que não entregam nada da história...
A personagem principal é a Claire, uma irlandesa que se mudou pra Londres há sete anos e lá encontrou James, o amor da vida dela. Eles estão casados e ela acabou de dar à luz uma menininha. Nas primeiras páginas, a Claire nos conta tudo sobre a vida dela, o que ela foi fazer em Londres, como conheceu James e como ela planeja que vai ser a vida dos dois juntos, agora que finalmente têm uma filha.
Até que James finalmente chega no hospital - com uma notícia inesperada.
Enquanto Claire está sonhando com o encontro dele com a filha, e com uma família feliz, James chega pra anunciar que está tendo um caso e por isso está se separando dela.
Pois é, minha gente.
 

Quando a ficha finalmente cai - afinal, ela acabou de dar à luz a filha do cara, que tipo de pessoa faz isso? - Claire faz a única coisa que parece plausível: pega as coisas da bebê ainda sem nome e volta pra Dublin, onde seus pais e as duas irmãs mais novas ainda moram. E é nesse lugar seguro - embora tenha seus defeitos - que ela vai poder chorar, sofrer, desejar a morte do James e passar aos poucos por cada uma das fases do luto pelo relacionamento. Lentamente, como deve ser, a gente acompanha ela passando da negação do final do casamento pro estado de raiva do esposo, pra desejar aos pouquinhos rever os amigos, até o momento em que ela consegue reconhecer que aquilo não foi o fim do mundo.
Eu gostei muito, muito mesmo de ver a história da Claire. Afinal, quem é que nunca se sentiu abandonado por alguém, e teve que passar por todo esse processo de querer desaparecer do mundo e entrar numa bolha, pra poder juntar os caquinhos de si mesmo e dar uma ajeitada neles antes de encarar o mundo novamente? Durante os capítulos, a protagonista fala da forma mais sincera possível de seus sentimentos, do amor pela filha recém nascida, do seu medo e falta total de vontade de encarar tudo aquilo que possa provar que seu casamento acabou. Claire é a típica protagonista de chick-lit, meio exagerada e com um senso de humor depreciativo, e pra quem gosta desse gênero, acho difícil não gostar e se identificar com a personagem.
No começo, confesso que não senti a leitura fluindo muito, porque a Claire fazia muitas digressões enquanto estava contando uma história, e logo começava a falar de outra coisa ou fazer comentários à parte do assunto. Enquanto ela estava presa na questão do James, achei isso meio cansativo; mas conforme ela foi evoluindo e superando o acontecido, a história foi me prendendo cada vez mais - especialmente quando ela começa a encontrar motivos pra sair de casa. No final das contas, acabei lendo as últimas 300 páginas de uma vez só, porque a cada página você passa a ter mais vontade de saber se a Claire vai continuar superando a crise com o James e que fim vai ter o casamento deles.

Esse foi o primeiro livro de chick-lit que eu li em muito tempo, e gostei bastante da forma de escrever da Marian Keyes - me senti quase melhor amiga da Claire, pela forma dela de contar o que estava acontecendo (e morri de raiva do James durante a história). Depois, fui dar uma olhada nos outros livros da autora e descobri que Watermelon faz parte de uma "série" das irmãs Walsh - histórias avulsas, mas que se conectam por ter cada uma das irmãs da Claire protagonizando um livro! Na sequência desse, tem Férias (Rachel's Holiday), Los Angeles (Angels), Tem Alguém Aí? (Anybody Out There) e Chá de Sumiço (The Mystery of Mercy Close). Fiquei toda empolgada e já quero comprar todos os outros pra saber mais sobre as irmãs, que também aparecem na história.
Informações sobre o meu volume: Comprei no Better World Books (por míseros cinco dólares) e, apesar de uma demora imensa, chegou são e salvo em casa.
Acho que muita gente já leu esse livro antes de mim. E vocês, alguém já conhece as histórias da Marian Keyes? Já leu todos os livros dela? Alguém mais adorou esse livro?
Beijos e até o próximo post!

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