Finalmente consegui escrever esse post, ainda que no final do mês, pra falar sobre o primeiro capítulo da minha empreitada literária de 2014: o um livro por mês (sim, é uma meta modesta! Pra saber mais sobre ela, é só ler o post).
Atenção! Esse post pode ter alguns spoilers sobre a história (e não é uma "resenha" propriamente dita).
O primeiro livro que escolhi foi "The Selection", da Kiera Cass. Ele foi lançado em 2012 e desde então, já foi resenhado por meio mundo, fazendo sucesso e indo na onda das distopias protagonizadas por meninas que estão vendendo igual água nas livrarias desde que "The Hunger Games" começou a fazer sucesso (e depois que virou filme, nem se fala).
Eu fui uma Pottermaníaca de carteirinha, e fiz cara feia pra The Hunger Games quando a série começou a fazer sucesso no Brasil, com a ideia boba de que toda série adolescente que ousasse tentar brilhar depois de HP seria nada mais do que uma cópia fajuta. Acontece que quando dei uma chance aos livros, percebi que estava errada e logo logo Katniss ocupou um lugar especial perto das minhas paixões literárias.
Dito isso, a mesma coisa aconteceu quando notei essas várias distopias adolescentes "de menininha" invadindo as livrarias e blogs literários. Fiquei curiosa pra ler A Seleção (como normalmente fico com livros infanto-juvenis), mas também achei que não valia a pena, por me achar "velha demais pra isso" e por não ter ido muito com a cara da premissa inicial do livro. Aliás, os primeiros capítulos realmente me deram a impressão de que eu estava lendo uma réplica boba de THG, que se propõe a criar um drama pra protagonista, mas cria uma situação bobinha só como desculpa pra focar no triângulo amoroso (afinal, que raio de problema pode existir no fato de você ir pra um castelo participar de um "Big Brother" da realeza? Se você for escolhida, é só dar um piti lá que você volta pra casa e ninguém tem nada a ver com isso).No entanto, depois da America ir para a Seleção, a história engrenou e eu não consegui mais deixar o livro. É uma história simples e adolescente, mas é o tipo de livro ideal pra ler quando você não quer se envolver em histórias muito reflexivas.
A America me cativou bastante. Mesmo sendo meio manjada essa coisa da protagonista ser "a diferente", "a especial", fui conquistada pelo jeito "America" de não se preocupar com a seleção, e sim com as pessoas ao redor dela. Além disso, adorei o desenvolvimento da relação entre ela e o Maxon, e até me peguei shippando o casal! Ele foi outro personagem do qual gostei muito! A ingenuidade do Maxon em relação à garotas e ao "mundo de verdade" era uma coisa que eu não esperava encontrar. Isso fez com que ele não fosse "o cara mais perfeito do universo", clichê que acaba com qualquer história, na minha opinião.
Também gostei do fato de que durante a história, além da Seleção, também ficamos sabendo um pouco da história e da situação política de Illéa. Esses pequenos lembretes de que todas as eleitas e a família real não estão vivendo numa bolha e a reação de cada um dos personagens às sequências de "ação" da história, ao meu ver, ajudaram a não transformar a história num romance água-com-açúcar completo. Espero que nos próximos dois volumes, essa parte da história não seja deixada de lado!
Sobre o meu volume: Edição capa simples da Harper Teen, comprada na Livraria Cultura por R$ 27,60 (acho).
A Seleção foi mais um dos livros que eu comprei "no escuro", e felizmente acabei adorando! Além do quê, a capa é linda. Uma aquisição feliz pra minha prateleira!
Nota: 5/5
Beijos e até o próximo post!











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