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Top 7: Clássicos aterrorizantes da literatura

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*****ALERTA DE BLOGAGEM COLETIVA*****
Desde meus quatro anos de idade, quando comecei a juntar as silabas, me identifico como leitora. Na maior parte do tempo isso é uma coisa maravilhosa e fantástica, que envolve cheirar páginas, fugir da realidade e encontrar frases que resumem a minha vida; mas hora ou outra é uma coisa que me enche de ansiedade: a hora de falar sobre os clássicos - como a minha fonte principal de livros sempre foi a biblioteca da escola, eu cresci lendo a Turma dos Tigres e Os Karas, enquanto os livros de adulto ficavam lá nas prateleiras reservadas aos professores. Quando finalmente chegou a hora de pegar os tais livros de adulto, tudo o que eu sabia sobre eles é que eram difíceis, enormes e cheios de nuances imperceptíveis e inacessíveis aos leigos.
A real é uma só: eu tenho medo de não gostar de TODOS os clássicos. Quando a gente olha pra um livro consagrado, amado, idolatrado, que sobreviveu a séculos e foi adaptado, estudado, dissecado e eleito a síntese de todas as metáforas sobre a condição humana, a leitura dele não pode ser só um momento de lazer, como quando você pegou aquele tal de Harry Potter lá em 1999. Cada página é uma avaliação, pra qual existe uma interpretação e uma opinião certa e milhares de erradas - e quando a Mia sugeriu esse assunto como #pauta do nosso BEDA genérico eu adorei, porque embora eu goste muito de ler, esse blog carece de mais posts sobre o assunto justamente por conta do pavor que sinto de chegar aqui, dar minhas opiniões de merda  sobre a leitura e chegar um Grande Expert Cabeçudo pra apontar meus erros em cada uma. Separei sete dos meus maiores terrores clássicos e vou falar sobre eles aqui, na esperança de que talvez alguém me ajude a superar isso (sem spoilers pelamor):

1. SHAKESPEARE

Em quase 25 anos de vida, o mais perto que cheguei de Shakespeare foi a estátua da Julieta que colocaram em Verona (o que, vejam vocês, é bem longe). Não assisti Romeu e Julieta com Leo DiCaprio, nem li sequer uma daquelas adaptações infantis desse [voz de Faustão] MONSTRO SAGRADO DA LITERATURA UNIVERSAL [/voz de Faustão]. As leituras que costumam me atrair de cara são sempre aquelas que eu não tenho a menor noção do que tratam, e talvez por Shakespeare estar tão presente na cultura atual, passei duas décadas sem dar a menor bola pro rapaz - até agora. Morro de medo de tropeçar no vocabulário arcaico e de decepcionar a raça humana e não entender nada do que dizem que as obras dele transbordam.

2. O Grande Gatsby

Pouco antes da adaptação pro cinema sair, eu estava começando a ler livros em inglês e resolvi pegar esse na biblioteca. Li poucas páginas e foi um fracasso, e ainda não sei se a culpa foi da minha pouca experiência com clássicos no original ou do meu gosto - o fato é que o filme saiu, todo mundo amou Gatsby, e eu ainda estou aqui com medo do que vou achar e se minha opinião vai discordar da da galera. Eu queria tanto gostar desse livro que recentemente até comprei uma edição de luxo pra que ela me forneça um incentivo a mais HAHAHAHAHAH.

3. Hemingway

Todo mundo fala maravilhas desse homem, elogia a sua escrita, fala sobre a vida turbulenta dele e o seu comportamento - e talvez seja essa a fonte do terror que sinto diante dos livros dele. Hemingway me parece (tudo aqui é baseado em impessões malucas e muito frágeis) um autor que fala sobre coisas muito distantes de mim e com potencial pra me causar um estranhamento muito grande, então estamos à distância e não tenho a menor previsão de quando conseguirei vencer esse medo.

4. O Apanhador no Campo de Centeio

Outro livro que todo mundo ama e idolatra e eu desconfio que vou ser a #diferentona, pelo simples fato de que livros de coming of age não fazem tanto sentido depois que a gente chega numa certa idade - ou pelo menos me disseram que esse é um livro de coming of age, eu mesma nunca li. O fato é que botei na cabeça que vou detestar Holden Caulfield - risos eternos - e não quero mais uma decepção por odiar mais um dos queridinhos desse país chamado internet.

5. Ensaio Sobre a Cegueira

A Wikipedia informa sobre esse livro: "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." É MOLE OU QUER MAIS????

6. Crime e Castigo

Os russos! Vocês sabem do que estou falando, minha gente. Ri muito quando, conversando com as meninas sobre esse post, encontrei Crime e Castigo na lista delas também - o que serve muito bem pra ilustrar o medo que nós, mocinhas criadas com boas doses de YA, sentimos diante desses romances imensos com protagonistas de nomes idem. Não sei como e nem por que, mas enfiaram na minha cabeça que os tais russos são inacessíveis e são necessários anos de graduação, pós graduação e uma temporada por lá pra ficar íntimo de Dostô. Um dia eu adoraria lê-lo, mas coloco isso como uma meta pro futuro. Um futuro beeeeem distante.

7. Grande Sertão: Veredas

As pessoas AMAM Guimarães Rosa. As pessoas cunharam um adjetivo com o nome desse cara pra descrever características literárias da obra dele - que eu não sei quais são, porque nunca as li. As pessoas saem falando da genialidade dele, do vocabulário único, e eu só sinto arrepios na espinha porque só Deus sabe a dificuldade que tenho com gente que ~inventa~ palavras - ler 1984 foi um calvário e eu não faço ideia de como pude gostar de Laranja Mecânica. Meu conhecimento dos clássicos nacionais é muito pequeno pro meu gosto e eu morro de vontade de ler esse livro, mas ao mesmo tempo, também morro de medo - e não é nem de não gostar, e sim de não conseguir entender patavina e ficar sem apreciar toda essa genialidade.

Top 7 galãs das antigas

3 comentários
Uma prova de que eu TARDO MAS NÃO FALHO - prometi esse post no Twitter no ano de 2016, e vejam só, depois de muita enrolação, ele chegou pra abrilhantar a nossa vida com certos rostinhos muito bem conservados. Demorei horrores, parte pela procrastinação e parte porque não foi nem um pouco fácil eleger os melhores gatinhos de décadas passadas pra figurar aqui, mas finalmente estou pronta pra compartilhar minhas maiores crushes que o vento tempo levou.
Vejam bem: esse não é um top tiozões, porque eu não tenho um top tiozões. É um top melhores belezas que o tempo levou. Um top gatos do tempo das nossas mães. Um top PÃES (é essa a gíria antiga pra gatinhos?) É também um lembrete cruel de que o tempo passa pra todo mundo e, se até a sua crush da oitava série embarangou, engordou e parece um boi, o gatinho de hoje pode não chegar aos 50 tão bem quanto a gente imagina. VAMOS AOS BROTOS:

7: Al Pacino

Era de ouro: anos 70/80
Fui procurar "Al Pacino 2017" no Google e levei um susto com o estrago que esse homem sofreu com o passar dos anos, mas O Poderoso Chefão tá aí pra lembrar a gente de quão gracinha é Michael Corleone. Al Pacino não é um galã óbvio, com uma beleza absurda; mas tem seu charme sério e cheio de brilhantina no cabelo. Como ele envelheceu de um jeito tao ruim???? Não sei, mas sempre temos O Poderoso Chefão pra lembrar que vilões podem ser muito formosos sim (ou Scarface, caso você prefira um vilão sem catiguria).


6: Marlon Brando
Era de ouro: anos 50
Mais um ponto pro elenco de O Poderoso Chefão, embora não seja muito fácil perceber isso olhando pra Don Vito Corleone. Marlon Brando arrasou uns corações algumas décadas antes da gente nascer, beijou todo tipo de pessoas, causou polêmicas, tinha fama de bad boy, mas precisamos concordar: ele era bonitão. Vale a pena ter o coração quebrado pela chance de pegar nesses bíceps? Talvez sua avó ache que sim.


5: Axl Rose

Era de ouro: anos 80/90
Axl é o nosso príncipe dos anos 90, e que nem estaria tão velho assim pra estar aqui, não fosse o salto no tempo deste homem. O sonho de todas as meninas que adoram esse ar rebelde-grunge-cabeludo, meio andrógino e com o cabelo melhor do que 100% delas envelheceu assustadoramente mal; e por isso acho que o Axl do passado merece essa homenagem. Esse rostinho de neném e essas cabelas maravilhosas são bem difíceis de resistir.


4: Clint Eastwood

Era de ouro: anos 50
Vocês sabiam que o Clint Eastwood tem um filho bonito? O Clint Eastwood tem um filho bonito pra chuchu. Quando a internet descobriu isso, começou um falatório danado comparando os dois: a beleza do passado versus a do presente, e devo dizer que pra mim, o original é bem mais bonito. Clint nasceu em 1930 e hoje em dia talvez seja só um velhinho com cara de brabo, mas ainda bem que o Google existe pra nos mostrar que as nossas avós tinham bom gosto.


3: Harrison Ford 
Era de ouro: anos 70/80
Segundo o Digníssimo, Star Wars é uma grande treta de família que envolve toda a galáxia. Eu demorei um bom tempo pra assistir e me render à saga; mas quando isso aconteceu, eu devo admitir que boa parte da motivação tinha a ver com Han Solo - e ouso dizer que 90% das fãs concordam comigo. Salvar a galáxia é demais, a princesa Leia dominou nossos corações e virou uma ídola de primeira, mas Harrison Ford sozinho e sendo ele mesmo é muitas vezes o espetáculo principal. Enfim, contra fatos não há argumentos - eu não fiz essas montagens à toa, OLHEM E ME DIGAM VOCÊS MESMAS.


2: Bruce Springsteen

Era de ouro: anos 80
Uma bela noite de fevereiro eu estava vendo vídeos no YouTube e assisti ao clipe de Dancing in the Dark e vi o jovem Bruce pela primeira vez. Foi assim. Paixão fulminante.
Esse olhar constantemente chapado. Essa barba horrível. Esse cabelo que passava semanas sem ver um pente. Chegamos àquela parte da lista em que eu nem sei mais argumentar com vocês, porque meus hormônios falam mais alto e eu só sei dizer DEIXA EU SER A MÃE DOS SEUS FILHOSSSSSSS - socorro.


1: David Gilmour

Era de ouro: anos 70/80
Já comentei em algum lugar desse blog que esse homem é um mozão, só não comentei o TAMANHO do amor que sinto por esse rostinho eternamente conservado por chapas tiradas nos anos 70. Eu nem sou fã de cabeludo, mas é impossível dizer que isso é um defeito - diria, inclusive, que é a melhor qualidade deste homem juntamente com os talentos na guitarra.
Se algum dia eu encontrar uma máquina do tempo que me leve pra longe, certamente irei pra um show do Pink Floyd jogar minha calcinha no palco, no melhor espírito show do Wando. No regrets.