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7 músicas com os melhores riffs/solos de guitarra (ou quase isso)

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Esse tópico foi sugerido pelo pessoal do Rotaroots, aproveitando o embalo de julho ser o mês em que comemoramos o dia do rock. O tema original é "5 músicas com os melhores riffs/solos de guitarra" mas eu resolvi fazer um top 7 porque sim. Também tem uma playlist bonitinha do Spotify (e no Rdio também, socorro, eu adiciono a playlist no post e ela some) pra vocês darem o play e acompanharem essas lindezas que eu escolhi, heh. Vamos lá:

1: Hotel California (Eagles, 1976)
Hotel California é uma das minhas músicas preferidas e é quase uma garantia de que eu vou tocar air guitar onde quer que esteja quando ela toca. Ainda bem que digníssimo é dos meus e é muito comum nos roles de carro nós dois cantarmos ela a plenos pulmões, com efeitos sonoros e tudo o que temos direito. Uma das maiores frustrações da minha vida é ter zero habilidade musical e saber que nunca serei capaz de copiar esse solo MARAVILHOSO.
YOU CAN CHECK OUT ANY TIME YOU LIKE BUT YOU CAN NEVER LEEEEEEEEEEEAVE *tocando guitarra imaginária*

2: Comfortably Numb (Pink Floyd, 1979)
Comfortably Numb é uma das músicas mais manjadas do Pink Floyd - todo mundo conhece, mesmo sem saber que é deles. Essa música já tocava por aqui muito antes de eu saber quem eram, e mesmo eu tendo demorado uns bons anos pra dar a ela a merecida atenção, ela está aqui no meu top 3 solos de guitarra porque impossível não se arrepiar ouvindo isso. Transcedental define.
Aproveito a deixa pra postar fotinhas do responsável por essa maravilha e uma das minhas maiores paixões platônicas: YOUNG DAVID GILMOUR SEU LINDO
3: Free Bird (Lynyrd Skynyrd, 1973)
Ouvi Free Bird pela primeira vez nesta maravilha que é o meu filme favorito da vida, Elizabethtown. Talvez vocês não concordem com o meu amor por ele, mas essa cena do funeral em que a banda toca Free Bird enquanto o sistema anti-incêndio dispara e encharca todo mundo é PRICELESS. É muito comprometimento com o rock, com essa música, com esses quatro minutos desse motherfucker solo, outra peça que eu quis porque quis tocar no Guitar Hero e falhei miseravelmente todas as vezes. Deixo aqui o vídeo com a referida cena, mas a versão original nem se compara com a do filme. s2



4: Welcome to the Jungle (Guns 'n' Roses, 1987)
Eu não sou a maior fã de Guns 'n' Roses, mas a introdução dessa música é boa demais e ela é uma das campeãs quando preciso de uma dose extra de animação. Impossível não se deixar levar pelos gritinhos do Axl e pelo ritmo dela.

5: Ten Years Gone (Led Zeppelin, 1975)
Led Zeppelin é uma banda que mora no meu coração e eu pensei muito em que música iria escolher pra essa lista. Ten Years Gone não está no topo da minha lista de preferidas, mas eu acho a guitarra (e todos os outros instrumentos) dessa música tão intensa e profunda - e tão melancólica que é uma das minhas preferidas pra dias de chuva - que ela veio parar aqui.

6: Marooned (Pink Floyd, 1994)
Eu bem que queria ter colocado uma música só por banda, mas não consegui achar alguma que me convencesse a tirar essa aqui da lista. Ela é instrumental e talvez por isso eu preste tanta atenção na guitarra dela e ache ela tão maravilhosa. Apenas uma coisa a dizer: DAVID GILMOUR VEMK BRILHAR NA MINHA CASA

7: Foreplay/Long Time (Boston, 1976)
Pra fechar esse post com chave de ouro: Boston, senhoras e senhores. Quem me segue no twitter já deve ter acompanhado algum momento em que eu mais uma vez me pego maravilhada com o quão bom esse primeiro álbum deles é, e essa é a minha música preferida. Foreplay é essa maravilha tocada num órgão e Long Time me faz sacudir os cabelos e imitar os solinhos com a boca no matter what. BOSTON, GENTE, QUE BANDA MARAVILHOSA
Link do CD inteiro pra vocês verem que eu tenho razão de ficar encantada toda vez (Foreplay/Long Time no minuto 17)

Mais alguém viu e respondeu esse meme especial pro mês do rock? Que músicas vocês escolheriam pra brilhar nessa lista? 
Beijos e até o próximo post!

#desafiosemmedo

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Minha adolescência formou em mim a auto-imagem de uma menina feia. Parte por culpa de uma genética que não era um primor, parte por conta de eu nunca ter tido facilidade pra entender o mundo da maquiagem, eu nunca chamei a atenção de ninguém pela boa aparência. Por um bom tempo isso me incomodou, até que em um dado momento eu comecei a aceitar isso como uma parte de mim. Ok, eu podia ser feia, mas eu tinha amigas. Eu era feia, mas eu era engraçada. Minha aparência era tosca, mas eu era inteligente. Eu era feia, e... foda-se.
Não vou mentir: eu me preocupo com a minha aparência ainda, claro. Acho, inclusive, bastante saudável que as pessoas tenham essa preocupação - fazer um penteado elaborado, poder usar uma superprodução de maquiagem no dia de um evento importante, passar um batom colorido pra alegrar um dia meio cinza e levantar o astral (ou passar rímel, delineador, blush e sombra azul além do batom, se é isso que você gosta). Mas gostar da nossa aparência com nossos defeitinhos corrigidos é fácil - embora eu goste bastante da minha versão com menos olheiras, pele perfeita e olhos destacados, também me dá uma certa felicidade olhar pra minha cara-de-todos-os-dias no espelho.
Uns meses atrás, fui pra praia pela primeira vez (!!!) - meu ilustre namorado se mudou pro RJ e quis porque quis me levar pra pisar na areia e imergir em água salgada. Tiramos algumas fotos e ele postou no Facebook, pra família ver, uma muito ~engraçadinha~ onde a criatura que nunca tinha visto o mar está com o cabelo molhado e embaraçado e a cara lavada. Mesmo meio desconfortável de ver minhas olheiras terríveis expostas pro mundo, achei bonitinho e deixei a foto lá, sem drama - um retrato muito real da nossa tarde feliz passeando de barco e de mim explorando o litoral. Aí esses dias me dei conta que eu estava sendo precursora do desafio #stopthebeautymadness antes mesmo de ele começar.
Eu acho a ideia por trás desse desafio simplesmente excelente. Além da grande imposição da sociedade pra que as mulheres sustentem padrões de beleza quase surreais pra boa parte da população, o que está por trás de uma infinidade de problemas de saúde e distúrbios psicológicos, eu acho que ultimamente, com a nova era dos blogs e do instagram, estamos ainda mais cercadas por recortes de vidas perfeitas e moças bonitas que meio que exercem ainda mais pressão pra que nós acompanhemos esse fluxo de beleza constante - só que essa pressão não vem mais das celebridades de Hollywood e das passarelas, mas de gente normal. Com todo mundo sendo lindo e tendo uma vida perfeita, devidamente corrigida por filtros e meticulosamente selecionada depois de uma sessão de selfies, fica difícil tolerar que alguém postou alguma foto sua em um ângulo que não te favorece. Aliás, acho isso triste: em vez de a foto representar uma memória de um momento alegre, pra ser compartilhada, ela passa a ser só mais um culto a imagem de fulano, siclano e beltrano, que tem que estar sempre aparentando seu melhor, e ai de quem ousar postar uma imagem que mostre que você - como qualquer ser humano - tem seus defeitos. Acho que tá todo mundo meio louco quanto a isso, e um movimento que fosse de encontro a esse ideal de perfeição, desmistificando nossas vidas invejáveis e mostrando que sim, todo mundo tem cara de defunto pela manhã, seria ótimo. Menos cobrança, mais aceitação. Menos neura, mais tranquilidade.
O que me entristece é que infelizmente isso não foi o que aconteceu. O #stopthebeautymadness se transformou em #desafiosemmake, e a ideia de tratar nossa imagem ao natural como o que ela é - algo natural - se transformou em um ato de coragem, uma coisa absurda, desafiadora, quase cruel. Virou o desafio pra brincar com as amigas e azinimigas e fazer todo mundo mostrar a cara limpa na internet, gerando um prazer quase sádico em ver os defeitos do outro.  Ao invés de ser um ato espontâneo, pra incentivar a auto-aceitação, se tornou uma coisa a ser feita pra não ter que pagar algo pra quem te desafiou, ou pra "entrar na moda". Só isso explica a quantidade de fotos que eu encontrei pela tag #desafiosemmake em péssimas condições de iluminação, com cabelo na cara, olhando pra baixo, qualidade ruim, ângulos estranhos, e até gente com maquiagem (coerência, sdds).
Se eu pudesse criar uma campanha, seria o #desafiosemmedo. Viver uma vida sem medo de ser feliz, sem medo de falhar, sem medo de mostrar pro mundo que você não acorda com cílios longuíssimos, bochechas coradas e cabelo esvoaçante. Sem medo de ser tagado em alguma foto esquisita, sem medo de pagar mico, ou de ficar no vácuo. Toda essa insegurança em relação a nossa aparência (e a outras coisas também) impede a gente de viver plenamente os momentos por ficarmos preocupados demais com "o que vão pensar de mim?" e "o que é que eu estou parecendo?". E imagino que, quando tivermos nossos sessenta, setenta anos, são esses momentos bem vividos que vamos preferir ter escolhido, ao invés de parecer perfeitas o tempo todo.
E ademais, continuo acreditando no cara que cunhou essa frase: "um sorriso é a mais bela maquiagem que uma mulher pode usar em seu rosto". E vocês? Qq6ashão? Vale a pena deixar a preocupação com a aparência de lado pelo menos um pouquinho?
Esse texto foi inspirado no tema de post especial de setembro, proposto pelo Rotaroots. Mais alguém resolveu falar sobre isso? Quem aí aderiu ao #stopthebeautymadness (ou ao #desafiosemmake)? O que vocês acharam a respeito do texto?

Beijos e até o próximo post!

*Créditos das imagens: a primeira é minha, e a segunda pesquei no Tumblr. Não consegui encontrar o autor original - se você souber, é só me chamar aqui!

meme: 7 músicas pra se cantar no karaoke

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Oi, gente!
Nesse mês resolvi aderir a um dos temas de postagem do Rotaroots (o grupo cheio de gente bonita e muito interessada em retomar a blogosfera cheia de amor e conteúdo pessoal), por um motivo muito simples: Quem me conhece pessoalmente sabe da minha mania (às vezes, bastante irritante) de cantar o tempo todo. Eu canto no banho. Eu canto no carro. Eu canto enquanto as pessoas falam comigo. Às vezes eu canto no meio da rua. Não sou louca, eu juro. Só não tenho culpa das músicas tocarem na minha cabeça todo tempo.
Na minha adolescência, eu cantava em karaokes com uma certa frequência - nosso repertório era feito dos clássicos do rock nacional, do sertanejo e do melhor dos anos 80, porque era tudo o que conhecíamos no meio daqueles cartuchos cheios de música japonesa, e foram essas músicas que me inspiraram pra essa lista de hoje. Eu poderia escolher umas vinte músicas pro meme de setembro, massss aqui vão as melhores opções pra soltar a garganta, devidamente escolhidas por mim.

1: This River is Wild - The Killers
Não é à toa que The Killers ganhou um lugarzinho todo especial no meu hall de bandas preferidas - todas as músicas deles me fazem cantar igual doida. E This River is Wild é uma das preferidas dentre as preferidas! Sei que nem todo mundo gosta deles como eu gosto, mas essa música é pra você tentar acompanhar os vocais do Brandon quando estiver precisando de uma desculpa pra gritar.


2: Somebody to Love - Queen
Que atire a primeira pedra quem nunca incorporou Freddie Mercury cantando essa música - e desafinou lindamente, mas mesmo assim cantou até o final. Nos cartuchos que eu tinha disponível nos karaokes de verdade nunca encontrei nenhuma música do Queen, mas já cantei essa tantas vezes em viagens de carro/ônibus/na faculdade, que já ensaiei o suficiente haha


3: Livin' on a Prayer - Bon Jovi
Eu acho praticamente todas as músicas do Bon Jovi muito "cantáveis" - mas essa ganha disparado, especialmente depois de ver esse vídeo. Quem não conhece, por favor, clique:

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOH, LIVIN' ON A PRAYERRRRRRRRRRR

4: Menina Veneno - Ritchie
Se você não conhece essa, só posso concluir que você passou pelos anos 90 sem ligar um rádio. Pode não ser a música preferida das pessoas, mas eu não resisto a esse hino de romantismo das décadas passadas... e ao grande mistério do abajur cor de carne/cáqui/carmim.

(vou deixar a versão do Zezé Di Camargo & Luciano porque eles são meu guilty pleasure musical HU3)

5: Girl Just Wanna Have Fun - Cyndi Lauper
Clássico dos clássicos! Acho que é praticamente impossível não se deixar levar por essa música e cantar mesmo sem perceber, mesmo que seja só o "oooooh girls just wanna have fun". Tem que, claro, acompanhar tentando imitar a voz da Cyndi e emendar alguma dancinha junto.


6: Natasha - Capital Inicial
Como eu já disse, meu repertório de karaokes da vida é basicamente feito de música nacional, e eu acho que as músicas do Capital Inicial são bastante apropriadas pra fazer você soltar a garganta. Essa aqui, em especial, sempre embalou todo mundo - quase um hino de rebeldia juvenil - e quem é que resiste a cantar "o mundo vai acabar e ela só quer dançar dançar dançaaaaaaaaaaaaaaaaaaar"?


7: Pelados em Santos - Mamonas Assassinas
Quem teve a chance de acompanhar os Mamonas Assassinas enquanto fizeram sucesso por aqui com certeza entende o poder de atração que as músicas dessa banda exercem. Só ver: é garantia de bagunça em qualquer casamento/festa/formatura quando "Pelados em Santos", "Robocop Gay" e "Vira-Vira" começam a tocar. A mesma coisa vale num karaoke! MINAAAAAAAAAAAAAAA, SEUS CABELO É DA HORAAAAAAAAAAAAAA


Depois dessa lista, já avisei todos os meus amigos que pretendo arrumar karaoke na próxima data comemorativa (será que ainda existem esses aparelhos pra locação?) - enquanto isso não acontece, procurei no Google e encontrei o KaraokeParty pra matar a vontade! Embora não tenha essas músicas nacionais que eu tanto cantei, tem muitas músicas conhecidas e de gêneros diferentes pra cantar. Só pegar o microfone e dar o play!

Quem mais teve a vida marcada por essa experiência tão boa de cantar na frente dos parentes/amigos nas datas comemorativas? O que é que rolava/rolaria no karaoke de vocês?
Beijos e até o próximo post!

Meme de Junho: Internet Old School

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Oi, gente!

O post de hoje veio do meme do Rotaroots do mês de junho. Um dos temas propostos era falar das nossas experiências na internet old school, a.k.a. internet pré-orkut. Quando eu vi, meus olhinhos brilharam de saudade - faz mais de dez anos (!!!!) que comecei a me conectar nesse mundinho virtual cheio de possibilidades! Depois de pensar um pouquinho, aqui está a minha lista das melhores coisas pra se fazer na internet, em meados de 2004.

Candy Dolls

Hoje em dia, CandyBar é um programa pra personalizar seu computador da Apple, mas quando eu conheci a internet, era sinônimo de um site coreano onde você podia fazer essas bonequinhas:

Numa época onde a forma mais prática pra você se exibir na internet era scanneando suas fotos (ou sendo rico e tendo uma câmera digital), essas dolls eram uma ótima opção de avatar: era só encontrar um cabelo parecido, combinar a cor dos olhos e escolher entre as milhares de opções de roupa disponíveis. Eu passava horas nos dollmakers, escolhendo o cabelo mais bonitinho, o fundo mais brilhante e as roupas mais cheias de detalhes possíveis, e até hoje tenho em algum canto escuro do HD as dolls que eu fiz nessa época. Pra quem quiser matar a saudade: esse dollmaker existe até hoje.

Harryoteca

Em 2004 eu estava no auge da minha adolescência e amava Harry Potter com todas as forças que existiam no meu coraçãozinho - logo, 99% das minhas pesquisas no Google Cadê eram buscando informações sobre a série. Entre fansites dedicados ao Daniel Radcliffe e visitas ao MuggleNet eu encontrei esse site incrível: um dos primeiros acervos de fanfic de HP em português. Isso há tanto tempo, que as fanfics eram enviadas por e-mail pra serem atualizadas... Eu li todas das categorias romance e comédia milhões de vezes, e quando descobri que o wayback machine arquivou as fics, quase morri do coração. Mais nostálgico do que o barulhinho da conexão discada!


(Quero mandar um beijo pra Vanessa, pra Nininha, pra Scila e pra Xuxa quem mais administrava a Harryoteca por ter feito da minha aborrescência uma fase tão mágica por meio desse site. ♥♥♥♥♥♥♥♥)

Yahoo Grupos

Antes do Orkut bombar e permitir que a gente conhecesse e fizesse amizades com estranhos que tinham os mesmos gostos da gente, o Yahoo Grupos tava aí pra isso! Essa era a principal função do meu endereço de e-mail na época: Ficar entupido por correntes "fofinhas" e notícias e fotos novas do Orlando Bloom, a minha maior crush adolescente.

Blogs pessoais

A blogosfera estava bombando nessa época, e a coisa mais legal do mundo era ter seu site pra informar seus amigos o que você tinha feito, onde você iria no dia seguinte e mandar muitos bjuxxxx pros seus amigos, tudo adornado por um template ByMarina ou BruMaximus. Eu não tinha um, mas adorava acompanhar vários, (vibe stalker desde sempre) especialmente os blogs patty da época. Eram uma maravilha do Photoshop, cheio de shapes e styles fofos, em tons de rosa e lilás e com imagens da Britney/Meninas Malvadas/Hilary Duff/Reese Witherspoon. E os gifs, gente? E os gifs??? OS GIFS???? Tenho certeza que o meu interesse por HTML e edição de imagens é herança da exposição excessiva a essas imagens cheias de estrelinhas e adereços que piscam.



Quem ia imaginar que a Britney ia ficar careca e a Lindsay Lohan virar garota-problema?

Além dos blogs de patricinhas, eu adorava ler o CruSSificados e o Queima, Jesus! Era cruel, mas era engraçado. A Blogueira Shame não tem um décimo do carisma do Missi e da Bispa...

Bate papo da Bol

Last, but not at least: Essa maravilha dos anos 2000.
Esperar o sábado, duas da tarde, pra poder se conectar na internet discada, entrar no www.bol.com.br, escolher um nick bem caprichado e torcer pra que as salas mais legais do bate papo não estivessem lotadas.
Falar com estranhos no bate-papo era uma das coisas mais legais de se fazer nessa época. Puxar conversa com as pessoas pelo nick delas e, dependendo, encontrar alguém legal ou algum interessado em webcam ('não tenho web, foi mals'); dar em cima dos gatinhos inventando que você tinha 17 anos, 1,75 e olhos verdes; ou tentar combinar de encontrar algum amigo seu em alguma sala, coisa que dificilmente dava certo. Eu nunca fiz graaandes amizades no chat, mas já arrumei um pseudo-namoradinho (hahahaha), com o qual me correspondi por e-mail por mais ou menos um mês... ai ai.
Essas são as minhas melhores lembranças da internet old school... não peguei nem o mIRC nem o ICQ, só o msn, que por sinal demorou um bom tempo pra entrar "na moda" entre os meus amigos. E quais são as lembranças de vocês dessa época lindona da infernetz?
Beijos!
Pra acompanhar o blog (e a mim) nas redes sociais:

dear 12-year-old me,

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Esse post é resultado do tema de março de blogagem coletiva proposto no Rotaroots. A ideia veio da Paloma, inspirada na tag do Hypeness, e consiste em nada mais, nada menos do que escrever uma carta pro você de dez anos atrás. Achei a ideia sensacional e passei uns bons minutos pensando e tentando ordenar o que eu diria pra Manu jovenzinha... impossível não pensar sobre todos esses anos e até se emocionar com a ideia de aconselhar a gente mesmo.


Oi, Manu!

Quem te escreve essa carta sou eu. Quero dizer, você. Nós duas. Eu, que sou você daqui dez anos.
Meio esquisito, eu sei.
Lembro bastante de você. Sei que você está aí na sétima série, que agora é fanática pela saga O Senhor dos Anéis, que finalmente tem um quarto grande pra colocar todos os seus livros e bichos de pelúcia e o computador. Sei que você ainda se sente deslocada em relação a todo mundo e tem o maior orgulho das suas fanfics - e acredita piamente que vai escrever um livro. Sei que você queria casar com Draco Malfoy e fugir pra Londres, mas isso não impede você de estar apaixonada por outro menino, e escrever o nome dele no caderno cheio de corações. Sei que você se acha feia na maior parte do tempo, acha que não vive sem suas amigas e tenta agradá-las de qualquer jeito. E sei que você acha que sente demais e muito intensamente e não consegue dar conta disso.
Pra começar: a mãe está enganada sobre o futsal. Vai ser sim uma parte importante da sua vida. É por causa dele que você vai sair, entrar em contato com muita gente legal e fazer as suas melhores amigas. Sei que às vezes vai ser cansativo e você vai se irritar porque nunca teve aptidão pra esportes, mas não deixe isso estragar os momentos legais, que serão muitos. E caso você esteja se perguntando, - plot twist - as amigas que você tem hoje não vão ser pra vida toda. OHHHHHHHHH, parece difícil acreditar nisso, mas vai por mim. Você sabe que às vezes se sente mal ao lado delas, que elas fazem piadinhas com você que não são engraçadas e às vezes os seus segredos que só elas sabem acabam vazando por aí. Coincidência? Acho que não, hein. E você sabe disso. Eu sei que na adolescência o que a gente mais quer é um grupo de amigos pra chamar de nosso e ser aceita. Mas tem muita menina legal por aí e que não vai fazer você se sentir assim. Sai dessa, menina.
Sei que você andou se decepcionando ~amorosamente~, e queria dizer que essa paixãozinha platônica de agora tampouco vai dar certo. Mas ó: juro que é pro seu bem, viu? (você vai sentir tanta vergonha desses meninos por quem se apaixonou um dia...) Não adianta perder tempo com o menino mais popular do colégio. E não é porque ele é bom e legal demais pra ficar com você; e sim porque ele não é uma pessoa tão legal quanto parece. Sei que a impressão que você tem é que você vai ficar sozinha pra sempre, e que ninguém nunca vai te querer, mas quando você sair dessa cidade vai encontrar um monte de cara legal. E um deles vai ser seu melhor amigo, e depois seu namorado. E ele gosta de Harry Potter, também adora estudar e é inteligente. Don't you worry, child. Você sabe, o mundo não é esse ovo de cidade em que você mora.
Eu queria poder te dar vários conselhos. Dizer pra você nunca parar de estudar e pegar livros na biblioteca municipal também, pra você se orgulhar de ser nerd, pra sair de chapinha no cabelo e não se importar com que os outros vão dizer. Queria dizer pra você não ter medo de dizer o que pensa e nunca ficar quieta por medo de ficar sem amigos, porque, como eu já disse, as pessoas que serão suas verdadeiras amigas não são as que fazem você se sentir mal. Queria te dizer pra chorar menos e pensar mais sobre o que te irrita tanto - mas sei que isso não vai funcionar (também não é sempre que funciona hoje em dia, então ok). Mas o maior e melhor de todos os conselhos é: Se ame, muito. Você não precisa da aprovação e do amor das suas amigas, ou do amor dos menininhos do colégio, ou dos leitores das suas fanfics, ou do universo observável. Você é incrível. Você tem um mundo inteiro de possibilidades nas mãos. Se você quer que seu cabelo seja liso, faça chapinha nele. E se você quer mechas azuis, que deram errado, pinte de novo. E se você quer aprender élfico, aprenda. E se você quer usar all-star de cano longo com saia de prega, use. E se as pessoas não gostarem, encontre outras pessoas com quem conversar. Você vai dar o fora daí e vai conhecer outras pessoas e nada disso vai importar em dez anos.
No mais, você continua gostando de livros infanto-juvenis, e continua sendo viciada em internet. Você ainda não é a menina mais bonita do quarteirão, mas você tem um sorriso mais bonito e seu cabelo finalmente aprendeu a se comportar. Você ainda não está rica e famosa, mas tem um diploma de graduação. Você ainda não fugiu pra Londres com Draco Malfoy, mas já foi pra Roma. Você ainda não escreveu um livro, mas tem um blog. Basicamente, não deixe de sonhar. E alto. E não deixe de acreditar neles. Conselho pra vida.

(Pra finalizar, sei que você odeia despedidas com "beijos" no final, mas vou mandar beijo mesmo assim. Você ainda vai perceber que é melhor pecar por ser carinhosa demais do que por não ser nada de legal!)