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Retrospectiva literária 2015

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IMG_1476 (Vai ter retrospectiva 2015 nesse blog sim)

No ano passado eu já pensava em fazer um post desse tipo, mas fiquei enrolando tanto que o final do ano seguinte chegou - e pra não levar esse post nos rascunhos por mais um ano, aqui está um resumão das minhas leituras em 2015.
Nesse ano, consegui ler ainda mais do que no ano passado (o Goodreads diz que são 50 livros), e tentei cumprir o desafio do Popsugar, que rodou pela internet. Acho que consegui ler quase 40 livros dentro dos temas propostos, e achei que foi um jeito bem legal de sair da zona de conforto literária. Enfim, já to me preparando pra lista de 2016 (quem topa?), porque a lista de livros pra ler continua grande e eles me fizeram ótimas companhias nesse ano que tá acabando.
Mas vamos aos troféus:

Maior livro do ano:
Nos primeiros dias do ano novo eu cismei de ler Sob a Redoma e devorei o calhamaço de 960 páginas em uns cinco dias. Resultado: estou de ressaca dos livros do Stephen King até hoje (mas cada página valeu a pena - recomendo fortemente).

Serendipity (ou uma descoberta afortunada feita ao acaso):
Nas mini-férias que eu tirei no mês passado, enquanto Digníssimo lia o volume do Stephen King de sua escolha e eu ficava olhando o mar e tentando pegar sol, ele me perguntou se eu não queria ler Fundação, que ele tinha trazido também mas que não tinha conseguido avançar na leitura. Comecei meio receosa, já que nunca me interessei muito por ficção científica e coisas do gênero, mas acabei adorando e estou ansiosa (e enchendo o saco do menino Digníssimo pra ele comprar os outros volumes) pra saber como a previsão do Hari Seldon se desenrola.

Melhor HQ:
É difícil escolher a melhor HQ que eu li esse ano, porque todas foram incríveis (menos Persépolis, que me decepcionou) - mas o troféu vai pra Maus, que já saiu em vantagem porque eu sou completamente interessada por qualquer coisa que envolva a Segunda Guerra Mundial. A narrativa não te deixa esquecer em nenhum momento que aquela é uma história real, cruelmente real, e mesmo com todos os defeitos de um ser humano, o Vladek é extremamente cativante. E a transformação dos personagens em animais é brilhante. Gente, fica a dica pra 2016: leiam.

Pior livro do ano Livro mais decepcionante:
Teve leituras decepcionantes? Teve, sim senhor. Felizmente, não li nada tão ruim pra chamar de "pior livro", mas a maior frustração literária foi com To Kill a Mockingbird. Me julguem, gente. Eu tentei, eu queria gostar dele. O livro é amado por todo mundo, um clássico escolar queridinho dos americanos e eu me arrastei por 80% das páginas, sendo que a única parte realmente interessante foi o julgamento que o Atticus participa. Achei a Scout chatíssima. Desculpa, mundo. Não me taquem pedras.

Melhor livro do ano:
Tenho a impressão de que 2015 não foi um ano em que eu descobri livros da minha vida, como aconteceu em 2014. Mas mesmo assim rolaram umas leituras ótimas, que me fizeram pirar e que eu recomendei igual louca pra todo mundo. Divido esse troféu em dois livros: primeiro, Battle Royale - que foi quase um serendipity, já que eu  nunca esperei ficar tão enganchada na leitura desse Hunger Games sem política e com muito mais carnificina, mas aconteceu. É um livro com um ritmo ótimo, quase impossível de largar, e muitos personagens pra você torcer (a favor ou contra).
Segundo, Fahrenheit 451. Eu sou muito receosa na hora de comprar a fama dos clássicos, e talvez por isso eles não figurem tanto na minha biblioteca, mas esse livro vale todas as recomendações feitas sobre ele. É um livro sobre livros pra pessoas que gostam de livros. É maravilhoso, é direto ao ponto, é um livro que eu faço questão de comprar e pôr num lugar de honra da minha estante, é uma história que precisa ser passada adiante.

Melhor personagem:
Pra essa categoria, fica uma menção honrosa pra Heidi, a protagonista do livro homônimo, que eu li em uma época cheia de tretas e mau humor e que conseguiu, com o otimismo, a simpatia e a fofura dela, me deixar mais feliz. Mas a personagem mais querida desse ano foi a Caitlin de Passarinha. Com onze anos, síndrome de Asperger e a vida completamente bagunçada, foi impossível não se identificar com os sentimentos dela diante de tudo o que acontecia na história, e não amar o desenvolvimento dela durante o livro.

Melhor quote:
Agora que eu aprendi a usar a ferramenta de quotes do Goodreads, estou viciada em anotar as melhores frases lá (inclusive melhor rede social, me adicionem lá). 2015 me trouxe várias frases ótimas, mas fico com mais uma frase de Passarinha, que meio que resumiu esse ano:
"Acho que eu não vou gostar nada disso. Acho que vai doer. Mas talvez depois da dor eu consiga fazer uma coisa boa e forte e bonita de tudo isso."

E o 2015 literário de vocês, minha gente? Foi bom? Teve retrospectiva nas internets? Vamos compartilhar dicas de leitura pro ano novo! xx

Tô viva, gente (e cheia de livros)

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(quem captou a referência: vamos ser amiguinhos e andar juntos no recreio pfvr)

Ainda existe alguém frequentando esse blog? Não tenho muita certeza, mas to aqui, quase um mês depois da última aparição, escrevendo esse post à guisa de explicação pra esse sumiço todo e tentando expôr em forma de texto o que aconteceu na minha vida nos últimos tempos que secou a fonte de motivação pra escrever aqui. A verdade é uma só: não está sendo fácil, amigos - vamos nos dar as mãos.
Desde setembro eu já estava reclamando da vida - teve chuva de granizo, drama familiar e finanças terríveis, e outubro não facilitou muito as coisas. Passou rápido demais, me trouxe um monte de trabalho (do qual não vou reclamar, porque dinheiro em caixa é tudo o que eu to precisando nessa vida) que trouxe de brinde o medo de que eu não vou dar conta de tudo. Ando cansada e triste, quase sempre sozinha e ansiosa por causa de milhões de coisas acontecendo internamente e externamente. Tá bão não. Até o coitado do blog sofreu e ficou fechado por uma semana, por pura paranoia de que pessoas indevidas estavam lendo isso aqui - aí aproveitei pra mexer no layout, mas não deu muito certo então acabei só mexendo nas cores, porque aquele fundo rosa-algodão-doce já estava fazendo a minha glicose subir. Vai ficar assim por mais um tempo.
Tudo o que eu queria era um mês de férias remuneradas (não vai ter, tristíssima essa vida de trabalhador autônomo) e umas passagens pra qualquer lugar. É possível que as passagens rolem nesse mês e eu pegue um ônibus pra algum cantinho novo desse país - orem por mim, minha gente. Usar shorts e havaianas e ficar longe de exigências (e relacionamentos zuados) não pode fazer mal nenhum, né? To vivendo focada nessa ideia. Ainda bem que depois desse mês temos as festas de fim de ano pra folgar de novo. ALELUIA IRMÃOS

On the other hand, no meio desse caos todo teve livros novos pra ajudar a segurar essa barra que é gostar de você:

IMG_1262 A Amazon vai me levar à falência com essas promoções. Esse box de Peanuts custou trinta e cinco dilminhas!!!! São vários boxes com cinquenta anos (!!!) de tirinhas e é claro que eu já quero todos o$ outro$$$$$. Não conhecia muito as tirinhas deles, mas já amei muito com o pouco que li. São cheias de humor e de insights inesperados - exatamente o que eu gosto de ver em tirinhas. Charles Schulz, o senhor é destruidor mesmo viu viado

IMG_1263Pra quem cresceu lendo o gibi da Mônica: vocês já devem ter visto falar dessas ~graphic novels~ (um nome metido a besta pra um gibi numa impressão melhor) da Turma - essa, no caso, é Laços. O desenho dos irmãos Cafaggi é MUITO LINDO e essa história é maravilhosa, cheia de elementos infantis e profundidade, ao mesmo tempo. Recomendo e também to querendo as outras da coleção - mais alguém aí continua fã da Turma da Mônica mesmo com 20 e poucos anos na cara?

IMG_1270 Um belo dia, Digníssimo estava especialmente generoso e me comprou essa edição linda de O Diário de Anne Frank - percebam que ando muito seletiva com a aparência das edições que ando comprando. Mais uma leitura que eu nunca tinha feito. Mesmo sendo meio monótono (afinal, é um diário), acompanhar a rotina dos Frank e dos van Daan e seus perrengues pra permanecer escondidos e viver dentro da normalidade em época de perseguição foi uma leitura que valeu muito a pena.

IMG_1265 A cereja do bolo: Comprei mais uma edição linda-maravilhosa-deusmeacuda da Puffin in Bloom!!!!! Não sei lidar com essa arte da Rifle Paper, sério. Eu poderia me casar com essas edições. Eu poderia decorar minha casa com a arte deles. Não li Heidi ainda e não sei muito do que se trata (gosto de ler livros sabendo o mínimo sobre eles), mas tá aí na fila de leitura assim que eu finalmente terminar Orgulho e Preconceito. Enquanto isso, fico admirando essa capa maravilhosa.

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Comprei mais duas edições que ainda estão chegando. Gente, a Amazon é maravilhosa, recomendo 100% - todo dia tem alguma promoção absurda e os livros chegam muito rápido! Ainda bem que os livrinhos deram uma aliviada nessa zica toda. Espero voltar a postar direito aqui nesse blog, e o finalzinho do diário de viagem também sai logo por aqui (finalmente)!
Beijos e até o próximo post xx

Um Kobo Glo e um caso de amor

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Oi, gente!
Vim aqui trazer minha experiência de oito meses como proprietária de um e-reader.

Meu enamoramento com esse bichinho estranho começou no começo do ano, quando eu estava lá na Itália e finalmente me deparei com um deles ao vivo (aqui no interior não tem essas coisas, gente). Eu já tinha cogitado a compra de um, mas sempre receei fazer uma compra dessas às cegas porque achava muito arriscado investir quase 500 reais num objeto que tinha a possibilidade de me decepcionar. À primeira vista, levei um susto com o tamanho - achei que era pequeno demais e muito esquisito pra ler, mas aos poucos fui me acostumando com o formato e com o modo de passar as páginas, voltar e selecionar os livros. Voltei pro Brasil e a Cultura fez a promoção que faltava na minha vida. Decidi que aquela era a hora e quebrei o porquinho pra comprá-lo.
Aí ele chegou em casa, e em dois dias lendo As Crônicas de Gelo e Fogo concluí que tinha feito uma das melhores compras da década.
Eu sempre amei livros de papel e tinha medinho de achar a leitura eletrônica muito esquisita, gastar dinheiro à toa e deixar o Kobo na gaveta. Ou pior: deixar de comprar livros físicos em prol das cópias virtuais (que mesmo não sendo tão legais, custam menos, ocupam menos espaço e não demoram pra chegar na sua casa). Mas com a wishlist imensa de leitura que eu tenho, não dá pra presumir que eu vou ter dinheiro e nem espaço pra ter todos os livros que eu quero... resolvi, então, ir colocando todos os livros que eu queria ler por curiosidade e não tinha nenhum apego emocional na fila de leitura eletrônica.
Oito meses depois, já li 26 livros no Kobo = sete vezes mais livros físicos que li esse ano. Eu sou toda elogios e vivo dizendo pros meus amigos adquirirem um também (me patrocina, Cultura!). Decidi finalmente fazer esse post aqui, com a minha experiência, com o objetivo de incentivar você que tem receio de comprar ou que tenha alguma dúvida sobre essa criaturinha.

1. Ele é muito prático - muito mesmo.

Nesse tempo todo, eu fiz duas viagens muito longas de ônibus. Horas e horas de rodovia sem fim. Tédio infinito esperando nas rodoviárias. Atrasos e ônibus quebrados. E o Kobo foi a melhor minha companhia de viagem. Ele cabia em qualquer canto da mochila, eu não precisei me preocupar nem um instante com possíveis orelhas e machucados que um livro de verdade ia sofrer dentro da bolsa, e ele estava pesando apenas 185 gramas e me dando acesso a uma centena de livros. A bateria também dura por muito tempo, mesmo deixando a luz acesa - não cheguei a contar, mas deve durar mais ou menos uma semana se você ler umas duas horas a cada dia.

2. Livros infinitos

O Kobo foi o responsável por eu ter tirado do papel a minha meta de ~ler mais~: 26 e-livros versus 4 livros físicos. Como eu não moro em uma cidade cercada por livrarias, isso também influencia muito: quando te dá vontade de ler aquele livro, não preciso esperar até ir na livraria pra ver se tem lá: é só procurar na loja. Ou no Livros do Exilado. Ou no LeLivros. Ou no ePubBud. Ou no PirateBay. Como eu estou querendo ler mais livros em inglês, isso é uma mão na roda: nada de ficar esperando por três meses a entrega do livro, quando você provavelmente já vai estar querendo ler outra coisa.
Sobre o armazenamento: Ele tem uma memória de 2GB (da qual apenas 1GB está disponível de verdade), mas tem um slot pra cartão de memória de até 32GB, o que te permite armazenar... livros infinitos! No momento eu estou com 119 arquivos .epub no meu, e estou ocupando 99,2 MB.

3. Conforto! Conforto! Conforto!

Tem gente que se vira muito bem lendo PDF no computador, no tablet ou até mesmo no celular, mas eu sofro muito com a luz desses dispositivos. A iluminação do Kobo é excelente - aliás, na intensidade máxima ela ilumina até demais - e dá pra ler por horas a fio durante a noite sem cansar a vista. O fato de ele ser leve e pequeno também permite que você carregue ele por aí (ler andando, quem nunca?) sem sentir dor nas mãos, ou possa ler na cama em qualquer posição sem sofrer. Dá pra segurar o livro acima da cabeça. Dá pra deixar ele no colchão. Dá pra trocar ele de mão toda hora e mesmo assim conseguir trocar de página. Aliás, se você é canhoto, dá pra mudar as configurações e colocar o "avançar página" do lado esquerdo também.

Além de tudo isso, ele tem outras características muito interessantes: Dicionário embutido em várias línguas - o que torna muito prática a leitura de livros em outros idiomas, porque ao invés de ter de parar, pegar um dicionário e procurar a palavra desconhecida (ou simplesmente ignorá-la e ir pra frente) você só precisa selecioná-la e segurar pra ver o significado; o sistema de prêmios de leitura e suas estatísticas, que por mais que não sejam as coisas mais necessárias de todas são bem interessantes de acompanhar; e a possibilidade de poder marcar seus livros e suas páginas preferidas - pra quem é neurótica com os livros como eu e não pensa nem em colocar um post-it, é bem vantajoso poder ter à mão as suas frases preferidas.
Pra ilustrar ainda melhor, acabei fazendo um videozinho pra mostrar sucintamente como é o Kobo: O tamanho, como é pra passar as páginas, a navegação e outras coisinhas mais. Dêem o play aí:

Meu Kobo travou umas duas vezes desde que chegou - ele tem um botãozinho na parte de baixo que funciona como reset, pra ser empurrado com algo fininho caso necessário. Eu já tinha visto algumas resenhas que diziam que ele era meio lento, mas eu pessoalmente quase nunca me incomodo com a lentidão na hora de passar pra próxima página. Nas vezes que coloquei alguns livros em PDF, no entanto, percebi que eles eram mais lentos e não ficavam muito bem configurados no leitor, então procuro colocar apenas arquivos em .epub. O Kobo suporta muitos outros formatos de arquivo (pdf, txt, jpg, gif e afins), e algo que me fez decidir por ele em relação ao Kindle foi o fato de ele ler arquivos de quadrinhos (.cbz, .cbr). Acabou que eu não li tantos assim, mas não tive problemas de lentidão com esse formato também.
A única dificuldade que eu tenho é na hora de selecionar frases: eu nunca consigo arrastar o seletor pra onde eu quero de primeira, e quase sempre acabo des-selecionando tudo antes de conseguir destacar a frase. Mas como não é sempre que faço alguma marcação, isso é bem pouco relevante, apesar de ser chatinho quando você está lendo.

Outra coisa: O Kobo é um bichinho sensível. Eu recomendaria que todo mundo comprasse a capinha emborrachada da Cultura e fosse feliz, mas eu mesma optei por correr o risco. O meu está com alguns riscos na parte traseira, que felizmente só são visíveis bem de perto, mas se você quiser manter o seu em estado de recém saído da caixa, não confie em deixá-lo solto na bolsa. Ele também já caiu no chão duas vezes (e meu coração caiu junto), e ainda está funcionando perfeitamente, mas eu não contaria muito com isso: meu namorado nocauteou o Kindle dele com uma vassourada acidental. Por via das dúvidas, guardem ele em local seguro, não durmam com ele na cama e não tentem matar baratas quando elas estiverem perto do Kobo.

Ufa! O post ficou beeem grandinho, mas espero que tenha sido bastante esclarecedor e motivador pra quem estava em dúvida de comprar ou não! Mas pra quem tiver alguma pergunta: só deixar nos comentários!
Beijos e até o próximo post!


Um Livro Por Mês #4: Cinco Porquinhos

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O post livro do mês de abril bateu recordes de atraso nos posts dessa categoria... mas, como antes tarde do que nunca, vim aqui falar sobre o livro que veio embelezar minha estante no mês passado. Cinco Porquinhos não fazia parte da minha wishlist de leitura, mas num dia em que eu perdi a chave de casa e tive que ficar à deriva por algumas horas no shopping, fui na livraria e lá encontrei dois livrinhos de bolso da miss Agatha Christie olhando pra mim - a capa verde água me chamou mais a atenção, peguei e levei.
Sempre gostei de livros de mistério, terror e enigmas, e por isso, foi difícil abandonar os capítulos, quando cada página virada era uma página a menos entre mim e a solução do mistério da vez. Esse foi o terceiro livro da autora que eu li, e ele só contribuiu com a minha vontade de ler todos os outros livros escritos por ela. As narrativas da Agatha Christie são simples e prazerosas de ler, sempre cheias de detalhes sobre o caso, o que te motiva a querer entender ainda mais o mistério. Cada capítulo te dá novas informações sobre o crime, e embora você consiga matar algumas charadas, sempre sobram pistas que só no final você vai conseguir compreender.
Os dois livros da coleção Globo de Bolso que tenho da autora

No começo da história, o detetive belga Hercule Poirot recebe uma cliente que lhe pede pra investigar um crime que aconteceu há 16 anos: a morte do seu pai, Amyas Crale, que foi atribuída à sua mãe, Caroline. Carla, a filha do casal, tem motivos pra crer na inocência materna e incumbe Poirot de buscar a verdade por trás do julgamento, e é motivado pela verdade que o detetive assume o caso.
seis porquinhos, um urso e um coelho

Cinco porquinhos tem o nome inspirado na rima infantil ("Five little piggies", no original), bastante presente no folclore inglês. Na história, Poirot atribui a cada uma das cinco testemunhas de seu novo caso o papel de um dos porquinhos da cantiga: o porquinho que foi à feira e o porquinho que ficou em casa são os irmãos Blake, amigos íntimos da família Crale, ambos com opiniões bastante diferentes sobre Caroline. O porquinho que comeu rosbife é a senhorita Elsa Dittisham, chamada Elsa Greer na ocasião do crime - uma estudante de quem Amyas Crale estava pintando um retrato, e que também estava apaixonada por ele. O porquinho que não comeu nada é a senhora Williams, a governanta da irmã de Caroline - uma senhora com muitos princípios morais e que acha que Caroline Crale era uma mulher admirável, por suportar o temperamento inconstante e "artístico" do marido. E o porquinho que fazia "wee wee" é Angela Warren, a irmã mais nova de Caroline. Filha de outro casamento, Caroline sentia muito ciúme da recém nascida Angela, o que fez com que atingisse a bebê com um peso de papel. Isso acabou deixando em Angela uma cicatriz na face, e um enorme sentimento de culpa em Caroline, que desenvolveu pela irmã um cuidado enorme, como uma forma de reparar o que havia feito.
Poirot consegue ouvir todos os cinco porquinhos, observando seus sentimentos e impressões sobre os fatos que englobaram a morte do pintor Amyas. Os detalhes, como qual foi o objeto utilizado por Caroline pra agredir a irmã, e que palavras usou em suas cartas, são as chaves que o pequeno inspetor usa pra resolver o caso e chegar, enfim, a verdade dos fatos.


  Enquanto estava fotografando o livro, percebi que na minha estante tinha mais um porquinho pra contribuir com as fotos, e não resisti a trazê-lo pra "conhecer" o livro.
 
 "epa... o que é isso?"
"acho que conheço essa história!"
"hmm... isso não é uma história infantil"

 Espero que vocês tenham gostado do post, pessoal! Alguém mais gosta de livros policiais? Tem alguma indicação pra me deixar?
Beijos e até o próximo post!


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Um livro por mês #3: Watermelon

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Oi, gente!
Antes de tudo, eu queria pedir desculpas pelo pequeno sumiço nesse blog. Tive uns probleminhas com a internet e só agora eu consegui terminar esse post, sobre o "livro do mês" de março - Watermelon, da Marian Keyes (a versão em inglês de Melancia, como dá pra ver pela capa).

Da mesma forma que o livro da resenha anterior, eu comecei a ler Watermelon sem ter a menor ideia do que iria encontrar na história. Acho que os livros da Marian Keyes sempre me atraíram por ter esses títulos que não entregam nada da história...
A personagem principal é a Claire, uma irlandesa que se mudou pra Londres há sete anos e lá encontrou James, o amor da vida dela. Eles estão casados e ela acabou de dar à luz uma menininha. Nas primeiras páginas, a Claire nos conta tudo sobre a vida dela, o que ela foi fazer em Londres, como conheceu James e como ela planeja que vai ser a vida dos dois juntos, agora que finalmente têm uma filha.
Até que James finalmente chega no hospital - com uma notícia inesperada.
Enquanto Claire está sonhando com o encontro dele com a filha, e com uma família feliz, James chega pra anunciar que está tendo um caso e por isso está se separando dela.
Pois é, minha gente.
 

Quando a ficha finalmente cai - afinal, ela acabou de dar à luz a filha do cara, que tipo de pessoa faz isso? - Claire faz a única coisa que parece plausível: pega as coisas da bebê ainda sem nome e volta pra Dublin, onde seus pais e as duas irmãs mais novas ainda moram. E é nesse lugar seguro - embora tenha seus defeitos - que ela vai poder chorar, sofrer, desejar a morte do James e passar aos poucos por cada uma das fases do luto pelo relacionamento. Lentamente, como deve ser, a gente acompanha ela passando da negação do final do casamento pro estado de raiva do esposo, pra desejar aos pouquinhos rever os amigos, até o momento em que ela consegue reconhecer que aquilo não foi o fim do mundo.
Eu gostei muito, muito mesmo de ver a história da Claire. Afinal, quem é que nunca se sentiu abandonado por alguém, e teve que passar por todo esse processo de querer desaparecer do mundo e entrar numa bolha, pra poder juntar os caquinhos de si mesmo e dar uma ajeitada neles antes de encarar o mundo novamente? Durante os capítulos, a protagonista fala da forma mais sincera possível de seus sentimentos, do amor pela filha recém nascida, do seu medo e falta total de vontade de encarar tudo aquilo que possa provar que seu casamento acabou. Claire é a típica protagonista de chick-lit, meio exagerada e com um senso de humor depreciativo, e pra quem gosta desse gênero, acho difícil não gostar e se identificar com a personagem.
No começo, confesso que não senti a leitura fluindo muito, porque a Claire fazia muitas digressões enquanto estava contando uma história, e logo começava a falar de outra coisa ou fazer comentários à parte do assunto. Enquanto ela estava presa na questão do James, achei isso meio cansativo; mas conforme ela foi evoluindo e superando o acontecido, a história foi me prendendo cada vez mais - especialmente quando ela começa a encontrar motivos pra sair de casa. No final das contas, acabei lendo as últimas 300 páginas de uma vez só, porque a cada página você passa a ter mais vontade de saber se a Claire vai continuar superando a crise com o James e que fim vai ter o casamento deles.

Esse foi o primeiro livro de chick-lit que eu li em muito tempo, e gostei bastante da forma de escrever da Marian Keyes - me senti quase melhor amiga da Claire, pela forma dela de contar o que estava acontecendo (e morri de raiva do James durante a história). Depois, fui dar uma olhada nos outros livros da autora e descobri que Watermelon faz parte de uma "série" das irmãs Walsh - histórias avulsas, mas que se conectam por ter cada uma das irmãs da Claire protagonizando um livro! Na sequência desse, tem Férias (Rachel's Holiday), Los Angeles (Angels), Tem Alguém Aí? (Anybody Out There) e Chá de Sumiço (The Mystery of Mercy Close). Fiquei toda empolgada e já quero comprar todos os outros pra saber mais sobre as irmãs, que também aparecem na história.
Informações sobre o meu volume: Comprei no Better World Books (por míseros cinco dólares) e, apesar de uma demora imensa, chegou são e salvo em casa.
Acho que muita gente já leu esse livro antes de mim. E vocês, alguém já conhece as histórias da Marian Keyes? Já leu todos os livros dela? Alguém mais adorou esse livro?
Beijos e até o próximo post!

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O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks

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Oi, gente!
Esse não é o post do "um livro por mês", mas como eu disse que surpreendentemente, meu número de leituras mensais foi muito maior do que o esperado, resolvi compartilhar com vocês um dos livros bacanas que eu li em fevereiro. O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks foi um dos primeiros livros que eu li no Kobo (depois de Extraordinário, e concomitantemente com o terceiro volume de As Crônicas de Gelo e Fogo).

Como nunca tinha ouvido falar do livro, e adoro começar leituras sem ter nenhuma pista do que se trata a história, encontrei o livro da livraria da Kobo, gostei da capa, do título e pensei "é esse mesmo" (sim, julgo livros pela capa quando não tenho informação nenhuma sobre a história)!
Frances Rose "Frankie" Landau-Banks é uma jovem que vai começar o segundo ano de estudos na Alabaster, uma das melhores escolas preparatórias pra Ivy League do país. Seu pai, Franklin, é um ex-aluno da escola e, segundo ele, as pessoas de quem se tornou amigo na época do colégio influenciaram toda a sua vida adulta; e por essa razão faz questão que Frankie estude lá. Franklin "Senior" está sempre falando pras filhas de seus antigos colegas e da Leal Ordem dos Bassês, a sociedade secreta exclusivamente masculina da Alabaster. Mas não é em fazer contatos e fraternidades que Frankie está interessada no seu primeiro dia de aula como aluna do segundo ano, e sim em Matthew Livingston, o veterano mais bonito e popular do colégio... Mas Frankie definitivamente não esperava que Matthew, surpreso com a mudança física que ela sofreu durante as férias de verão, viesse de fato se interessar por ela! Aos poucos, Frankie passa a conviver com a turma de Matthew, participar dos programas dos veteranos e se sentir incluída nas piadas internas dos meninos. Ou seja, ela se tornou uma da turma...
Ou quase.
Por mais que ela possa se sentar à mesa dos veteranos, ir às festas deles e não ser tratada como uma pária social, logo ela percebe que Matthew esconde alguns segredos, que claramente estão ligados com todas as ocasiões em que não pode estar com ela por causa de melhor amigo, Alfa. Sem aceitar que Matthew e sua turma estejam envolvidos em algo que ela não possa estar, Frankie consegue descobrir o que eles estão escondendo - e é aí que a história se desenrola.

Eu, pessoalmente, adorei esse livro. Como comecei a ler sem ter ideia da história, no começo, fiquei com medo de que a história fosse muito bobinha e a Frankie fosse uma personagem clichê, que estuda na melhor escola do país, acabou de ficar incrivelmente linda e começa a namorar o cara dos sonhos. No entanto, conforme a história avança, vemos que ela é exatamente o contrário de um clichê: Frankie é uma personagem determinada a quebrar a ordem das coisas e transformar a "sociedade" da Alabaster. Como membra do Clube de Debates da escola, e reconhecida por não ter medo de se expressar por ali, somos convidados a acompanhar várias reflexões da protagonista no meio da história, sobre a escola, Matthew e seus amigos e ela própria - reflexões que cabem sem problemas na vida real.
Caso você procure por um livro fácil de ler, e com uma protagonista bastante inesperada - recomendadíssimo!

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks é publicado pela editora Seguinte e tem 344 páginas.


Alguém aí já leu esse livro? O que acharam?

Agora o blog tem uma página no Facebook, e vocês podem curtir e receber as atualizações por lá! E pra quem quiser, também pode me acompanhar no Skoob.

Beijos e até o próximo post!

Um livro por mês #2: The Elite

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Com um pouquinho de atraso, aqui vai o post sobre o livro de fevereiro! Tive a sorte de encontrar, enquanto passeava pela livraria, a continuação de The Selection (no mesmo formato do primeiro volume, não dá pra domar a agonia de ter dois livros da mesma coleção e formatos diferentes na estante). Como o primeiro volume da história da America me cativou muito, e eu estava muito curiosa pra saber o que iria acontecer com apenas seis inscritas na seleção, não hesitei em trazer The Elite pra casa e começar a ler o mais rápido possível.
Como o primeiro, o livro foi uma leitura rápida e fácil, mas se The Selection me surpreendeu positivamente e me deixou morrendo de amores pelo Maxon e torcendo pela America, The Elite me presenteou com muitos momentos irritantes. A menina "diferente" e corajosa da história, em muitos trechos, parecia ser idêntica às outras competidoras: insegura e ansiosa, muitas vezes ela se deixava agir de forma impensada e acabava criando um monte de mal-entendidos porque achava que alguém ia expulsá-la da Seleção ou que o Maxon estava com raiva dela, por exemplo. Como o "barato" desse tipo de livro é a identificação com a protagonista, posso dizer que em boa parte das páginas a America não me cativou como deveria.
Por outro lado, nesse volume também ficamos sabendo um pouco mais sobre Gregory Illéa e a história do novo continente, além de alguma coisa envolvendo os grupos rebeldes do país e a ideia das castas. Todas essas informações sobre a situação política de Illéa, na minha opinião, foram os melhores pontos do livro, e me deixaram com ainda mais vontade de ler o último volume da série - to esperando pela revolução na política do reino trazida pela menina das castas baixas, no melhor estilo The Hunger Games!

Meu personagem preferido nesse livro foi o Maxon. Deu pra ver que, ao contrário do que a America pensava no começo da série, o príncipe não é um cara vazio e metidinho - pelo contrário! Ele tem lidado muito bem com todas as suas obrigações enquanto sucessor do rei, e ainda, com o fato de ter que escolher uma futura esposa dentre seis garotas e toda a pressão que seus pais colocam sobre isso, ou seja - toda a maturidade que faltou na protagonista em muitos momentos esteve nele! Estou ansiosa pra ver quais serão as atitudes dele no próximo livro, e esperando um final feliz com a America (nem preciso dizer que achei o Aspen desnecessário na história).
Mesmo apesar dessas decepções durante a leitura, gostei de ter lido a sequência de A Seleção. Além da história de amor que rege a trama, estou curiosa pra saber o que vai acontecer com os outros personagens: Aspen/Maxon, Marlee, as amas da America, a realeza de Illéa e os rebeldes. The One, o último volume da história, só vai ser lançado em abril!

 
 Notas pra posteridade: Meu volume veio de uma loja física da Livrarias Curitiba e custou uns 34 reais - é a edição paperback da Harper International.

E vocês, já leram A Elite? Tem mais alguém ansioso como eu pelo terceiro volume da série, curioso pelo final da Seleção?
Beijos!

PS: Comprei um Kobo no mês passado, e, de uma leitura prevista, fiz seis! Possivelmente, outras resenhas, além dessa mensal sairão por aqui!

Um livro por mês #1: The Selection

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Oi, gente! Tudo bem?
Finalmente consegui escrever esse post, ainda que no final do mês, pra falar sobre o primeiro capítulo da minha empreitada literária de 2014: o um livro por mês (sim, é uma meta modesta! Pra saber mais sobre ela, é só ler o post).
Atenção! Esse post pode ter alguns spoilers sobre a história (e não é uma "resenha" propriamente dita). 

O primeiro livro que escolhi foi "The Selection", da Kiera Cass. Ele foi lançado em 2012 e desde então, já foi resenhado por meio mundo, fazendo sucesso e indo na onda das distopias protagonizadas por meninas que estão vendendo igual água nas livrarias desde que "The Hunger Games" começou a fazer sucesso (e depois que virou filme, nem se fala).

Eu fui uma Pottermaníaca de carteirinha, e fiz cara feia pra The Hunger Games quando a série começou a fazer sucesso no Brasil, com a ideia boba de que toda série adolescente que ousasse tentar brilhar depois de HP seria nada mais do que uma cópia fajuta. Acontece que quando dei uma chance aos livros, percebi que estava errada e logo logo Katniss ocupou um lugar especial perto das minhas paixões literárias.

Dito isso, a mesma coisa aconteceu quando notei essas várias distopias adolescentes "de menininha" invadindo as livrarias e blogs literários. Fiquei curiosa pra ler A Seleção (como normalmente fico com livros infanto-juvenis), mas também achei que não valia a pena, por me achar "velha demais pra isso" e por não ter ido muito com a cara da premissa inicial do livro. Aliás, os primeiros capítulos realmente me deram a impressão de que eu estava lendo uma réplica boba de THG, que se propõe a criar um drama pra protagonista, mas cria uma situação bobinha só como desculpa pra focar no triângulo amoroso (afinal, que raio de problema pode existir no fato de você ir pra um castelo participar de um "Big Brother" da realeza? Se você for escolhida, é só dar um piti lá que você volta pra casa e ninguém tem nada a ver com isso).
No entanto, depois da America ir para a Seleção, a história engrenou e eu não consegui mais deixar o livro. É uma história simples e adolescente, mas é o tipo de livro ideal pra ler quando você não quer se envolver em histórias muito reflexivas.


A America me cativou bastante. Mesmo sendo meio manjada essa coisa da protagonista ser "a diferente", "a especial", fui conquistada pelo jeito "America" de não se preocupar com a seleção, e sim com as pessoas ao redor dela. Além disso, adorei o desenvolvimento da relação entre ela e o Maxon, e até me peguei shippando o casal! Ele foi outro personagem do qual gostei muito! A ingenuidade do Maxon em relação à garotas e ao "mundo de verdade" era uma coisa que eu não esperava encontrar. Isso fez com que ele não fosse "o cara mais perfeito do universo", clichê que acaba com qualquer história, na minha opinião.
Também gostei do fato de que durante a história, além da Seleção, também ficamos sabendo um pouco da história e da situação política de Illéa. Esses pequenos lembretes de que todas as eleitas e a família real não estão vivendo numa bolha e a reação de cada um dos personagens às sequências de "ação" da história, ao meu ver, ajudaram a não transformar a história num romance água-com-açúcar completo. Espero que nos próximos dois volumes, essa parte da história não seja deixada de lado!


Sobre o meu volume: Edição capa simples da Harper Teen, comprada na Livraria Cultura por R$ 27,60 (acho).
A Seleção foi mais um dos livros que eu comprei "no escuro", e felizmente acabei adorando! Além do quê, a capa é linda. Uma aquisição feliz pra minha prateleira!

Nota: 5/5

Beijos e até o próximo post! 

Um livro por mês

5 comentários
Eu fui uma criança leitora. Aprendi a ler muito rápido e pegava tudo o que estivesse ao meu alcance: gibis, revistas de fofoca, livros infantis, livros adultos, livros didáticos. Teve até uma época em que eu pedia livros em todas as datas comemorativas e ganhei prêmios de leitura na escola. Mas os anos foram passando e eu me dei conta de que fui deixando de ler tanto quanto eu gostaria. Mais precisamente, no último ano do colegial, quando um professor trouxe pela primeira vez a ideia de ler um livro por mês.
Segundo ele, doze livros por ano era uma quantidade razoavelmente boa de leituras (pras pessoas normais, ao menos), e distribuída ao longo dos doze meses do ano, daria um único livro por mês - uma meta fácil de ser cumprida. Pelo menos, era o que eu pensava. Ler doze livros por ano nunca foi um problema pra mim, pelo menos não antes que eu entrasse na faculdade e todas as leituras que eu fazia por prazer fossem soterradas sob pilhas gigantes de xerox e textos acadêmicos.

Além da falta de tempo, sempre usei como desculpa a falta de dinheiro pra encher a estante com coisas novas e legais. Sempre que tinha a oportunidade, entrava em uma livraria pra admirar todas as estantes e repetir que eu queria milhões de livros mas não tinha dinheiro pra levar nenhum. Acho que muita gente também tem essa ideia de que livros são caros, e isso acaba se tornando uma justificativa pra não comprá-los, até que a gente pense e compare o valor de um livro com o valor de outros gastos, como idas ao shopping, refeições em fast-foods e festas (que às vezes duram menos e ~agregam~ muito menos que uma leitura). Quando eu me dei conta de quanto gastava com outras atividades de lazer, percebi que eu poderia muito bem substituir alguma delas e economizar o dinheiro pra riscar algum desejo literário da lista. Algo em torno de trinta reais, por exemplo. E aí tive a ideia de organizar esse "um livro por mês".


Acima está uma lista com doze dos muitos livros que eu quero ler E ter na minha estante. Escolhi vários autores diferentes dos quais li muito pouco/nada e cujos livros já me despertaram vontade há muito tempo... e acabou virando essa lista eclética com desde os clássicos da biblioteca da cidade até os clássicos de chick-lit. Tem desde as edições de bolso, charmosinhas e baratas, até as versões em capa dura (essas versões da Barnes & Noble Leatherbound Classics = AMOR SINCERO ♥); e o grande número de livros em inglês são fruto do meu desejo de ler o mínimo de traduções que eu puder, e de exercitar o idioma.
Embora eu vá me guiar por ela, nada impede que no meio do caminho algum livro seja substituído por algum lançamento ou sequência incrível, ou algum dos milhares de outros livros que eu deixei de listar!

Eu nunca tive a pretensão de transformar o Beyond em um blog literário, ou de fazer resenhas de livros (até porque já existem vários outros blogs que fazem isso bem melhor do que eu), mas pretendo compartilhar a minha opinião sobre a leitura do mês por aqui. Acho que isso pode ser um incentivo extra pra que eu não abandone tudo no meio do caminho, e quem sabe também incentive outras pessoas que estão acumulando desejos de leitura a fazer o mesmo! Mais alguém também tem problemas em ler e comprar livros tanto quanto gostaria?

Beijos e até o próximo post! ♥

Wishlist literária

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Bom, faltam 32 dias pro Natal, e as decorações verdes e vermelhas já estão por aí a todo o vapor, lembrando todo mundo de que o ano voou...
E claro, fazendo a gente pensar nos presentes que estarão nos esperando sob a árvore.
Como sempre, a minha wishlist pro Natal (e pra vida) tem todo o tipo de item, pra todos os gêneros e bolsos, mas ultimamente tenho cobiçado muito os livros! Já que o curso cobra de mim que eu esteja lendo o tempo todo, nada mais justo de que nas férias eu tenha tempo pra me dedicar aos romances que eu adoro e ficam sempre pra depois...


1. O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel García Márquez: Esse foi um dos livros que mais demorou pra sair da minha wishlist de leitura, algo em torno de uns quatro anos! E quando eu finalmente o li, foi amor eterno. A história entre Florentino Ariza e Fermina Daza é tão linda e intensa, e o livro é um poço de filosofias sobre o amor. Eu não tenho o hábito de reler livros, mas esse é exceção: quero ter ele no meu criado mudo pra folhear sempre e reler as melhores passagens!
2. Sandman, versão definitiva - Neil Gaiman (Volume 1 ou 3): No Natal passado, eu fui presenteada com o volume 2 da versão definitiva dos melhores quadrinhos adultos do mundo ()! Mesmo já tendo lido toda a história também, ter nas mãos é incomparavelmente melhor, e essa edição vem cheia de extras, com capa dura e recolorida. Coisa de fã, pra guardar pro resto da vida!
3. The Hunger Games - Suzanne Collins: Mais um dos que eu já li e quero ter na minha pequena biblioteca! Li esse faz tempo, no computador, e no meio do ano, o Lucas me deu Catching Fire e Mockingjay (os dois volumes seguintes da série). E foi assim que a saga de Katniss Everdeen conquistou um lugar no meu coração! Hunger Games é uma série incrível, na minha opinião, que vai muito além da imagem de ficção infanto-juvenil. E eu preciso desse volume porque, além de querer relê-lo, eu estou extremamente incomodada com o fato de ter os dois últmos volumes da série e não ter o primeiro! :/
4. The Casual Vacancy - J. K. Rowling: Acho que como todos os outros Potterheads do mundo, eu fiquei extremamente empolgada com a notícia de que a "tia"  J. K. iria lançar outro livro. A sinopse de The Casual Vacancy me deixoubem curiosa, com a impressão de ser bem mais "político"  do que a série Harry Potter, e estou cobiçando esse volume pra saber também como a J. K. se saiu escrevendo pra adultos...
5. Box com 4 romances de Sherlock Holmes - Conan Doyle: Meus gostos estranhos na infância incluíam uma paixão muito forte por livros de mistérios, enigmas, assassinatos e mordomos culpados (ou não); e inevitavelmente, esse detetive sagaz se tornou um dos meus personagens favoritos! O box reúne os quatro romances de Holmes: Um Estudo em Vermelho, O Signo dos Quatro, o Cão dos Baskerville e o Vale do Medo, e além de tudo, é ilustrada! É amor demais. O Cão dos Baskerville foi o único romance lido por mim, e estou esperando ter essa edição lindona em mãos pra ler os outros três. (quem sabe nesse Natal?)

E essa é a minha wishlist pra esse Natal! (Embora jamais me importarei de ganhar dinheiro ou gadgets tecnológicos! Hahhahaha) Será que alguém partilha das mesmas vontades que eu?
Beijos!