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#8: Amo Mary Crawley e vou protegê-la

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2017 foi um ano excepcional em termos de séries assistidas: o ano nem acabou e já terminei TRÊS. Sou a rainha de receber recomendações de séries e engavetar tudo - não por maldade; porque eu realmente quero ver as coisas, mas minha disponibilidade pra sentar na frente de uma tela e postergar minhas atividades é altamente influenciável por coisas como o alinhamento planetário e a umidade relativa do ar: hoje eu quero, amanhã talvez não mais (oi, Gilmore Girls). Quando a Michas me falou de Downton Abbey, os episódios de uma hora me deixaram pensativa se aquele não seria mais um fracasso na minha lista de séries; mas eu ainda não contava com Mary Crawley.
Pra você que não conhece a série, estamos na Inglaterra em 1912. Downton Abbey é propriedade da familia Crawley e Robert, conde de Grantham, tem três filhas que não podem herdar sua propriedade ou seu dinheiro. Mary, a mais velha, está ~prometida~ para Patrick, filho do futuro herdeiro de Downton, mas ele e seu pai morrem no naufrágio do Titanic, logo no início do primeiro episódio. Quando a família é informada de que, além da perda familiar, outro herdeiro dos Crawley - um parente distante e desconhecido - é quem vai herdar a casa, a propriedade e o trabalho da vida toda de Robert, Mary se apresenta a nós insatisfeita com o fato de ter de vestir luto porque detesta preto.
Sybil, a irmã caçula, é amorosa e decidida; e Edith é a irmã do meio, modesta e recatada, deixando claro nos primeiros minutos em cena uma evidente sua rivalidade com a mais velha. A primeira impressão que temos de Mary é a de uma jovem mulher privilegiada e arrogante, que não se importa com nada ou ninguém além dos seus interesses - mas Downton Abbey é uma série com personagens complexos e bem distante de caricaturas unidimensionais. O antagonismo entre Mary e Edith se arrasta até o final da série, e é fácil cair na armadilha de enxergar uma das duas como representante dos mais altos valores e a outra como uma degenerada moral. Mary é cheia de si e não tem medo do sexo oposto -características que cem anos depois ainda temos a tendência de associar com mulheres más e perigosas - e se somarmos a isso sua facilidade para jogar a verdade na cara das pessoas sem se preocupar muito com os sentimentos delas, já temos uma personagem odiar e torcer pra que todos os males recaiam sobre ela. A própria personagem incentiva essa percepção e gosta de ser vista assim, mas nesse blog nós servimos à lady Mary e eu estou aqui pra defender essa pessoinha maravilhosa e incompreendida, ainda que ela não precise.
O recato de Edith não é genuíno; ao contrário do que vemos nas gentilezas de Sybil. Desde o primeiro episódio ela deixa o ressentimento que sente por Mary transparecer, irritada com seu desprezo pelo luto - e no início, parece que toda a sua vida gira em torno da irmã. Mary é bonita, esperta e a filha mais velha, com um casamento ~arranjado~ com o primo que Edith ama. Ela é recatada porque... é o que sobrou. Mary é excelente em ser ela mesma, flertando com os ocasionais #partidões que vem pra Downton com uma autoconfiança invejável, conversando com os convidados sempre eloquente e com uma resposta espirituosa; então competir com ela está fora de questão. Edith ocupa esse lugar disponível de filha dedicada ao lar porque, no início da série, ser a senhora Patrick Crawley e governar Downton parecia a única carreira de sucesso para as irmãs, e se ela não pode ser isso, então não há mais nada com o que ela possa ser feliz. Durante as temporadas, vamos descobrindo que isso não é verdade, e Edith tem um desenvolvimento maravilhoso quando pode, enfim, tomar as rédeas da própria vida e sair da sombra da irmã, enxergando seu próprio potencial para ser feliz à sua maneira - e é nesse momento que as duas podem considerar uma trégua.
Mary não é a vilã responsável pela infelicidade da irmã, mesmo apesar de algumas condutas reprováveis (que, no caso, ela também é capaz de revidar muito bem). É importante entender Edith para vermos que Mary não é a vadia manipuladora que a irmã alega - dois adjetivos muito mais precisos, usados por dois personagens da série em momentos distintos para se referir a ela, são bully e covarde. Sua fachada sem sentimentos é intimidadora e estranha, mas Mary Crawley não é uma mulher má porque sim. Ela tem sentimentos, mas lidar com eles, expô-los e assumi-los é assustador demais - porque bem, ela é uma mulher nobre.
Uma das coisas que mais me fascinaram na série é a nobreza dos Crawley diante de dificuldades que precisam ser resolvidas; seja a vinda do novo herdeiro para a propriedade, os problemas de dinheiro para a manutenção de Downton e uma ou outra chantagem que é feita por alguém pelos motivos mais variados. Enquanto eu, diante dessas situações, certamente fecharia a cara, choraria em público ou até xingaria; os Crawley dão sorrisos perfeitos e garantias inabaláveis de tranquilidade, deixando tudo de desagradável pra ser discutido em casa, a portas fechadas, muitas vezes ocultando isso de boa parte dos membros do clã. Robert e sua mãe Violet (que é simplesmente a melhor personagem da vida) são excelentes nesse papel de liderar a comunidade; o que me faz refletir que por todas as razões do mundo, os Crawley merecem aquela mansão estapafúrdia e centenas de acres de terra sobre os quais cobram aluguel: eles são o ponto de apoio do povoado, navegando os mares bravos com o semblante de quem tem certeza do que está fazendo, mesmo que nem sempre a tenham. Calma psicológica (e talvez vocês saibam por experiencia própria) é um recurso valiosíssimo, e dentre as irmãs Crawley, é Mary quem é mestra em dominar suas emoções. Ela sofre em silêncio, chora quando ninguém está olhando e tem plena consciência do que está fazendo e do que deve ser feito, enquanto Sybil derruba os pilares da aristocracia sem nem querer saber e Edith tenta destruir famílias ou põe fogo na casa. É essa impassibilidade que faz dela uma grande confidente do pai para todas as questões da família, e é isso que a deixa preparada pra segurar as rédeas de Downton; uma responsabilidade enorme, como seu pai destaca desde o episódio 1. Em The Crown, diante da morte do rei e do anúncio oficial de Elizabeth como a Rainha, ela recebe uma carta da avó lembrando-a que a coroa sempre deve vencer, e Mary é a mulher que tem a capacidade de colocar a coroa acima dela mesma. Ser a senhora de Downton pesa, e é para isso que ela se preparou.
Mary Crawley é uma covardona com uma força admirável e uma bully com um coração de ouro. Se ela tem seus momentos ruins com Edith e paga de coração de pedra para seus pretendentes, algumas pessoas da casa a conhecem muito melhor do que ela demonstra com seu sarcasmo e reviradas de olhos por aí. Carson, o mordomo e Anna, empregada e dama de companhia, são as maiores evidências de que por trás dessa fachada existe uma mulher que merece não apenas admiração ou medo, mas amor e carinho. Se a Violet é a melhor pessoa da série, precisamos concordar que Anna é aquela com o melhor coração, e mesmo apesar de a posição social não fazer das duas melhores amigas e sim ama e senhora, Mary não precisa sentar-se à mesa com ela e tomar chá pra ter empatia pela mulher que trabalha todos os dias ao seu lado. É impossível não gostar de Anna, essa personagem que mesmo apesar dos maiores perrengues vê a vida de maneira positiva, sem deixar transparecer mágoas, raiva ou derrota. Talvez seja pela honestidade no trato com ela que Mary se afeiçoa tanto à Anna, fazendo muito alem por ela do que seu papel de lady requer, forjando uma relação de cumplicidade com a criada. Isso, obviamente, sem falar no amor - eu não quero dar spoilers pra quem não assistiu (assistam Downton, gente), mas Mary tem toda a disposição pra ser uma romântica sofredora, abrindo mão da própria felicidade quando considera que a pessoa amada vai encontrar tudo aquilo e muito mais nos braços de outra pessoa. Ela é enfermeira, fazendeira e negociante se preciso for, e não tem medo de se sujar pra ter o trabalho bem feito - embora, obviamente, como uma nobre rica, ela prefere ficar sentada na sombra só olhando. Mas não é o que todo mundo prefere?
Em um episódio, Violet diz a Mary que a falta de compaixão pode ser tão vulgar quanto o excesso de sentimentalismo - é um dos muitos preciosos momentos de sabedoria dessa personagem sensacional que só diz verdades. Ela é muito realista, o que na maior parte do tempo consegue usar a seu favor para lidar com as situações da melhor maneira possível, mas a frieza que serve muitas vezes de barreira para manter o autocontrole afasta e magoa as pessoas que ela ama; e se talvez o dilema de sua irmã do meio seja descobrir o que ela pode ser, o seu seja aceitar a sua fragilidade. Durante a série, Mary vai se permitindo aos pouquinhos sentir mais - e fica muito claro como as emoções mais intensas parecem ser capazes de aniquilá-la por inteiro, como acontece logo depois do famigerado especial de Natal da terceira temporada; então é difícil culpá-la por tentar se proteger. Tom e Matthew são dois personagens que aparecem na vida dela e, apoiando-a constantemente, vão mostrando a Mary que envolver-se emocionalmente e deixar os sentimentos aparecerem tem lá suas vantagens.
Além de tudo isso, lady Mary é maravilhosa ao quebrar convenções o tempo todo - cortando o cabelo, se interessando por negócios, ou se relacionando com o sexo oposto de maneiras que deixariam a avó de cabelo em pé. Ela é uma mulher jovem e rica e, ao invés de se deixar ser arrastada pelo peso da sua posição social, frequentemente usa seus privilégios pra desafiar as coisas, ainda que só faça isso pelo bem dos seus interesses. Ela não é uma militante subversiva como a irmã, mas tampouco lhe interessa ser um bibelozinho nas mãos de um marido que lhe dite todas as opiniões. Mary tem poder e gosta disso, e é delicioso assistir uma mulher há cem anos que pisava no patriarcado como podia, sem nunca perder a pose.
Meu maior objetivo de vida é ser essa mulher linda, inteligente e detentora do título de mulher mais bem vestida das séries de época. Aceitem meu conselho e vejam Downton Abbey!!!

Um filme de herói roubou meu coração

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Eu estou careca de dizer nesse blog que não gosto de filme de herói, e quando Guardiões da Galáxia 1 surgiu na minha vida - mesmo apesar da trilha sonora absurdamente incrível - senti um misto de aborrecimento, confusão e preguiça com um guaxinim, um tronco falante, uma mulher verde e o protagonista bonitão e convencido explodindo tudo e todos na minha frente. Quando Digníssimo, meu patrocinador oficial de idas ao cinema, disse que queria que eu o acompanhasse pra ver a sequência, jurei que não ia reclamar - muito - e torci pra que a trilha sonora fosse ainda melhor, mas eu realmente não estava esperando que, lá pelas tantas, aquele negócio me causasse SENTIMENTOS.
É presunção demais de minha parte dizer que Guardiões - assim como seus primos criados pela Marvel - é um filme ruim. É um filme que não se leva a sério, que não se preocupa nem por um instante em trazer pra telona questões profundas e cabeçudas, que quer abusar dos clichês, das cenas de explosão, dos alívios cômicos e forçar nossa suspensão da descrença até o limite; mas que nem por isso se torna um desperdício de tempo, dinheiro, canções excelentes e Chris Pratt.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1ALERTA DE SPOILER!!!!!!!!!!!!!!!!!!1
Guardiões 2 é um filme que, pra além dos supervilões, lasers e piadas abusadas TASERFACE pra todo lado, também fala de coisas próximas demais da gente; e uma dessas coisas tem a ver com Ego, um personagem que merecia um troféu por personificar uma ideia tão bem. Peter finalmente conhece o pai alienígena que, como toda história na vida da gente, é feito de idealizações e mitos; e esse mito surge representando muito bem seu papel: aniquilador de exércitos inimigos, dono do seu próprio planeta, cheio de respostas e onipotente. Ego é um deus, do tipo que deixa a gente boquiaberto e apaixonado logo de cara.
com d minúsculo, pra parecer mais modesto
O problema de ser filho de um deus é que as decisões deles costumam ser incontestáveis e a história tem registros ruins acerca do que acontece com filhos imperfeitos - e spoiler alert: nenhum filho é perfeito. O filho perfeito é aquele que nunca chora, não suja as calças, não faz manha pra comer e vive a vida do jeito que nossos pais e mães sonharam pra gente no útero. Tanto Peter quanto nós todos fomos filhos perfeitos por um momento, até que a verdade aparece - até que nós crescemos, tomamos nossas próprias decisões e infalivelmente decepcionamos aqueles que passaram noites velando pelo nosso sono e lavando nossas fraldas sujas, seja por ser homossexual, desprezar a empresa familiar e preferir entrar pro circo, votar no PSDB ou não querer usar nossos superpoderes pra manter qualquer que seja o planeta dos nossos pais. A vantagem de não ser filho de um deus é que, ele pode até gritar e te por de castigo, mas nunca vai usar os superpoderes dele pra te prender.
Peter Quill tem que fazer uma escolha difícil (assim como todos nós): ele pode manter a ilusão do pai perfeito - mesmo sabendo que, no fundo, ele é um lunático - e aniquilar toda a sua vida fora do planeta Ego, sua gangue de amigos esquisitos e seus hits dos anos 80 em troca do amor eterno daquele homem fantástico - ou ele pode chutar o balde, despertar o ódio, levar umas porradas e fazer sua própria escolha, criar seu próprio planeta e escolher a sua própria família, que é o que, em última instância, todo mundo faz quando cresce. Ambas as possibilidades parecem ter vantagens e desvantagens na mesma medida, mas o problema de aceitar pra sempre o cargo de filho é que, por mais maravilhosa que essa ideia seja, ela não dá espaço pra nenhuma outra possibilidade.
 é caso de se ficar putinho mesmo, baby Groot
O problema de ser filho de um deus chamado Ego é que ele é seu próprio mundo, e nada que não seja Ego pode habitar ali. A história do relacionamento dele com a Meredith e como ele termina é uma metáfora perfeita sobre como não pode existir nenhum outro tipo de amor - e por que não, vida - em alguém que se coloca em primeiro lugar o tempo todo. Pra amar outra pessoa, é preciso abrir mão do ego em certa medida - é preciso crescer. Renunciar aos nossos sonhos desmedidos é algo que dói e exige maturidade pra ser feito, mas é a única forma de abrir espaço pra outras pessoas e permitir que a nossa vida gere outras vidas, num sentido metafórico e literal também. Ninguém pode ser pai de alguém sendo filho pra sempre, e se Ego acha que merece o título de pai de Quill só por ter parte no processo de fecundação, é bom que ele pense de novo - aqui na Terra a gente já aprendeu faz um tempo que pai é quem cria, e fazer um filho e sumir por 26 anos pra cuidar do seu próprio planeta é um jeito ótimo de conquistar o troféu de pior pai do mundo da galáxia.
E Yondu não aparece de graça nesse filme - aquele grandalhão azul e bronco, pintado de vilão por todo o primeiro filme, tem sua chance de mostrar que a vida não é feita de preto no branco e consegue se redimir e de quebra, salvar a pátria. Na cena do funeral, quando Quill finalmente se dá conta de que seu David Hasselhoff e ele não eram assim tão diferentes, é o momento em que ele também enterra suas fantasias de criança e entende que Yondu, com todos os seus defeitos, é quem foi seu pai real - assim como nós, num dado momento da vida, nos reconciliamos com nossos pais e mães e aceitamos todas as suas falhas, porque entendemos que ser adulto está bem longe de ser um super-herói, como um dia a gente ingenuamente acreditou. A cena depois dos créditos, em que ele aparece pra confrontar Groot adolescente me fez dar gritinhos de empolgação na cadeira - todos os Guardiões evoluem e formam laços ao longo da história, e é no decorrer desse filme, em cenas como a que Peter dança com Gamora e Drax afirma pra Nebulosa que eles são uma família, que percebemos que aqueles caçadores de recompensa e assassinos de aluguel egoístas não são os mesmos personagens que encontramos no final dessa sequência. Todos eles, com seus defeitos horríveis, continuam fazendo parte da vida uns dos outros por livre e espontânea vontade - e se isso não é ser uma família, eu não sei o que poderia ser.
Mais do que ver Quill enterrando suas fantasias de pai perfeito e crescendo, Guardiões continua falando sobre pertencimento e a possibilidade de se escrever uma história nova - Gamora é outra personagem que cresce e consegue enxergar que Nebulosa e ela não são assim tão diferentes; que nenhuma das duas é a mocinha ou a vilã, nenhuma das duas é à prova de culpa e julgamentos, mas ela consegue entender que as circunstâncias das duas não eram das melhores e naquele passado ela fez o que conseguiu e, se isso não foi o suficiente, talvez agora, num momento melhor, ela possa fazer mais. Drax, que passa a maior parte do tempo sendo o alienígena esquisitão e o alívio cômico da equipe, é quem enxerga Mantis de verdade e dá pra ela um lugar entre os Guardiões; e Yondu - de novo - se enxerga em Rocket e dá pra ele uma outra perspectiva sobre si - com uma história onde ele é visto mais como máquina do que um ser consciente e tem pouca relação de verdade com outras pessoas, não é estranho pra nós que ele tente afastar as pessoas o tempo todo agindo como um guaxinim irritante, já que guaxinins irritantes nunca desapontam ou magoam ninguém - e se o fazem, não vão se responsabilizar por isso. Se Ego quer amor ilimitado e exclusivo, essa conversa preciosa entre os dois nos dá ideia que viver fazendo o oposto é igualmente triste e perigoso, e que por mais que amar pessoas e formar vínculos seja extremamente cansativo, frustrante e cheio de percalços, talvez essa ainda seja a nossa melhor possibilidade.
Guardiões da Galáxia continua sendo um filme de herói absurdo e descompromissado com a realidade, e continua reforçando ainda mais o sentimento de que não importa se você é azul, verde, um guaxinim, um tronco, um herói B dos quadrinhos, um ciborgue ou um órfão, você ainda pode encontrar sua turma, chutar bundas e salvar a galáxia - e quem sabe, encontrar o amor verdadeiro. Não é difícil entender por que fui uma das poucas pessoas a ficar imune ao charme dessa gangue esquisita, já que se sentir um ET deslocado por boa parte da sua vida não é um sentimento tão estranho assim como crescemos acreditando que fosse. E é claro, as coisas se tornam ainda melhores se você puder fazer tudo isso embalado por um mixtape de canções dos anos 70.
Se você ainda odeia filmes de herói, Guardiões da Galáxia continua valendo a pena por trazer outra trilha sonora incrivelmente gostosa e dançante. Numa votação, eu ainda escolheria o Awesome Mix número 1, que inclui David Bowie, Jackson 5 e Marvin Gaye numa tacada só e a dose ideal de baladas brega (if you like piña coladaaaaaaaaaaaaa and getting caught in the rain), mas a escolha de The Chain pra tocar no confronto entre Ego e Quill (and if you don't love me nooooooooooow you will never loooooooove me agaaaaaaaaaaain) e mais baladas brega pra aquecer nosso coração (Come a Little Bit Closer e Wham Bam) me conquistou de um jeito que não pude escolher outra trilha sonora pra escrever esse post. Baby Groot aprovou.
não dá pra matar todo mundo num filme em que toca Fleetwood Mac e Electric Light Orchestra né