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#17: Aquele pro meu irmão mais novo

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Querido irmão mais novo,

Quando eu me tornei uma irmã mais velha, aos nove anos de idade, nenhum de nós soube disso de imediato - você por ainda não ter a menor condição e eu, por estar há dez mil quilômetros de distância. Tinha sido filha única até então e passado todo esse tempo sendo a única princesa de casa e do sobrado da minha nossa (até então) minha avó, enchendo o saco de todos os adultos do mundo pra brincar comigo e, quando isso falhava, inventando mil jogos sozinha. Aos nove anos, eu já estava na quarta série e tinha cansado de pedir um irmão (ou irmã) pra minha mãe; e o destino de ser filha única e não ter de dividir o computador do meu pai com mais ninguém parecia muito bom, obrigada.
Então você nasceu.
Não foi da minha mãe, como eu tinha cansado de pedir - foi da sua mãe, outra mulher, em outro país. Você era meu irmão-por-parte-de-pai, meu meio-irmão, - ainda que as pessoas me dissessem que isso não existia - uma enxurrada de malinhas e mantinhas azuis que chegou pra roubar ocupar espaço na casa onde eu tinha (até então) reinado sozinha. São nove anos entre nós, mas só conheci você às vésperas do meu décimo-primeiro aniversário, às vésperas do pior ano da minha vida escolar. É óbvio que eu enxergaria você como um intruso.
Talvez eu devesse pedir desculpas por isso. Talvez não (você faria o mesmo, eu sei).
Você era um bebê loirinho que se tornou o xodó das minhas amigas, que carregava pra todo lado uma bola do Palmeiras e pouco depois se tornou obcecado pelo Homem-Aranha, e depois vieram os anos em que fui estudar fora; e quando voltei, você tinha 12 anos e gostava dos Transformers. Acompanhei a mudança dos seus gostos pra heróis da Marvel e quadrinhos, sua mudança de escola e todas as outras coisas que fizeram de você um adolescente no auge dessa fase terrível.
A verdade é que mesmo às vésperas de fazer dezesseis, você não é terrível - não pra mim, pelo menos.
O acaso fez com que nós dois compartilhássemos um mesmo ramo da árvore da vida, mesmo sem termos dividido teto por um único dia sequer - e isso faz com que você seja a única pessoa no mundo além de mim que é capaz de entender certas coisas sem que eu sequer precise esboçar uma explicação. Fico surpresa como nossa forma de lidar com as frustrações é idêntica, e como você também carrega as mesmas inseguranças que eu tinha na sua idade (e que na sua idade eu também jurava que jamais iriam te afligir). Passei a maior parte da minha adolescência sendo atormentada por uma raiva inexplicável e inominável de tudo, algo que ninguém jamais entendeu e me fez ser vista como a menina esquisita por um longo tempo. Ver você passando pela mesma coisa é algo que me deixa ao mesmo tempo feliz por não estar sozinha nessa tormenta que volta e meia ainda me abala e triste, porque meu papel como irmã mais velha é sabiamente proteger você de todos os males do Universo, esse maldito. É óbvio que falho nisso porque não tenho a força incrível da Jessica Jones ou o sangue frio do Rorschach - eu sequer tenho a minha vida arranjada, quem dirá a dos outros - ou quiçá uma fórmula mágica que possa decifrar tudo o que você não consegue me dizer. É lógico que as nossas diferenças tem de aparecer em algum lugar, e elas estão nas escolhas que fazemos ao lidar com as pessoas: você não liga pra ninguém, eu ligo pra todo mundo. Cada um tem de descobrir sua maneira de como pode ser salvo, e enquanto estou aqui, desabafando nesse site e tocando bateria imaginária ao som da nova do The Killers, você deve estar matando gente jogando Battlefield. Paciência.

Eu sei o quanto é estranho não dizer pessoalmente o quanto você significa pra mim e fazer isso por meio de um blog na internet que estranhos podem acessar e ler, mas não escrevo isso aqui pra me expôr ou expôr você - sim, eu sei o quanto essa ideia te aborrece, mas eu escrevo porque sou gente que escreve desde antes de você nascer. Eu escrevo essa carta post babaca porque falar sobre o que eu sinto e penso em forma de texto corrido é a melhor maneira que conheço de me expressar, e por mais que nós dois passemos tardes falando de vídeos bobos, do Ensino Médio e suas dores e da raiva que sentimos do mundo, sei que falamos muito pouco da gente. Do que somos e do que sentimos. Das outras coisas feias e tristes, dos medos e das tristezas, desses sentimentos extremamente vulneráveis que eu sei que você tem tanto quanto eu, mas nenhum de nós parece ter coragem pra abrir a caixa de Pandora enquanto estamos juntos. Nós crescemos longe um do outro e as trivialidades da vida nos escaparam, o que talvez dificulte essa coisa de expôr nossos piores sentimentos - e eu sei que ninguém nunca te ensinou muito bem como fazer isso, mas eu queria usar esse post - que nem sei se você vai chegar a ler, porque eu sei que você gostava de ler esse blog mas a minha vergonha idiota das coisas que penso e escrevo te expulsou daqui - pra comunicar meus sentimentos, numa tentativa meio besta de que eles talvez cheguem até você um dia.
Você e eu temos muito mais em comum do que admitimos ou sabemos, e mesmo sem saber comunicar isso da maneira ideal, isso forja um vínculo entre nós que sei que não poderia ser substituído por mais nenhum. Você também tem ciúme da casa e das tranqueiras da casa da minha nossa avó e cresceu comendo dos mesmos pratos, ouvindo as mesmas histórias e eventualmente tomando banho de banheira, assim como ocupando um lugar na história do nosso clã que de certa forma, também parece bastante com o meu.
Irmão mais novo: as pessoas que não são unidas pelo amor, são unidas pelas tragédias em comum, e o que eu sinto por você tem um pouco dos dois. Nunca usei a palavra amor falando contigo porque também sou uma menina jeca, arisca e noiada demais pra abrir meu coração a torto e a direito, mas você merece saber da sua importância pra mim. De como eu gostaria de fazer com que você se sentisse amado nesse mundão véio e cruel e de oferecer suporte pra que você enfrentasse tudo aquilo que realmente te perturba. Eu gostaria de poder dizer tudo isso de uma maneira melhor, assim como gostaria que você entendesse que pode confiar em mim, mesmo que o mundo diga o contrário sobre as pessoas.
Você me faz entender que família é todo mundo que deixa a nossa longa caminhada pela Terra menos solitária; e se é que em algum momento da história tive a opção de reconhecer você como meu irmão por inteiro ou como irmão nenhum, eu estou feliz com a primeira opção. Obrigada por existir. Obrigada por estar segurando minha mão, metaforicamente, mesmo sem saber, nesses anos todos. Estou aqui pra segurar a sua também.

#16: Um guia para a discografia do The Killers

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O THE KILLERS VAI LANÇAR CD NOVO DIA 22 DE SETEMBRO E EU ESTOU EMPOLGADA. Deu pra perceber? Falei disso em praticamente todas as oportunidades que tive. O THE KILLERS VAI LANÇAR OUTRO ÁLBUM, DEUS DO CÉU, ME SEGURA.
Eu já conhecia Somebody Told me desde o lançamento (quem não ouviu essa música em 2004, némesmo) e era fã de Mr. Brightside e Bones, mas só fui conhecer a banda de verdade em 2012, num final de semana prolongado em que deveria ter dedicado ao meu projeto de pesquisa na faculdade mas procrastinei horrores jogando Candy Crush e ouvindo música. Mr. Brightside é uma das poucas músicas por cujo clipe sou apaixonada e pode ser que eu estava ouvindo ela, quando perdi o controle e a ferramenta de reprodução automática do YouTube foi me levando pra outras drogas. Lembro que a terceira música a me conquistar foi Read My Mind, seguida por This is Your Life, e a partir daí fui puxada pra drogas mais pesadas como When You Were Young e o resto é história, já que há cinco anos essa banda ocupa o pódio de Minha Banda Preferida.
Dito isso, não sou a melhor e maior fã do mundo, sequer sigo a página deles nas redes sociais ou dei dinheiro pra eles comprando um mísero chaveirinho, mas me sinto no direito de fazer alarde e ficar histérica porque as músicas deles me causam SENTIMENTOS. Sinto arrepios, aperto no peito, vontade de gritar, arrancar os cabelos e qualquer outra coisa que pode ser confundida com loucura pura, mas é só a arte deixando suas marcas em mim. Obrigada Deus, pela existência de um grupo que consegue traduzir o que eu sinto e não sei explicar em faixas de quatro minutos.
Outra coisa: Esse post vai ser ilustrado com gifs do Brandon Flowers porque não basta o The Killers ser essa banda doida que me causa os sentimentos mais intensos, o vocalista deles também é gatíssimo e eu tenho vontades de lamber a cara dele. Me liga, Brandon, xoxo.
#1: Hot Fuss (2004)
O que é: O primeiro álbum de estúdio
Também conhecido por: Ter lançado os mocinhos do Killers pro mundo e por ter 2/3 da ~trilogia da morte~. Também é o preferido de um monte de gente.
O que eu acho dele? Acho que é meu menos preferido, não me odeiem. É um álbum de estreia e não tem a vantagem da ~maturidade~ que os músicos adquirem com o tempo, o que não quer dizer que eu o odeie. O Hot Fuss foi lançado há 14 anos (eita) e se parece muito com de o som outras bandas que faziam um sucesso tremendo na época, e talvez essa seja exatamente a chave pra entender porque todo mundo ama esse álbum e ama ao mesmo tempo as outras bandas de indie rock e eu, bom, não. As faixas são mais "pesadas" do que as dos álbuns seguintes, tem uma vibe mais dark, distorcida ou algo assim. Me falta o vocabulário pra explicar.
O que ouvir daqui: Provavelmente tudo o que você já ouviu  Mr. Brightside é de longe a melhor, seguida de Somebody Told Me (é boa sim, vai) e All These Things I Have Done, que foi a única surpresa realmente boa que esse álbum me trouxe. Gosto de Change Your Mind e Under the Gun (apesar do Sawdust ter uma versão melhor dela); mas esse é meu gosto pessoal - as pessoas AMAM Jenny Was a Friend of Mine, Midnight Show e Smile Like You Mean It (e eu também gosto, dependendo do estado de espírito). Se qualquer uma dessas combinações te agradar, você é uma victim em potencial, risos (essa alcunha é muito brega, fazer o quê).
#2: Sam's Town (2006)
O que é: O segundo álbum de estúdio, que tem um som bem diferente em comparação com o primeiro
Também conhecido por: Ser o MELHOR ÁLBUM DO ROLE ATÉ AGORA. Não é meu preferido por razões sentimentais, mas é claramente o melhor, e a enquete que fiz no Twitter diz que a galera concorda.
O que eu acho dele? É bom, muito bom, e envelhece ainda melhor. O Sam's Town já fez dez anos, já foi relançado com música extra e continua excelente como no primeiro dia que o ouvi. Eu sinto uma diferença notável do indie ~genérico~ do Hot Fuss pro rock que eu reconheço como sendo o The Killers - a banda é de Las Vegas, cultivada no meio de letreiros de neon e poeira do deserto, e de alguma forma eu consigo sentir essa mistura altamente americana nas músicas desse álbum, que é extremamente energético - o bagulho é loko, eu avisei.
O que ouvir daqui: Tudo? Sério, é muito dificil escolher o que deixar pra trás, porque esse é um álbum muito homogêneo em termos de qualidade. Minha favorita de longe é When You Were Young, um HINO, um Musicão da Porra, chamem do que quiser. This River is Wild é meu segundo lugar, uma música pra amar do começo ao fim. Bones, Sam's Town, Read My Mind e Bling seguem como as minhas outras eleitas, embora esse seja um cd que não tenha uma música ruim.

#3: Sawdust (2007)
O que é: Um álbum só de B-sides, remixes e outras músicas não lançadas oficialmente
Também conhecido por: Ser absurdamente ignorado e ter a minha capa favorita. Também tem a primeira parte da ~trilogia da morte~, um trio de músicas que juntas contam a história de um assassinato passional.
O que eu acho dele? SUBESTIMADO. São 17 músicas e das 13 que só estão nesse álbum, seis delas ganharam meus coraçõezinhos no iTunes. Pra mim, ele tem a mesma vibe indie do Hot Fuss, com um pouquinho mais do segundo álbum, e merece ser levado em consideração tanto quanto os outros.
O que ouvir daqui: ROMEO AND JULIET - é cover do Dire Straits e AMO COM FORÇA ESSA MÚSICA. Tem Shadowplay, um cover do Joy Division que todo mundo também ama. Minhas outras favoritas: Tranquilize (que tem o Lou Reed), Show You How, Under the Gun e Sweet Talk, que me passam sentimentos muito bons. Também tem All the Pretty Faces, é muito boa e deveria ser um single do Hot Fuss.
#4: Day & Age (2008)
O que é: O terceiro álbum de estúdio da banda
Também conhecido por: BRANDON FLOWERS EM SUA MELHOR FORMA 
O que eu acho dele? MEU FAVORITO, mesmo que a referida enquete no Twitter não tenha concordado. Acho o Day & Age e o Sam's Town muito parecidos, numa vibe diferente (e melhor) do que o antecessor e o sucessor. Muitas das minhas músicas favoritas estão aqui, então o Day & Age reina no meu coração, mesmo não sendo constantemente bom como o Sam's Town.
O que ouvir daqui: A DUSTLAND FAIRYTALE, POIS EU AMO ESSA MÚSICA COM TODO O MEU CORAÇÃO e faço questão de gritar o nome dela aos quatro ventos (o clipe dela é uma maravilha tal qual o de When You Were Young, assistam). Losing Touch é outra música que me faz querer gritar de tão maravilhosa!! Spaceman, Neon Tiger e Human são as minhas outras indicações - O Day & Age pode não ter os mesmos números que o antecessor, mas das cinco músicas que citei, as quatro primeiras estão no meu top 10 da banda - são músicas muito intensas, que me fazem sentir coisas, que fazem com que eu me sinta muito viva. Esse cd é injustiçadérrimo, por favor ouçam ele também.

#5: Live From the Royal Albert Hall (2009)
O que é: Como o nome diz, é um álbum ao vivo
Também conhecido por: Ter a mesma capa do Day & Age
O que eu acho dele? Então, gente. Eu não gosto de álbum ao vivo, a maioria das músicas acabam sendo versões piores das versões de estúdio, então é o primeiro que eu mandaria pra fogueira se tivesse que escolher, heh. Tem quem goste, tho.
O que ouvir daqui: Aquelas que não indiquei nos álbuns passados Acho que a única música que eu gosto de verdade daqui é a versão no piano de Sam's Town, que originalmente soa bastante agressiva mas que fica muito boa na versão acústica também.
#6: Battle Born (2012)
O que é: O quarto álbum de estúdio
Também conhecido por: Ser o pior dos quatro álbuns de estúdio
O que eu acho dele? Não é o pior, só fica em penúltimo RISOS. O Battle Born foi lançado alguns meses depois de eu me descobrir fã do The Killers, e me lembro que depois da expectativa pelo cd, o lançamento me decepcionou um pouquinho, porque esse cd também escapa um pouco do ritmo construído pelos anteriores. Não é, assim como o Hot Fuss, um álbum ruim - mas sinto que as músicas daqui dão mais destaque pros vocais e menos peso pros instrumentos. Amo demais a voz do Brandon, mas sou igualmente fascinada pelos shows de bateria e guitarra que eles deram em Sam's Town e Day & Age; e talvez isso justifique minha preferência.
O que ouvir daqui: Obviamente, comece por Miss Atomic Bomb, uma música que tem ligação láaaa com Mr. Brightside (e um clipe maravilhoso). Runaways é a minha segunda preferida, seguida por Deadlines and Commitments (eu amo o ritmo dessa musica), A Matter of Time e The Way it Was.
UNICO BRANDON FALSO POSSÍVEL
#7: Direct Hits (2013)
O que é: A única coletânea dos melhores sucessos da banda
Também conhecido por: Ser um filler pra matar a nossa vontade por coisa nova, já que o Battle Born não foi esse graaaaaaaaaaaaaande hit. Se não me engano, depois da última turnê a banda entrou num hiato, e pra comemorar os dez anos de história da banda, veio esse cd.
O que eu acho dele? Um álbum BEM jóia - sempre começo baixando coletâneas quando não conheço alguma banda, e acho que o Direct Hits entrega isso aí que ele promete no título. O Sam's Town merece mais atenção? Merece. Comecem por esses dois, então.
O que ouvir daqui: TUDO, afinal, é uma coletânea de sucessos. Tem as únicas músicas que prestam do Hot Fuss e do Battle Born (hahahaha) e faz um bom trabalho compilando os outros dois álbuns, que merecem mais atenção. Ele tem duas inéditas que definitivamente VALEM O MATERIAL: Shot at the Night e Just Another Girl, que está no meu top favoritas do The Killers.

#8: Don't Waste Your Wishes (2016)
O que é: Um álbum com músicas natalinas. O The Killers lança, desde 2006, um single de Natal cujos lucros são revertidos pra caridade, e no ano passado saiu um álbum compilando dez anos de história natalina.
Também conhecido por: Me ajudar a deletar aquele monte de pastinhas de singles de Natal e juntar tudo num cd oficial.
O que eu acho dele? Olha, eu não gosto de música de Natal, então acho esse cd meio dispensável, salvo por umas duas músicas - mas fã que sou, qualquer coisa que eles toquem e cantem tá valendo, então mantenho esse álbum aqui porque às vezes sinto a louca de ouvir.
O que ouvir daqui: Minha preferida é Don't Shoot me Santa (2007), que é a única que eu ouço voluntariamente e não só quando o iPod está no shuffle e também é a primeira parte de uma trilogia que envolve um Papai Noel rancoroso e continua em I Feel it In My Bones (2012) e Dirt Sledding (2015) - também são boas músicas pra se ouvir, mas não tanto assim como a primeira. Além dessas, Christmas in L.A. (2013) tem uma vibe melancólica e não fosse pelo refrão, ninguém diria que é um jingle de Natal.
#9: Wonderful Wonderful (2017)
O que é: O ÁLBUM NOVO - o quinto de estúdio.
Também conhecido por: Ser o único álbum a não ter o nome da banda na capa, o que invariavelmente me deixa irritada por quebrar a estética - mas também por ser o álbum novo depois de CINCO ANOS de Battle Born.
O que eu acho dele? Mal conheço e já considero PACAS. Eles mesmos disseram que esse é o álbum mais parecido com o Sam's Town da história da banda, então só me resta ficar ansiosa e histérica até o mês que vem.
O que ouvir daqui: Por enquanto, só tem duas músicas: The Man e Run for Cover. Ambas são incríveis - Run for Cover é uma música cheia do que eles fazem de melhor e The Man tem Brandon Flores fantasiado de homão o clipe inteiro, meusamigos. Não tem como dar errado.


The Killers num top 10:
Tem playlist, né? Lógico. Com muito esforço, selecionei minhas dez músicas preferidas e montei uma listinha pra deixar vocês no mesmo clima que eu até setembro. SÓ VEM THE KILLERS!!!

#15: Saber não ocupa lugar

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Ou: aquele sobre as casas de Hogwarts que eu deveria ter escrito uns seis meses atrás
Ou ainda: IH FOI MAL A MINHA É A CORVINAL

ERA PRA SER UMA ÁGUIA, CACETE
É missão praticamente impossível falar de Harry Potter sem trazer à tona um baú cheio de sentimentos datados da época em que a gente naufragou sem perceber naquelas páginas e quis, mais do que nunca, acordar com uma coruja trazendo no bico nossa carta de Hogwarts. Comigo isso aconteceu quando eu tinha uns oito anos, e mesmo sendo jovem demais pra embarcar no trem naquele primeiro ano de Ron, Harry e Hermione, foi impossível não fantasiar minha própria vida como bruxa - comprando meus materiais no Beco Diagonal, escolhendo uma coruja de estimação e sentando ao lado do trio na mesa do café da manhã.
Usando as cores da Grifinória. Óbvio.
Que atire em mim a primeira pedra quem nunca se imaginou como o novo amigo do Harry; cruzando os corredores de Hogwarts  ou arrasando no campo de Quadribol de uniforme vermelho e dourado, se sentindo o máximo por não ter caído naquela casa que só tem panacas, aquela outra onde estão todos os vilões (com uma COBRA como emblema, francamente), ou aquela outra completamente irrelevante. No princípio, era a Grifinória, porque nenhuma outra opção parecia boa o bastante pra um protagonista - e também porque sabíamos pouco demais sobre as outras três.
Então eu cresci. E aí vieram as fanfics. E claro, Draco Malfoy.
E a Sonserina.
A ideia de que em algum lugar do espaço tempo eu poderia ser aceita na Sonserina é tão maluca que me faz RIR - embora claramente minha versão ficrwiter não estava nem aí pra isso. Não tenho sangue nobre e muito menos ambições de poder, além ter de uma tendência a colocar o bem-estar dos outros na frente do meu, o que faz de mim uma legítima panaca. Passei um bom tempo imaginando que por conta disso, seria bem recebida da Lufa-lufa - a casa mais subestimada de Hogwarts, a mais inclusiva e que teve o menor número de bruxos das trevas da história. Mas aí veio o Pottermore, e J. K. Rowling me botou na Corvinal.
Sabemos muito pouco sobre a Corvinal, e J. K. Rowling não nos faz nenhum favor na hora de apresentar os alunos: Cho Chang é odiada por metade do fandom, Lockhart é um palhaço mentiroso, Trelawney é charlatã e doida ao mesmo tempo... e tem a Murta-que-geme, a maior piada pronta dos livros. Prof. Flitwick, mesmo sendo um professor talentoso (que também foi hatstall), é metade duende. E claro, temos Luna Lovegood.
Ela é boazinha, ela é do bem, ela salva o dia, mas ela é estranha. As pessoas riem dela, colocam apelidos lunáticos e somem com as coisas dela, porque isso parece ser um passatempo de primeira. Luna é uma doida varrida, e seu comportamento gentil não é suficiente pra que as pessoas deixem de julgá-la ou tentem se aproximar dela de verdade, incluindo Harry e seus amigos.

A Corvinal embora seja completamente esquecida nos livros tem essa suposta fama de abrigar um bando de CDFs neuróticos que não ligam pra nada e nem ninguém e fariam qualquer coisa mesmo pra ter boas notas. Mas a verdade é que talvez o Chapéu Seletor do Pottermore tenha lá seus poderes; e embora a Lufa-lufa pudesse me receber com amor, minha verdadeira casa em Hogwarts só poderia ser um lugar onde livros são mais importantes que pessoas. Às vezes. Mas ainda assim.

Se a Luna andava por aí sozinha usando brincos de rabanetes e caçando Bufadores de Chifre-Enrugado, eu também passei bons recreios na biblioteca, abraçada aos meus livros de ficção sobre um menino que frequentava uma escola mágica sobre os quais ninguém queria saber. Livros são mais importantes do que pessoas porque às vezes, pra alguns de nós, o único conforto possível de ser encontrado pra nossas emoções ou ideias não está nas pessoas de verdade que nos rodeiam, mas sim em ideias de outros igualmente doidos e esquisitos que deixaram isso registrado no papel. A sala comunal, de teto alto e decorado com motivos celestes e janelas em arco parece o lugar perfeito pra passar o dia todo lendo, sendo transportado para um outro lugar- qualquer lugar, em qualquer época, desde que seja diferente do aqui e do agora que às vezes são tão limitados e torturantes. Os alunos não estão mortalmente interessados em validação, poder ou status - a Corvinal é a casa dos introvertidos, das pessoas quietas com mentes barulhentas demais, que mergulham muito fundo dentro de si mesmas e às vezes basta saber que existe alguém ali, igualmente interessado em discorrer sobre teorias suspeitas ou ideias não-conformistas pra afastar de vez o desconforto da solidão. Aliás: estar sozinho não é um horror pros Corvinais, já que no fundo, no fundo, nossa jornada não vai ser percorrida por ninguém além de nós mesmos; e dizer sim pra nós e nossas ideias invariavelmente se afasta de seguir as ideias e a companhia de algumas pessoas ao longo da vida.
A Lufa-lufa pode aceitar as diferenças, mas é a águia da Corvinal e não esse raio desse corvo que, lá de cima, consegue enxergar mais longe e mais além e abraçar as pessoas realmente estranhas - sem pedir desculpas por isso, sem minimizar os tiques e as manias irritantes, sem esperar que elas abram mão das suas ideias pra parecerem adequados em Hogwarts. Rowena Ravenclaw entendia que a verdadeira inteligência e esperteza não estavam somente nos livros - ou ela teria deixado questões de provas pra serem resolvidas pelos alunos ao invés de enigmas. Pra responder um enigma, é preciso além de conhecimento, pensar fora da caixa e arriscar hipóteses, mesmo que elas estejam erradas. É necessário tentar o novo, algo que muitas vezes envolve falhar também - algo que os alunos detestam, mas assim mesmo entendem que devem arriscar. A Corvinal celebra a originalidade e a criatividade dos estudantes de encontrar suas próprias soluções, já que duas cabeças pensam sempre melhor do que uma e, cada uma à sua maneira, tem ainda mais chances de encontrar uma saída para uma dificuldade. A criatividade também pode ser conhecida por germinar ideias horríveis; mas não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos e o preço que se paga pela liberdade de gerar ideias fabulosas são as ideias ruins. A Corvinal tem várias histórias de bruxos que inventaram alguma sandice - assim como nós temos nossos dias ruins e o próprio BEDA serve para provar isso. Os dias de posts ruins existem, mas não tem como escrevermos os posts bons se deixarmos de escrever at all.
Os Corvinais também são corajosos, não por lutarem contra dragões a sangue frio ou saírem por aí caçando bruxos das trevas, mas por exporem seu eu verdadeiro pro mundo acima de qualquer outra coisa. O verdadeiro tesouro de cada um está ali entre as orelhas e diz respeito àquilo que cada pessoa viveu, pensou e levou adiante, e cada bagagem é única e preciosa. Os testrálios que a Luna enxerga são uma boa metáfora de como nossos olhos podem ver coisas que outras pessoas não percebem quando não possuem uma história que dá sentido àquilo - e saber que o mundo poder ser mais do que a sua percepção te comunica é de uma capacidade muito maior do que apenas decorar livros e tirar boas notas.
O real trunfo da Corvinal não é dar sempre a resposta certa, mas sacar que podem existir múltiplas respostas certas - e ainda saber quando e como usá-las. O lema da casa, em inglês, usa a palavra wit, e acho engraçado como essa palavra não tem uma tradução exata pro português: pode significar inteligência, esperteza ou até mesmo miolos. Pra além do conhecimento acadêmico, alguém que é witty é uma pessoa divertida, espirituosa, rápida e sagaz no humor. Wit beyond measure talvez queira dizer isso: de pouco adianta fama, riqueza ou outros troféu, quando a coisa mais preciosa é aquilo que somos, sabemos e pensamos. Não se trata somente do cérebro e do intelecto, mas sim do espírito e do nosso "eu" em todos os sentidos. O avô que eu só pude conhecer por meio de histórias dizia que saber não ocupa lugar e, mesmo sendo de uma família que não pode optar pelos estudos, acumulou conhecimentos de todas as fontes que pôde pra passar adiante. A única riqueza possível, aquela que não pode ser roubada, é a riqueza do pensamento, do nosso mundo interno. Amém, Rowena Ravenclaw.

#14: Gente talentosa: Jerianie

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A Jerina (que segundo o Google Tradutor, se pronuncia Ierina) é finlandesa (!!!!) e ilustradora, mas como se não bastasse, ela também é uma obra de arte - RISOS RISOS - Fiquei impressionada quando o Twitter me recomendou ela e dei de cara com fotos maravilhosas, quase uma pintura do século 21.
Acho ela a cara da Bela Adormecida e morro de vontade de catar minha trouxinha e #partir #finlandia - to seguindo ela há pouco tempo então não peguei a temporada das fotos de inverno, mas agora ela posta bastante coisa do verão e eu confesso que to surpresa por lá não ser um grande bloco de gelo. Num dos posts, ela diz inclusive que é muito fácil pros finlandeses encontrarem áreas verdes perto da cidade e isso com certeza explica as fotos nos lugares maravilhosos que ela tira.
Vocês já estão carecas de saber como a fotografia me inspira. A primeira vez que me deparei com alguém que me causou sentimentos maravilhosos com um simples clique foi em 2012, quando enfiei na cabeça que deveria insistir na ideia de comprar uma câmera e brincar disso também. O tempo passou, a fotógrafa em questão mudou o estilo dela e me tornei órfã de alguém que enchesse meu coração de amor e beleza com tanta precisão, até encontrar a Jerina. Eu andei meio desanimada de pegar na câmera, mas o Instagram dela restaurou com toda a força isso em mim.
Logo no primeiro dia que encontrei ela pela internet, rolou aquele sentimento de "meu Deus, que menina perfeita, quero ser igual a ela ou a vida não vale a pena AAAAAAAAAAAAA". Vocês sentem isso também rolando por certos feeds? Eu sinto mais vezes do que gostaria - mas esse não é mais um caso de uma menina com cara de modelo perfeitinha disseminando uma vida surreal na rede - os posts que ela escreve pra acompanhar as fotos são igualmente lindos e muito reais. Dá pra perceber o quanto ela gosta do verão (rindo - menina, você não conhece os trópicos) e o jeito honesto de falar sobre questões pessoais, como a história dela como artista, o intercâmbio que ela fez no Japão e pensamentos sobre aparência e autoestima, postando também umas fotinhas sem maquiagem sem problema nenhum. Acho ela muito linda por dentro e por fora do mesmo jeito.
Tenho andado profundamente apaixonada por essa estética de flores e natureza e os looks outonais dela. Tudo tão simples e maravilhoso, tão prático mas ainda assim muito fofinho. Além de ser essa beleza toda, a Jerina estuda Mídia Interativa e já estudou Design e Ilustração. Ela compartilha as artes dela no twitter e no tumblr, e de vez em quando posta uns progressos do próprio trabalho. As ilustrações também são muito lindas - ela pinta tanto com tinta quanto digitalmente, e de vez em quando ilustra alguns dos próprios lookinhos bonitos. Também já comentei aqui que eu adoraria saber desenhar, e ver a evolução dela como desenhista me deixou pensando em tomar vergonha na cara e praticar desenhos todo dia, já que essa é a única forma dolorida de aprender a fazer arte.
A conta dela tem sido uma das minhas favoritas de acompanhar, porque sempre me sinto bem de ler e ver os posts que ela faz. Sinto um verdadeiro carinho na alma e não só nos olhos; e que bom seria se a internet fosse só essa pracinha recheada de gente legal, né? A gente tenta fazer isso selecionando esses perfis e passando adiante (aceito sugestões de vocês também).
Resolvi não fazer montagens com as ilustras dela porque mesmo sendo uma artista muito boa, são as fotos que ela posta (sobre as quais não sei muita coisa, mas adoraria saber quem tira) que me fazem sentir dez mil coisas diferentes, e eu queria mostrar o máximo possível delas aqui, mas os links pra checar todos os posts da Jerina nas redes sociais tão aqui: @jerianie (instagram) - @jerianieart (instagram) jerinart (tumblr) - @jerianie (twitter)

#13: Exausta demais pra aguardar até outubro

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Eu juro que pensei que não fosse conseguir chegar até esse post, mesmo tendo dito que depois da semana passada não morria mais. Quero FÉRIAS, meus amigos. Tenho direito a férias remuneradas só depois da metade de outubro; e o plano é utilizá-las em janeiro. Será que consigo passar pelos meses remanescentes sem cometer algum crime ou atentado contra algo? Ta aí uma questão que não posso responder com certeza. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Assim mesmo, parece que @Deus ouviu algum dos meus apelos desesperados e mandou um sinal de que tempos melhores estão por vir - sendo esse sinal A MÚSICA NOVA DO THE KILLERS. Acho que nunca dediquei a eles aqui no blog o espaço que merecem pra fazer algum post (e posso ou não fazer isso nessa próxima semana, veremos), mas já comentei em vários lugares que o status de banda preferida do momento (nos últimos cinco anos, actually) é deles. Me tornei fã da banda no ano que o Battle Born saiu, ouvi todos os cds até a exaustão e mais um pouco, e ultimamente andava meio enjoada cansada das músicas e vazia, em busca de um hit novo pra ouvir em loop. Reclamei disso na terça-feira e eis que na quarta, Run For Cover surgiu pra mim numa revelação divina. Até o fechamento desta edição, continuamos piradas no ritmo da música e agradecendo ao senhor todo-poderoso por The Killers continuar VIVÍSSIMO. Já linkei o clipe de The Man por aqui, então vocês fiquem com Run for Cover agora (que é muito mais legal, mas não ganha os brownie points de ter Brandon Flores vestido de cowboy no vídeo).

Ninguém perguntou, mas minha obsessão por Hamilton continua. Agora aprendi a cantar Non-Stop. Acho que ninguém comprou minhas indicações musicais, né? OUÇAM HAMILTON, EU JURO QUE É BOM.
Digníssimo me transformou num monstro.


Uma pausa pra reclamar do trabalho: são dez meses como funcionária da saúde pública deste país e eu quero ARREGO. Trabalhar com pessoas doentes traz todo um nível diferente de estresse laboral porque, veja bem, as pessoas estão doentes. A gente sempre acha que nossa vida está ruim, mas aí a gente fica doente - uma gripe, tosse persistente, unha encravada - e aquilo ali é o suficiente pra abafar todas as outras misérias e te deixar pior; e quando a coisa se torna uma Doença de Verdade, o buraco aumenta. As pessoas não estão felizes, as pessoas não estão em condições de facilitar a vida de ninguém, e às vezes por mais que a gente queira (e a gente quer), também não podemos facilitar a vida delas porque faltam RECURSOS - tempo, dinheiro, pessoal, instalações. Quer dizer, a gente até pode, mas com um custo enorme pros funcionários - eu poderia salvar a vida de todo mundo que precisa de mim, se trabalhasse por 50 horas semanais, 30 delas de graça. E é assim que chegamos rapidinho nesse tipo de dilema - devo me matar de trabalhar pra ter a consciência em paz de quem fez tudo o que pôde e não pode ou simplesmente dizer o famigerado NÃO e colocar os limites onde eles devem ficar, e assim resguardar parte da minha saúde mental ao custo da das pessoas? Eu poderia salvar o mundo e passar adiante o altruísmo irrestrito, mas acontece que essa merda já tava assim e não foi por minha culpa, eu não tenho os poderes reais pra resolver as coisas da maneira certa. Eu não sei responder isso. Estou cansada. POR FAVOR, ME DÊEM FÉRIAS.
Desculpem o assunto meio bosta, mas esse é o resumão da semana, o post onde me dou ao direito de falar qualquer coisa que cruza minha mente porque é domingo. Semana que vem eu melhoro, não desistam de mim.

Previously on BEDA: Revivi a categoria 7 on 7, falei da mulher incrível que é Mary Crawley, mostrei meus livros bonitos (num vídeo que enrolei quase um ano pra fazer), falei sobre uns clipes musicais que vi (THE MAN, MEUS AMIGOS), desabafei sobre o transporte coletivo e homenageei os doces esquecidos pela galera.
No BEDA das amigas, teve a Cacá fazendo um tutorial de caligrafia ~falsa~ (porém TOPPER DEMAIS), a Natalia fez um post com joguinhos de celular #top, a Tati falou sobre essa coisa maravilhosa que é ESCREVER, a Isa falou sobre finanças (já que somos todas adultas e responsáveis com nosso dimdim) e o drama de querer estar fit x a dificuldade de navegar na academia, a Ana falou de Downton Abbey num meme (assistam Downton Abbey, se lady Mary não te convenceu deixe a Ana convencer você), e a Mia bateu um papinho sobre fobias e gente escrota. Ufa.
Eu juro que to tentando ler e mimar todo mundo como cês merecem mas estou há quatro horas aqui na frente do pc tirando o atraso do Feedly e lendo uns oitenta posts, e minha cabeça já começa a doer. Perdão. Quem eu esqueci de linkar aqui eu link no próximo post.
Hoje é dia dos pais e aproveitem pra beijar o de vocês e mimá-lo de qualquer maneira que pareça adequada - falando nisso, é o primeiro dia dos pais que posso passar com o meu pai desde que a gente fez as pazes oficialmente. Aproveitem os pais de vocês :)

#12: OS DOCES MAIS INJUSTIÇADOS DO ROLE

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Em tempos de brownies, naked cakes, donuts e tudo quanto é doce trufado e recheado de Nutella (o que significa trufado, aliás? É sinônimo de recheado?), eu venho trazer essa lista açucarada pra homenagear aqueles simplesinhos que não ficam tão bonitos no Instagram, mas saciam nossos receptores de açúcar muito bem. Sigam-me os bons?

1. PAÇOCA ROLHA
Seguinte: se você não gosta de paçoca, não vejo como podemos ser amigos. Tem gente que cultua bacon; tem gente que cultua cerveja - eu cultuo PAÇOCA. AMO. VENERO. Amo sem distinção as variedades caseira e farofenta, que normalmente é onde a paçoca rolha se enquadra, e resolvi destacar ela nesse item porque rola um preconceito muito grande com a paçoquinha. No meu último ano do ensino médio, uma colega vendia paçoca a R$ 0,10 no meio da aula e eu tenho certeza que aquilo foi nosso único combustível pra estudar pro vestibular. Meu irmão é uma das pessoas desafortunadas a ter alergia de amendoim e toda vez que eu como uma paçoquinha penso nele e fico com pena por ele não poder desfrutar da MARAVILHA que é esse doce. Bônus: dá pra cobrir com chocolate e fica ainda melhor.
2. Doce de abóbora de coração
É alaranjado! É açucarado! Tem aquela casquinha endurecida e um recheio molenga! Tem cores intensas! Esse doce de abóbora é um dos doces que mais me lembra da minha infância - perto de casa tinha uma ~vendinha~ com esses doces de boteco e esse era meu preferido. É uma bomba de açúcar e enjoa rapidinho, mas acho que mesmo assim ele merece estar aqui - gente, é um coração, como não amar?
Na época da faculdade, lembro que uma professora tinha prometido levar uma caixa disso pra aula por algum motivo e levou mesmo - tanto esse quanto aquele de batata-doce, que é amarelo (e eu também adoro). Fiquei surpresa de ver tanta gente se esbaldando com aquilo, porque é um baita doce de véio, né? Doce de abóbora (em qualquer formato) é outra coisa que mexe muito com a minha cabeça - tem gente que diz que acha nojenta a consistência, mas é exatamente aí que o doce de coração, todo sequinho, entra. Paçoca, doce de abóbora e bolo de cenoura são a minha santíssima trindade dos doces.

3. Jujuba
Jujuba é a balinha mais querida do Brasil - macia, colorida e cheia de açúcar, fácil de achar em qualquer bar ou ponto de ônibus onde algum ambulante está vendendo coisas. Tem variedades infinitas - ácida, com creme, em formato de coração, tubo ou dentadura de vampiro. Sei que muita gente tem horror a doces de gelatina por conta do processo de fabricação, mas confesso que meu vegetarianismo vai demorar muito pra chegar até aí - enquanto isso, sigo comendo.

4. Gelatina com creme de leite
A sobremesa oficial do Natal de pobre - mas olha, gente, é bom, né? Não vamos desfazer. Gelatina é facílimo de fazer, é barato, é colorido, tem colágeno e é bom pra pele - ninguém faz piada do pavê com gelatina - as crianças acham bonito e adoram. Pode trazer!

5. Canudo de doce de leite
Frituras e doces são o terror da alimentação pra qualquer profissional de saúde, e já sabendo que não há limites pro brasileiro, ele foi lá e criou o CANUDO DE DOCE DE LEITE. Quase ia esquecendo de colocar esse doce na lista, o que seria uma baita heresia, já que eu posso comer uns dez canudos de uma vez. Doce de leite é uma coisa divina e eu pouco me importo se ele é fino e de marca ou se é esses dos canudos. A casquinha crocante envolvendo o recheio macio, hmmmmmmmmmm. ALGUÉM TRAZ UMA CAIXA PRA MIM

6. Sagu
É feito de mandioca! Tem fibras!!!! É DOCE! Sei que sagu não é um doce muito popular, mas também é um dos meus preferidos. Adoro a textura da calda e das bolinhas. Sei que tem variedades (o de leite mesmo eu nunca comi), mas gosto muito do tradicional feito com vinho/suco de uva. O Google tem centenas de artigos falando sobre os benefícios do sagu pra saúde, e ta aí uma justificativa ótima que você pode usar pra cair de cara numa travessa de doce - mas melhora o metabolismo!!!

7. Bolo de cenoura com cobertura de chocolate
Até hoje, eu nunca comi um bolo mais gostoso do que o bolo de cenoura que minha mãe faz. É o bolo da minha infância que eu cresci raspando a vasilha, tem uma cor bonita, não usa batedeira, não vai camadas horrorosas de chantilly gordura hidrogenada (gente, eu detesto chantilly, jamais entenderei o propósito daquilo) e a cobertura de chocolate fica durinha, aaaaaaaah OM NOM NOM. Acho bolo de cenoura extremamente subestimado por aí, muito embora seja consideravelmente mais gostoso que muitos bolos cheios de firulinha que como nos cafés e padarias. O mesmo vale pro bolo de fubá com goiabada!

8. Churros
Aqui no shopping da cidade grande tem um quiosque de churros gourmetizados (custam dez reais cada), uma oportunidade de negócio que eu acho que deveria se expandir. Nem to falando do ~tradicional churro espanhol~ - é do brasileiro mesmo, outra combinação infalível do combo açúcar + fritura, casquinha crocante + recheio molinho e doce. Os meus são sempre de doce de leite com castanha em cima, e sempre como nas feiras por aí, já que acho difícil ver gente fazendo e vendendo churros regularmente durante o ano. Tinha uma época na faculdade que tinha uma vendedora de churros bem no portão de entrada e passei uma boa época almoçando churros (custava dois reais, poxa). 'Nuff said.

9. Panetone (e frutas cristalizadas)
SÃO FRUTAS! CRISTALIZADAS! AÇUCARADAS! É DOCE! Nunca vou conseguir entender as pessoas que não gostam de panetone - uva passa no arroz e na maionese eu até entendo e concordo que é péssimo, mas ali no panetone tá tudo docinho, harmonioso, macio e cheiroso pra gente comer. Tragam os panetones que vocês não comem no Natal aqui pra mim, obrigada de nada!!

Juro pra vocês que eu poderia virar a noite falando de doces, mas como esse é um post sobre os mais injustiçados, posso me abster de comentar sobre as delícias da textura dos mousses ou como Milka é o melhor chocolate do planeta. O Buzzfeed lançou um teste esses tempos pra avaliar o quanto você ama doces e meu resultado é 96 de 107 (quatro deles eu nunca comi, os outros são os famosos #limites - FORA PUDIM DE PÃO)!!

#11: As incríveis aventuras no transporte coletivo

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2018 vai se aproximando e com ele, as comemorações de uma década do fim do meu ensino médio, de Digníssimo na minha vida e de amizade com a Vanessa, minha única companheira ficwriter nessa cilada conhecida como vida de fã. Além disso, tem o marco de dez anos completados como cliente fiel do serviço de transporte coletivo metropolitano, entrando e saindo da Roça mais de mil vezes em todo esse tempo. Preciso ser honesta e dizer que eu até dou graças a Deus pela existência desses veículos que me possibilitam a procrastinação infinita do ato de dirigir, a economia de 20 reais de pedágio e a possibilidade de sair da Roça 34 vezes diferentes em dias úteis, mas a gratidão meio que para por aí - afinal de contas, é um trajeto de uma hora e vinte acompanhada de um monte de gente desconhecida nas condições mais inimagináveis. Eu não sei se existe alguma piada que comece com "o sujeito entra no ônibus", mas alguém deveria inventar alguma, dado o alto número de absurdos que acontecem num trajeto qualquer.

GUIA RÁPIDO PRA UTILIZAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO:

1. Se a pessoa está lendo ou com fones no ouvido, ela quer usar o tempo de viagem dela com algo mais produtivo ao invés de conversar com estranhos;
2. Porta não é lugar de sentar, mas como isso aqui é o Brasil e damos um jeitinho pra tudo, as portas comportam até 01 (UMA) pessoa sentada no degrau. Duas pessoas atravancam a saída de gente do veículo, e tudo o que a gente mais quer é que as pessoas saiam de dentro do veículo o mais rápido possível; então por favor não seja um idiota e não sente na porta;
3. Pelo amor da VIRGEM: Se você viu o ônibus se aproximando, deixe o seu bilhete/cartão/dinheiro da passagem em mãos pra agilizar pra todo mundo. Todo mundo tem pressa, todo mundo quer chegar mais cedo em casa, todo mundo não vê a hora do motorista dar a partida; então fazfavor aí;
4. Se você está sentado num banco preferencial e não é passageiro preferencial, dê o bendito lugar quando entra um passageiro preferencial no ônibus e poupe o cobrador de ficar gritando A MULHER COM CRIANÇA NO COLO, ALGUÉM POR FAVOR CEDA O LUGAR;
5. Não grite, nós somos todos civilizados. As únicas exceções à regra: a porta não abriu ou o motorista fechou a porta em cima de alguém. Aí tá liberado;
6. Respeite o espaço pessoal dos outros ocupantes: você não precisa abrir as pernas de forma a ocupar dois bancos de uma só vez ou pôr sua mão bem do ladinho da mão da outra pessoa segurando nos apoios sendo que existem vários outros lugares disponíveis;
7. Você automaticamente ganha o título de idiota se estiver guardando lugar. A única circunstância em que você pode guardar lugar é caso você seja o DONO da porcaria da companhia de ônibus. Idiota.
As viagens seriam muito mais tranquilas caso eu estivesse no comando.
Tenho um pet peeve imenso com pessoas que não abrem as janelas. AH, MAS ENTRA VENTO E ESTRAGA MEU CABELO - graças a DEUS, eu digo. Nada me deixa mais feliz do que sentar do lado duma janelinha bem aberta e sentir o vento bagunçando o cabelo e trazendo o FRESCOR que só um veículo a 90km/h numa rodovia duplicada pode trazer pros seus ocupantes. As pessoas, elas se preocupam mais com cabelo do que com suar igual um porco. E no frio? MAS MEU DEUS, TÁ FRIO. Eu tenho pavor real de imaginar todas aquelas pessoas com vírus da gripe diferentes presas durante uma hora no mesmo espaço. Essa é a realidade de confinar setenta pessoas numa área de meio metro quadrado pra cada uma - cada uma delas quer fazer o que bem entende ali, e boa parte delas, ao invés de se confinar na tela do celular, prefere disseminar o caos e a maldade importunando os outros. Repito: tem gente que guarda LUGAR - e acha que tá na razão. Num dia de chuva, entrei e tinham dois assentos sobrando e quando pedi pra uma senhora se podia sentar ali, ela fez que não pois o lugar estava reservado. A burra aqui foi sentar no outro banco - que adivinhem, só estava vazio porque estava molhado - e assistiu a companhia dela finalmente tomar posse do lugar uns seis pontos depois. Num outro dia, outra passageira resolveu arrumar treta com outra senhora guardando lugar e ela inventou uma mentira dizendo que a dona do lugar já tinha embarcado e descido pra comprar algo, pra depois as duas ficarem falando mal da mocinha que estava com a razão. Sou extremamente contra reclamar gratuitamente de idosos ocupando lugar no ônibus, mas nesses dias senti ÓDIO.
Eu acho engraçado como as pessoas fazem amizades no ônibus. Quando eu fazia estágio, 50% dos meus colegas de sala pegavam o mesmo ônibus pra ter supervisão com os professores nos mesmos horários e lugares que eu, então no dia do meu aniversário, cantaram PARABÉNS. As amizades de ônibus funcionam exatamente do mesmo jeito - as pessoas que pegam aquele mesmo horário e linha todo dia formam uma panelinha de usuários regulares que logo começam a sentir que são gente de casa. São sete da manhã e elas estão gritando, contando com a maior animação o que elas fizeram no final de semana, combinando trazer chapeuzinhos pro aniversário do fulano e arrumando treta.
Eu sempre chego cedo pra pegar meu ônibus e sempre estão ali três moças que chegam ainda mais cedo do que eu. Tem quatro banquinhos do lado do ponto, então as pessoas que chegam antes esperam sentadas e o resto espera de pé, na fila - uma regra não escrita que todo mundo entende; afinal, se você chega, entra na fila e vê que tem alguém ali esperando por algo, essa pessoa claramente está esperando ônibus e esperou por mais tempo que você. A pessoa esperando na frente dela era uma inicialmente nas artes do transporte coletivo e reclamou que a mulher, que saiu dos banquinhos pra entrar na fila, estava cortando fila - aí foram cinco minutos de gritos e barraco usando termos do naipe cachorro e fudido. Infelizmente eu faltei no dia em que aparentemente essa mesma mocinha bateu na cara de outra que furou a fila - ou apanhou, não tenho certeza, mas sei que estava envolvida em mais um barraco da rodoviária.
Eram sete da manhã, meu Deus. Eu não sei como essas pessoas tem disposição pra brigar assim tão cedo.
Também teve o dia que sentei ao lado de um rapaz que estava animadaço em conversar com o cara da minha frente e me pôs a par de toda a história trabalhista dele e como ele tinha um patrão mercenário, até que passamos na frente de um trecho da rodovia que eu sempre jurei não ter nada, até que ele dizer  "é aí que o pessoal vai pra pôr tornozeleira eletrônica. Aí tem o PRESÍDIO. É aí que o filho chora e a mãe não vê." E não apenas descobri que existe um presídio num ponto aparentemente deserto da BR, mas ouvi em detalhes como é que os detentos lidam com estupradores e tudo o que ele já tinha feito por ordem de quem comandava o pessoal. O cara ouvindo a história terminou dizendo "isso devia ser mais divulgado. Não sei como o pessoal ainda estupra criança sabendo disso... tem tanta mulher por aí."
Foi horrível. E quando eu peguei o ônibus de volta o cara estava lá.

Em todos esses anos, desenvolvi algumas habilidades pra poder sobreviver: a principal delas é saber de que lado o sol bate durante a viagem, seguida por identificar os melhores lugares pra me apoiar quando estou em pé. Fones de ouvido são um pré-requisito pra seguir viagem: o dia em que achei que tivesse perdido meu iPod foi o pior dia da minha carreira como passageira. Também descobri que os melhores lugares pra sentar são os mais longe da roleta, onde a probabilidade de chegar uma gestante ou alguém com criança de colo ainda em pé são as menores. Desculpa, gente, mas no ônibus é cada um por si.
(Esse post foi patrocinado pelas reações de Violet Crawley, também conhecida como a melhor personagem da ficção de época.)

#10: Atacando de crítica musical

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A categoria Beyond FM está aqui a serviço da comunidade musical pra trazer pra vocês os novos lançamentos da música - considerando que novos, nos meus padrões, são todos aqueles lançados nos últimos três meses  - obviamente comentados por mim, munida das minhas opiniões de merda. Bora lá:

BOYS - Charli XCX
Quando esse clipe foi lançado, a internet entrou em polvorosa no twitter e foi assim que eu descobri que Charli XCX não era uma one hit wonder. Não achei a música a melhor coisa da Terra, mas o clipe, meus amigos, esse sim. Compartilhei com meus amigos homens heteros e todos eles acharam uma droga, o que me leva a crer que a experiência de being busy thinking 'bout boys conta muito pra entrar no clima - tenho a sensação de que alguém recortou todos esses momentos da minha cabeça, substituiu os rapazes por famosos mais gatinhos e arrumadinhos (DEUS TE ABENÇOE, JOE JONAS) e subiu pro YouTube. ~Objetificação masculina~ ou mera enaltação das coisas que gostamos na masculinidade? Me digam, quero falar com alguém sobre isso.

THE MAN - The Killers
A primeira vez que ouvi The Man, não senti grandes coisas - o que foi muito decepcionante, sendo eu essa pessoa completamente hypada quando se trata de The Killers. Mas aí, meus amigos e amigas, hoje eu vi o clipe e tudo fez sentido. BRANDON FLOWERS, gente. Brandon Flowers está a devida encarnação do cara. Brandon Flowers sendo o maior Homão da Porra™ que ele já foi nessa Terra. Os comentários do vídeo dizem que a história ironiza a atitude arrogante dele nos primeiros anos do The Killers, mas francamente, esse clipe justifica qualquer coisa. MEU ÚTERO ESTÁ TENDO CRISES, VEJAM ESSE CLIPE PELO AMOR DE DEUS.


HOLIDAY - Girls' Generation
Esse foi outro clipe que estourou no Twitter e minha curiosidade me levou até ele. Aí vai uma informação: Eu até gosto das músicas do Girls' Generation (mesmo não entendendo nada) e acho a estética das meninas LINDA, adoraria conhecer melhor o grupo, porém.............. eu não consigo distinguir quem é quem nem pra salvar minha vida. Elas são todas iguais pra mim. Juro.
Achei essa música bem legal, que me levou a ficar um final de semana inteirinho ouvindo as músicas delas no Spotify, e o clipe é uma fofura só. Os coreanos, gente - esse pessoal SABE como causar no pop. A sincronia das meninas é perfeita e eu já disse que amo a estética delas? Eu amo. Mal posso esperar por mais k-pops desses na minha vida (me recomendem!)


SUA CARA - Anitta, Pablo Vittar, Major Lazer (seja lá quem está fazendo feat pra quem)
Eu gostei dessa música - não como gosto das músicas que normalmente ouço no meio do dia, mas é um ótimo hit potencial pra rebolar a bunda na balada. Anitta, meus amigos, é finalmente a diva do pop padrão exportação que o Brasil precisava, isso eu tenho que conceder. Mas aí veio o clipe - e esse clipe me incomodou demais. Esses trajes? Esse cabelão dividido no meio estilo a vaca lambeu/Kylie Jenner/Simone e Simaria (que eu acho péssimo)???? Esse monte de paninho esvoaçando ao vento combinado com as brusinhas Adidas? A rebolação???? Gente, eu acho uó esses clipes com gente esfregando a bunda na câmera, embora claramente o mundo discorde de mim, já que esse vídeo foi um sucesso comprovado pelos números. Paciência, pelo menos aqui nesse blog eu posso reclamar.

BAD LIAR - Selena Gomez
Seleninha é uma cantora que nunca fez minha cabeça, mas eis que ontem, enquanto eu lutava pra escrever o post do BEDA, cruzei com esse vídeo e fiz uma nota mental pra assistir novamente, ou quem sabe até baixar. Diferente dos pops que estouram por aí, esse abusa menos daquela batida eletrônica repetitiva e nojenta e soa grudento sem ser enjoativo e bastante fofinho, além do clipe que conta com a Selena Gomez representando todos os personagens numa vibe anos 70 muito linda. Infelizmente, ainda não é dessa vez que me tornarei fã dessa menina, dado que vi outro clipe onde ela enfia tudo na boca, quebra a casa inteira e não faz nenhum sentido, acompanhada pela batida eletrônica ruim e feat. com algum rapper. Menina, melhore, vai.

É muito difícil pra mim acompanhar as paradas de sucesso, então acho que essas são as únicas músicas atuais que eu andei ouvindo. Faltou alguma na lista? Me recomendem coisas - eu to numa secura musical horrível. Beijos e até amanhã!!



#9: Pornô de livraria

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Não sei dizer quando foi que eu comecei a aceitar o fato de que era uma colecionadora de livros, mas levou bastante tempo desde a compra da primeira edição frescurenta até o fatídico dia em que tive que encarar a dura realidade: eu tinha um fetiche. Por livros bonitos.
Falar em colecionar livros parece uma heresia: já cansei de ver gente por aí bradando que livros devem ser vividos, grifados, anotados, passados adiante, manuseados até virar pó. Ah tá. Desde criancinha eu sempre fui ensinada a tomar o máximo de cuidado com as minhas coisas e isso obviamente se estendeu aos livrinhos, que sobreviveram aos últimos vinte anos em condições quase novas, e claramente foi passado aos livrões. Isso nunca foi um problema, desde que as pessoas que chegassem perto dos meus livros tomassem o cuidado de não fazer orelhas nem dobrar a capa no meio na hora de ler, e se possível, não forçassem a espinha abrindo o livro num ângulo maior do que 65 graus.
 Até aí tudo bem. Eu nem comprava livros, porque aqui a Roça não é bem servida em livrarias, e como adolescente eu nem tinha dinheiro pra isso - só esperava a feira do livro da escola pra poder torrar o dinheiro que ganhava de aniversário. Mas o tempo passou, a internet entrou nas nossas vidas e de repente eu descobri o mundo maravilhoso do bookstagram e me apaixonei perdidamente pelos livros que via nas fotos, tão diferentes das edições padrão que sempre peguei na biblioteca.
Eu precisava daquilo pra ser feliz. Era o meu sonho de infância de viver numa biblioteca maravilhosa, rica e elegante, quase um sonho de princesa. Foi assim que, sem perceber, me tornei a louca dos livros bonitos.
Desde 2013, eu tenho comprado e construído lentamente uma bibiliotequinha modesta, porém respeitável, com os livros mais legais que já li - e obviamente, mais bonitos também, já que meu coração tem uma queda enorme por encadernações com letras douradas e qualquer outra firula, e também porque em tempos de e-reader, me sinto no direito de ser um pouquinho mais fútil e dedicar mais dinheiro e espaço físico a algo que também alegre meus olhos e fique bonito nas fotos. Sou uma fashion victim de livros, gente. Pra manter as coisas num nível saudável, me comprometo a comprar só uma edição por volume e a ler aquilo que eu comprar, já que afinal de contas, são livros. Os bichinhos são tão lindos e eu sou uma dona tão coruja que decidi fazer um vídeo exibindo meus livros mais eye candy da estante:
Algumas informações que eu não coloquei no vídeo mas gostaria de falar assim mesmo:

O que eu chamo de 'guarda' aí no vídeo chama folha de guarda, eu acho. Em inglês, o nome é endpaper, e até então eu não chamava de nada, risos. Os livros em que ressaltei a folha de guarda são aqueles que tem ilustrações ou estampas bonitas (acho que são só esses da Barnes & Noble - aliás, a coleção chama Barnes & Noble Leatherbound, mas os livros são óbviamente de ~couro~ sintético).
Uma coisa que acho que faz a diferença são cortes coloridos/com efeitos especiais. Não escrevi ali no box de informações porque senão iria ficar muita coisa - além do quê, era visível, mas dois livros tem cortes dourados (Alice e The Secret Garden) e cinco são coloridos (os três da Jane Austen e as duas coletâneas da Stephanie Perkins). Os livros das irmãs Brontë também tem cortes diferentes: as páginas são desniveladas - o nome disso em inglês é deckled edge - e aparentemente o objetivo é copiar o aspecto dos livros antigos, que vinham com as páginas fechadas e o próprio dono tinha que abrir com faca. Eu acho isso muito incômodo, mas tá valendo né;
Essa edição de Jane Eyre tem um erro na capa sob a jacket: o nome da autora foi impresso como Emily Brontë. É um erro em todas as edições (francamente, Penguin). Aliás, a Penguin faz livros lindos, mas que podem ser facilmente danificados de bobeira: as jackets de Great Gatsby e dos livros das irmãs Brontë, assim como as capas, são revestidas de papel: não é aquele papel plastificado que a gente costuma ver nas capas dos livros, é PAPEL mesmo. Se cair líquido ou você deixar acumular muito pó, adeus, nunca mais vai limpar. O mesmo vale pra Middlemarch: livros encadernados em tecido são maravilhosos, mas a agonia daquilo sujar e você estragar o livro pra sempre é real;

Essa cópia de Middlemarch foi trocada pela Amazon porque a que eles me enviaram inicialmente veio com a impressão do padrão da capa toda falhada e eu pedi uma troca. SOU FRESCA SIM, EU TO PAGANDO;
Essa edição de Great Gatsby é o livro mais caro que eu já comprei (custou 85 reais) e não tem NADA além de um prefácio especial e essa jacket bonitinha. Ser colecionadora é uma maldição terrível;
Compro a maior parte dos meus livros na Amazon e no Book Depository, onde eles costumam ser mais baratos, ma levam uns 40 dias pra chegar - mas já comprei no Submarino e na Americanas, na Cultura e até na Amazon Espanha;
A edição que veio da Amazon Espanha (na mala de uma amiga, risos) é Wuthering Heights, que eu comprei pela primeira vez pelo Better World Books, esperei pacientemente por um mês, dois, três, e... nada. Quando entrei em contato com eles pra comunicar o extravio, eles me disseram que só podiam me dar um reembolso caso eu tivesse comunicado em até um mês. NADA INTERNACIONAL CHEGA NO BRASIL EM UM MÊS. Nunca mais comprei nada lá e passei mais ou menos um ano chorando a perda dessa edição, que era uma edição limitada da Penguin. Também não tem nada de especial, mas eu amo muito essa jacket. Repito, ser colecionadora é uma maldição terrível;
Entre a filmagem desse vídeo e esse post eu comprei mais um livro: a edição da Cosac de Contos da Mamãe Gansa, do Perrault. É outro livro encadernado em PAPEL e cada conto é impresso num tipo de papel diferente, com cores e diagramação especiais. Coisa mais linda de se ver.

E esse foi um post completamente inútil falando de minúcias de livros, mas espero descobrir que não estou sozinha nesse fetiche por papel ostentação. Beijos e até amanhã!!

#8: Amo Mary Crawley e vou protegê-la

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2017 foi um ano excepcional em termos de séries assistidas: o ano nem acabou e já terminei TRÊS. Sou a rainha de receber recomendações de séries e engavetar tudo - não por maldade; porque eu realmente quero ver as coisas, mas minha disponibilidade pra sentar na frente de uma tela e postergar minhas atividades é altamente influenciável por coisas como o alinhamento planetário e a umidade relativa do ar: hoje eu quero, amanhã talvez não mais (oi, Gilmore Girls). Quando a Michas me falou de Downton Abbey, os episódios de uma hora me deixaram pensativa se aquele não seria mais um fracasso na minha lista de séries; mas eu ainda não contava com Mary Crawley.
Pra você que não conhece a série, estamos na Inglaterra em 1912. Downton Abbey é propriedade da familia Crawley e Robert, conde de Grantham, tem três filhas que não podem herdar sua propriedade ou seu dinheiro. Mary, a mais velha, está ~prometida~ para Patrick, filho do futuro herdeiro de Downton, mas ele e seu pai morrem no naufrágio do Titanic, logo no início do primeiro episódio. Quando a família é informada de que, além da perda familiar, outro herdeiro dos Crawley - um parente distante e desconhecido - é quem vai herdar a casa, a propriedade e o trabalho da vida toda de Robert, Mary se apresenta a nós insatisfeita com o fato de ter de vestir luto porque detesta preto.
Sybil, a irmã caçula, é amorosa e decidida; e Edith é a irmã do meio, modesta e recatada, deixando claro nos primeiros minutos em cena uma evidente sua rivalidade com a mais velha. A primeira impressão que temos de Mary é a de uma jovem mulher privilegiada e arrogante, que não se importa com nada ou ninguém além dos seus interesses - mas Downton Abbey é uma série com personagens complexos e bem distante de caricaturas unidimensionais. O antagonismo entre Mary e Edith se arrasta até o final da série, e é fácil cair na armadilha de enxergar uma das duas como representante dos mais altos valores e a outra como uma degenerada moral. Mary é cheia de si e não tem medo do sexo oposto -características que cem anos depois ainda temos a tendência de associar com mulheres más e perigosas - e se somarmos a isso sua facilidade para jogar a verdade na cara das pessoas sem se preocupar muito com os sentimentos delas, já temos uma personagem odiar e torcer pra que todos os males recaiam sobre ela. A própria personagem incentiva essa percepção e gosta de ser vista assim, mas nesse blog nós servimos à lady Mary e eu estou aqui pra defender essa pessoinha maravilhosa e incompreendida, ainda que ela não precise.
O recato de Edith não é genuíno; ao contrário do que vemos nas gentilezas de Sybil. Desde o primeiro episódio ela deixa o ressentimento que sente por Mary transparecer, irritada com seu desprezo pelo luto - e no início, parece que toda a sua vida gira em torno da irmã. Mary é bonita, esperta e a filha mais velha, com um casamento ~arranjado~ com o primo que Edith ama. Ela é recatada porque... é o que sobrou. Mary é excelente em ser ela mesma, flertando com os ocasionais #partidões que vem pra Downton com uma autoconfiança invejável, conversando com os convidados sempre eloquente e com uma resposta espirituosa; então competir com ela está fora de questão. Edith ocupa esse lugar disponível de filha dedicada ao lar porque, no início da série, ser a senhora Patrick Crawley e governar Downton parecia a única carreira de sucesso para as irmãs, e se ela não pode ser isso, então não há mais nada com o que ela possa ser feliz. Durante as temporadas, vamos descobrindo que isso não é verdade, e Edith tem um desenvolvimento maravilhoso quando pode, enfim, tomar as rédeas da própria vida e sair da sombra da irmã, enxergando seu próprio potencial para ser feliz à sua maneira - e é nesse momento que as duas podem considerar uma trégua.
Mary não é a vilã responsável pela infelicidade da irmã, mesmo apesar de algumas condutas reprováveis (que, no caso, ela também é capaz de revidar muito bem). É importante entender Edith para vermos que Mary não é a vadia manipuladora que a irmã alega - dois adjetivos muito mais precisos, usados por dois personagens da série em momentos distintos para se referir a ela, são bully e covarde. Sua fachada sem sentimentos é intimidadora e estranha, mas Mary Crawley não é uma mulher má porque sim. Ela tem sentimentos, mas lidar com eles, expô-los e assumi-los é assustador demais - porque bem, ela é uma mulher nobre.
Uma das coisas que mais me fascinaram na série é a nobreza dos Crawley diante de dificuldades que precisam ser resolvidas; seja a vinda do novo herdeiro para a propriedade, os problemas de dinheiro para a manutenção de Downton e uma ou outra chantagem que é feita por alguém pelos motivos mais variados. Enquanto eu, diante dessas situações, certamente fecharia a cara, choraria em público ou até xingaria; os Crawley dão sorrisos perfeitos e garantias inabaláveis de tranquilidade, deixando tudo de desagradável pra ser discutido em casa, a portas fechadas, muitas vezes ocultando isso de boa parte dos membros do clã. Robert e sua mãe Violet (que é simplesmente a melhor personagem da vida) são excelentes nesse papel de liderar a comunidade; o que me faz refletir que por todas as razões do mundo, os Crawley merecem aquela mansão estapafúrdia e centenas de acres de terra sobre os quais cobram aluguel: eles são o ponto de apoio do povoado, navegando os mares bravos com o semblante de quem tem certeza do que está fazendo, mesmo que nem sempre a tenham. Calma psicológica (e talvez vocês saibam por experiencia própria) é um recurso valiosíssimo, e dentre as irmãs Crawley, é Mary quem é mestra em dominar suas emoções. Ela sofre em silêncio, chora quando ninguém está olhando e tem plena consciência do que está fazendo e do que deve ser feito, enquanto Sybil derruba os pilares da aristocracia sem nem querer saber e Edith tenta destruir famílias ou põe fogo na casa. É essa impassibilidade que faz dela uma grande confidente do pai para todas as questões da família, e é isso que a deixa preparada pra segurar as rédeas de Downton; uma responsabilidade enorme, como seu pai destaca desde o episódio 1. Em The Crown, diante da morte do rei e do anúncio oficial de Elizabeth como a Rainha, ela recebe uma carta da avó lembrando-a que a coroa sempre deve vencer, e Mary é a mulher que tem a capacidade de colocar a coroa acima dela mesma. Ser a senhora de Downton pesa, e é para isso que ela se preparou.
Mary Crawley é uma covardona com uma força admirável e uma bully com um coração de ouro. Se ela tem seus momentos ruins com Edith e paga de coração de pedra para seus pretendentes, algumas pessoas da casa a conhecem muito melhor do que ela demonstra com seu sarcasmo e reviradas de olhos por aí. Carson, o mordomo e Anna, empregada e dama de companhia, são as maiores evidências de que por trás dessa fachada existe uma mulher que merece não apenas admiração ou medo, mas amor e carinho. Se a Violet é a melhor pessoa da série, precisamos concordar que Anna é aquela com o melhor coração, e mesmo apesar de a posição social não fazer das duas melhores amigas e sim ama e senhora, Mary não precisa sentar-se à mesa com ela e tomar chá pra ter empatia pela mulher que trabalha todos os dias ao seu lado. É impossível não gostar de Anna, essa personagem que mesmo apesar dos maiores perrengues vê a vida de maneira positiva, sem deixar transparecer mágoas, raiva ou derrota. Talvez seja pela honestidade no trato com ela que Mary se afeiçoa tanto à Anna, fazendo muito alem por ela do que seu papel de lady requer, forjando uma relação de cumplicidade com a criada. Isso, obviamente, sem falar no amor - eu não quero dar spoilers pra quem não assistiu (assistam Downton, gente), mas Mary tem toda a disposição pra ser uma romântica sofredora, abrindo mão da própria felicidade quando considera que a pessoa amada vai encontrar tudo aquilo e muito mais nos braços de outra pessoa. Ela é enfermeira, fazendeira e negociante se preciso for, e não tem medo de se sujar pra ter o trabalho bem feito - embora, obviamente, como uma nobre rica, ela prefere ficar sentada na sombra só olhando. Mas não é o que todo mundo prefere?
Em um episódio, Violet diz a Mary que a falta de compaixão pode ser tão vulgar quanto o excesso de sentimentalismo - é um dos muitos preciosos momentos de sabedoria dessa personagem sensacional que só diz verdades. Ela é muito realista, o que na maior parte do tempo consegue usar a seu favor para lidar com as situações da melhor maneira possível, mas a frieza que serve muitas vezes de barreira para manter o autocontrole afasta e magoa as pessoas que ela ama; e se talvez o dilema de sua irmã do meio seja descobrir o que ela pode ser, o seu seja aceitar a sua fragilidade. Durante a série, Mary vai se permitindo aos pouquinhos sentir mais - e fica muito claro como as emoções mais intensas parecem ser capazes de aniquilá-la por inteiro, como acontece logo depois do famigerado especial de Natal da terceira temporada; então é difícil culpá-la por tentar se proteger. Tom e Matthew são dois personagens que aparecem na vida dela e, apoiando-a constantemente, vão mostrando a Mary que envolver-se emocionalmente e deixar os sentimentos aparecerem tem lá suas vantagens.
Além de tudo isso, lady Mary é maravilhosa ao quebrar convenções o tempo todo - cortando o cabelo, se interessando por negócios, ou se relacionando com o sexo oposto de maneiras que deixariam a avó de cabelo em pé. Ela é uma mulher jovem e rica e, ao invés de se deixar ser arrastada pelo peso da sua posição social, frequentemente usa seus privilégios pra desafiar as coisas, ainda que só faça isso pelo bem dos seus interesses. Ela não é uma militante subversiva como a irmã, mas tampouco lhe interessa ser um bibelozinho nas mãos de um marido que lhe dite todas as opiniões. Mary tem poder e gosta disso, e é delicioso assistir uma mulher há cem anos que pisava no patriarcado como podia, sem nunca perder a pose.
Meu maior objetivo de vida é ser essa mulher linda, inteligente e detentora do título de mulher mais bem vestida das séries de época. Aceitem meu conselho e vejam Downton Abbey!!!

#7: 7 on 7

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Quem aí se lembra do 7 on 7 mensal que acompanhou esse blog por anos??
O 7 on 7 foi uma das primeiras categorias que incluí aqui no Beyond (láaaa em 2012) e durou até outubro de 2015, quando naturalmente o pessoal debandou. Das pessoas que fizeram o primeiro post comigo, a única que ficou até o final (e voltou a blogar agora) é menina Suelen, que também fez um post relembrando nosso finado projeto - e me deu a ideia de fazer o mesmo por aqui.
Eu adorava essa categoria, porque era minha oportunidade de trazer a fotografia que eu tanto gostava aqui pro blog. Atualmente, não sei se ainda teria paciência pra depender de mais gente pra definir e fazer algumas fotos (RISOS), mas a motivação extra do post coletivo era bem-vinda. Enquanto não arranjo disciplina suficiente pra fotografar com mais frequência e mostrar isso aqui, vamos agradecer ao BEDA pela chance de brincar de novo de fotógrafa.
Livros que andei comprando ultimamente: essa edição de Emma, que apesar de frágil, é linda (e a Emma, meu Deus, estou amando); e os três de baixo, que estavam empilhados no meu criado-mudo esperando serem lidos e eu percebi que todos combinavam entre si. Desses, só li Ballet Shoes por ser pequenininho e fofo - com os outros dois tá rolando um bloqueio que ninguém sabe quando vai acabar.

Antes de meu pai ser, erm, pai, ele colecionava selos. Adoro todos os do álbum e acho o máximo esses de países onde ele nunca pisou. Enquanto os selos que recebo dos Correios parecem ser os mesmos há uma década (nenhum deles bonitinho o suficiente pra despertar meu interesse), meu pai juntou uma coleçãozinha bem charmosa nos anos 80.


Essa foto é ANTIGA. Como consegui esse bokeh tão bonitinho? Com um pisca-pisca colorido muito velho, que de tão velho tinha algumas luzes soltas e me deu um choque. Tive que jogar fora, e estou até hoje prometendo comprar um novo - de preferência com luzes de led. Pisca-piscas coloridos são infinitamente mais legais.


UMA MAÇÃ CHEIA DE PIMENTAS - porque esse era o único potinho bonito que eu tinha aqui. Aqui em casa, temos o hábito de dar (e consequentemente receber) comida dos vizinhos, e sempre que chega uma sacolada de coisas direto da horta eu me sinto muito tentada a fotografar, porque as cores são sempre tão bonitas. #foodporn


Minha mãe começou a plantar rosas em vasinhos e eu to apaixonada - de repente a jardinagem tem todo um propósito. Depois dessa, ela já conseguiu mais duas mudinhas, e eu to meio que determinada a comprar uma muda de rosa trepadeira pra enroscar na cerca e transformar minha casa numa mistura de Jardim Secreto com aquela cidade da novela Alma Gêmea.


Digníssimo tirou essa no nosso passeio pela capital, onde pela primeira vez na vida encontrei lavandas - achei estranho porque sem as florzinhas elas parecem alecrim, risos. Descobri depois que a variedade de lavanda que temos por aqui é diferente da europeia, por isso o lilás mais apagado do que eu esperava. Também descobri que lavandas tem capacidade de limpar coisas, e achei elas tão fofinhas e úteis que também queria cultivar aqui no canteiro de casa.

Tem alguém aí que ainda posta esses projetos fotográficos?? Me deixem ver - faz muito tempo desde a última vez que eu encontrei alguém novo pra me inspirar com fotografia. Quem sabe eu não volto com esse hábito de vez?

#6: Até aqui estamos sobrevivendo

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Julho estava terminando e eu estava vivendo em função da perspectiva de salário na conta no final do mês, a única coisa capaz de me manter ativa numa estação seca, poeirenta e cheia de gente dificultando minha vida. De manhã, fui trabalhar e sequer encontrei tempo pra respirar e, quando voltei pra casa na hora do almoço e fui conferir as mensagens, meu celular estava bugado.
Uéeeeeeeeeeeeeee
A tela não voltava ao normal. Tirei a bateria pra resetá-lo e foi assim que ele morreu de vez, nos meus braços, no meio de uma terça-feira particularmente insuportável, de causas não diagnosticadas - ou pelo menos é o que diz o laudo oficial, já que tenho suspeitas de que ele foi derrubado da minha bolsa por uma colega de trabalho desastrada que sequer se deu ao trabalho de me contar o que houve, quem dirá me indenizar. Minha vontade no dia:
Nervoso é pouco, o que eu senti ainda não tem nome.
Perdi um post inteiro do BEDA, três meses de registros diários do meu humor (bem feito, ninguém mandou não fazer backup), meia dúzia de fotos e muitos prints de conversas. E óbvio, meu celular, cujo conserto custa 400 reais sem chance de recuperar meus arquivos. A vida é assim: você se mata tentando se desdobrar pra cuidar de todo mundo e entregar o melhor de você aí ela vai lá sem mais nem menos e dá um chute na sua cara.

Além disso, fui ver Homem Aranha: De volta pra casa com meu irmão no cinema - é um filme ok, eu acho. O que vocês acharam??? Como todo filme de herói que vejo, sempre vou preparada pra esperar o pior, e embora esse não tenha arrebatado meu amor como Guardiões 2, Tom Holland soltando teia não decepcionou. É um filme bem honesto, com um vilão que nem seria tão maquiavélico assim se não estivesse no caminho do herói mais simpático do role. Achei o final jóia e quem sabe eu até me empolgue em ir ao cinema ver a sequência também (e a Michelle, melhor pessoa)???

Depois da playlist que postei aqui no dia 2, quando disse que The Police era a única coisa que tinha feito minha cabeça em 2017, temos novidades: não sei como aconteceu, mas estou obcecada por HAMILTON. Socorro. Meu namorado ama e vivia ouvindo as músicas ao meu redor, enquanto eu achava tudo um saco - mas ele me enviou o vídeo com toda a trilha sonora pedindo pra eu ouvir uma música e acabou tocando outra, eu descobri que realmente havia músicas LEGAIS em Hamilton e aí passei a noite ouvindo um vídeo de 2 horas e meia, me interessando pela história e terminei determinada a aprender a cantar TUDO - já consigo acompanhar bem a primeira música, que é ótima. Pra quem não sabe do que se trata: Alexander Hamilton é um pobre órfão fudido do Caribe que VENCEU na terra das oportunidades, se tornou o primeiro secretário da Fazenda dos EUA e tem a cara impressa na nota de dez dólares. Aparentemente ele não recebia os créditos devidos, então fizeram um musical cheio de raps históricos.
Se você já foi convertido ao culto, tem esse twitter das letras de Hamilton como cenas de Phineas e Ferb que me fez rir muito. Se você não gosta de musicais, sinto muito, cê tá frequentando o lugar errado heheheh. 

No Feedly dessa semana, tivemos a Natalia relembrando esse amor (ou horror) das nossas vidas escolares, a Coleção Vaga-Lume (eu odiava, porque a professora obrigava a gente a ler essa coleção sendo que eu só queria ler meus livros de crime e mistério em paz), a Michas contou o drama dela na academia, teve a Mia falando de old crushes (assim como também falei, pfvr confiram, melhor tópico de conversa), a Isadora mostrou a casa dela aqui (e eu quero me mudar pra lá), a Tati escreveu uma carta pro finado celular dela (RIP FREDERICO, me identifiquei com a dor) e a Ana respondeu um meme sobre escrita que eu amei (e talvez eu me aproprie dele também).

Recapitulando o BEDA por aqui: essa semana, falei sobre começar a bedar de novo, desabafei sobre a vida e postei uma playlist, dei dicas pra não congelar no inverno, falei sobre Watchmen (onde eu estava com a cabeça quando eu fiz esse post? Pois é, não sei também) e postei um meme maroto, como farei nos próximos sábados (a gente precisa de um diazinho folgado pra por as leituras em dia e responder os comentários #bloguete).
Também bebi água oxigenada por acidente e passei a noite achando que meu esôfago fosse se desintegrar e eu fosse morrer, mas continuamos vivos até agora: eu e o BEDA. Essa primeira semana era a pior do calendário, e acho que se não morremos agora, não morremos nunca mais.
Beijo beijo e até amanhã!!