Mostrando postagens com marcador BEDA 2016. Mostrar todas as postagens

#31: A gente, o BEDA e o Blog Day

9 comentários
Pra ler ouvindo:
ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU É TETRAAAAAAAAAAAA!!!!!!11!1!!!!1 É TETRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!1!!1!!1111!!1!!!!!!1111!!!11!

Tá liberada a algazarra. É NÓIS, eu diria. 31 dias postando consecutivamente parecia mesmo uma barbaridade quando eu decidi, do nada, que iria entrar nessa dança; mas enquanto escrevo essas linhas, a verdade é que não foi assim tão difícil. Então foi fácil? Eu diria que foi gostoso e meio mágico. Foi um mês que passei escrevendo. Como isso poderia ser uma coisa horrível?

Tem uma frase (que dizem ser do Pablo Neruda, mas eu não confio na internet) que diz que escrever é muito fácil: começa com uma letra maiúscula, termina com um ponto final e no meio você põe as ideias. Pois bem: por anos, essa frase ficou escrita na porta do meu guarda-roupa como um atestado de que eu sabia fazer aquilo; até que num momento percebi que eu não sabia mais. Alguma coisa aconteceu no caminho que fez com que escrever parecesse uma coisa complicada, ruim e sem propósito; o que logicamente fez com que alguns parafusos se soltassem na minha cabeça, já que gostar de escrever era a única certeza que eu tinha sobre mim desde os dez anos de idade. Foi mais ou menos sobre isso que eu falei quando escrevi o primeiro post do BEDA: queria silenciar aquela vozinha dentro do meu cérebro que sempre dizia que ninguém estava interessado no que eu tinha a dizer, que aquilo era um desperdício de tempo e recursos e essencialmente me fazia desistir de todos os posts no meio do caminho.
Postar durante esses dias todos me fez lembrar que Pablo Neruda (ou seja lá quem for o autor verdadeiro dessa frase) tem razão. Escrever é fácil: você precisa sentar e colocar pra fora aquilo que tem na sua cabeça. Se vai ficar bom ou não, são outros quinhentos; mas não tem ninguém dizendo que você precisa acertar a perfeição numa tacada só. Você precisa começar. Você precisa das ideias. E pra fazer esse negócio funcionar, eu precisei agarrar com força todas as ideias que cruzaram minhas sinapses mentais nesse mês, mesmo aquelas que pareciam completamente doidas - aquelas que faziam soar o alarme do ninguém se importa -  e confiar nelas. Escrever é fácil, mas apertar o botão de publicar e assinar aquelas palavras pra todo mundo ler é outra coisa, porque também precisa que você confie em você mesmo e em quem vai ler.
Deu certo. Olha o clichê motivacional aqui de novo.

Achei um serendipity tão legal quando me toquei que o último dia do BEDA também é o Blog Day, porque eu nunca participei de um Blog Day. Nunca me senti parte da dessa vizinhança blogueira, onde parece que todo mundo se conhece há tempos, tá super inteirado da vida das amigas e se ama demais. Sou essa mocinha da Roça, geograficamente isolada de todo mundo, e tímida demais pra me enturmar, mas pela primeira vez em muito tempo, senti que no meio dessa folia toda eu participava daquilo. Eu enxergava as pessoas, e elas me enxergavam também.
Gente muito bonita e que nunca tinha aparecido nesse blog veio aqui pra me dizer coisas, rir comigo e se empolgar junto com caderninhos fofos, Pokémon Go e discordar do meu gosto pelo bombom Caribe. Eu também visitei um monte de gente desconhecida, mas que postava sobre coisas que eu me identificava - o que é irônico demais, porque enquanto meu cérebro se descabela de ansiedade a cada vez que eu penso em postar sobre a minha vida, posso passar uma hora lendo sobre o que as pessoas fizeram no final de semana, onde foram comer e qual a neurose maluca que está assombrando elas dessa vez. Li muitos textos sobre ansiedade e fiquei meio surpresa de ver que tanta gente, conhecida e desconhecida, sofre dessa mesma coisa que me faz querer arrancar os cabelos às vezes. Histórias sobre vacas, mini-tragédias cotidianas em ônibus, sonhos adolescentes e fotos magníficas de cafés da tarde me fizeram sentir coisas durante esse mês. A gente não tá aqui pelas pautas, eu acho; estamos pelas pessoas e pelos vínculos; pelos memes compartilhados, pelas identificações com os desabafos alheios e, logicamente, pelo engajamento. Para vermos e sermos vistos.
Esse post e todos os anteriores jamais teriam acontecido se eu não tivesse trocado incentivos com pessoas maravilhosas (Ana e Tati), e depois, no meio do caminho, não tivesse encontrado um monte de gente legal que também estava participando da brincadeira (Andrea, Thay, Maki, Vy, Cacá, NicasLaila, Mia, Mareska, Karine, e provavelmente estou queimando minha cara esquecendo de alguém). Comemorei quando vi que algumas figurinhas do meu blogroll iam postar todos os dias, e comemorei de novo a cada blog legal que eu descobria e ficava esperando ansiosamente pelo post seguinte. A ~blogosfera~ está vivinha da silva, cheia de gente que escreve e, mesmo que eu não tenha linkado todo mundo aqui, queria dar um abração em todo mundo que participou do BEDA durante esse mês, tendo ou não postado durante 31 dias. Essa folia tão gostosa de gente escrevendo e gente lendo só aconteceu porque a gente - muita gente - se organizou pra blogar e aconteceu. 
Eu também questão de linkar aqui meu blogroll, pra vocês clicarem nele e verem quem mais faz minhas manhãs felizes quando checo o feedly enquanto tomo meu café da manhã. Amor nunca é demais.

Mas não é só isso!
Eu também decidi que ia fazer uma playlist que embalasse esse mês (vocês já perceberam que sou a doida das playlist, né). O critério foi colocar a cada dia, uma música que tenha representado os feelings, o que resultou num mixtape onde Karol Conká e Emerson, Lake & Palmer estão a cinco faixas de distância. É provavelmente a coisa menos coesa que vocês vão escutar na vida, mas esse mês foi uma montanha-russa de sentimentos e sou fiel demais a eles pra deixar de publicar isso aqui.
Trinta e uma músicas. Trinta e um dias. DECLARO ENCERRADO O BEDA 2016 - PODE COMEÇAR A FESTA!!!
E assim a gente se despede, sabendo que não vou aparecer aqui amanhã (mas certamente vou aparecer no inbox de vocês, porque faço questão de colocar em dia as leituras e os ~mimos~ atrasados), mas sabendo também que não vai demorar milênios até eu dar as caras por aqui novamente. Vou sentir saudade dessa loucura? ÓBVIO. Sendo essa pessoa que se apega a tudo, mesmo essa grande cilada que parecia ser postar diariamente se tornou uma coisinha especial. Vai ter no ano que vem?

#30: Box of memories

3 comentários
O BEDA tá quase acabando e, como não poderia deixar de ser, estou com uma pontinha de melancolia pelo fim dessa maluquice tão deliciosa que inventei de fazer junto com as #migas da internet. Como esse é o último post antes daquele inevitavelmente cheio de conclusões e epifanias que tive escrevendo durante 31 dias, queria escrever sobre alguma coisa importante e que fizesse parte de mim disso aqui.

Alguém se lembra que algum dia esse blog já teve fotos?
Sempre fui uma pessoa que guarda coisas. Pessoas. Memórias. Brinquedos antigos. Cartinhas. Apostilas de caligrafia do Jardim III. A famosa Síndrome do Esquilo. Se eu tivesse que explicar o encanto que senti pela fotografia, diria que ela sempre foi a maneira mais fácil de guardar coisas que eu não podia transportar comigo. Quando eu finalmente ganhei minha própria câmera, que ainda por cima era digital e não me deixava limitada a clicar cuidadosas 36 poses e pagar por elas depois, alguma coisa clicou em mim também. De repente, eu podia escolher aquilo que me chamava a atenção - coisas que me faziam sentir outras coisas - e guardar sem ter que pedir algo pra alguém ou explicar nada. Aí eu percebi que nunca soube traduzir muito bem certos sentimentos e que uma imagem às vezes dizia mesmo mais do que mil palavras.
(Duas fotos tiradas com a minha primeira câmera ruinzinha: meu tênis preferido e meus origamis preferidos)

Mesmo com zero conhecimento técnico (ou uma super câmera), sempre gostei da ideia de estar cercada de coisas bonitas, e por trás da lente eu podia fazer isso - pegar todos os detalhes que a maioria das pessoas deixa passar e capturar de um jeito bacana. Eu gostava de manipular imagens, luzes e cenários, mesmo sob a acusação de que as minhas fotos não eram boas porque não eram ~reais~. Sendo honesta, eu nunca quis fazer um registro muito fiel da realidade; eu só queria que ele fosse um bom registro. Alguma coisa que deixasse meu coração quentinho no futuro. Queria lembrar de coisas que me fizessem sentir algo - sentimentos são os únicos fatos, vocês dizem; e essa sempre foi a única regra da minha vida. A vida real já tem uma cota muito generosa de feiúra e aspereza pra gente ter que lidar com isso também nas coisas que podemos criar.
(O primeiro dia que saí pra fotografar com a minha câmera compacta nova - essa edição parece tão anos 70)

Mesmo quando a gente pensa em fotojornalismo ou street photography, a fotografia não é a realidade. Ela é um ângulo, um recorte congelado, a luz exposta num sensor ou num filme x ou y que se desenvolve mais puxado pro azul ou pro vermelho. O plano mais aberto ou fechado te fazendo focar em alguma coisa. A fotografia é um mundo próprio nosso que a gente torna real quando aperta aquele botão, enxergando pelas nossas lentes fumê ou cor-de rosa. A gente diz algo naquilo que escolhe compartilhar, conta uma história nas entrelinhas. E aí vocês desculpem o clichê, mas eu gosto muito de contar histórias. Se elas são boas ou não são outros quinhentos, mas eu tenho muitas pra contar.
Acontece que os últimos meses da minha vida não tem sido os mais fotográficos e eu nem sei explicar o porquê: eu amava criar cenários e inventar moda com o tripé, até que de repente (tal qual Fátima e Bonner, GENTE), não amava mais. Tudo parecia errado; as cores, o foco, os ângulos, a luz, o assunto, a porra toda. Depois de uma compacta analógica, duas digitais, uma DSLR, quatro celulares e uma Instax, um belo dia a gente acorda sem ter a menor ideia do que fazer com essa parafernália toda na mão. Parece mesmo um relacionamento em que você dedicou anos e percebe que não sabe mais o que fazer naquele lugar. Fiquei braba e frustrada: se a fotografia fosse uma pessoa de verdade, eu estaria acusando ela de ser uma ingrata sem coração que me abandonou sem mais nem menos. Acho que ela podia dizer o mesmo de mim também.
A gente nem percebe, mas de repente vai deixando de fazer tudo aquilo que gostava porque a vida tá ruim demais e não tem disposição pra isso, e quando olha, não sabe mais como escrever posts e nem tirar fotos. A próxima coisa que provavelmente vai acontecer é eu perder a capacidade de me comunicar. Então eu resolvi resgatar várias fotos antigas que tirei desde 2007 e que acho que nunca tinha postado por aí, pra poder me lembrar de como me senti nesses momentos.
(É possível que eu só tenha escrito esse post pra me convencer de que ainda posso tirar fotos bonitas e me entreter com isso - não confirmo nem nego.)
E amanhã tem a grande celebração na linha de chegada do BEDA. Coloquem as champagnes na geladeira e deixem os pijaminhas bonitos à postos pra nossa festa! YAY

#29: A grande tag musical

2 comentários
Já que há uns dias falei das minhas playlists preferidas, aproveitei o embalo pra responder essa tag musical que foi devidamente roubada na cara dura do blog da Michas, porque não tenho vergonha de pegar indicações deixadas pra galera.

1. Gênero favorito?
Pop, rock e uns modão de viola aí no meio.

2. Banda ou cantor(a) mais ouvido(a) no momento?
Genesis? Estou num romance com uma playlist chamada 'The Very Best of Genesis' que tem umas dez músicas deles, faz uns seis meses - a maioria delas da fase Phil Collins. É uma pena que até hoje eu nunca tenha conseguido convencer alguém do balanço dessa banda.
3. Música preferida no momento?
Domino, do Genesis; e Born to Run, do Bruce Springsteen. To numa fase bem anos 80, como dá pra notar.

4. Três artistas favoritos?
The Killers, Sixpence None the Richer e U2. Não ouço com tanta frequências as duas últimas mais, mas são três bandas que já ocuparam o meu posto de 'banda favorita'.

5. Aquela banda para qual você sempre volta?
Nunca fui uma pessoa de bandas, e sim de músicas! Acho que posso responder as duplas sertanejas da minha infância, tipo Leandro e Leonardo, risos. Não é nem uma questão de gosto, mas me sinto muito confortável ouvindo as músicas pela nostalgia e sempre acabo ouvindo de novo depois de algum tempo.

6. Trilha sonora de filme favorita?
Amo MUITAS trilhas sonoras, especialmente as Disney; mas quem leva esse título no meu coração é Mamma Mia. Eu definitivamente não confio em gente que não gosta de ABBA e esse filme, gente, como não amar Meryl Streep, num plano de fundo grego e lindíssimo, cantando nesse musical maravilhoso? Eu acho tão legal o fato de que conseguiram fazer um musical maravilhoso com músicas que já existiam e AMO ESSE FILME E IREI PROTEGÊ-LO.
7. Música preferida de todos os tempos?
Gente, esse tipo de pergunta não se faz. COMO POSSO ESCOLHER UMA SÓ??? Posso responder com uma playlist?

8. Último show que foi?
Rapaz, eu nem sei - aqui na roça ninguém faz show, risos. É possível que tenha sido o que eu fui ver Humberto Gessinger em 2013.

9. Música mais vergonhosa no computador, celular, iTunes?
Talvez os pagodes brega que eu mantenho aqui como uma homenagem à Manu da adolescência HEH. Não tenho exatamente vergonha, mas acho elas meio breguinhas (mas continuo ouvindo assim mesmo).

10. As três músicas mais tocadas de acordo com o seu player?
Tenho duas respostas: O iTunes diz que são American Girl, This Charming Man e Shake it Off, contando mais ou menos desde 2013. PORÉM o Last.fm tem feito um scrobble meia-boca do meu computador desde 2007, e diz que as respostas são essas: One Way or Another (670), Who Knew (408) e A Dustland Fairytale (404).

11. Que música sempre te faz sorrir?
Eu gosto bastante de I'm Feeling You, da Michelle Branch com o Santana. Não é a minha música preferida (lembrei dela porque o iTunes começou a tocar agora, risos), mas é uma música que conheci lá em 2006 e tem um humor bem levinho e gostoso.

12. Que música você ouve quando está triste?
Bitch, please. Eu tenho uma pasta de playlists com o sugestivo nome Bad Vibes - com playlists variadas pra cada tipo diferente de bad. HEH. Levamos o conceito de 'trilha sonora da vida' muito a sério nesse blog. Ali tem Radiohead (o clássico das bad vibes), The Smiths, e umas músicas melancólicas do The Killers, do Pearl Jam e outras bandinhas do coração.

13. Que música te faz dançar?
Shake it Off é, possivelmente, minha música oficial pra danças extraoficiais. Mas eu também tenho uma playlist chamada Dancing Playlist cheia de sucessos do bate-cabelo (que foi devidamente compartilhada aqui).
14. Bandas e cantores desconhecidos que você indica?
Eu acho que sou a pessoa com o gosto menos underground da internet? Não tenho muitos cantores obscuros pra indicar. Acho que, nos meus gostos, Findlay e The Softies são as coisas que mais correspondem ao que eu deveria indicar aqui, e nem sei se são tão desconhecidas assim, hahahaha. De qualquer forma, amo ambos e recomendo fortemente que vocês ouçam. The Softies é 100% garantia de coração quentinho!!

15. Letra ou citação preferida?
Esse meme tá muito difícil, risos. Pra fim de resposta, é a letra de American Girl do Tom Petty and the Heartbreakers, que podia ser a trilha sonora oficial da minha vida.
Well she was an American girl
Raised on promises
She couldn't help thinkin' that there
Was a little more to life
Somewhere else
After all it was a great big world
With lots of places to run to

16. Que banda, cantor(a) ou música te lembra de alguma situação específica?
Esse tipo de pergunta não se faz, porque eu associo lembranças a musicas desde que me entendo por gente. Uma das melhores recordações que tenho foi a mini-road trip que fiz com o Digníssimo pro Rio de Janeiro em 2014, na qual ouvimos no caminho a trilha sonora de Guardiões da Galáxia. Achei esse filme mais um enlatado de super-herói sem pé nem cabeça, mas QUE TRILHA SONORA, SENHORAS E SENHORES.

Vou indicar alguém? Vou jogar essa bola pra Ana, porque ela tá sempre lembrando de mim nas tags e salvando esse blog da seca HAHAHHA. Mas deixo a indicação aberta pra quem quiser falar um pouquinho dos seus gostos musicais (e/ou salvar o último dia do BEDA hahahhaha)

#28: Setembro já é Natal

Nenhum comentário
28 de agosto. Daqui quatro dias, a gente começa a nona folhinha do calendário e num piscar de olhos os comerciais de Natal começam. O ano já acabou. Pode começar a fazer a wishlist de Natal e as resoluções de Ano Novo.
O calor volta. AI MEU DEUS, O CALOR.

Essa semana foi meio bostinha por aqui, mas em compensação, teve muitos livros pra amenizar a coisa toda. Já falei que me entreguei à tentação das promoções da Amazon, mas ganhei de presente (Digníssimo, patrocinando a minha bibliotequinha desde 2010) Harry Potter and the Cursed Child. Até agora só li as primeiras cenas (nunca li uma peça antes!), mas já senti muita saudade reencontrando nosso trio preferido nas páginas, só que dessa vez como pais de família responsáveis. Em breve venho dar o veredicto se J.K. acertou ou devia parar de vez com a invenção de fanfics sobre o universo mágico.
Também comecei a assistir Stranger Things hoje e esse talvez seja o meu recorde em acompanhar o hype: to só um mês e meio atrasada! Quero abraçar a Eleven e guardar ela no meu quarto, quero resgatar a Barb e o Will e sobretudo, quero viver na estética dessa série. Por que tão lindos, anos 80? Ainda bem que a série é curtinha, porque provavelmente consigo terminar de ver hoje mesmo. Como é que vocês dão conta de ver tantas séries assim, gente?

A semana também foi meio caótica e eu não consegui ler e comentar nos blogs das migas como gostaria. Separei os melhores links que li, mas ainda tem uns oitenta posts não abertos no feedly. Se você acha que devia ter um comentário meu no seu inbox e ele ainda não chegou, aguarde e confie, pequeno gafanhoto.
Por enquanto, o que li de melhor nessa semana foi isso:
A Ana escreveu sobre o que ela sentiu com as Olimpíadas e eu ouso dizer que esse post dela é um ótimo complemento pro que eu fiz aqui. SOMOS TODOS OLÍMPICOS #yassss
A Mia contou um pouco da experiência maravilhosa dela como usuária desse serviço que a gente tanto ama: ÔNIBUS
A Thay falou sobre Pax, uma história adorável e que me deu muita vontade de ler
A Tati escreveu um post sobre ser vista que me causou vários feelings
A Line falando aqui sobre o que ela pensa do feminismo
A Vy falando que pra viajar a gente não precisa necessariamente fechar um pacote com a CVC
A Isadora lembrando a gente de que vai ficar tudo bem
O BEDA está acabando e eu não sei se comemoro ou se reclamo com saudade antecipada dessa presepada toda. A gente se descabelou? Escreveu alguns posts às dez da noite? Fez drama no Twitter achando que não ia conseguir e leu todos os memes possíveis? Sim. Mas daqui a quatro dias não estarei aqui escrevendo, e a experiência de fazer isso por um mês foi surpreendentemente boa. O importante é que vai dar pra chegar nessa linha de chegada (e fazer uma festa por lá!!!). Beijos e até amanhã! xx

#27: Top 8 coisas superestimadas

10 comentários
Poderia ser mais um post inocente de listinha por aqui, mas a verdade é que hoje vim aqui chocar a sociedade internética falando sobre as coisas pras quais todo mundo liga e eu não. Isso é um perigo, né? O risco de vocês acharem que eu era uma pessoa bacana e descobrirem que eu não dou a mínima pra sua comida/banda/celebridade preferida é grande.

1: Filme de herói
Desde que a Marvel saiu da falência e decidiu lançar filmes pra todo bendito herói do catálogo deles, nunca mais tive paz. Meus amigos todos adoram o hype e Digníssimo sempre quer assistir às estreias e me levar junto, mas eu não vejo graça nenhuma naquele monte de vilões e poderes em CGI. Fui ver Guerra Civil esperando gostar de verdade da coisa, e dormi durante uma hora. Desculpa?
2: Kardashians
ARGH.
Nunca entendi e nunca vou entender a obsessão que a internet (e em especial, aquelas notícias do Snapchat) tem pelo clã Kardashian-Jenner. Eu não assisti ao reality, mas olha... o que essas pessoas fizeram pra serem dignas da minha admiração? E daí que a Kylie Jenner é bonita? Ela é bonita pra chuchu e eu concordo, mas por que eu me interessaria pela vida dela? Kanye West não é um cara desprezível demais pra gente ficar secando onde ele vai e o que ele faz? A Kim, os looks dela não são horríveis? E as outras? Quem são? O que comem? Qual a relevância desse povo? Que tipo de entretenimento posso tirar disso?????

3: Café em cápsula
Acho caríssimo, não supera expectativas e vem UM GOLE dentro daquilo???? Gente, desculpa ser uma ogra incivilizada mas quando se trata de café, não vim aqui pra apreciar - eu vim pra bater um papo com meus amigos (acompanhada, logicamente, de bolo), ou me manter acordada pelas próximas cinco horas, então não regule essa mixaria não e enche a xícara. Aliás: café bom é café de coador e açúcar à vontade, risos.
4: Nirvana
Meus amigos sabem e até concordam com esse item da minha lista de opiniões impopulares, mas nunca falei isso pra outras pessoas e nem sei qual o grau de amor que o coletivo Internet sente por essa banda  que uniu todas as tribos. Pode ser que eu esteja me arriscando a levar umas pedradas?
Não é que eu não goste do Nirvana. Eu até gosto. Inclusive, até tenho Smells Like Teen Spirit no meu iPod. Eu só acho que ela é uma banda com uns riffs meio preguiçosos e letras meio sem sentido pra levantar tooooooooodo esse amor que as pessoas parecem sentir. Ou seriam os adolescentes? Eu acho Nirvana uma banda muito adolescente. Pronto. DESCULPA. NÃO ME ODEIEM.

5: Roupas caras de marca
Dei a minha opiniãozinha sobre moda aqui e, sinceramente, sigo firme achando que a gente tem que vestir nosso corpo só com coisas que a gente acha nada menos do que fabulosas - não interessa a procedência ou marca delas. Nunca vou entender exatamente como as pessoas se convencem a pagar 300 reais numa calça jeans comum porque acham que aquela marca é melhor (ou mais ~cheia de personalidade~). A menos que tal coisa tenha feito meu olho BRILHAR, esse dinheirinho não vai sair da minha carteira só por causa de uma etiqueta.

6: Ter carro
Moro numa cidade pequena do interior e nunca tive carro. Sinto falta? Quase nenhuma. Acho carros utilíssimos pra emergências médicas em que você é incapaz de andar, roles noturnos ou situações em que você precisa transportar alguma coisa gigante, mas nesses casos, sempre existe a possibilidade de chamar um táxi ou arrumar uma carona. Fora isso? Ah, e quando chove? Pra isso tenho um guarda-chuva gigante e um par de botas. Ah, e quando você tem que ir em algum lugar longe? Uai, eu vou a pé, e se for inviável, pego ônibus. A Roça é muito bem servida em linhas de ônibus pra sair daqui e ir pras cidades do entorno onde ficam todos os médicos/lojas/serviços que a gente precisa, e assim nunca tive problemas pra estacionar nem tenho que pagar seguro e IPVA, god bless. Pode ser que eu pensasse diferente se morasse na capital, mas por enquanto, continuo achando que me viro muito bem sem um.
7: Paleta mexicana
Dez reais num sorvetão congelado a ponto de grudar nas beiça. Confesso que tenho birra de paleterias porque numa época, tinha no shopping uma gelateria artesanal italiana com o melhor sorvete que já tomei nessa terra brasilis. Aí chegou a onda das paleterias, minha sorveteria dos deuses fechou e eu nunca mais vou achar um sorvete de amarena tão gostoso por aqui. Não é que eu não goste das paletas. Elas são gostosas, mas não a ponto de merecer esse hype todo e o meu dinheirinho.

8: Chokito e Prestígio
CARIBE É MUITO MELHOR PRONTO FALEI


Fica o lembretinho: essa é a Minha Opinião de Merda™ e vocês são muito livres pra discordar e dizer que sou feia e boba e cara de mamão. Beijos de luz e até amanhã! xx

#26: Contos de fadas e Chocolate Kurai

Nenhum comentário
Esse mês tem sido uma porcariazinha - e olha que eu sempre adorei agosto, sempre fui contra gente que chama ele de mês de desgosto e afins. Conforme os dias passam, fico mais e mais de saco cheio e com vontade de jogar tudo pro alto. Felizmente, quanto mais os dias passam, mais perto chegamos do final do BEDA, que foi uma das únicas coisas legais que aconteceram, e daqui seis dias vou poder chegar em casa e ficar lendo sem pensar em ligar o computador (mas não antes disso, heh).
E aí que sempre que tenho um dia ruim, fico pensando secretamente em como a minha vida podia ser um conto de fadas. Fico imaginando que eu poderia ter um quarto cor-de-rosa e passar o dia inteiro de camisola de renda numa cama de dossel, lendo edições riquíssimas dos contos de fadas que o Andrew Lang compilou. Sara Crewe, é nóis. Eu sempre quis que as minhas fotos tivessem essa estética, mas nunca consegui fazer isso (fuén). Mas a internet é maravilhosa e se eu não consigo fazer, meu feed do Flickr é recheado de pessoas que conseguem e me dão vontade de me mudar de mala e cuia pras fotos delas. Uma dessas pessoas é a Chocolate Kurai, cujo nome de verdade eu não sei, mas que ó: já considero pacas.

Untitled crystalized* Untitled tea cup * Hamlet * brush* Untitled Untitled Untitled
Todas as fotos são dela e tirei do próprio Flickr (se vocês clicarem leva pra lá, achei um luxo isso). Não dá mesmo uma vontade de pegar um trem imaginário pra um lugar assim?
Em tempos de Instasnap (gente, pelo amor de deus, eu sigo 180 pessoas lá e não tenho o menor saco pra ver o que todas elas postam), eu me vejo voltando pro Flickr porque lá ainda encontro muitos fotógrafos que me fazem sentir coisas. Tem alguém com esse talento que vocês seguem? Favor compartilhar aí embaixo - ando precisando de inspiração em forma de fotos maravilhosas.
Em tempo: Falando de contos de fadas, a Amazon me patrocinem fez uma promoção lindona hoje e comprei Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos dos Irmãos Grimm (que eu tinha comentado aqui). Gente, EMOSSAUM. Mais alguém tem essa paixão incubada por contos de fadas? Aguardem uma mini-resenha e fotos (com sorte) quando ele chegar!
Beijos e até amanhã xx

#25: DJ Manu fazendo a festa

Nenhum comentário
Uma coisa que nunca fui capaz de compreender na vida: Pessoas que não gostam de música. Ou que assim, não gostam muito de música. Gente que, quando você pergunta qual a banda preferida, não sabe o que dizer. Nada contra não ter uma banda preferida, porque eu também não tenho - mas posso falar umas dez empatadas no pódio do primeiro lugar. Como assim você não tem nenhuma banda que faz o seu coração vibrar? Você não canta no chuveiro? Nunca fez um cover na frente do espelho usando a escova de cabelo como microfone?
Sei lá. Não acho pessoas assim muito confiáveis.
Ou talvez eu só goste tanto assim de música porque cresci exposta a ela o tempo todo. Lá pelos quatro anos, minha madrinha me deu um Walkman - não era um mero Walkman, era um Walkman DA XUXA - e eu costumava prender ele na cintura e saía felicíssima pela casa, me sacudindo ao som da minha fita dos Power Ranger e dos Mamonas Assassinas. Depois disso, veio um toca-cd prateado e que foi meu xodó por muito tempo, até que a modernidade chegou e eu ganhei um iPod. Venho baixando músicas desde 2006 tal qual uma mulher das cavernas e o iTunes diz aqui que desde então já são 4873 músicas até agora - 13,4 dias, 26,4 GB. O que eu faço com tudo isso? Playlists, muitas playlists. Como o BEDA tá acabando e tá todo mundo naquele clima de fim de festa, esperando pra acabar mas sem querer fazer muito esforço, resolvi compartilhar algumas das minhas preferidas aqui.

Essa playlist de corrida deve ser a minha obra-prima, e e a única coisa nesse mundo capaz de me fazer correr - inclusive as músicas estão organizadas em ordem crescente de velocidade. Experimentem e me contem se funciona com vocês também!!

Outro orgulho: a playlist pra dançar. Cabe bem pra dancinhas aleatórias na frente do espelho, dancinhas no chuveiro e dancinhas com o cabo de vassoura no meio da faxina, conforme testada e aprovada.

Apesar de eu ser uma menina ~do roquenrou~, não tenho nenhuma playlist de rock realmente legal pra compartilhar. Gosto dessa, cheia de músicas que te deixam animado mas também meio melancólico - o que não faz sentido nenhum, por isso batizei ela de bittersweet. Aceito sugestões, se alguém quiser dar.


Você gosta de música velha? Tá no humor de ouvir algo que não tocou na rádio nos últimos vinte anos? Acha que nasceu na década errada? Quer se sentir nos anos dourados do seu pai? Tenho uma playlist com cara de brechó onde não tocam músicas lançadas depois de 1975. Pode ter uns ácaros por aqui.

Agora, se você quer se sentir nos seus anos dourados - e todo mundo sabe que os anos 90 foram a melhor década - eu tenho uma playlist com OS MELHORES SUCESSOS DO PAGODE ANOS 90. Não me venha torcendo esse nariz que eu sei que você cantava Brincadeira de Criança no churrasco. QUEM SAMBA COM MOLEJO SAMBA DIFERENTEEEEEEEE

No Spotify meu usuário é lipsonfire, caso interessar possa. Vocês usam o Spotify pra descobrir cantores novos? É meio que o único uso que dou pra ele. Me sigam lá pra eu poder stalkear o perfil de vocês e roubar umas bandas HEHEHE. Amanhã tem mais!!

#24: 24 coisas que eu aprendi em 24 anos

Um comentário
Um post que era pra ter saído em comemoração ao meu aniversário, mas que por motivos de força maior, só pode existir mesmo agora nessa maravilhosa ocasião proporcionada pelo BEDA. Enquanto não publico a minha autobiografia cheia de lições de vida, vocês podem se deliciar com esse post cheio de drops de sabedoria aprendida durante vinte e quatro voltas (e exatos quatro meses) ao redor do sol:

1: Não há nada mais precioso que o amor próprio: essa é uma lição pra gente cultivar desde o primeiro dia de vida na Terra. Aprendi, por experiência própria, que uma vida sem esse sentimento é uma merda, não importa o quanto as outras coisas estejam bem. A gente nunca vai conseguir viver se apoiando nos sentimentos e ideias que os outros tem de nós: é preciso confiar na gente mesmo. A gente tem que gostar da gente e ponto.

2: A vida não vai ser perfeita. A vida é um caos. Coisas ruins acontecem com gente boa, coisas boas acontecem com gente ruim e não há nada que a gente possa fazer, porque não estamos nesse mundo pra ser mimados. É assustadora essa ideia de estar num mundo onde não há uma explicação, mas ela até que é bem charmosa: tudo isso aqui é um aglomerado de poeira de estrelas onde a vida germinou em milhares de formas diferentes, por um tempo curto demais na perspectiva do Universo, mas longo o suficiente pra que os humanóides daqui pudessem viver coisas grandiosas antes de voltar a ser poeira de estrelas. É esse tempo que eu tenho e posso aproveitar, mesmo que a vida não vá ser perfeita.

3: Meus pais erraram. Os outros também, e vão continuar errando. Se a gente tiver sorte, nossos pais erraram por amor, porque não sabiam bem o que fazer nesse mundo novo da criação de filhos, porque eles tinham as melhores intenções. Por mais que pareça, eles não eram obrigados a fazer muita coisa; então me sinto grata por cada presente ganhado, cada panela quentinha de comida posta na mesa, cada momento da companhia deles que puderam compartilhar comigo.

4: Eu não sou igual a todo mundo, e tudo bem. Não tem problema em não gostar de ir a festas, ser o centro das atenções, usar salto alto e sombras multicoloridas. Tem uma frase clichê que diz pra você ser você mesmo, porque todas as outras pessoas já estão ocupadas; e a ideia é essa mesmo. Tento ser a pessoa que eu sou porque é a única que eu posso ser, sem culpa e sem medo.

5: Não ser igual a todo mundo não faz de mim um floquinho de neve especial pra quem o mundo precisa parar.

6: O verdadeiro contrário do amor não é o ódio, e sim a indiferença. Se eu odeio algo, é porque ainda me preocupo demais com aquilo pra deixar pra lá, mas não posso voltar a amar aquilo porque me sinto magoada demais. Quando isso acontece, é preciso entender o porquê, pra poder decidir se vou continuar amando aquilo ou seguir em frente - o ódio é um sentimento desnecessário demais pra gente cultivar, porque nada pode nascer dele. Tem outra frase clichê que diz que "ódio é tomar veneno e esperar que o outro morra" e é mais ou menos isso mesmo. Ou você vive em paz com as coisas, ou deixa elas irem de vez.
7: Ser independente é uma das melhores coisas que uma pessoa pode ser, mas precisar e pedir ajuda não faz de ninguém um coitado derrotado. Amor próprio é super legal, mas orgulho e achar que eu sou boa demais pra precisar de ajuda é uma ideia muito errada.

8: Pensar positivo sempre pareceu uma mentira muito besta, porque eu sei que isso não vai mudar o mundo. Continua válido, mas vai mudar a minha atitude em relação as coisas - e às vezes é a única coisa capaz de me fazer colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente no meio de um problema realmente sério. Não subestime o pensamento positivo - se manter tranquilo é uma capacidade muito, muito, muito importante.

9: A gente não pode carregar TUDO na vida e sempre vai ser preciso abrir mão de algumas coisas (memórias, pessoas) pra poder abrir espaço pra outras. DESAPEGA DESAPEGA OLX

10: Saber não ocupa lugar: estudar nunca é demais, aprender a pregar botões, trocar chuveiros e economia mundial nunca será um desperdício. Ouvir os mais velhos e/ou mais sábios nunca vai ser perda de tempo.

11: Tenha coragem e seja gentil. Coragem pra lidar com os problemas enormes da vida, e gentileza porque ser corajoso às vezes é difícil demais.

12: A aparência não é tão importante quanto a gente acha quando tem doze anos de idade; a saúde é ainda mais. Comer direito, se exercitar com frequência e manter a postura correta são hábitos fundamentais se eu quiser chegar aos oitenta anos capaz de fazer um cruzeiro pelo mar Mediterrâneo (e eu quero).

13: Parecer ~criança~ só porque continuo me deslumbrando com coisas simples e demonstrando empolgação em público não é e nunca vai ser uma coisa ruim. Se as pessoas gostam de parecer contidas e/ou blasé, isso é problema delas. Ser blasé é muito, muito chato, enquanto se empolgar é muito, muito legal - e por que é que eu preciso abrir mão de uma coisa tão legal?
14: Nem todos os amigos que eu fizer vão durar pra sempre, nem todos os meus amigos precisam ser iguais a mim, nem todos os meus amigos vão entender tudo o que eu sentir. Não tem problema. Tem outra frase clichê que diz "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar" e se eu entender isso, vou me poupar de muito sofrimento desnecessário com as pessoas.

15: O fundamental pra ser feliz é mesmo a nossa capacidade psicológica de ver a bondade nas coisas, mas isso não significa que dinheiro seja desnecessário na vida. Negar a importância do dinheiro é, de certo modo, negar a realidade em que a gente vive, então é importante não ignorar isso - seja na hora de escolher uma profissão, ou toda vez que tenho que comprar alguma coisa.

16: O trabalho pode ser uma maldição, ou a coisa mais maravilhosa da minha vida. Por mais que a ideia de passar o resto da vida sendo sustentada e alimentada por um servo pondo uvas na minha boca pareça tentadora às vezes, passar pela vida fazendo absolutamente NADA é enlouquecedor. Dinheiro é muito importante, mas encontrar um trabalho que faça com que eu me sinta realizada é um pouco mais.

17: Se não fere ninguém ou prejudica menores de idade, todo mundo tem o direito de fazer. Orientação sexual, crença religiosa, crença em signos, cortes de cabelo bizarros e modas assustadoras. DEIXA AS PESSOAS EM PAZ. Tem mais uma frase clichê que diz "posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizer" e ela é a melhor definição do conceito de liberdade. As pessoas são livres. Ninguém é obrigado a (quase) nada nessa vida.

18: Ser uma pessoa que se importa e que é capaz de encarar os próprios sentimentos é algo do qual eu devia me orgulhar, porque nem todo mundo consegue fazer isso. É só por meio disso que consigo me livrar dos meus preconceitos, ideias erradas e me tornar uma pessoa melhor.

19: Viajar é preciso, e não só pra tirar foto na frente de pontos turísticos e ganhar likes - pra conhecer histórias, pessoas e ver que o mundo é muito maior do que essa pequena Roça. Dizer "não" pra oportunidade de conhecer um lugar novo devia ser configurado crime.

20: Ser adulto dói. Não tem jeito. Dói. É uma porcaria, é preciso renunciar a um monte de coisas e às vezes parece que a vida não vai parar de ter bater. É assim mesmo.

21: Por mais que eu queira com todas as minhas forças, a única pessoa que eu consigo salvar dos problemas e sofrimentos sou eu mesma. Não posso mudar ninguém se, do outro lado, a pessoa não quiser; e a única coisa que me resta é continuar amando ela (ou não, aí posso seguir em frente).

22: Se eu não me sinto à vontade pra falar sozinha, cantar e compartilhar minhas ideias mais malucas, não é amor verdadeiro.

23: O tempo apazigua todos os sofrimentos horríveis que a gente acha que vão nos matar. Depois de um dia horrível, os outros todos serão um pouquinho melhor. Be patient and hold on.

24: Ninguém tem o poder de me fazer sentir culpada ou envergonhada pela pessoa que eu sou, porque eu não tenho obrigação nenhuma de caber num molde. Eu também não sou obrigada a nada - só a ser fiel a mim mesma e ao que me deixa feliz. Às vezes pode ficar difícil gostar da gente mesma, mas eu nunca posso abrir mão disso.

É isso e obrigada pela atenção. Amanhã tem mais!

#23: Batendo a cabeça no teclado

3 comentários
Dia 23 do BEDA:

Acabaram os posts programados
Acabou a quota de memes
Acabaram as ideias 
Acabou a coragem pra continuar fingindo que eu sei sobre o que estou falando
Não há esperança
 Então, esse é aquele post em que eu não tenho a menor ideia do que escrever, mas incapaz de não dizer nada pra manter o pouco de dignidade que ainda me resta (faltam oito dias pra eu chegar no final dessa maratona, não vou perder a chance de usar o GIF do Tetra™ depois desses vinte e dois partos posts), abri o Blogger pra dizer que não sei o que dizer. Quão picareta é isso? Não sei. Vocês podem reclamar com a gerência.


Mentira, no The Martian da vida eu certamente sou a Lewis *sai cantando ABBA*
Mas não vamos nos enganar - esse post iria acontecer cedo ou tarde. Não havia chance de que eu passasse um mês escrevendo tranquilamente sobre trinta e uma coisas diferentes com uma semana de antecedência, programasse tudo e fosse curtir uma piscininha em cima de uma bóia de donut, enquanto todo mundo desabava na frente do computador. Não só porque não tenho piscina e nunca nem vi pessoalmente uma bóia de donut, mas porque pra mim, escrever sempre foi um processo movido a algumas lágrimas e muitos xingos no Twitter (e na vida real também). Não é que eu não goste de escrever - eu não mantenho esse blog há quatro anos por puro e simples masoquismo - mas eu também não diria que escrever é uma atividade de diversão e lazer. Eu gosto mesmo é de jogar joguinhos inúteis e rir de memes no Twitter nas horas vagas.
Quando se trata da escrita, as palavras simplesmente saem porque eu não sei mais o que fazer com elas. Desde que inventei a primeira história e escrevi a primeira palavra no papel, decidi que era aquele o fim que eu podia dar pro estoque infinito de ideias que eu tinha, e tenho feito isso desde então.
Fazer isso na frequência, no tempo e do jeito esperado é que é um problema.
Antes desse blog, eu fui uma adolescente metida a escritora de fanfics (há rumores de que ainda sou).
Foi o caminho natural a seguir depois das primeiras histórias bobas que serviram como válvula de escape pro fim de uma infância excessivamente dramática. Os personagens estavam ali, a trama também; eu só precisava temperar as coisas um pouquinho, criar umas situações e gastar tinta de caneta. É possível que tenha sido ali que me tornei gente que escreve, que decidi que eu gostava de inventar histórias, trançar um monte de palavras e contar pros outros e queria passar o resto da vida fazendo aquilo, do jeito que desse. Mesmo assim, por mais que todas aquelas histórias bobas fizessem muito sentido na época, não consegui terminar nenhuma que valesse a pena porque passei meses - quiçá anos - a fio parada, esperando por ela: a Inspiração. Aquele fenômeno mágico que faz você sentir uma coceirinha nos dedos, um calorzinho no coração e uma loucura no cérebro, colocando todas as engrenagens pra funcionar a todo vapor porque você teve UMA IDEIA. Uma ideia ótima!! Uma ideia que não pode esperar e precisa ser escrita em qualquer lugar, e quando fica pronta, te enche de alegria e vontade de mostrar pra todo mundo. Tive vários momentos ~ideia~, escrevi vários capítulos e cenas que me deixaram orgulhosa, mas demorei muito pra entender que, pra ser a Escritora que eu queria - quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse - eu precisaria sentar a bunda na cadeira e marretar as teclas, mesmo com ódio, mesmo naqueles dias em que a sua cabeça só sabe pensar nos boletos pra pagar. Talvez eu tenha descoberto isso tarde demais pra ser uma Escritora, não sei.
Sei lá.
Talvez eu ainda não tivesse comprado essa ideia nada romântica de que "o sucesso é 1% inspiração e 99% transpiração" se o Universo não tivesse colocado Digníssimo na minha frente, um homem prático e que gosta de resultados, e que nunca se conformou com o fato de eu ser uma escritora que passava mais tempo reclamando da falta de ideias do que escrevendo de fato. Numa época ele me convenceu a escrever mil palavras por dia, um exercício literário praticado por aquele que vocês sabem quem é - o maluco que escreve cinquenta mil páginas todo ano - tio Stephen King. Escrevi vinte e três textos e, mais ou menos satisfeita, larguei a empreitada pra lá e me contentei em abrir esse blog e mais uma vez tentar a sorte escrevendo pra mim e pros outros. Tem dado certo? Bom, chegamos ao dia 23 de posts consecutivos. Ouso dizer que por enquanto, sim.
Talvez se eu não tivesse ouvido e lido em tantos lugares e de tantas pessoas que essa coisa de esperar pelos dons e inspiração é uma grande balela, eu jamais estaria escrevendo esse post e insistindo nesse BEDA depois de uma semana porcaria e um dia preguiçoso, onde tudo o que eu queria fazer era jogar The Sims e ler O Morro dos Ventos Uivantes debaixo da coberta - mas foi exatamente isso que teimei em fazer hoje, depois de horas lendo e relendo minhas ideias cretinas de pauta, lendo posts alheios e me desesperando na internet.
Por mais que eu me considere gente que escreve e que ficaria maluca se fosse privada de fazer isso, nem todos os dias são dias de pessoa que escreve. Nalguns deles, o melhor que eu consigo fazer é bater a cabeça no teclado. Mas tudo bem.
Vou continuar escrevendo mesmo assim.

#22: Meme: O Poderoso Chefão

Um comentário
As gatas garotas Tati e Ana me indicaram pra responder esse meme literário super bacana - que demorou um pouquinho pra sair, porque eu sou uma pessoa muito organizada e quis distribuir de um jeito legal os memes durante o meu ~calendário de postagens~, hahahahaha. Caso você não tenha visto esse meme por aí, são oito perguntas sobre livros que são devidamente inspiradas por frases do filme O Poderoso Chefão. Não sei quem criou, mas saiba que está de parabéns.
1. “Se um homem honesto como você tivesse inimigos, então eles seriam meus inimigos e temeriam você” – Qual livro te deu mais medo?
Não leio muitos livros explicitamente de terror porque sou precavida e não gosto de passar sustos, mas O Analista foi um livro que me deixou meio aterrorizada. Na história, um analista começa a receber ameaças de um desconhecido que pede que ele se mate, e por mais que ele tente, não consegue impedir o cara de continuar se infiltrando na vida dele e quebrando sua segurança. É muito agoniante esperar pra que aquele cara seja pego e isso não acontecer, e muito mais agoniante imaginar um maluco desses te perseguindo (o livro, aliás, é muito bom e eu recomendo)!

2. “Nunca odeie seus inimigos, isso atrapalha seu raciocínio” – Qual o livro mais confuso que você já leu? 
Hmm... difícil me decidir por um só. Ainda não li nenhum livro terrivelmente confuso, mas acho que dou esse troféu pra The Bell Jar. Todo mundo ama o livro e eu passei várias páginas sem compreender o que diabo estava acontecendo - preciso ler de novo algum dia (outro livro que merece uma menção honrosa aqui é Cem Anos de Solidão e seus sessenta Aurelianos Buendía - mas apesar disso é LINDO).

3. “Quem lhe oferecer segurança será o traidor” – Qual livro te decepcionou? 
Persépolis (que tecnicamente é uma HQ, não um livro). Eu esperava mais sobre a Revolução Iraniana, mas metade da história é recheada pela revolta adolescente da protagonista e as experiências novas dela na vida fora do país. Blé.

4. “Nunca deixe que ninguém de fora da família saiba o que você está pensando” – Qual livro te fez pensar na vida? 
Pergunta difícil, porque eu poderia citar vários livros, mas acho que A Arte de Pedir foi a última leitura que fiz e fez uma reviravolta na minha cabeça. Nunca vou me cansar de indicar esse livro pras pessoas - leiam, leiam, leiam. É maravilhosa a maneira Amanda Palmer de viver e acreditar nas pessoas.

5. “Um advogado com uma pasta na mão pode matar mais que mil homens armados” – Qual livro te surpreendeu?
Fundação, do Isaac Asimov. Não sou a maior fã de ficção científica do mundo, e eu nem teria lido esse livro se não tivesse viajado e Digníssimo tivesse levado ele na mala. Gostei bastante e fiquei querendo ler as continuações!

6. “Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda” – Quem é seu melhor amigo literário?
Nossa, é tão difícil escolher só um livro pra essa resposta. Vou de Harry Potter, porque a série (e os personagens! eu deveria escolher um personagem? escolho todos) me cativou lá antes dos anos 2000 e cresci com essa história, esperando os livros seguintes, envelhecendo junto com os personagens, relendo capítulos e tirando lições dali até os dias de hoje. Já somos amigos de longa data, e eu inclusive to sofrendo por ver ele mudar (com essa loucura da J.K. Rowling por acrescentar histórias novas na saga)

7. “Se dedica à família?” – Qual livro você mais se dedicou a ler?
Não tenho certeza se é o que mais exigiu de mim, mas tive que ter um bocado de paciência e esforço pra ler Jane Eyre. Esse negócio de ler em inglês livros antigos e cheios de palavras que já caíram em desuso é meio exaustivo, e também tive que me esforçar pra superar o começo monótono da história. Valeu a pena, porque quanto mais perto do final, melhor o livro fica, e adorei muito a Jane e os personagens (em especial Mr. Rochester hahahahaha)

8. “Farei uma oferta irrecusável a ele” – Indique 5 blogs para fazer essa tag.
Tenho a impressão de que todas as minhas migas da blogosfera já responderam essa tag, então vou passar a bola pra quem estiver a fim? Não sei se a Natalia curte responder memes, mas sei que ela gosta de ler, então fica minha ~indicação~ caso ela goste da ideia HAHAHAH.

E assim, mais um dia do BEDA foi salvo graças às MENINAS SUPERPODEROSAS MEMES SUPERPODEROSOS!!!

#21: Ninguém caça Pokémon na chuva

2 comentários
Essa semana foi meio bosta. De vez em quando acontece. Fiquei uns três dias meio fora da internet (ainda bem que consegui programar uns posts, então pude me dar a esse luxo), e quando voltei aqui tinha cento e cinquenta posts não lidos. HALP. Isso explica o porquê de eu ter andado comentando uns posts da semana passada nesse sábado.

Em plena seca de agosto, na quinta-feira o tempo amanheceu virado e se transformou num aguaceiro com vento tão louco que fez o Google divulgar alerta laranja de tempestade pra região. Depois da chuva de granizo que arrasou os telhados da cidade, isso é praticamente um Alerta de Pânico™, mas mesmo assim tivemos de sair eu-e-meu-guarda-chuva-de-arco-íris lutando pra não sermos carregados pelo vento. Tentei manter o Pokémon Go ligado no trajeto pra chocar meu ovo de dez quilômetros, mas, segurando sombrinha, celular, meu chapéu e a dignidade que eu precisava manter pra chegar no trabalho sem parecer um cachorro molhado, descobri rapidinho porque ninguém caça Pokémon na chuva.
Adorei Pokémon Go e nem vou me dar ao trabalho de fingir que não. Adoro qualquer tipo de jogo que me faça colecionar coisas, e quando essas coisas são os bichinhos que passei minha infância imaginando capturar, a coisa é muito mais legal! Esse jogo faz famílias saírem de casa pra curtir o sol nos domingos, crianças conversarem com adolescentes e me fez interagir com estranhos - esse jogo foi capaz de me fazer passear no parque da cidade no final de semana e com certeza me faria vencer a resistência de voltar a botar os pés no campus da faculdade onde eu pretendia nunca mais voltar, só pela perspectiva de passar naquele monte de pokéstops.
Já teria me tornado alguma líder de ginásio com um Vaporeon level 40, não fosse o fato de que na roça não tem Pokémon.
Pokémon na minha casa x Pokémon na Cidade Grande™

Até hoje só apareceu um Pinsir aqui em casa, mas isso não me impediu de achar alguns bichinhos diferentes e batizar todos. Desde os jogos de Game Boy tenho o hábito de botar nomes bonitinhos nos bichos, mas dessa vez me rendi à zueira e já estou chamando Ekans de Taylor Swift e Zubat de Pirigótico. O primeiro Pokémon que peguei foi um Pidgey, que batizei de Freudinho porque achei ele no divã da minha terapeuta, risos. Depois disso, todos os outros pássaros receberam nomes relacionados e o Super Freud por enquanto é o melhor de todos.
Mozão ganhou esse nome pois ALAKAZAM MELHOR POKÉMON. 
Vamos pras coisas bonitas que surgiram no meu feed essa semana:

A Ana falando sobre os sonhos de infância dela de ser uma estrela mundial do rock
A vez em que a Nicas foi ver o ator que faz o Kiko no SBT
A Tati falando sobre introversão e como isso influencia ela (outro post que passou batido e deveria estar no resumão da semana passada)
As reflexões aleatórias porém muito bem colocadas da Mia sobre gente odiosa
A Natalia citou um post da Maggie Stiefvater que eu achei maravilhoso
A Thay fez umas indicações de dramas de época que me deixaram morrendo de vontade de assistir
A Nicas de novo, dando as dicas dela sobre essa coisa que todo mundo ama: DESCONTOS

E o BEDA sobreviveu a três semanas completas e tem grandes chances de chegar até o final, eu acho. Não tenho a menor ideia de como foi que cheguei até aqui - mas não estranhem se as pautas desses últimos posts começarem a ficar meio esquisitas (ou se eu responder um meme novo por dia).

Beijos e até amanhã!!

#20: Top casais da ficção que eu shippo

7 comentários
Shippar é uma palavra maravilhosa. Como eu fazia pra descrever esse sentimento de amar e defender um casal sem ela? Como eu podia viver sem declarar meu amor por pares ficcionais que fazem todo o sentido do mundo, ainda que mesmo o autor da história não perceba? Amor verdadeiro e sincero? Tensão sexual louca? Não importa - o que importa é como nós - os fãs, essas criaturas desvairadas da cabeça - interpretamos todos esses sentimentos. Casais canon e fanon porque esse blog é meu e shippo quem eu quiser.

Draco/Gina
ALO GALERA DE COWBOY DO FANDOM QUE ENVIAVA FICS POR E-MAIL PRO PORTAL DRACO & GINA!!! Aqui está o meu salve. Vocês fizeram da minha adolescência um período muito mais romântico e mágico com cada história mirabolante, porém incrível e recheada de amor, em que esses pombinhos superavam o ódio das duas famílias e viviam momentos dignos de Romeu e Julieta - só que com final feliz e preferencialmente algumas cenas com Draco no chuveiro. OBRIGADA.
Esse blog é ativamente contra o nome Drinny (E TAMBÉM o ship Draco/Hermione)
Finn/Rae
My Mad Fat Diary é provavelmente minha série favorita da vida e esse é um dos meus top casais da história, o único possível na série. A Rae é uma pessoa linda, mas cheia de conflitos e problemas difíceis de superar e o Finn é a pessoa perfeita pra dividir as experiências com ela. Ele é tão leal, tão protetor, tão carinhoso e tão LINDO E GATO. Shippo forte.
"AND THEN HE SAID... THOSE THREE WORDS" *morta*
House/Cuddy
Quem também faz parte do clubinho de pessoas que acham House atraente? Seria o sarcasmo? O piano? A bengala? Eu não sei. Sabemos que ele é um cara muito difícil é CHEIO DE ISSUES (meu coração palpita ao ouvir essas palavras) e que dificilmente daria certo num casamento eterno e feliz, mas ele provoca a Cuddy tantas vezes e tá sempre pensando no que dizer ou fazer com ela que não tem como não pensar que eles dois são altamente shippáveis pra um ocasional romancinho. QUERO FANFICS NA MINHA MESA JÁ
eu queria dizer que ainda estou PRESA NA QUINTA TEMPORADA e pedir pelo amor de javé que vocês não me spoilem o final desses dois (já vi uns #momentos enquanto caçava esse gif :~)
Sherlock/Watson
Explicações são supérfluas. Ou você entende e jamais questiona esse casal ou você não entende a ~magia~ do ship slash hahahahahahha
*INTENSE STARE*
Penny/Leonard
TBBT já deu tudo o que tinha que dar há tempos pra mim, mas eu amo demais esse casal. Leonard é o cara menos divertido da série, mas acho ele ao mesmo tempo TÃO FOFINHO e se tem uma coisa que eu shippo é um casal que tem tudo pra dar errado, mas acredita no amor. Chega a dar vontade de assistir as duas temporadas que eu deixei acumular só pra ver os dois de novo.
AWNNNNNNNNNNNN
Blair/Nate
Desculpa, pessoas que assistiram a série e não leram os livros, tenham paciência com essa pobre alma.
Tem uma lista aqui no blog com os sete personagens que eu mais me identifico e Blair Waldorf está ali - não porque a gente compartilha o mesmo amor por Manolos ou a pose de abelha rainha, mas porque ela é uma menina mimada, romântica incorrigível e com uma história amorosa tão complicada e parecida com a minha que não me identificar não era uma opção. Shippo Blair/Nate até o fim da vida porque, se tirarmos os namorados da realeza, os veleiros e escadarias do Met, o que sobra é muito parecido com o plot da minha própria vida. RISOS.
100% contra a menina Jenny Humphrey, aliás
Bônus: Sansa/The Hound
HAHAHAHAHAH desculpa ser uma menininha adolescente curtindo Game of Thrones!!! Sei que é um ship absurdo, mas ali na altura do segundo/terceiro livro eles tiveram uns ~momentos~ e eu me peguei pensando: não seria ótimo se o amor redimisse o Cão Sandor?
(tão bom achar gifs desses dois e perceber que não fui a única maluca que imaginou coisas)
Depois de compartilhar dessa minha exposição excessiva de paixões ficcionais, o mínimo que vocês podem fazer é contar quem são os ships preferidos de vocês. A gente concorda ou discorda? Posso mandar beijos pro fandom Draco/Gina? 

#19: Os livros mais bonitos do mundo

4 comentários
(spoiler: alguns não são pro seu bico)
Sempre fui uma pessoa que gostou de ler, e consequentemente, sempre gastei uma quantidade considerável dos meus presentes de aniversário e Natal na feira do livro da escola - o que já me deu muitos prejuízos. Depois que eu comprei o Kobo, acabei deixando um pouco de comprar tantas edições, mas desenvolvi um gosto por torrar dinheiro comprando edições de luxo. Quem resiste a uma capa dura? Marca-páginas? Relevo e letras douradas na capa? Não vou negar que julgo livros pela capa - leio todos, mas só compro mesmo aqueles que vão ~agregar valor~ na estante - por serem os meus favoritos, ou por serem bonitos demais pra que eu resista. Eis aqui uma listinha daquelas coleções que fazem meu pobre coração bater mais forte:

1: Folio Society
Um amor sincero e verdadeiro. A arte dos livros da Folio Society é única e maravilhosa, e essas encadernações são uma das coisas mais bonitas que eu já vi nessa vida. Eles tem uma coleção de contos de fadas que é meu grande sonho de consumo nessa vida, além da edição mais bonita que já vi de Fahrenheit 451. Não acho que eu seja capaz de eleger um livro favorito: olha essa edição limitada de Alice, pra citar um só - HALP! 
A parte triste é que os livros são vendidos só pelo site/loja da Folio Society - e os preços são em libras. Meu coração chora. 

2: Barnes & Noble Leatherbound Collection
Outro mozão, porém muito mais barato e acessível - volta e meia vejo promoções da Saraiva e do Submarino dessa coleção. Da primeira vez que vi esses livros, fiquei embasbacada - como podia alguém ter feito coisas tão lindas e disponibilizado pra eu comprar? No Brasil??? Entre os títulos tem desde os clássicos, passando por ficção científica, até alguns livros de não ficção; e eles também publicaram uma outra coleçãozinha contendo clássicos infantis. Alguma dúvida de que eu venderia a minha alma pra Barnes & Noble?

3: Penguin Clothbound
Ao contrário das edições ostensivas da B&N, com letras rebuscadas, cores brilhantes e folhas douradas, essa coleção da Penguin é bem modesta. No entanto, eu fico encantada com a quantidade de títulos disponível e acho a uniformidade das capas tão bonita de se ver, que esses livros estão logicamente no topo da minha wishlist. Também acho um charme o fato de eles serem encadernados em tecido!! Já vi alguns à venda na Amazon, também conhecida como a melhor livraria virtual do planeta (não to sendo paga pra fazer essa propaganda, mas imagina se tivesse HEIN AMAZON).
A Abril pegou essa ideia emprestado e lançou há alguns anos uma série de clássicos que seguiam esse mesmo padrão. Lembro que você achava isso em qualquer lugar, desde banca de jornal até nas livrarias grandes, mas aparentemente eles estão fora de impressão - uma lástima, porque eram baratíssimos e as únicas edições ~de luxo~ que a gente viu no mercado por um bom tempo.

4: Penguin Thread/ Puffin Chalk/ Puffin in Bloom
A Penguin tem essa coisa que eu odeio de lançar vinte edições do mesmo livro e criar umas coleções aleatórias, mas sinceramente, como ficar braba olhando essas capas? SÉRIO? Que vontade de beijar a pessoa que teve essa ideia genial de publicar uma coleçãozinha com capas BORDADAS. Que ARTE. A Jillian Tamaki é a responsável por três capas dessa coleção e aqui nesse post tem mais fotos da capa e dos originais também.
A Puffin é o selo infantil da Penguin e, dentre essas mini-coleções, saiu essa obra de arte chamada Puffin Chalk. São livros muito conhecidos já, mas essas capas são lindas demais pra gente ignorar como se fosse só mais uma edição. É tudo feito à mão, e é uma mais legal que a outra.
Essa série in Bloom da Puffin é o grande e verdadeiro amor da minha vida e já falei dela aqui.

5: Penguin Drop Caps
Se não fosse a minha própria regra de não comprar mais de uma edição por livro, eu tenho plena certeza de que a Penguin seria responsável pela minha ruína financeira. Essa coleção é formada por vários clássicos, todos em cores maravilhosas formando um arco-íris e com um trabalho tipográfico lindo na capa, ilustrando a inicial do autor. A única expressão que eu acho que faz jus a esses livros é QUE TIRO.
5: Puffin Hardcover Classics
Tá permitido se apaixonar por livro infantil? Desde a primeira vez que vi esses livrinhos coloridos pela internet, fiquei morrendo de vontade de ler e ter todos na estante - a gente tá sempre lendo/vendo coisas de países anglófonos, mas nem sempre consegue entender todas as referências de quem foi criado com essas historinhas clássicas. Posso dizer que estou estocando cultura pro meu futuro filho que será alfabetizado em inglês, tal qual Sasha?

7: A coleção de Harry Potter da Juniper Books
Harry Potter já tem umas trocentas edições (a americana, a britânica infantil, a britânica adulta, a versão nova de cada uma dessas edições, a versão de luxo, etc etc etc), mas na minha opinião, nenhuma chega aos pés dessa coleção da Juniper Books, com jackets e capas temáticas pra cada casa.
Se você quiser um pouquinho mais de beleza e #luxo, tem essa coleção toda encadernada em couro pelo precinho amigo de apenaxxxx 2650 dólares. PAZ.

Que tiro. Não exatamente nesse sentido.