Acabaram os posts programados
Acabou a quota de memes
Acabou a coragem pra continuar fingindo que eu sei sobre o que estou falando
Não há esperança
Então, esse é aquele post em que eu não tenho a menor ideia do que escrever, mas incapaz de não dizer nada pra manter o pouco de dignidade que ainda me resta (faltam oito dias pra eu chegar no final dessa maratona, não vou perder a chance de usar o GIF do Tetra™ depois desses vinte e dois
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| Mentira, no The Martian da vida eu certamente sou a Lewis *sai cantando ABBA* |
Quando se trata da escrita, as palavras simplesmente saem porque eu não sei mais o que fazer com elas. Desde que inventei a primeira história e escrevi a primeira palavra no papel, decidi que era aquele o fim que eu podia dar pro estoque infinito de ideias que eu tinha, e tenho feito isso desde então.
Fazer isso na frequência, no tempo e do jeito esperado é que é um problema.
Antes desse blog, eu fui uma adolescente metida a escritora de fanfics (há rumores de que ainda sou).
Foi o caminho natural a seguir depois das primeiras histórias bobas que serviram como válvula de escape pro fim de uma infância excessivamente dramática. Os personagens estavam ali, a trama também; eu só precisava temperar as coisas um pouquinho, criar umas situações e gastar tinta de caneta. É possível que tenha sido ali que me tornei gente que escreve, que decidi que eu gostava de inventar histórias, trançar um monte de palavras e contar pros outros e queria passar o resto da vida fazendo aquilo, do jeito que desse. Mesmo assim, por mais que todas aquelas histórias bobas fizessem muito sentido na época, não consegui terminar nenhuma que valesse a pena porque passei meses - quiçá anos - a fio parada, esperando por ela: a Inspiração. Aquele fenômeno mágico que faz você sentir uma coceirinha nos dedos, um calorzinho no coração e uma loucura no cérebro, colocando todas as engrenagens pra funcionar a todo vapor porque você teve UMA IDEIA. Uma ideia ótima!! Uma ideia que não pode esperar e precisa ser escrita em qualquer lugar, e quando fica pronta, te enche de alegria e vontade de mostrar pra todo mundo. Tive vários momentos ~ideia~, escrevi vários capítulos e cenas que me deixaram orgulhosa, mas demorei muito pra entender que, pra ser a Escritora que eu queria - quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse - eu precisaria sentar a bunda na cadeira e marretar as teclas, mesmo com ódio, mesmo naqueles dias em que a sua cabeça só sabe pensar nos boletos pra pagar. Talvez eu tenha descoberto isso tarde demais pra ser uma Escritora, não sei.
Sei lá.
Talvez eu ainda não tivesse comprado essa ideia nada romântica de que "o sucesso é 1% inspiração e 99% transpiração" se o Universo não tivesse colocado Digníssimo na minha frente, um homem prático e que gosta de resultados, e que nunca se conformou com o fato de eu ser uma escritora que passava mais tempo reclamando da falta de ideias do que escrevendo de fato. Numa época ele me convenceu a escrever mil palavras por dia, um exercício literário praticado por aquele que vocês sabem quem é - o maluco que escreve cinquenta mil páginas todo ano - tio Stephen King. Escrevi vinte e três textos e, mais ou menos satisfeita, larguei a empreitada pra lá e me contentei em abrir esse blog e mais uma vez tentar a sorte escrevendo pra mim e pros outros. Tem dado certo? Bom, chegamos ao dia 23 de posts consecutivos. Ouso dizer que por enquanto, sim.
Talvez se eu não tivesse ouvido e lido em tantos lugares e de tantas pessoas que essa coisa de esperar pelos dons e inspiração é uma grande balela, eu jamais estaria escrevendo esse post e insistindo nesse BEDA depois de uma semana porcaria e um dia preguiçoso, onde tudo o que eu queria fazer era jogar The Sims e ler O Morro dos Ventos Uivantes debaixo da coberta - mas foi exatamente isso que teimei em fazer hoje, depois de horas lendo e relendo minhas ideias cretinas de pauta, lendo posts alheios e me desesperando na internet.
Por mais que eu me considere gente que escreve e que ficaria maluca se fosse privada de fazer isso, nem todos os dias são dias de pessoa que escreve. Nalguns deles, o melhor que eu consigo fazer é bater a cabeça no teclado. Mas tudo bem.
Vou continuar escrevendo mesmo assim.





Vamos começar mantendo a tradição? Vamos sim. Então: MIGA, ME ABRAÇA! Acho que já é quase uma tradição do BEDA (embora não lembre se eu cheguei a fazer isso no ano passado) escrever sobre não conseguir escrever, e eu amo que no final todo mundo acabe chegando praticamente na mesma conclusão: tem dias que não dá e tudo bem. Eu ainda sou (infelizmente) muito dependente de inspiração, e a instabilidade do meu blog tá aí pra provar. Tem meses que eu posto com uma frequência absurda, enquanto outros sobrevivem com a ajuda de aparelhos, à base de memes e listas porcas (eu amo memes e listas, mas todo mundo sabe que eles são os melhores amigos dos ~blogueiros~ em crise, risos). O BEDA é uma experiência maravilhosa, especialmente nesse sentido, porque meio que rola aquela obrigação de postar alguma coisa, qualquer coisa, mesmo uma coisa que a gente não postaria em qualquer outra circunstância (porque tá ruim, porque não é muito nossa vibe, porque foge à "proposta" do blog, sei lá). Acho que muito do problema de quem depende de inspiração é, também, o perfeccionismo escroto de querer sempre que tudo saia perfeito, afinal quando a gente tá inspirado as coisas costumam sair bem boas, e aí sempre rola uma frustração quando a inspiração não vem, você não escreve nada realmente bom (ou que te agrade) e aí acaba desistindo, jogando tudo no lixo e foda-se, vou ler um livro ou jogar The Sims e ser feliz. Eu sou muito assim pelo menos. Eu gosto de escrever e acho que é uma das poucas coisas que eu sei fazer, que me sinto segura fazendo. Mas eu também sei que não dá pra ficar a vida inteira dependendo de inspiração, especialmente se eu quiser trabalhar com isso em algum momento (e eu pretendo). O Valkirias foi ótimo pra mim nesse sentido porque lá, quando eu escrevo resenha de filme, por exemplo, tenho que sentar e escrever e tenho um prazo pra cumprir -- um prazo que pode ser alterado, lógico, mas eu tento cumprir ao máximo senão pode dar problema pra gente. E esses dias eu to tentando fazer o mesmo com o blog: sentar e escrever. Nem sempre é bom, nem sempre sai do jeito que a gente quer, mas acho que aos poucos a gente começa a entender nossa escrita e ir criando um ~processo criativo~ que seja mais ou menos eficiente. Amei essa ideia de escrever mil palavras por dia e ESFREGA MINHA CARA NO CHÃO QUE EU NÃO SABIA QUE TITIO STEPHEN KING ESCREVIA TANTAS PÁGINAS POR ANO (nunca li um livro dele, kill me now), mas obrigada por me lembrar também que tem dias que vai ser uma merda, que às vezes vamos deixar pra lá, que às vezes vamos bater a cabeça no teclado e tudo bem, continuamos a ser gente que escreve.
ResponderExcluirbeijos de luz <3
P.S: MELHOOOOOORES GIFSSSSS EVEEEEEEERRRRRRRRRRRRRR
É isso aí, a gente vai conseguir, vai resistir e vai chegar ao final desse BEDA! Acho que nunca, em toda a minha vida, desejei tanto que agosto acabasse, HAHAHAAHA. Quero ficar de boas, mas me recuso a largar o BEDA faltando tão pouco pro final. Força na peruca, miga, a gente vai chegar lá! ♥
ResponderExcluirquero. link. pra. fanfic. agora.
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