ADIVINHA QUEM ACHOU QUE TINHA PUBLICADO ESSE POST MAS ACHOU ELE NOS RASCUNHOS? HUEEEEEE
Pra você que está perdido: eu dei um role na Itália em 2013-14 e esse post é a última parada da viagem que está mofando nos rascunhos desde então. Podia fazer a egípcia e publicar isso aqui na data correta, mas essas fotos precisam ver a luz do dia. Apreciem (ou não):
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Ou: Ciao, bella
Antes disso: Bologna - Ferrara - Veneza - Bologna, il ritorno - Verona - Firenze
Parada final desse diário de viagem. Talvez vocês estejam dando graças a Deus, mas eu não posso evitar sentir um nozinho na garganta, até porque o melhor da viagem está todo aqui. Veneza é mesmo um sonho, Bolonha roubou o meu coração, e até Florença deixou saudades, com a vista do Rio Arno e da Pontevecchio, mas gente...
Roma.
Grande, lotada de turistas e com o trânsito mais mortal que eu já vi na vida. Cheia de imigrantes e suas barraquinhas, sítios arqueológicos no meio da cidade, e lojas vendendo tudo o que eu imaginava - de vestidos Valentino a sorvete de manjericão a macarrão em formatos exóticos. Roma é a cidade que eu poderia passar o resto da vida descobrindo.
Eu adoraria que esse diário de viagem conseguisse explicar tão bem a sensação que essa cidade me passou em cada um dos dias que eu fiquei lá, mas talvez vocês precisem descobrir sozinhos. Fiquem com as fotos e o meu mimimi saudoso:
#gelatododia: mirtilo e romã
'You can check out any time you like but you can never leeeeeeeeeeeeeeeeeave' CARA POR FAVOR
FYI: Tem várias fontes espalhadas em Roma, e elas tem água potável
Uma palavra para o Monumento a Vittorio Emanuele II (o primeiro rei da Itália unificada): MONUMENTAL
Definindo Roma (turística) em uma imagem: ruínas a céu aberto. Aparentemente existe até uma piada local sobre o fato do metrô ter só três linhas (porque não deve ser fácil simplesmente sair escavando a terra por lá)
Uma foto do lugar mais bonitinho do complexo Foro Romano-Palatino: O templo das Virgens Vestais
Basílica de São Pedro: é tudo isso mesmo, gente
PAPA FRANCISCO BEIJANDO CRIANCINHAS: WINNING
Papa aparece na sua sacadinha na sexta-feira e reza o evangelho na Piazza San Pietro nas quartas às nove da manhã.
Vista do Papa
O Panteão, onde estão enterrados rei Humberto e a esposa (a famosa rainha Margherita) e Rafael Sanzio, tartaruga ninja. A distorção nessas fotos é assustadora mas QUE CULPA TENHO EU se os monumentos são imensos?????????
A Piazza Navona é conhecida como o centro social da Itália, é onde fica a embaixada brasileira e tem essa fonte que eu achei muito mais legal que a Fontana de Trevi, a Fonte dos Quatro Rios:
Quem esculpiu ela foi o Bernini (assim como 90% de Roma) e ela tem quatro estátuas representando os rios mais longos de cada continente na época: O Ganges, o Danúbio, o Nilo e o rio da Prata. Esse aí é o Danúbio, eu acho - procurem no Google, tem todo um simbolismo daora.
Seguem as fotos do Museu do Vaticano World Tour:
É uma múmia de verdade. Obrigada de nada
Pelo amor de Deus, não deixem de ir no Museu do Vaticano - surtei com a quantidade de coisa maravilhosa que a Igreja Católica acumulou nesses séculos. Isso aí em cima é um envelope com uma carta em escrita cuneiforme (1700 a. C.)
A Escola de Atenas!!!
Foto com o Laocoonte que quase me fez apanhar de turistas chineses ávidos por uma selfey
As fofocas que perduraram ERAS: Esse aí é o Antinoo, um novinho dito como favorito/amante do imperador Adriano. Antinoo morreu afogado no Nilo e Adriano começou um CULTO ao seu amante falecido, transformou o menino em divindade, fundou uma cidade em homenagem a ele e batizou uma estrela com o nome dele. GENTE. Apenas GENTE.
Vocês sabiam que tem Salvador Dalí no museu do Vaticano? Nem eu. Esses papas MANJAM DE ARTE.
Vista de cima de Roma/Vaticano de dentro do museu. Você pode fotografar à vontade lá, então não dê bobeira como eu dei e leve umas duas baterias.
CENTO E CINQUENTA SABORES DE SORVETE, dizia a plaquinha. Os reviews falavam que "tava bem longe de ser o melhor gelato da cidade" porém eu achei excelente e voltei aí uns três dias, a gente gosta é de fartura. Inclusive chocolate com laranja é o melhor sabor de TODOS.
Foto de turista no Coliseu: TEM SIM
Isso a Globo não mostra: a mochila companheira da viagem toda e o guia que salvou as nossas vidas (e os nossos bolsos de ter que pagar pelo áudio guia dos museus)
Essa vista
E essa vista estão uma na frente da outra. Aqui em cima é o Templo de Vênus e Roma, que fica dentro do complexo Palatino-Foro Romano e é um lugar quietinho e com uma vista incrível do Coliseu.
Arrivederci <3 (o que é uma despedida muito adequada, porque arrivederci traduz literalmente como até nos revermos)
Podia terminar esse post com um típico DEUS ME LEVA DE VOLTA mas a verdade é que talvez eu esteja voltando. Heh. WAIT FOR IT WAIT FOR IT
Pedir desculpa pelos sumiços repentinos nesse blog já virou uma futilidade desnecessária, considerando que fiz mais disso do que escrevi posts de verdade nós últimos tempos e meu status é praticamente MIA - mesmo assim, me sinto obrigada a começar esse aqui com um parágrafo declarando meus mais sinceros arrependimentos, porque eu senti falta de estar aqui postando.
Mas ocorre que fiquei PRESA na fila do SUS.
Sequer tenho um atestado pra apresentar porque eu estava presa na outra ponta. Por mais longa que seja a espera de alguém que precisa de um exame, (contando que esse exame saia antes do óbito ou agravo de doenças) tá tudo bem. Você esperou na fila, o exame saiu, você saiu da maldita fila com o exame e agora segue o baile; mas se você é o especialista, a fila nunca acaba. Ele atende oito pessoas, olha lá pro final e vê que entraram mais dezesseis.
O especialista não pode tomar um cafezinho sem ser lembrado que tem quatro vezes mais pessoas na fila do que vagas, e que 80% delas, segundo a guia de encaminhamento porca feita pelo clínico, são URGENTES!!!!!. O especialista recebe treze reais por hora e começa a se questionar por que caralhos não prestou vestibular pra medicina ou se inscreveu nesse concurso público do diabo. O especialista começa a esquecer das coisas e desenvolver hábitos horríveis de saúde e começa a considerar seriamente levar um tiro como opção plausível pra escapar da fila do SUS, ou cogitar passar por uma consulta médica pra receber um encaminhamento pro psiquiatra e um atestado; mas aí ele lembra que ELE é quem faz os encaminhamentos pro psiquiatra e se ele pegar atestado metade da cidade vai entrar em colapso ou algo do gênero.
Mas quando tudo parece perdido, existem as FÉRIAS. O direito às férias ainda está assegurado - não posso dizer o mesmo de todo mundo que não tem outro profissional na mesma função e só consegue tirar férias quando a chefia AUTORIZA. A morte, meus amigos. Ela se chama gestão.
COISAS INCRÍVEIS QUE VOCÊ PODE FAZER NO SEU POSTO DE SAÚDE:
Tomar vacina
Trocar curativos
Tirar pontos
Testes rápidos para HIV, sífilis e hepatite
Preventivo de colo de útero
Pré-natal
Participar de grupos de atividade física (e de outras coisas também, se você tiver sorte)
Receber receitas que te garantem pegar medicamentos na farmácia básica do SUS INTEIRAMENTE DE GRÁTIS!!!!! (Quando tem)
Fazer controle da hipertensão e/ou diabetes
Reclamar com a recepcionista da demora dos agendamentos
Chegar 6:30 da manhã pra ficar na fila das consultas enquanto o médico, aquele filho da puta, chega às nove
Ouvir gritos apavorantes de crianças que foram tomar vacina
Esperar o último dia da medicação pra ir pedir outra receita e o médico não fazer
Brigar com todo mundo por causa da receita
Brigar com todo mundo por outros motivos
Faltar na consulta que foi agendada há dois meses e depois voltar querendo agendar outra
Aí, a especialista - EU, essa profissional da saúde de segunda categoria porque não fez medicina, referência de saúde mental de literalmente metade da cidade, porém mal remunerada e sobrecarregada porque "saúde mental" não é saúde DE VERDADE (a morte, meus amigos, ela se chama gestão) - inventou de fazer um curso de QUATROCENTAS HORAS/AULA, porque era grátis e ia aumentar meu salário. Os termos de aumento salarial são tão ridículos que eu deveria realmente DESISTIR DESSA MERDA mas ele é ~grátis~ e o atual lema da minha vida é "de graça, até injeção na testa", então eu continuo. Não tenho direito a trabalhar menos com ele, gasto cem reais de transporte e mais dezesseis horas do meu mês porque as aulas são presenciais e 30% do conteúdo delas podia ser dado numa apresentação PowerPoint via e-mail - os outros 70% são discussões em grupo e problematizações sobre a sua realidade de trabalho, coisa que eu já faço todos os dias DE GRAÇA na hora do café ou de ir embora.
Mas tá tudo bem, porque estou adquirindo conhecimento e vou transformar minha realidade de trabalho E
Bem, não.
Esse curso só tem servido pra gerar uma angústia fudida toda vez que penso nos princípios de integralidade e corresponsabilidade do SUS e em como nada disso existe onde eu trabalho e como a grande vantagem da saúde pública, que é o poder e a articulação com órgãos e políticas se transforma num grande entrave quando as pessoas que trabalham com você e tomam as decisões são BURRAS e vão comandar o serviço como se a gente estivesse em 1946.
Mas tá tudo bem, porque finalmente entreguei a parte que deveria do meu TCC e vou tirar FÉRIAS. A fila do SUS vai continuar crescendo, lógico; mas eu não vou estar ali pra pegar os encaminhamentos e isso faz toda a diferença.
(Queria ter escrito um post com menos bad vibe, mas eu realmente precisava descarregar isso. Ademais, TERMINEI O TCC POR ESTE ANO então tenho tempo de escrever de novo. Miaguardem!)
Devidamente acordada conforme a profecia de Billy Joe, é hora de atualizar esse blog e contar pra vocês o que eu fiz nesse mês pós-BEDA em que me dei o direito de não me preocupar com os posts. Meu principal objetivo era dormir em horários regulares e mimar de volta todo mundo que passou por aqui - que eu não consegui cumprir completamente (então sim, podem me odiar, eu mereço), mas realizei até que satisfatoriamente, então é hora de seguir em frente com a programação do blog porque se a gente enrolar muito, de repente já vai ser 2018 (já recebi imagens de panetone no mercado, vejam que heresia).
EU LI. TCHARAMMMMMMMMMMMMMMMM
Logo no finalzinho do BEDA, eu e a Michas coversamos sobre como estávamos insatisfeitas com nosso ritmo de leitura em 2017, e decidimos que o mês seguinte ia ser aquele em que nos dedicaríamos a tirar uns minutinhos por dia pra ler. Minha meta foi a de ler um mínimo de dez páginas por dia em quatro dias por semana pelo menos, e nessa brincadeira consegui a marca recorde do ano de ler TRÊS livros num só mês, com mais de 100 páginas e nenhuma HQ. A Emi de 14 anos ficaria bem pouco impressionada, mas enfim. Ela também não tinha dois empregos e uma especialização pra dar conta.
Comecei pela aclamadíssimo Raven Boys, esse livro que bombou absurdamente em sei lá, 2015, e como boa diferentona que sou, só arrumei lugar pra ele agora em minha vida. Amo quando pago a língua por não ter lido um livro antes, porque essas histórias sempre me arrebatam de um jeito tão maravilhoso que sequer tenho cabeça pra me recriminar pela teimosia. A história tem protagonistas impossivelmente ricos, magia, mistérios sobrenaturais e Blue Sargent, a filha de uma vidente que cresceu sabendo que caso ela beije seu amor verdadeiro, ele vai morrer. Meu único apelo é pra vocês lerem também (já convenci Michas e Vanessa, mas espero arrebatar mais gente).
Depois, li The Book of Hygge, mais um desses livros de lifestyle que estouram e fazem nossa cabeça. Caso você esteja por fora do hype internético, hygge é uma palavra dinamarquesa (aparentemente a pronúncia é hoogah) que representa todo um conceito de conforto e aconchego e que é considerado uma das razões pra Dinamarca estar todos os anos no top 5 países mais felizes do mundo. O livro é legal e tem umas observações interessantes do autor, que é CEO do Instituto de Pesquisa da Felicidade (aparentemente é algo sério), mas também tem seus momentos auto-ajuda pedante, oferecendo receitas cheias de ingredientes que não se acham nessa terra brasilis e sugerindo que você acenda velas e lareiras a rolê. Se o hygge tem tanto a ver com calor, o brasileiro estaria no top 10 nações hygge. Leiam sem muita expectativa.
Depois peguei O Conto da Aia, por sugestão da Mia. Não era uma leitura que eu estava muito entusiasmada pra começar, depois que a sinopse que tinha lido falava em estupro - agosto tinha sido muito exaustivo e eu só queria CONFORTO MENTAL, mas acabou que a história é bem menos agressiva do que eu imaginei e a temática gera umas reflexões importantíssimas. Não seja como eu, essa pessoa que torce o nariz pra tudo que é hype, e leia. A Mia disse que se cansou um pouco da escrita da autora no começo; eu, pelo contrário, gostei bastante. De qualquer jeito, a recomendação pra ler esse aqui permanece mesmo se a história parecer difícil de engrenar (e pode nutrir algumas expectativas com esse aqui, tá).
Terminei o volume 2 dos Garotos Corvos no comecinho desse mês e só posso dizer RONAN LYNCH ME BEIJA É MINHA MAIS NOVA CRUSH LITERÁRIA. LEIAM OS GAROTOS CORVOS.
Também comprei coisas!!! Sapatilhas, porque a coisa tava feia (foram 3 por 99 na Zattini, comprem lá e usem o cupom OIZATTINIMEPATROCINAPLMDDS. Mentira, não tem cupom, porém se a Zattini ou a Moleca quiserem me patrocinar MEU CONTATO TÁ ABERTO), e duas brusinhas pelas quais estou apaixonada. Olha, acho que chegou a hora de assumir que camiseta é uma das minhas peças de roupa favoritas. A tendência 90's revival por mim podia durar pelo resto do século. Além das coisas aí em cima, comprei uma bolsa e uma vela com cheiro de melão no Paraguai. Viajei 400km pra trazer só isso pra casa, porque o que eu queria MESMO era uma lente nova mas ainda não tenho os monies pra comprar. Se vocês fizerem uma vaquinha pra me comprar uma 35mm, prometo fazer ensaios de todo mundo de graça.
Também foi o mês em que o The Killers finalmente desencantou e lançou o cd novo, Wonderful Wonderful. Até agora não sei o que sentir: é bom, mas eu esperava mais. Das faixas que não tinham sido lançadas antes, a única que amei com vigor foi Tyson vs Douglas, mas tem mais duas ou três que são bem cativantes. O resto eu achei meio meh mesmo. No restante do tempo, continuei meu culto a Hamilton, o musical que fodeu minha cabeça e me prendeu nas garras de um amor gostoso, que sequer consegui falar a respeito no BEDA porque o tempo era curto e a necessidade de elaborar os sentimentos era GRANDE DEMAIS. Se você se interessa por história, gosta de musicais, quer ver bastardinhos revolucionários apavorando geral e não se importa de chorar no meio ou passar semanas com as mesmas músicas na cabeça, o link pra trilha sonora é esse (tem o musical todo na internet também mas não vou sair postando links por aqui com medo das pessoas acharem e tirar do ar RISOS):
E A ELIZA É A ÚNICA PESSOA POSSÍVEL NESSA HISTÓRIA. Um fato interessante: quase todo o elenco do musical é composto de atores não-caucasianos pra contar a história de um dos pais fundadores dos EUA. Valeu por essa, Lin-Manuel Miranda (e pelo resto do musical também).
O que espero de outubro: Dormir bastante no feriado e juntar dinheiro pra comprar a lente que eu to querendo. Leiam Raven Boys e ouçam Hamilton pra gente comentar juntos depois!
(Se vocês não viram esse título vindo, vocês definitivamente subestimaram meu amor pelos clichês cafonas. HEHEHE)
ACABOU AGOSTO AEEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Se o sentimento de 365 dias atrás era o de Gif do Tetra, a minha versão escrevendo essas linhas só quer mesmo cair na cama e dormir durante um mês. Agosto definitivamente não foi bonzinho comigo, e eu não fiz nada pra facilitar.
Se em 2016 eu tinha alguma dúvida sobre a conclusão dessa empreitada e a euforia por chegar no final foi absolutamente genuína, em 2017 eu sabia exatamente como e quando fazer - só que não fiz. Prometi pra Deus e o mundo ouvir que só conseguiria bedar se me organizasse pra fazer isso desde julho, pra conseguir postar, comentar, ler, responder, linkar as pessoas, dormir 8 horas por noite e chegar até setembro tão radiante como gente em comercial de maquiagem. Ao invés disso eu procrastinei, enrolei e cheguei na linha de largada com UM mísero post programado, perdendo feio pros sete posts do BEDA anterior. Pessoas que conseguem escrever posts maravilhosos DURANTE o mês de agosto, eu gostaria de premiar vocês com todo o meu respeito e adoração, porque eu sou feita de rascunhos no google keep e memes que ficam um ano esperando nos drafts do Blogger.
Então chegamos ao dia de hoje cumprindo a meta dos 31 posts, mas ainda com a frustração de não ter conseguido participar direito da melhor parte do BEDA: A FOLIA. No ano passado, visitei uns trocentos blogs novos, conheci pessoas (A CILADA) e troquei mimos com pessoas, tanto nas caixas de comentários quanto no Facebook. Essa segunda foi uma experiência solitária, da qual gostei bem menos, porque me senti egoísta e isolada - as pessoas vinham aqui e liam, mas eu não via o que elas estavam falando e nem respondia ninguém. Se rolar um terceiro BEDA, me vejo facilmente sacrificando o compromisso do post diário por mais tempo pra foliar pela blogosfera; mas como missão dada é missão cumprida, até aqui nós seguimos a programação tradicional. Essa foi a principal lição aprendida e, de resto, não posso dizer que foi de todo um mau emprego do meu tempo: Durante esse mês, teve VÁRIAS pessoas saindo da toca pra comentar aqui (yaaaaaaaay!!), e se eu ainda não tive a capacidade de retribuir as visitas como a boa anfitriã que sou, farei isso em setembro (junto com as doze horas diárias de sono que pretendo ter). Juro. NÃO DESISTAM DE MIM EU SOU UMA MULHER DE PALAVRA OLHA SÓ
Também reafirmei o fato de que qualquer coisa vira post se a gente sentar a bunda na cadeira e escrever a respeito e pude sair um pouco da velha zona de conforto onde a gente se coloca ao longo do ano, que rendeu uns posts bem legais: meus favoritos foram o post sobre moda, aquele em favor de Mary Crawley e o guia da discografia do The Killers, e aquele onde postei um vídeo (!!!!!!) sobre meus livros merece um destaque já que fazia ANOS que eu queria produzir uns videozinhos. Meus menos preferidos são provavelmente todos os que tentei falar sobre livros, mas também foi nesse mês que me toquei que finalmente posso fazer isso de uma maneira diferente e mais legal. Ao mesmo tempo em que quero dormir pra sempre, continuo com o foguinho da criatividade aceso, pronta pra continuar escrevendo mais um post sobre a Taylor Swift (AGUARDEM) ou tirar algum dos posts que deixei nos rascunhos de lá antes de agosto de 2018. Não foi o BEDA que eu esperava, mas bedei assim mesmo. Bedar é escrever, é existir no espaço e no tempo, é me conectar com pessoas por aí, então a grande questão sobre ter valido ou não a pena todo o sono perdido e eventual estresse causado tem como resposta um grande SIM. Vai ter no ano que vem? Aí eu já não sei, mas conversamos depois. Me acordem quando setembro acabar.
Voltamos a ter imagens nos posts. Que progresso, amigos.
Já contei aqui pra vocês que eu sou completamente apaixonada pelo Pinterest e volta e meia perco horas rolando e rolando e rolando a tela pra cima. Tenho pastas pra tudo o que cês imaginarem, desde artesanato a festa mexicana, e é lógico que ideias de decoração não faltam: são nove pastas diferentes de cômodos e fachadas que fomentam meus sonhos de princesa. Nesse momento eu adoraria estar construindo casas no meu país The Sims, mas já que o BEDA precisa ser escrito, nada melhor do que unir o útil ao agradável e contar meus fetiches de decoração e construção pra vocês:
1: Uma casa pequena
Exato. O ditado é aquele: Quem gosta de mansão é adolescente, adulto gosta é de casa pequena porque não dá muito trabalho pra limpar. Atualmente, eu e Mamai moramos numa casa pequena, e embora não tenha tudo aquilo que eu quero (em especial, um quintal florido), sinto que o espaço daqui é bem mais adequado pra nós duas do que um sobradão com quatro quartos, duas salas e três banheiros. Não é de todo ruim ter um lar menor: além de custar mais barato (risos), ele te obriga a praticar o minimalismo e o desapego com quinquilharias que juntam pó e atravancam a casa, e foi assim que eu descobri na prática que a gente realmente precisa de menos pra viver do que imagina. Quero uma casa aconchegante, o suficiente pra respeitar o espaço pessoal das pessoas mas que traga todo mundo pra perto.
OIE QUANDO É QUE EU POSSO ME MUDAR?
2: Piso de madeira
Quando eu era adolescente, morei num apartamento antigão que tinha piso de tacos, o que na época não parecia muito legal, porque eu tinha que encerá-lo e volta e meia um ou outro taco saía do lugar. Depois, as residências seguintes tinham piso de...piso. É piso de cerâmica que chama? Só sei que eu o odeio com vigor, já que a escolha do antigo proprietário não poderia ter sido pior. É terrível, é frio e é cafona. Aceito pisos que imitam madeira (desde que não seja cerâmica imitando madeira), que tragam mais amor pro meu coração e uma carinha melhor pro lar.
3: Plantas
É realmente bizarro como um pouquinho de verde dentro dá sua casa dá toda uma sensação de VIDA RESTAURADA, por mais que isso exija da gente a capacidade de ser responsável por uma plantinha. Aqui, atualmente, minha mãe é a doida das suculentas no jardim, mas não temos mais nada do lado de dentro. Lembro que quando eu era criança, a gente tinha praticamente uma selva (tinha uma samambaia na sala, ah, os anos 90), mas minha mãe logo ouviu que aquilo sugava o ar das pessoas à noite e expulsou as plantinhas todas. 20 anos depois e nenhuma delas retornou ainda, apesar dos meus apelos.
4: Janelonas
O karma da minha vida são esses apartamentos novos com essas janelas minúsculas HORROROSAS que eu costumo definir como pequenas demais até pro caso de a gente querer se matar. De muitas, eu realmente duvido da capacidade de abrir o suficiente pra permitir a entrada/saída de um ser humano. Isso pode parecer bom se você considerar que ladrão nenhum também vai ser capaz de entrar pela sua janela; mas segurança é algo meio secundário quando você tem de abrir mão de luz solar. Um dos meus quartos tinha UM mísera hora de luz solar por dia e foi uma das experiências mais tristes da minha vida (junto com a outra janela que não fechava direito e todo dia de chuva era garantia de inundação).
5: Mais madeira
Unpopular opinion time: FODA-SE ESSE ESTILO CLEAN ~ESCANDINAVO~ HORROROSO QUE MAIS PARECE UMA GAVETA DE NECROTÉRIO. Desculpa. A verdade é que ambientes brancos demais sempre me deram muita agonia, e por mais que pareça legal no Instagram, a cara da riqueza e bem visite o decorado, eu tenho certeza plena de que jamais conseguiria habitar alegremente uma casa assim. Gosto muito dos tons de madeira, é algo que traz muita vida à casa na minha opinião. Acho que dá pra equilibrar ela com o branco e criar um ambiente bem bonito, que realmente pareça habitável. Fui tristemente informada de que madeira e seus derivados é um troço muito caro, o que eu nunca tinha considerado, então a partir de hoje passarei a aceitar pagamento em mobília de madeira maciça.
ESSA FOTO TEM TUDO O QUE EU FALEI, olha só que lindo
6: Um sofá incrível
Basta UM. E nem precisa ser daqueles sofás modulares imensos, de canto: a ideia que eu tenho da minha família futura é pequenininha, e acho que todo mundo caberia num sofá só - mas precisa ser um senhor sofá. Sonho com um de couro (#sorrynotsorry), embora claramente ele não caiba no meu orçamento de millenial, e não tenho nenhum familiar que possa me deixar um de herança; então aceito um de qualquer outro material, desde que extremamente confortável, já que é ele meu habitat natural.
7: Tapetes e cortinas maneiros
Tapete é algo que vai contra a praticidade do jovem millenial, já que junta pó, mas eu acho um negócio maravilhoso: esquenta os pés e deixa a casa muito mais bonita, alegre e com cara de casa de gente. A mesma coisa vale pras cortinas: ODEIO cortina blackout (a luz natural, gente, que coisa maravilhosa acordar com ela na sua cara) e só recentemente comecei a reparar como existem tipos diferentes, de tecidos diferentes, que deixam o ambiente com muito mais ~personalidade~. Depois de trazer as plantas pra dentro de casa de novo, meu próximo objetivo é convencer minha mãe a fazer cortinas legais e colocar tapetes (outra coisa abolida nos anos 90 graças às minhas infinitas crises alérgicas na infância).
Estou aqui no Pinterest. POR FAVOR, ME MANDEM FOTOS DE CASAS LINDAS POR LÁ ♥
Quando, há 94 anos, eu decidi que bedaria de novo, fiz um cronograma bonitinho e decidi que dedicaria um dia da minha semana pra falar sobre livros. O meme que respondi na semana passada contou um pouquinho da minha frustração: eu, pessoa que lê e pessoa que escreve, sinto quase uma obrigação de comentar as minhas leituras - se não isso, é uma baita comichão de dividir todos os pensamentos sobre aquilo que li - mas na realidade, cada post que me proponho a escrever aqui é um parto. Como as pessoas fazem isso regularmente - e ganham DINHEIRO o fazendo - é algo bem além da minha compreensão. Na minha cabeça, eu só me sinto uma fraude gigante.
O grande problema é que falar sobre livros na vida real não é a mesma coisa que Falar de Livros Na Internet™. Na vida real, eu falo de livros o tempo todo: já proclamei as maravilhas de A Arte de Pedir pra 90% das pessoas que eu conheço e recentemente, convenci a Michas a ler Raven Boys só com a minha euforia pelos meninos de Aglionby. Mas na internet, quando você abre o editor do blogger ou grava um vídeo, dizer meia dúzia de linhas parece insuficiente, e aí a gente precisa dissecar o livro de todas as maneiras possíveis. A gente precisa FALAR sobre a história, comentar os personagens e discorrer sobre o estilo do autor. Precisamos dizer nossa opinião e justificá-la de todas as formas, já antevendo a possibilidade de algum hater aparecer e invalidar tudo o que dissemos jogando um "ai mas essa é só a sua opinião" - já que afinal de contas, não é só a minha opinião. Né? Né????
Ontem, conversando com as mocinhas Cilada sobre o booktube e a responsabilidade das pessoas ao falar sobre livros, me dei conta do que talvez nunca tenha feito sentido pra mim nessa brincadeira: Falar de livros na internet, ao meu ver, sempre foi só uma opinião. Assim como muitas outras, sou uma pessoa que lê mas que tem zero conhecimento teórico sobre o assunto, e que lê por simples e puro entretenimento. Alguns livros mexem com a nossa cabeça e merecem servir de referencial pro resto da vida, mas alguns são só um passatempo - nada de errado até aí. Se me lembro bem, os blogs que acompanhei desde o começo começaram a falar de livros dessa forma tão despretensiosa como eu: uma forma de compartilhar opiniões e mostrar seu livro preferido pro mundo, quase como uma conversa entre amigos. Só que de repente, todo mundo se transforma em expert em literatura, editoração e design, e se propõe a fazer uma crítica muito informativa e detalhada sobre a obra em questão.
Mesmo que ninguém tenha perguntado.
Uma questão que deixou as meninas muito incomodadas na conversa (todas elas comunicadoras por formação, ao contrário de mim) foi exatamente a irresponsabilidade das pessoas que, ao se proporem a cumprir essa tarefa de definir o valor de um livro, acabam confundindo opiniões com fatos e produzindo conteúdo carregado de um falso valor absoluto. Quantas coisas na internet a gente viu chegarem até nós cheio de um hype fortíssimo positivo ou negativo, e na hora de apreciar, a conclusão que tiramos foi completamente diferente? A real é que, hoje em dia, um bom número de pessoas que ocupa esse cargo de ~digital influencer~ continua sem a menor ideia do que tá fazendo. E não haveria problema nenhum, já que dar a nossa famosa Opinião de Merda™ é a coisa que mais fazemos na internet (O QUE É ESSE BLOG SENÃO ISSO, MEU DEUS????); desde que você não se venda como autoridade no assunto e convença as pessoas de que o fato de ter centenas de milhares de seguidores magicamente transforme o que você tem a dizer em algo profundamente relevante. Beleza, você é famoso, mas as pessoas não estão procurando por análises teóricas e técnicas dos livros - elas estão em busca de entretenimento (e se tem uma coisa que eu aprendi, é que ~qualidade~ de entretenimento não tá completamente ligada a qualidade daquilo que você usa pra se entreter). As pessoas podem curtir seu conteúdo como mero entretenimento, sabe????? Booktubers, pelo amor de deus, parem de se levar tão a sério e voltem a conversar sobre livros como pessoas normais.
Uma das coisas que sempre me assombrou demais ao tentar falar de livros aqui era exatamente o fato de sentir que alguém interpretaria minha opinião simples como uma Verdade Absoluta, responsabilidade que eu nunca desejei. A Mia, pessoa essa que cês sabem que eu admiro e acho que arrasa escrevendo, não tem problema nenhum em fazer isso. Já pedi ajuda pra ela umas quatro vezes pra aprender a escrever sobre livros, e a única coisa que ela me diz é "escreva do jeito que você gostaria de ler alguém falando a respeito disso". Menina Mia está corretíssima e acho que eu finalmente entendi como e porque ela faz isso tão bem - se a única coisa que tenho pra oferecer sobre os livros e sobre tudo o que vem parar nesse blog é minha opiniãozinha e ponto de vista, não tem como eu fingir que posso fazer diferente. Talvez seja esse o segredo, estar confortável com a nossa opinião ~pequena~ e mesmo assim poder falar a respeito pra quem quiser ouvir. Gera muito menos angústia no leitor que não se sente obrigado a concordar com quem fala, e muito menos angústia em quem fala porque não tem que se sentir uma FRAUDE GIGANTE, e assim todo mundo pode conversar de novo e trocar figurinhas sobre as coisas legais de antes. Vamos falar sobre livros?? ❤
Já faz uns dois meses que, num dia lindo de sol, a Ana e eu começamos a surtar por não termos um feed perfeito do Instagram. Essa era uma reclamação que ela tinha feito há algum tempo e eu não tinha entendido a gravidade dela, porque convenhamos: que coisa mais fútil. Certo? Certo. Pelo menos foi o que a Ana disse e eu repeti, plenamente consciente do ridículo dos meus sentimentos, mas isso não me impediu de chorar por não ser bonita como uma dessas meninas altamente produzidas e surrealmente bonitas na internet. Eu ponho a culpa na minha tpm.
Quem nunca sofreu rolando o feed das redes sociais e se sentindo a mais ogra das criaturas, usando pijama velho enquanto via meninas maquiadas de pele perfeita, não é mesmo??? No fundo do nosso cérebro, a gente sabe que aquilo tudo é photoshop e produção, mas assim mesmo, essa produção toda parece inalcançável pra gente, reles mortais que tem que bater cartão/responder chamada todos os dias no mundo real. Então eu resolvi escrever esse post, onde compartilho minhas impressões sobre como proceder pra conseguir ser igualmente linda. Não pus nada em prática ainda, mas quem sabe até o final do ano eu vire a nova musa do Instagram? HAHAHAHAHHA. Se funcionar pra vocês, por favor, lembrem-se desse guia e me mandem uns jabás.
1. É preciso entender que o conceito de aesthetic é algo que só existe dentro de um recorte espaço-temporal: não é viável VIVER 24/7 dentro de uma estética visual, como se a sua vida fosse um filme do Wes Anderson. Talvez você precise usar uniforme pra ir trabalhar ou ir pra escola, talvez você adore ficar em casa usando pijamas altamente unaesthetics de mendigo, talvez você não possa usar seus lukinhos de piranha chic pro almoço de 90 anos da sua vó. Tudo bem. Delimitar um espaço pra sua aesthetic é algo que ajuda na construção dela - é um espaço físico? (Seu quarto, sua sala, seu trabalho) É um espaço virtual (seu Tumblr, feed do Instagram)? Tem hora pra acontecer? Locais específicos? Envolve pessoas em particular? Pensar assim controla nossa ansiedade de transformar nossa vida instantânea e magicamente no feed do VSCO.
2. Escolha uma paleta de cores. Isso é fundamental! Não quer dizer que você é automaticamente obrigado a usar preto, cinza e rosa pro resto da vida - até porque isso não é viável. Mas como eu disse, aesthetic é um recorte da sua vida; então acho razoável supor que nesse recorte, algumas cores são a base de tudo e outras são proibidas. Considere as suas cores antes de tudo: o subtom da sua pele e a cor atual do seu cabelo combinam e destacam melhor algumas cores do que outras. Preto e branco não são básicos curinga, eles contam como cores. Escolha duas principais e três secundárias, adicione variações de acordo com as estações do ano e ~VUALÁ~!!!
3. MAQUIAGEM!!! Não adianta, você precisa dela. As meninas realmente parecem impecáveis, com aquele brilho saudável e cara de quem nasceu assim, linda e maravilhosa; mas é pra isso que servem base, blush e iluminador. E sobrancelhas: eu não acho que todo mundo tem que ser uma Kardashian, mas modelar e preencher suas sobrancelhas é algo que faz toda a diferença no lukinho. Também é legal prestar atenção na sua pele e cuidar dela antecipadamente pra não precisar carregá-la com camadas e camadas de base e estragar seu visual natural; e acho que o lance da maquiagem vale pra todos os estilos: mesmo os menininha natural da floresta até os princesa do swag. Não estamos trabalhando com coerência aqui, e sim com o que fica bonito - essa é a palavra de ordem, aliás, né? 4. Os lukinho: eles precisam se adequar à sua paleta de cores. Você pode ter um closet inteiro de roupas tipo tumblr, mas acho que se a gente começar por baixo e eleger um vestido/saia, duas calças, três blusas e um casaco/jaqueta/moletom (pode ser um vestido e duas saias se o seu estilo é contra calças), dá pra conseguir resultados igualmente legais sem quebrar a banca. Escolha dois sapatos e uma bolsa também - que sejam básicos o bastante pra poder ser usados com o resto do seu guarda-roupa, mas que complementem suas brusinha. Seu guarda-roupa básico vai continuar ali, mas com um toquezinho mais legal - que pode ser complementado ou substituído pelo guarda-roupa temático. 5. Embora o rolê do aesthetics pareça altamente natural etc etc, isso é tudo fingição e existe ALGUÉM por trás da bagaça toda. Eleja alguém pra isso - alguém que entenda o conceito e não tenha frescura pra tirar fotos suas fazendo carão no meio da praça. Alguém pra ser seu produtor, diretor e fotógrafo, que não tenha medo de pagar uns micos. Fazer toda essa produção sozinha dá muito trabalho, e essas mocinhas do Instagram tem equipes inteiras à disposição delas. Quanto mais gente, melhor (só não vale ficar pentelhando os outros, hahaha). 6. Observe e cace inspirações - quanto mais, melhor também. O Instagram e o Pinterest são seus amigos! Todo mundo já aprendeu que se inspirar não é copiar, mas quanto mais conteúdo você consome, mais vai poder absorver informação pra montar uma estética do jeito que você quer. Fazer boards no Pinterest é um dos melhores jeitos de criar uma noção estética e permitir uma visualização de qual estilo você quer criar pra você.
Mais alguém tem sugestões? De preferência sem envolver cirurgias plásticas ou nascer de novo numa família rica?
A semana, gente. A semana foi horrível, Jesus Cristo. Faz três semanas que eu tenho escrito isso e tenho dito pra vocês que na semana que vem tudo vai estar melhor, e dessa vez eu me recuso: semana que vem tudo vai estar pior. Se eu errar as previsões, tanto melhor, e se acertar pelo menos não passo vexame. Isso é uma pena, porque juro pra vocês que agosto sempre tinha sido um dos meus meses favoritos do ano e eu sempre tinha achado que a alcunha de mês do desgosto era completamente injusta, até chegarmos a 2017. VAI COM DEUS, AGOSTO. Chorei em três dos sete dias pelos motivos mais diversos, incluindo uma crise de ansiedade maneira que me obrigou a fugir de um evento que tinha uma inscrição caríssima - só de pensar nisso, sinto vontade de chorar de novo.
Essa era a pior semana do mês, e pelo menos eu consegui escrever todos os sete posts e deixar tudo programado. Winning? A única coisa que consegui fazer foi publicar os comentários, o que não é muito vantajoso. Pessoas: NÃO DESISTAM DE MIM. Enfiei na minha cabeça que depois de setembro (ou antes, se eu conseguir programar os posts todos) vou ler os posts que estão ali no Feedly, que nem abri de propósito pra fazer isso na hora em que puder ler e mimar a todos como merecem. A gente tá sacrificando a pontualidade em prol da qualidade dos ~mimos~, porque bedar não é fácil e quero enaltecer todos os migos e migas da forma como eu gostaria. Perdão, não desistam de mim (porque eu mesma to quase desistindo, risos).
Falando de Tekpix coisa boa: Comecei a assistir One Day At a Time (tem na Netflix), e estou adorando (fugindo do hype de Defensores como sempre, ahahahaah). É uma sitcom onde uma mãe divorciada de ascendência cubana tenta gerenciar a vida, o universo e os dois filhos adolescentes, o estresse pós-traumático depois de ter servido na guerra do Afeganistão e a mãe. É uma série que fala um pouquinho sobre ser imigrante, ser mulher, ser adolescente e ser um ser humano tentando se manter vivo e funcional nesse mundo louco de meu Deus. Boatos que também fala sobre ser homossexual, mas ainda não cheguei lá - é uma série levinha, engraçada e que demora só seis horas pra ser assistida inteira.
e eu estou apaixonada por Penelope Alvarez, olha que coisa mais linda
Andei ouvindo nessa semana Liability, da Lorde (e chorando no ônibus, lógico), Fazerdaze (uma bandinha de dream pop que é muito legal) e claro, o single novo de Taylor Swift. O lyrics video é MARAVILHOSO, simplesmente a melhor coisa do conjunto. Não gostei taaaaanto assim da música, mas a letra continua com aquele sentimento delicioso que só a Taylor sabe passar - de menininha sofredora abrindo o coração pra gente. A coisa que mais adorei junto com o vídeo foi, obviamente, o tema - por mais que seja meio ridículo ver uma mulher de 27 anos de picuinha por aí, o fato de Taylor ser excelente em tudo que ela se propõe a fazer me deixa bem ansiosa pra ver se o circo das celebridades vai pegar fogo com esse álbum novo. Torço pra que sim, adoro barracos HAHAHAHHAHA. Não é pra esse tipo de entretenimento que servem as celebridades?
Também andei tentando organizar meu computador e me surpreendi com a quantidade de coisas que tenho favoritada no navegador. Como mais uma vez fico devendo os maravilhosos links da vizinhança do BEDA, resolvi compensar com alguns dos melhores achados da minha pasta de favoritos, hahahahaha. Apreciem:
FefiSpears, um legítimo blog patty dos anos 2000. EU AMAVA OS GIFS DESSA MULHER. Ainda amo. Olha a perfeição desse layout rosa com a Britney no cabeçalho??? Olha, eu realmente acho que a melhor era da blogosfera foi essa primeira, com os blogs diarinho de raiz. Aqui a gente só tenta repetir o sucesso. O que vocês acham de eu incorporar essas tendências?
O site da YumeTwins, um desses serviços de assinatura de caixas temáticas cheio de tranqueira licenciada de animes. Entrega no Brasil e eu quero, o Natal tá chegando - e caso vocês se perguntem, eu tenho uma pasta cheia de links de coisas que quero comprar. #eu
O PDF de Cards Against Humanity. Meu sonho é jogar Cards Against Humanity, mas não tenho um número de amigos suficientes com interesse. Por favor, me convidem.
O link de um curso de alemão da Deutsche Welle. Eu achava esse curso o máximo e nunca terminei porque sou preguiçosa, mas cheguei a imprimir várias lições. Dicona pra quem quer aprender alemão e tem zero reais!!
Como organizar uma sala pequena: esse post mudou minha vida, eu juro. Aliás, quem é que tem sala espaçosa hoje em dia? A menos que você more na casa enorme que seus pais compraram em 1974, quando ainda se faziam casas num tamanho aceitável pra famílias de cinco pessoas, ou seja uma pessoa rica com um apartamento novo e de luxo, talvez mude a sua também!
FASHION TRAGEDY ALERT
Essa semana, chegou na minha timeline um tweet da Harper's Bazaar sobre um possível retorno do jeans de cintura baixa e minha reação foi uma só: me propor a organizar uma CRUZADA VIRTUAL contra esse horror. Sério. Como filha da Roça, meu único contato com a moda antes da internet chegar aqui era com o que os outros decidiam que ia ser moda e botavam à venda nas vitrines, de modo que meus anos adolescentes foram gastos tentando parecer mocinha nessas roupas ridículas que eu odiava mas não tinha nenhuma outra alternativa - a única forma possível de escapar era passando o dia inteiro no uniforma da escola, uma opção utilizada com mais frequência do que minha mãe podia tolerar. Os anos 2000 me traumatizaram de uma maneira horrenda - acho TUDO de extremo mau gosto. Resolvi compartilhar os maiores horrores na minha opinião, na expectativa de que possa encontrar alguém disposto a se aliar nessa cruzada comigo #help.
1: Cintura baixa, lógico
Que ERRO. Que CRIME. Tá, o objetivo era obviamente exibir as barrigas chapadas e malhadas de gente do naipe da Paris Hilton e da Xtina, mas não tinha maneira melhor de fazer isso? É muito mau gosto vestir um troço que termina quase nas suas partes íntimas - e que todos sabemos muito bem, fazia com que as pessoas pagassem cofrinho mais vezes do que o desejado (zero vezes). Estudei com um menino que tinha uma coleção de foto de cofrinhos de meninas desavisadas por aí. Fora aquela conversa de que ~deforma o corpo~: não sei vocês, mas eu realmente DETESTAVA usar uma peça de roupa que dividia a barriga quase no quadril. THE HORROR.
Cafonice bônus na imagem: essa tendência de cadarço no decote da Britney, no cinto da Paris e no look inteiro da Xtina - que aliás, sintetiza TUDO o que deu errado na moda dos anos 2000. Podia encerrar o post agora mesmo com essa imagem, mas vamos em frente porque tem mais coisa pra queimar eheh.
2: Mula manca
HAHAHAHAHAHAHAHA GENTE, começa pelo nome: MULA MANCA. Isso deve ter um nome mais elegante, mas é basicamente aquela blusa de uma manga só. Agonia disso. Os anos 2000 foram cheios dessas tendências assimétricas, cheias de babados, amarrações e roupas em formatos horrorosos - e todas pareciam feitas dessas malhas horríveis e sem caimento???? A gente pode mudar esse tópico pra TODAS AS BLUSAS DOS ANOS 2000. Sério. Me livrar das blusinhas que eu ainda tinha dessa época foi tipo um ritual de descarrego pra mim.
3: Calça CORSÁRIO
Depois rebatizaram pra calça capri, um nome um pouquinho menos jeca, mas que fez pouco pra salvar a gente do ridículo de usar essa coisa que dá a impressão de ter pego a calça do sobrinho de 9 anos e vestido. Consegue ser ainda pior se combinado com bota, como nossa miga Ashley Tisdale SIMPSON faz questão de evidenciar. E a Rihanna???? Antes de ser a mulher mais linda do mundo, ela arrasava nas piores modas dos anos 2000. NEM A ANNE HATHAWAY ESCAPOU, SOCORRO.
Cafonice bônus: essa echarpe nadavê da Ashley e essa boininha, outra tendência indefectível da década. Socorro gente, onde estávamos com a cabeça???? Olha outra amostra de blusas bregas e horríveis acompanhando essa categoria.
4: Jeans
Os anos 2000 eram tão fubá que as pessoas usavam JEANS no red carpet, como se fossem dar um role na lanchonete da esquina e depois sair com o boyzinho. OLHA ISSO MINHA GENTE: Keira Knightley usou isso na premiere de Piratas do Caribe - olha a multidão lá atrás, aquela mocinha de branco trepada na grade só precisa dobrar a blusa e vai estar igualzinha.
Cafonice bônus: esse monte de pedrarias no look de Britney e o ÓCULOS DO JUSTIN, que era outra tendência arrasadora. Essa foto ao lado da da Xtina são um lembrete de que a nossa geração jamais pode deixar que as coisas cheguem a esse ponto novamente. E ESSE LOOK INTEIRO DA HILARY DUFF? Essa braguilha de cadarço, esses detalhes metalizados, esse conjuntinho dins???????????
5: Calça larga + blusinha
POR QUÊ? POR QUÊEEEEE? Esse era ~meu traje~, uma tentativa de parecer arrumadinha o suficiente nas festinhas mas parecer patricinha demais - como se ALGUM OUTRO LOOK DESSA ÉPOCA FOSSE PRINCESINHA O BASTANTE. A culpa é toda sua, Avril.
6: Tamanco
NÃO BASTA SER UM SAPATO DE PLATAFORMA - TEM QUE SER UM CHINELO DE DEDO DE E.V.A. FORA COM ESSE TRECO DAQUI.
7: Cabelo chapado
Deixei pro último a tendência que mais me infernizou - nos anos 2000, meu cabelo liso escorrido de criança se transformou numa coisa confusa e amorfa, meio ondulada nuns pedaços e meio armada em outros que me traumatizou durante a adolescência, (especialmente quando eu inventei de cortar essa mesma franjinha ostentada por Beyoncé), já que ele nunca ficava liso e arruinava completamente minha autoestima, quando eu me comparava com todas as minhas amigas de ascendência japonesa/europeia com cabelão esticado. Acho que, sem dúvida, a melhor tendência dos anos 2010 são o cabelo natural e a abolição desse liso chapado pavoroso, dividido no meio e totalmente sem balanço. ISSO NÃO FAZ BEM PRA NINGUÉM, GENTE.
Pessoas traumatizadas pelos anos 2000: vamos nos unir nos comentários e organizar uma resistência (ou vocês podem tentar me mostrar que não foi uma década tão trágica assim hahahahaha).
É 25 de agosto de 2017 e confesso que não sei muito bem como cheguei até essa marca do BEDA - eu estou cansada, muito cansada. Já estava cansada no dia 2, quando escrevi um post desabafando aqui, e 23 dias depois, estou seriamente concorrendo ao título de Mulher Mais Cansada do Brasil. No último final de semana, que passei na casa do Digníssimo fazendo nada além de comer, dormir e bedar, cheguei na minha casa e me senti incrivelmente dolorida, como se tivesse carregado um fardo de madeira nas costas, e foi aí que tive a certeza de que algo de errado não está certo.
Faz 84 anos que a Tati perguntou no meu Curiouscat quais eram meus programas favoritos de self-care, e eu não consegui responder até hoje porque cuidar de mim mesma não é uma matéria na qual sou especialista. Mas como vocês sabem, o BEDA tá aqui pra gente tirar leite de pedra e escrever como se não houvesse amanhã (e não há); então resolvi falar um pouco sobre as coisas nas quais tenho me apoiado ultimamente pra conseguir acordar todos os dias e lidar com gente como se na minha cabeça não estivesse acontecendo um assassinato em massa. Risos HELP.
FICAR SOZINHA
SIM SIM SIM MIL VEZES. Ficar sozinha é o melhor e mais barato de todos os self-cares. Às vezes, tudo o que eu preciso é encostar minha cabeça num lugar macio e ficar em silêncio, olhando o sol da tarde no meu quarto ou fazendo qualquer bobeira no celular que freie meus pensamentos mais ansiosos. Eu me considero uma pessoa meio carente e às vezes sinto necessidade de ter alguém conversando comigo e me abraçando, mas do mesmo jeito que essa necessidade existe, às vezes a coisa que eu mais preciso é jogar um travesseiro na cara e fingir que não estou ali. Funciona 100% das vezes (quando as pessoas me deixam em paz, lógico).
Usar roupas confortáveis
Igualmente rápido e barato, porém nem sempre possível, já que a vida em sociedade exige o uso de calçados e as regras da minha casa exigem a abolição deles. Eu tenho várias roupas de mendigo que são absurdamente confortáveis, que faço questão de vestir assim que entro na minha casa depois de um dia horrível. Eu queria muito ser uma menina bonitinha, com looks invejáveis e irretocáveis, mas gosto demais de usar calça de malha e camisetona. Quase como um abraço do universo pra mim.
Terapia
Passamos da categoria pra coisas que você pode fazer com zero reais pra coisas que vão comprometer 30% do seu salário, porém estar em terapia deve ser o melhor e mais poderoso self-care dessa lista. É um trabalho lento, árduo, cheio de altos e baixos e com um baita comprometimento financeiro (e emocional também), porém também é a coisa que mais trouxe efeitos positivos pra minha vida. Me mimar com um investimento desses é um baita self-care, que possivelmente é o pai de todos os outros self-cares da minha vida. FAÇAM TERAPIA (com profissionais competentes, viu)
Passar hidratante
HAHAHAHHAHAHAHA esse deve ser o item mais ridículo dessa lista, e inclusive é o único que fala de cuidados práticos. Passar hidratante depois do banho é um troço que me deixa muito feliz e macia, e eu baixei um aplicativo de habit tracker pra me certificar de que eu consiga lembrar de fazer isso o máximo de dias por ano (recomendo que vocês façam o mesmo, porque até agora já consegui uma streak de 11 dias).
Escrever
Outra coisa besta, fácil e barata, que é um baita self-care pra minha alma. Batizei esse post manual de self-care da pessoa introvertida porque percebi que, tirando o hidratante, as coisas que me fazem recuperar a paz de espírito são exatamente aquelas que me fazem diminuir o ritmo e ficar ainda mais introspectiva, me conectar comigo mesma e colocar ordem no caos que acontece dentro de mim e normalmente é o responsável por me tirar a paz - e escrever é uma das coisas mais poderosas nesse sentido. Além do Beyond, eu tenho outro blog privado e um diário de papel onde posso descarregar tudo de mais esquisito que tenho sentido - e é algo que também nunca falha em fazer com que eu me sinta melhor.
AGORA ME CONTEM OS SELF-CARES DE VOCÊS??? Eu realmente preciso de dicas pra aprimorar isso. ♥
Já faz mais de um mês que menina Michas trouxe à minha atenção essa tag dos 50% (também chamada na gringa de mid-year freakout book tag), uma tag literária pra avaliar nosso progresso e opiniões durante o ano. Já direi logo: 2017 tem sido meu ano mais fraco em leituras desde que saí da faculdade. Posso jogar a culpa no fato de agora ter um trabalho com horários e gente me descaralhando a cabeça??? Depois que o BEDA acabar e eu conseguir por todos os links do Feedly em dia, pretendo passar o resto do ano offline e tirando o atraso das leituras. Risos. Claro que as expectativas são irreais, mas minhas intenções são 100% sinceras.
Eu tinha tentado de verdade não encher o cronograma do BEDA com memes e afins, e inclusive tinha dedicado um dia do cronograma especialmente pra falar sobre livros. Talvez vocês tenham notado, mas nenhum post de livros saiu no mesmo dia da semana - falei de Watchmen, de Anne of Green Gables e gravei um vídeo, e surpreendentemente o último foi o mais fácil dos três, hehehehe. Quem sabe no ano que vem eu aprenda a falar das coisas que li sem tanto sofrimento? Por enquanto, fiquem com esta tag:
1. Melhor livro que li até agora: Watchmen. Falei dele no começo do BEDA e gente, que livrão - o post que escrevi não fez jus à magnitude da história. Acho que é a melhor HQ que já li e ela expõe a humanidade e suas forças e fraquezas de um jeito maravilhoso. LEIAM, GENTE.
2. Melhor continuação que li até agora: Temos um total de ZERO continuações lidas nesse ano até agora - comecei a série Secret Society Girl (uma série YA que tava bem na moda há uns anos) e gostei bastante do primeiro, mas to enrolando demais pra ler o segundo.
3. Lançamento do primeiro semestre que ainda não leu, mas quer muito: HAHAHAHA é nessas tags que eu vejo como sou completamente por fora do hype das coisas. Tem Quinze Dias do Felipe Martins, um livro sobre o qual as pessoas falaram as melhores coisas do mundo e eu fiquei curiosa porque aparentemente ele também fala de ansiedade e questões de saúde mental.
4. Mais aguardado do segundo semestre: Como sempre, me encontro por fora do hype dos lançamentos. Posso dizer The Winds of Winter, sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo?
HAHAHAHAHAHAH ¯\_(ツ)_/¯ o último boato que li dizia que ele ia ser lançado em 2017, e sigo mantendo minhas esperanças acesas, mesmo Jorge Martins sendo esse velho ridículo que claramente não está mais nem aí pros fãs e pra finalizar sua série de livros.
5. Me decepcionou esse ano: Ballet Shoes. Eu tinha gostado bastante dos últimos livros infantis que li, mas achei esse meio chato - não foi nem questão de ser ruim ou problemático, mas achei que as personagens poderiam ser melhores.
6. Me surpreendeu esse ano: O Azarão, do Markus Zusak. A Menina que Roubava Livros foi o único livro dele que eu conhecia e não estava botando muita fé nos Wolfe boys, mas a leitura foi realmente proveitosa. Quero ler os outros também!
7. Novo autor favorito que foi lançado/ conheceu no primeiro semestre: Li Belgravia do Julian Fellowes, o mesmo escritor por trás de Downton Abbey, e foi outro livro que comecei sem expectativas mas ADOREI. Não é sempre que me encontro no humor pra curtir ficção de época, mas esse homem arrasa no assunto - outro dos meus livros preferidos do primeiro semestre.
8. Sua quedinha por personagem fictício mais recente: Faz ERAS que eu não leio um livro com personagens dignos de crush literária (por favor, me recomendem alguns!!!)
9. Seu personagem favorito mais recente: Li A Guerra que Salvou Minha Vida e acho que não citar a Ada, protagonista da história, é meio impossível. Tenho um fraco por livros sobre a Segunda Guerra e livros com crianças, e ela é mais uma pra categoria de meninas incrivelmente fortes que a literatura já me apresentou. Outro livrinho top de 2017! 10. Um livro que te fez chorar no primeiro semestre: Nenhum. Sou coração de pedra, dificilmente choro com livros ¯\_(ツ)_/¯ desculpa decepcionar vocês HAHAHAHA.
11. Livro que te deixou feliz no primeiro semestre: Alucinadamente Feliz, da Jenny Lawson - outro livro MUITO hypado, mas que não me decepcionou. Não entendi muito algumas coisas na escrita da Jenny e fiquei confusa se ela estava exagerando em algumas coisas só pra soar cômica (o que não faz muito sentido num livro que quer falar a real sobre a vida com transtornos mentais); mas de modo geral eu gostei e me senti muito feliz - alucinadamente feliz, ouso dizer - com a maioria dos trechos e histórias e a maneira que ela decide lidar com os próprios problemas.
12. Melhor adaptação: ?????????????? ai gente, não me façam essa pergunta. Ainda não sei lidar com adaptações - quem sabe no ano que vem? Hahahahha.
13. Resenha favorita esse ano, escrita ou em vídeo: HAHAHAHAH terei que citar a de Watchmen. Achei que ficou horrível, mas só pelo meu esforço em tentar falar desse livro genial, ela merece o prêmio. 14. Livro mais bonito que comprou ou recebeu esse ano: Das compras desse ano, acho que a mais bonita foi Emma, da série Penguin Threads.
15. Quais livros quer ou precisa ler até o final do ano: Emma e The Great Gatsby são minhas metas! Estou desde 2013 querendo ler esse último e empurrando com a barriga, mas como esse ano finalmente comprei uma edição metida a besta, espero conseguir com esse incentivo. ♥
Nem só de hits da Billboard vivem as minhas playlists. Eu também tenho obsessões musicais no Youtube, que costumam envolver paródias ou remixes de baixo orçamento e gosto duvidoso, mas que sequestram meu coração e minhas ondas cerebrais e me fazem cantar essas músicas por meses em loop.
Começando por THEY'RE TAKING THE HOBBITS TO ISENGARD-GARD-GARD-GARD! (Todos os meus amigos odeiam essa música porque eu já atrapalhei o sono de todos eles ouvindo ela em loop infinito. Not my fault. I was exposed to THEY'RE TAKING THE HOBBITS TO ISENGARD.)
Outro clássico: RIVALDO SAI DESSE LAGO
Eu fiquei tão obcecada com essa música no segundo ano da faculdade que aprendi a cantar a paródia e copiei a letra no meu caderno (cês percebem como eu era uma aluna aplicada?????)
Aí tem essa obra-prima do Songify This: WINNING. Charlie Sheen doidão remixado é priceless.
Falando de tesouros do remix internacional: Esses dois edits do canal Placeboing, musicando as cinco temporadas de Breaking Bad - GENIAIS e viciantes.
YOU ARE NOT THE GUY
YOU'RE NOT CAPABLE OF BEING THE GUY
I HAD A GUY BUT NOW I DON'T
YOU ARE NOT THE GUY *tututurururururu*
Também temos essa paródia de Black and Yellow homenageando os irmãos Baratheon que eu fiquei um mês ouvindo (e querendo essa brusinha da John Deere escrito Baratheon, afinal de contas, mesmo que todos os testes de GoT digam que eu sou a Sansa eu ainda sou a maior fã do Stannis FORA PESSOAS QUE TRANSFORMARAM STANNIS NUM INFANTICIDA) (é terminantemente proibido comentar a série Game of Thrones nesse blog porque eu ainda estou esperando pelos livros e não gosto da forma como adaptaram a série. NÃO ME DEEM SPOILERS PFVR)
E tem esse episódio de Epic Rap Battles of History. Meu namorado AMA ERB, mas eu nunca entendo as referências. Esse episódio é uma exceção rara e ótima. Me digam quem vocês acham que ganhou.
KIT POBRE
Eu amo tanto esse vídeo que até hoje uso o bordão VAI TRABALHAR VIADO na minha vida. O clipe baixo orçamento gravado numa obra real, o batão azul de Camilla Uckers, a malemolência de Romagaga, o uso da expressão LACRE antes de todo mundo, o patrocínio involuntário do Monange. Maior hit da música pop brasileira - PEGA ESSA, ANITTA.
Bicha Pague Meu Dinheiro/Bitch Better Have My Money REMIX:
RIHANNA COME TO BRAZIL SING WITH SEKETH BÁRBARA PLS. AMO a paródia dessa música e vou defendê-la com todo o meu coração, e alguém igualmente fã uniu o melhor os dois mundos nesse remix topzera.
ALEJANDRO na versão de Lidio Mateus: O REI DO COSPOBRE E NINGUÉM TASCA, o clipe dessa música merecia um prêmio na categoria melhor adaptação de baixo orçamento. RONARDOOOOOOOOOOOO
EU CANSEI DE SER POBRE: É nacionalmente sabido que qualquer pessoa que faz piada da vida de pobre já ganha 500 pontos no meu conceito. Essa paródia do Whindersson é minha vida real oficial (mentira, nunca pus prego no chinelo MAS FOI POR POUCO HEIN)
Também tem essa "me gusta song", que eu não tenho a menor ideia de onde veio, mas gruda na cabeça pior do que chiclete e é da época em que a gente chamava de meme essas figurinhas estilo trollface. #tiadainternet
Esse post ser editado a qualquer momento pra acrescentar alguma paródia que foi tristemente esquecida nos favoritos. COMO EU PUDE ESQUECER DESSE CLÁSSICO DO METAL??????? EU NÃO SEI. A ÚNICA MÚSICA POSSÍVEL PRA ERGUER 120KG NO LEG PRESS. BIIIIIIIIIIIIIIRL
Também, no bonde daquelas que foram injustiçadas pela memória: 9999 GOOOOOOOOOLD, SE ME EXPLICA EXPLODE. Descobri que essa música é de festas de fim de ano e na verdade NOVE GOLD é Novii God, ano novo. Os meninos são uma banda chamada Steklovata e são uns lindos.
Pra finalizar: O GRUPO DE PAGODE JAPONÊS MAIS QUERIDO DO BRASIL. Todos os vídeos que postei até agora tinham a intenção de trollar/parodiar algo, mas NÃO ESSE AQUI. Isso é uma amostra do mais puro amor pela música, sem se importar com as barreiras da geografia, do idioma ou simplesmente do sentido das letras. Grupo Y-no, eu amo vocês, PLS COME TO BRAZIL.
Por favor, compartilhem as preferidas de vocês comigo (se é que alguém também gosta desses vídeos ridículos) porque AMO MÚSICAS ZUADAS. Quanto mais chiclete melhor.
ALERTA DE TEXTÃO
No ano passado, depois de muito ensaiar, o BEDA me deu a oportunidade de falar aqui no blog sobre um assunto do qual eu já queria tratar há tempos mas não sabia como: moda. Caso você não tenha lido, eu dei minha opiniãozinha sobre tendências e disse o quanto acho importante que a gente se vista só com aquilo que faz com que nos sintamos fabulosos; mas o assunto é amplo demais, e fiquei com a ideia de falar mais sobre o assunto. Demorou um ano a mais do que o esperado pra escrever esse post que é um complemento do primeiro; mas se pensarmos pelo lado bom, se seguirmos essa tendência de falar de moda a cada ano, talvez eu tenha um guia de estilo escrito lá por 2036?
Enfim.
Meu vínculo principal com a moda é minha mãe, que é costureira desde muito antes de eu me entender por gente e me criou sentada numa máquina de costura, enquanto eu fazia roupinhas pra Barbie de retalhos, lia as dicas da Manequim e me enrolava em cortes de tecido novo à guisa de vestidos de gala. Embora isso seja muito legal, as pessoas parecem ter ideias de que todo mês ganho roupas feitas sob medida do jeitinho que eu pedi, o que não é bem verdade (considerando que na lista de prioridade dos clientes eu estou em último, já que não pago). Embora eu goste muito, desde criança, do ritual de ir até a loja de tecidos e escolher algo especial pra virar algo pra vestir, o processo de escolher o modelo, tirar medidas e ser espetada por agulhas enquanto a roupa é montada, alinhavada e ajustada é algo que exige de mim muita paciência. Muita mesmo. Tem tecidos fazendo aniversário na prateleira que foram parar ali esperando virar uma saia, depois uma camisa, e agora estão on hold porque eu não sei mais se quero vesti-los.
Se houve uma época na minha vida em que eu torcia o nariz pra tudo que ela se propunha a costurar pra mim, hoje eu digo, cheia de orgulho "cê viu só? minha mãe quem fez" quando alguém elogia meus looks do dia - seja ele um vestido de festa, uma leva de brusinhas pra ir trabalhar ou uma calça básica de cintura alta que parece nunca chegar nas lojas aqui da Roça. Isso fez com que, nos últimos anos, eu perdesse muito do hábito de comprar minhas roupas em lojas.
Mesmo embora a Cidade Grande seja bem servida em redes de fast-fashion, costumo entrar lá só pra fazer o ocasional window shopping, reclamar das malhas horrososas nas camisetas que chamam minha atenção e dos preços absurdos nas calças bonitas, lamentar o mau gosto de uma ou outra estampa e ir embora. E mesmo quando é o caso de encontrar algo bonito, de boa qualidade e com um preço legal, passo uns quinze minutos rodando as araras com a roupa na mão pra me decidir. Não sei mais fazer compras por impulso, simplesmente porque o ritmo da máquina de costura de Mamai me obriga a reconsiderar dezenas de vezes se quero e preciso mesmo de determinada roupa.
Além de ter minha mãe fazendo trajes exclusivos, minha outra fonte de vestuário que é muito menos glamourosa de revelar aqui é o guarda-roupa alheio. Desde criança, nós sempre recebemos MUITA roupa - tanto as tradicionais roupinhas de criança que ficavam pequenas cedo demais nas primas ou vizinhas e chegavam até mim, quanto roupas de adulto que por um motivo ou outro não interessavam mais ao dono e vinham pra minha mãe porque "você tem máquina de costura e pode dar um jeitinho". Às vezes essas roupas ficavam com a gente e às vezes passávamos adiante pra outras pessoas que sabíamos que precisavam e usariam aquilo, mas o fato é que roupa nunca foi um artigo reciclável aqui, passando inclusive pelos ciclos de pijama e posteriormente pano de chão quando não são doadas pra alguém. E é sobre isso que eu gostaria de falar.
Entre o BEDA anterior e esse, conheci o canal da Justine Leconte, uma estilista francesa que tem vídeos ótimos falando sobre moda, estilo e truques pra manter suas roupas no melhor estado possível; e ela também tem um especialmente falando sobre a indústria da moda e aquele lado não tão glamouroso que todos nós sabemos existir, mas tentamos ignorar na maior parte do tempo; e é esse vídeo aí em cima que me fez encontrar as palavras pra escrever o que desde agosto do ano passado ficou mofando nos rascunhos do Blogger.
Em algum momento da história da humanidade que claramente não vi passar, as roupas que vestimos deixaram de ser mera proteção contra o frio e a nudez e se transformaram em artefatos do consumo capitalista risos. Temos a sensação de que somos exatamente aquilo que vestimos, de que podemos influenciar o mundo usando o casaco ou a blusa certa (e quem sou eu pra desmentir isso? Olha só o que as celebridades fazem em temporada de red carpets), e é aí que as corporações encontram um nicho grande de mercado a ser explorado. As antigas coleções verão e inverno se multiplicam em quatro, oito, doze - segundo as contas da Justine, são até 24 coleções novas por ano, o que dá a elas uma vida útil de duas semanas. A cada duas ou quatro semanas, as fast fashions estão lançando uma nova it bolsa, saia, estampa, textura, ou qualquer coisa que você precisa ter - a preços tão acessíveis!!!! Qualquer pessoa pode estar na moda comprando blusinhas de malha horrível que em seis meses vão estar irreconhecíveis. Se num semestre a gente usa renda, no outro a gente usa cropped e no outro franja e no outro estampas de herói e por aí vai, até acabarem as possibilidades no grande baú universal da moda e a calça de cintura baixa fazer seu comeback vinte anos depois - mas repaginada, adornada com qualquer outra tendência jeca que impeça você de usar aquela calça dos anos 2000 (graças a deus) já que ela provavelmente vai vir com um nome mais chique, de preferência em inglês (bomber jacket, varsity jacket, top cropped, calça flare, skinny, bootcut) pra ganhar uma roupagem nova em cima daquilo que já foi visto e usado, pra que o novo se sobressaia sobre o antigo e a gente deixe uma parte do nosso salário no caixa da Renner (ou qualquer loja de sua preferência).
Então tá.
O fato de boa parte das roupas que compramos ser feita pra ser descartável não quer dizer que ela seja de fato descartável - a produção dessas roupas nessa frequência tem um impacto ambiental considerável (o plantio do algodão, o tratamento químico dado aos tecidos, etc etc) e o descarte delas também; já que o destino final dessas peças costuma ser os mesmos mercados frágeis onde foram fabricadas (vocês já sabem da história, todo mundo viu Sweatshop) por costureiros em jornadas de trabalho massacrantes em troca de um salário de fome. Aparentemente, o trabalho de alfaiates no Haiti está praticamente extinto porque as roupas ridiculamente baratas feitas pela população haitiana empregada nas fábricas, depois de ir pros mercados desenvolvidos e ser vendida por centenas de vezes seu custo, retorna quando perde o valor pra esses países e inunda a cidade quase que literalmente. Elas estão jogadas nos mercados, penduradas em barracas, amontoadas em pilhas, finalmente custando o suficiente pra que os operários possam adquiri-las, já que agora elas são o descarte da indústria da moda - e o que serve como referência para definir esse valor não é a capacidade objetiva da roupa nos proteger das intempéries ou da nudez, mas sim de oferecer ao consumidor uma ideia fetichizada daquilo que ele é ou gostaria de ser. Essas roupas que retornam como descarte, muito pelo contrário, não oferecem na maioria das vezes sequer dignidade pra população.
A Justine é muito boa em expôr o problema do mercado da moda e em nos mostrar como o valor absurdamente atrativo na etiqueta é resultado de um contexto bastante problemático, que vai muito além de gerar empregos em países subdesenvolvidos. No final das contas, a responsabilidade por esse cenário é da indústria, que opta por operar dessa forma e do consumidor, que por ignorância ou escolha, decide por continuar alimentando a cadeia das fast-fashions pela conveniência. E aí, amigo leitor, você possivelmente deve estar me xingando mentalmente à essa altura do texto, já que ninguém compra na C&A ou na Marisa porque é devotado à marca ou porque é mau e quer arruinar a população do Haiti: as roupas são baratas e nós não temos dinheiro, ora pois. Me incluo na conta, mas talvez você fique surpreso em saber que a solução pra esse problema é exatamente não ter dinheiro, risos.
No final do vídeo, ela dá algumas dicas do que o consumidor final pode fazer pra quebrar essa corrente de consumo irresponsável e fala sobre o tal do armário-cápsula e como a limitação de peças no guarda-roupa nos ajuda a fazer escolhas mais conscientes, já que aquilo que você decide levar pra sua casa é uma porcentagem significativa do seu número de peças; e aí confirmou o que eu sempre soube - eu inventei o armário-cápsula sem saber, já que as diretrizes são as mesmas de SER POBRE, HAHAHAHHAHA: escolher peças que combinem entre si, tenham qualidade o suficiente pra aguentar ciclos longos de uso e combinem com o seu estilo pessoal por ciclos igualmente longos, pois roupas não são artigos descartáveis na mão de quem não tem dinheiro pra comprar outras. No final das contas, realmente é melhor pagar mais caro em algo que seja feito com materiais e costuras de qualidade do que comprar mais e gastar mais dinheiro nas peças baratinhas que dão a falsa ilusão de estarmos fazendo um ótimo negócio; e se comprar roupas ~de qualidade~ parece não caber no seu bolso, você sempre pode recorrer a um brechó. Ou a uma costureira, que vai fazer algo sob medida e do jeito que você quer sem intermediários querendo lucro infinito - minha mãe é ótima, gente, passo o telefone nos comentários. Existem outras possibilidades pra adquirir artigos de vestuário que tenham um valor alto - o que não necessariamente está atrelado a um preço caro, mas sim com o uso que faremos e a qualidade da peça
No primeiro texto que escrevi no BEDA de 2016, eu falei sobre a importância que dava pra que as vestimentas que escolhia usar no dia-a-dia não fizessem com que eu me sentisse menos do que incrível. Penso que isso também se relaciona com a questão da dignidade que apontei ali em cima - aquilo que vestimos é mais do que simples proteção, é uma forma de comunicação com nossos pares humanos e diz muito sobre nós; mas pra que nós possamos passar a mensagem que queremos, é fundamental que nós possamos fazer as escolhas que desejamos. Ter conhecimento sobre as roupas que vestimos nos dá poder pra tomar decisões melhores, refletindo não somente em nós e nossa aparência final na frente do espelho, mas em todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva daquilo - seres humanos como nós, produtores e possuidores de um determinado saber, também merecedores de respeito e dignidade. Tratar uma peça de roupa como uma "fantasia" pra ser usada em determinada época, com prazo de validade e data de descarte é falhar em apreciar devidamente o trabalho de alguém. A dignidade naquilo que vestimos não está no caimento ou estilo das peças, mas sim no valor que damos pras nossas roupas - e para quem faz elas também.