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Beyond Literary Awards 2017

Um comentário
MAIS UM POST QUE EU PUBLIQUEI SEM QUERER ANTES DE FINALIZAR. ESTOU VIRANDO A PRÓPRIA TIA DA INTERNET. MIDESGUPI.

A premiação literária mais desimportante do ano chegou, discutindo a marca medíocre de 21 livros lidos durante o ano de 2017. Essa foi minha menor marca desde 2014, ano em que fiquei desempregada saí da faculdade e comprei um Kobo, e confesso que rola uma decepção real ao pensar no significado disso: 2017 é o ano em que tive menos tempo livre desde então, mas é também o ano que desperdicei a maior parte do meu tempo livre com ocupações inúteis (horas absurdas jogando The Sims). Também foi um ano de leituras meio aleatórias e menos proveitosas do que eu gostaria, razão pela qual essa retrospectiva literária está meio pombo. Bear with me, gente.

Maior livro: As estatísticas do Goodreads dizem que foi Watchmen, com 448 páginas em formato gigante. Acho uma picaretagem muito grande dar esse título pra um livro onde só 15% da superfície dele é coberta com texto, então uso as estatísticas não oficiais, que dizem que esse troféu é um empate entre The Dream Thieves e The Raven King, livros 2 e 4 da saga dos Garotos Corvos, ambos com 439 páginas que foram devoradas sem cerimônia.

Serendipity: O Azarão, do Markus Zusak. Eu baixei esse livro no Kobo há séculos e nunca tinha dado uma olhadinha pra ele desde então, mas conhecer os irmãos Wolfe foi uma surpresa agradável e gostosa. Cameron é muito fofinho (do seu jeito) e eu to torcendo pra leitura dos próximos livros da série ser tão prazerosa quanto a desse primeiro.

Melhor HQ: Li quatro HQs nesse ano: três da Graphic MSP (aquela que lança histórias da Turma da Mônica com motes sérios e artes maravilhosas) e Watchmen; e embora todas tenham sido boas leituras, é claro que não posso deixar de enaltecer mais uma vez esse [voz de faustão] MONSTRO SAGRADO [/voz de faustão] da literatura de quadrinhos. Tudo o que precisa ser dito sobre Watchmen já foi dito por aí, então só me resta falar que o hype é bem merecido.

Aquisição favorita: 2017, o ano em que comprei vários livros lindos e não li nenhum. Acho que minha aquisição favorita, no entanto, foi a edição de The Great Gatsby na qual eu paguei absurdos OITENTA E CINCO REAIS só porque ela tem uma capa meio art deco que, diga-se de passagem, é extremamente frágil. Ser colecionadora de livros é uma maldição terrível.

Pior livro Livro mais decepcionante: O Papel de Parede Amarelo. Não foi um livro ruim, eu acho. Eu só ??????não entendi?????nada????? Esse é o problema de criar expectativa com algumas leituras. É por isso que eu gosto de ler sem conhecer a história.

Melhor livro: Já falei de Watchmen Embora a quadrilogia dos Garotos Corvos tenha feito a minha cabeça com força em 2017, o livro que recebe o título de Melhor Leitura do Ano é A Guerra que Salvou Minha Vida, pelos motivos que já citei na tag dos 50% que respondi em agosto: é um livro sobre a Segunda Guerra com Crianças Incríveis, um mix de duas das minhas coisas favoritas na ficção. Ada é uma garotinha muito amável e forte, e eu espero ler mais histórias tão cativantes quanto essa no ano que vem.

Melhor personagem: Embora não seja um personagem que eu conheci somente nesse ano, acho que o melhor personagem dos livros que li é definitivamente Rorschach, um dos meus heróis favoritos no eixo ficcional Marvel-DC. Ele pode não ser o baluarte da moral e dos bons costumes, mas é provavelmente o tipo de salvador megalomaníaco que eu seria. Se o futuro da humanidade estaria a salvo ou não, só Alan Moore pode nos dizer PAU NO CU DO OZYMANDIAS.

Maior crush: Esse ano essa categoria precisou aparecer aqui por motivos de RONAN LYNCH. Meus amigos, que homi. Fazia anos que eu não encontrava numa leitura alguém capaz de me fazer querer voltar a escrever fanfics ridículas com protagonistas misteriosos e com cara de mau - e mesmo sabendo que esse tipo de boy na vida real é uma furada inquestionável, eu me permito fantasiar a role com mil diálogos e situações mirabolantes pras quais esses carinhas são o material perfeito. Ainda bem que a gente tem a ficção pra isso. Leiam Raven Boys, crianças!
eu acho o ápice do lifestyle de fã essa coisa de headcannon. 100% FANFIC MATERIAL
Melhor quote: Richard Campbell Gansey III definindo a pobreza foi, provavelmente, a melhor coisa que li impressa em 2017. Segue a minha tradução do trecho:
"Os Ganseys não precisavam ter um monte de coisas em casa porque cada objeto que eles tinham era exatamente a coisa certa pro seu propósito. Eles não tinham uma estante barata utilizada como um armário pra pratos sobressalentes. Não havia uma escrivaninha que guardava papelada junto com material de costura junto com brinquedos. Não tinham panelas e frigideiras empilhadas em armários ou escovas de privada em baldes baratos de plástico. Ao invés disso (...), tudo era esteticamente aprazível. Era isso que o dinheiro fazia. Colocava desentupidores em baldes de cobre, pratos extras atrás de portas de vidro, brinquedos em baús entalhados e pendurava frigideiras em ganchos."
Ouch.

Me recomendem livros pra 2018 além de todos aqueles que eu comprei e ainda não li??

Beyond Literary Awards 2016

2 comentários
No ano passado, eu fiz uma retrospectiva literária da qual gostei bastante, e já no clima do post anterior, resolvi repetir a dose em 2016, com esse apanhadão das leituras que fiz nos últimos doze meses. Em comparação com os anos anteriores, o saldo foi bem menor - 28 livros com muitos quadrinhos no meio, risos - mas foi um ano em que finalmente li vários clássicos que estava prometendo pra mim mesma há séculos, e foi maravilhoso. Pra 2017, espero ler as heroínas Austen que ainda não conheço e, quem sabe, finalmente ler algo do Shakespeare? VAI QUE.

Maior livro: Jane Eyre, com 521 páginas. Ler esse livro foi um parto, porque é claro que eu inventei de ler em inglês e naufraguei na gramática ultrapassada. O começo é muito monótono, mas foi uma leitura que mereceu estrelinhas nesse ano, porque a Jane é amor demais. Apesar do livro ser excessivamente moral em alguns trechos, a firmeza do caráter da Jane é uma coisa invejável, e a simplicidade dela coloca ela como a heroína vitoriana número um com quem eu gostaria de tomar chá.

Serendipity: O Colecionador foi um daqueles livros que li na louca, porque um belo dia ouvi dizer que era o livro favorito da Tati Feltrin. Por ser curtinho e ter um elemento de mistério na conta, foi uma leitura que devorei - a história é sobre um colecionador de borboletas que decide que vai ~capturar~ uma mocinha que é foco das atenções dele há um tempo, e aí a gente tem o típico maluco psicopata e a mocinha esperta e bonita demais. Não se tornou o meu livro favorito, mas foi uma boa surpresa gratuita.

Melhor HQ: Nimona! Também foi um Serendipity, porque Digníssimo me comprou esse livro totalmente no impulso. Eu tinha vontade de ler porque já tinha acompanhado a Noelle Stevenson por um tempo na internet, mas depois de um tempo desencanei, até que vi o livro na livraria. A Nimona e o Ballister são ótimos juntos, e a história é uma metáfora pra tantas coisas. Nimona é uma menina-monstro assim como todas nós somos. Gente, sério, leiam!!
Também vale a menção honrosa a V de Vingança, que li meio aos 45 do segundo tempo e é esse LIVRÃO DA PORRA™ que todo mundo fala mesmo.

Aquisição favorita: Esse ano teve VÁRIAS e eu me vejo incapaz de escolher uma só!! No meu aniversário eu finalmente me dei as edições da Puffin in Bloom que faltavam na minha coleção, aproveitei uma promoção maravilhosa da Amazon pra comprar o box de historias dos Irmãos Grimm que eu queria há anos, rolou um presentinho muito caridoso do meu pai que foi essa edição de Alice, e por fim eu FINALMENTE consegui comprar a edição limitada de Wuthering Heights que eu tinha comprado uma vez mas extraviou e eu fiquei sofrendo por ela desde então. Não tenho mais como reclamar do estado da minha bibliotequinha.

Pior livro: Disco Bloodbath. Esse ano essa categoria aparece porque esse livro MERECE - ele é horroroso, James St. James é a pessoa mais chata/irritante/sem noção do universo e eu sinceramente acho que ele só escreveu isso tudo porque realmente queria ter algo pra competir pelo spotlight com o Michael Alig. Tem um ou outro parágrafo bacana e que te dá um insight sobre a cabeça maluca dos club kids, mas no geral esse livro não vale a meia hora que eu gastei procurando o epub na internet.
Menção honrosa: Cursed Child. QQ FOI AQUILO MINHA GENTE

Melhor livro: A Arte de Pedir!!!!! A Arte de Pedir!!!!! Meu Deus, melhor livro DA VIDA. Eu li uns livros ótimos e super divertidos esse ano, mas nenhum deles consegue competir com a nossa musa inspiradora Amanda Palmer. Se você já leu, sabe que qualquer tentativa de explicação pra esse livro estar aqui é supérflua, e se você não leu; PELO AMOR DE DEUS, LEIA! A Amanda é incrível e, enquanto ela conta a trajetória dela como artista (de rua e depois música), também fala um monte sobre aquele assunto que a gente morre de medo de falar: vulnerabilidade. É um livro que te mostra o tempo todo que se conectar com as pessoas é a melhor coisa que você pode fazer e eu tenho certeza de que, assim como O Amor nos Tempos, eu vou passar o resto da vida enchendo o saco das pessoas pra que elas apreciem a grandiosidade desse livro.

Melhor personagem: Anne Shirley, de Anne of Green Gables. 2016 foi um ano cheio de personagens foda que eu poderia escolher (de Matilda a V, de Nimona a Anne Elliot, de Jane Eyre a Sara Crewe), mas a Anne é a heroína infantil que eu escolheria pra ser minha melhor amiga. Ela é inteligente, sonhadora demais, honesta e leal, tem um temperamento horrível, ama a família acima de tudo e só queria mesmo usar flores no chapéu e vestidos de mangas bufantes. Ela ama as coisas bonitas da vida, mas não tem medo de encarar a parte feia e triste dela. Anne Shirley é a epítome de todos os valores que eu acho mais importantes e quero ser cada vez mais parecida com ela quando eu crescer.

Melhor quote: "quem pede sem medo aprende a dizer duas coisas ao outro, com ou sem palavras: mereço pedir e não tem problema se você disser não." Essa é de A Arte de Pedir, como não poderia deixar de ser; um livro que tem citações incríveis e inspiradoras a cada página, mas essa conseguiu superar todas as outras porque sintetiza de maneira tão perfeita uma ideia que eu preciso carregar comigo todos os dias. Amanda Palmer, a senhora é destruidora mesmo viu viado.

Retrospectiva literária 2015

6 comentários
IMG_1476 (Vai ter retrospectiva 2015 nesse blog sim)

No ano passado eu já pensava em fazer um post desse tipo, mas fiquei enrolando tanto que o final do ano seguinte chegou - e pra não levar esse post nos rascunhos por mais um ano, aqui está um resumão das minhas leituras em 2015.
Nesse ano, consegui ler ainda mais do que no ano passado (o Goodreads diz que são 50 livros), e tentei cumprir o desafio do Popsugar, que rodou pela internet. Acho que consegui ler quase 40 livros dentro dos temas propostos, e achei que foi um jeito bem legal de sair da zona de conforto literária. Enfim, já to me preparando pra lista de 2016 (quem topa?), porque a lista de livros pra ler continua grande e eles me fizeram ótimas companhias nesse ano que tá acabando.
Mas vamos aos troféus:

Maior livro do ano:
Nos primeiros dias do ano novo eu cismei de ler Sob a Redoma e devorei o calhamaço de 960 páginas em uns cinco dias. Resultado: estou de ressaca dos livros do Stephen King até hoje (mas cada página valeu a pena - recomendo fortemente).

Serendipity (ou uma descoberta afortunada feita ao acaso):
Nas mini-férias que eu tirei no mês passado, enquanto Digníssimo lia o volume do Stephen King de sua escolha e eu ficava olhando o mar e tentando pegar sol, ele me perguntou se eu não queria ler Fundação, que ele tinha trazido também mas que não tinha conseguido avançar na leitura. Comecei meio receosa, já que nunca me interessei muito por ficção científica e coisas do gênero, mas acabei adorando e estou ansiosa (e enchendo o saco do menino Digníssimo pra ele comprar os outros volumes) pra saber como a previsão do Hari Seldon se desenrola.

Melhor HQ:
É difícil escolher a melhor HQ que eu li esse ano, porque todas foram incríveis (menos Persépolis, que me decepcionou) - mas o troféu vai pra Maus, que já saiu em vantagem porque eu sou completamente interessada por qualquer coisa que envolva a Segunda Guerra Mundial. A narrativa não te deixa esquecer em nenhum momento que aquela é uma história real, cruelmente real, e mesmo com todos os defeitos de um ser humano, o Vladek é extremamente cativante. E a transformação dos personagens em animais é brilhante. Gente, fica a dica pra 2016: leiam.

Pior livro do ano Livro mais decepcionante:
Teve leituras decepcionantes? Teve, sim senhor. Felizmente, não li nada tão ruim pra chamar de "pior livro", mas a maior frustração literária foi com To Kill a Mockingbird. Me julguem, gente. Eu tentei, eu queria gostar dele. O livro é amado por todo mundo, um clássico escolar queridinho dos americanos e eu me arrastei por 80% das páginas, sendo que a única parte realmente interessante foi o julgamento que o Atticus participa. Achei a Scout chatíssima. Desculpa, mundo. Não me taquem pedras.

Melhor livro do ano:
Tenho a impressão de que 2015 não foi um ano em que eu descobri livros da minha vida, como aconteceu em 2014. Mas mesmo assim rolaram umas leituras ótimas, que me fizeram pirar e que eu recomendei igual louca pra todo mundo. Divido esse troféu em dois livros: primeiro, Battle Royale - que foi quase um serendipity, já que eu  nunca esperei ficar tão enganchada na leitura desse Hunger Games sem política e com muito mais carnificina, mas aconteceu. É um livro com um ritmo ótimo, quase impossível de largar, e muitos personagens pra você torcer (a favor ou contra).
Segundo, Fahrenheit 451. Eu sou muito receosa na hora de comprar a fama dos clássicos, e talvez por isso eles não figurem tanto na minha biblioteca, mas esse livro vale todas as recomendações feitas sobre ele. É um livro sobre livros pra pessoas que gostam de livros. É maravilhoso, é direto ao ponto, é um livro que eu faço questão de comprar e pôr num lugar de honra da minha estante, é uma história que precisa ser passada adiante.

Melhor personagem:
Pra essa categoria, fica uma menção honrosa pra Heidi, a protagonista do livro homônimo, que eu li em uma época cheia de tretas e mau humor e que conseguiu, com o otimismo, a simpatia e a fofura dela, me deixar mais feliz. Mas a personagem mais querida desse ano foi a Caitlin de Passarinha. Com onze anos, síndrome de Asperger e a vida completamente bagunçada, foi impossível não se identificar com os sentimentos dela diante de tudo o que acontecia na história, e não amar o desenvolvimento dela durante o livro.

Melhor quote:
Agora que eu aprendi a usar a ferramenta de quotes do Goodreads, estou viciada em anotar as melhores frases lá (inclusive melhor rede social, me adicionem lá). 2015 me trouxe várias frases ótimas, mas fico com mais uma frase de Passarinha, que meio que resumiu esse ano:
"Acho que eu não vou gostar nada disso. Acho que vai doer. Mas talvez depois da dor eu consiga fazer uma coisa boa e forte e bonita de tudo isso."

E o 2015 literário de vocês, minha gente? Foi bom? Teve retrospectiva nas internets? Vamos compartilhar dicas de leitura pro ano novo! xx