Na teoria, realmente parecia infalível.
Na prática, o resultado foi um fracasso total.
COISAS QUE EU APRENDI BRINCANDO DE BULLET JOURNAL 2017:
Fazer qualquer coisa simétrica (uma tabela, um calendário, um habit tracker) à mão numa folha sem pauta é virtualmente impossível;
O papel das cadernetas (caras) da Cícero vaza de maneira terrível a tinta das canetas (caras) da Stabilo;
As canetas que estão na crista da onda são as Mildliner da Zebra, porque a internet não gosta de cores berrantes nos seus layouts aesthetic que vão parar no Pinterest;
A Roça só vende canetas em cores berrantes iguais aquelas que a gente usava em 2007;
Quanto mais coisa você inventar pra organizar seu tempo, mais tempo você vai perder se organizando, o que é meio contraprodutivo;
Esse negócio de spread semanal não dá espaço pra escrever NADA, a menos que você use ele estritamente pra incluir as suas tarefas;
Seu bullet journal não precisa ser um art journal, com desenhos maravilhosos e esqueminha de cores;
Erros acontecem (mas hoje em dia existe caneta esferográfica que apaga e ela é a queridinha das bujo girls #DICA);
Ficar sem escrever nada é pior do que acabar com um bando de páginas feias.
O modelo de spread semanal, super popular no instagram (em que você espreme os sete dias da semana em duas páginas), durou uns dois meses - aos trancos e barrancos - porque ele era muito curto/estreito pra contar os altos e baixos do meu dia, que era o que eu realmente queria fazer. A sensação de não ter as canetas certas também tomou conta e logo a empolgação virou frustração, a organização virou zona e o caderninho perfeito virou um fracasso no qual eu não conseguia escrever nada.
MAIS COISAS QUE EU APRENDI FAZENDO JOURNALLING EM 2017:
Eu realmente gosto de contar os altos e baixos do meu dia;
Folhas sem pauta são realmente maravilhosas pra isso, mesmo que as coisas não fiquem milimetricamente perfeitas;
O 'truque' pra fazer aquelas letras que imitam caligrafia é engrossar o traço daquelas partes da letra que vão de cima pra baixo (esse post da Cacá de como roubar na caligrafia é priceless);
É possível imprimir papel pontilhado e fazer meus próprios habit trackers com cara de instagram;
Caneta preta é mais versátil que caneta azul;
Se eu fizer muitas páginas feias, pode ser que alguma saia bonitinha;
Passar muito tempo no Pinterest nem sempre pode ajudar.
Meu diário-agenda desse ano é um caderninho estupidamente brilhante, no qual logo na página de abertura já errei e tentei consertar isso com um "embrace imperfection" à guisa de lema. Essa deve ser a principal coisa que aprendi mantendo um
COISAS QUE APRENDI COM MEU JOURNAL 2018:
Grifa-texto é subestimado; canetas caras são superestimadas
Escrever todos os dias é algo definitivamente terapêutico (pra mim)
Se comparar com os bullet journals do instagram às vezes só serve pra gente ficar irritado
VIVA AS WASHI TAPES BARATAS DO ALIEXPRESS
♥







































