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#31: Wake me up when september ends

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(Se vocês não viram esse título vindo, vocês definitivamente subestimaram meu amor pelos clichês cafonas. HEHEHE)
ACABOU AGOSTO AEEAEAEAEAEAEAEAEAEAEAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Se o sentimento de 365 dias atrás era o de Gif do Tetra, a minha versão escrevendo essas linhas só quer mesmo cair na cama e dormir durante um mês. Agosto definitivamente não foi bonzinho comigo, e eu não fiz nada pra facilitar.
Se em 2016 eu tinha alguma dúvida sobre a conclusão dessa empreitada e a euforia por chegar no final foi absolutamente genuína, em 2017 eu sabia exatamente como e quando fazer - só que não fiz. Prometi pra Deus e o mundo ouvir que só conseguiria bedar se me organizasse pra fazer isso desde julho, pra conseguir postar, comentar, ler, responder, linkar as pessoas, dormir 8 horas por noite e chegar até setembro tão radiante como gente em comercial de maquiagem. Ao invés disso eu procrastinei, enrolei e cheguei na linha de largada com UM mísero post programado, perdendo feio pros sete posts do BEDA anterior. Pessoas que conseguem escrever posts maravilhosos DURANTE o mês de agosto, eu gostaria de premiar vocês com todo o meu respeito e adoração, porque eu sou feita de rascunhos no google keep e memes que ficam um ano esperando nos drafts do Blogger.
Então chegamos ao dia de hoje cumprindo a meta dos 31 posts, mas ainda com a frustração de não ter conseguido participar direito da melhor parte do BEDA: A FOLIA. No ano passado, visitei uns trocentos blogs novos, conheci pessoas (A CILADA) e troquei mimos com pessoas, tanto nas caixas de comentários quanto no Facebook. Essa segunda foi uma experiência solitária, da qual gostei bem menos, porque me senti egoísta e isolada - as pessoas vinham aqui e liam, mas eu não via o que elas estavam falando e nem respondia ninguém. Se rolar um terceiro BEDA, me vejo facilmente sacrificando o compromisso do post diário por mais tempo pra foliar pela blogosfera; mas como missão dada é missão cumprida, até aqui nós seguimos a programação tradicional. Essa foi a principal lição aprendida e, de resto, não posso dizer que foi de todo um mau emprego do meu tempo: Durante esse mês, teve VÁRIAS pessoas saindo da toca pra comentar aqui (yaaaaaaaay!!), e se eu ainda não tive a capacidade de retribuir as visitas como a boa anfitriã que sou, farei isso em setembro (junto com as doze horas diárias de sono que pretendo ter). Juro. NÃO DESISTAM DE MIM EU SOU UMA MULHER DE PALAVRA OLHA SÓ
Também reafirmei o fato de que qualquer coisa vira post se a gente sentar a bunda na cadeira e escrever a respeito e pude sair um pouco da velha zona de conforto onde a gente se coloca ao longo do ano, que rendeu uns posts bem legais: meus favoritos foram o post sobre moda, aquele em favor de Mary Crawley e o guia da discografia do The Killers, e aquele onde postei um vídeo (!!!!!!) sobre meus livros merece um destaque já que fazia ANOS que eu queria produzir uns videozinhos. Meus menos preferidos são provavelmente todos os que tentei falar sobre livros, mas também foi nesse mês que me toquei que finalmente posso fazer isso de uma maneira diferente e mais legal. Ao mesmo tempo em que quero dormir pra sempre, continuo com o foguinho da criatividade aceso, pronta pra continuar escrevendo mais um post sobre a Taylor Swift (AGUARDEM) ou tirar algum dos posts que deixei nos rascunhos de lá antes de agosto de 2018. Não foi o BEDA que eu esperava, mas bedei assim mesmo. Bedar é escrever, é existir no espaço e no tempo, é me conectar com pessoas por aí, então a grande questão sobre ter valido ou não a pena todo o sono perdido e eventual estresse causado tem como resposta um grande SIM. Vai ter no ano que vem? Aí eu já não sei, mas conversamos depois. Me acordem quando setembro acabar.

A NOSTALGIA, AAAAAAAAAA

#30: A casa dos meus sonhos

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OPA, HOJE AINDA É DIA 30
Voltamos a ter imagens nos posts. Que progresso, amigos. 
Já contei aqui pra vocês que eu sou completamente apaixonada pelo Pinterest e volta e meia perco horas rolando e rolando e rolando a tela pra cima. Tenho pastas pra tudo o que cês imaginarem, desde artesanato a festa mexicana, e é lógico que ideias de decoração não faltam: são nove pastas diferentes de cômodos e fachadas que fomentam meus sonhos de princesa. Nesse momento eu adoraria estar construindo casas no meu país The Sims, mas já que o BEDA precisa ser escrito, nada melhor do que unir o útil ao agradável e contar meus fetiches de decoração e construção pra vocês:

1: Uma casa pequena
Exato. O ditado é aquele: Quem gosta de mansão é adolescente, adulto gosta é de casa pequena porque não dá muito trabalho pra limpar. Atualmente, eu e Mamai moramos numa casa pequena, e embora não tenha tudo aquilo que eu quero (em especial, um quintal florido), sinto que o espaço daqui é bem mais adequado pra nós duas do que um sobradão com quatro quartos, duas salas e três banheiros. Não é de todo ruim ter um lar menor: além de custar mais barato (risos), ele te obriga a praticar o minimalismo e o desapego com quinquilharias que juntam pó e atravancam a casa, e foi assim que eu descobri na prática que a gente realmente precisa de menos pra viver do que imagina. Quero uma casa aconchegante, o suficiente pra respeitar o espaço pessoal das pessoas mas que traga todo mundo pra perto.

OIE QUANDO É QUE EU POSSO ME MUDAR?
2: Piso de madeira
Quando eu era adolescente, morei num apartamento antigão que tinha piso de tacos, o que na época não parecia muito legal, porque eu tinha que encerá-lo e volta e meia um ou outro taco saía do lugar. Depois, as residências seguintes tinham piso de...piso. É piso de cerâmica que chama? Só sei que eu o odeio com vigor, já que a escolha do antigo proprietário não poderia ter sido pior. É terrível, é frio e é cafona. Aceito pisos que imitam madeira (desde que não seja cerâmica imitando madeira), que tragam mais amor pro meu coração e uma carinha melhor pro lar.

3: Plantas
É realmente bizarro como um pouquinho de verde dentro dá sua casa dá toda uma sensação de VIDA RESTAURADA, por mais que isso exija da gente a capacidade de ser responsável por uma plantinha. Aqui, atualmente, minha mãe é a doida das suculentas no jardim, mas não temos mais nada do lado de dentro. Lembro que quando eu era criança, a gente tinha praticamente uma selva (tinha uma samambaia na sala, ah, os anos 90), mas minha mãe logo ouviu que aquilo sugava o ar das pessoas à noite e expulsou as plantinhas todas. 20 anos depois e nenhuma delas retornou ainda, apesar dos meus apelos.

4: Janelonas
O karma da minha vida são esses apartamentos novos com essas janelas minúsculas HORROROSAS que eu costumo definir como pequenas demais até pro caso de a gente querer se matar. De muitas, eu realmente duvido da capacidade de abrir o suficiente pra permitir a entrada/saída de um ser humano. Isso pode parecer bom se você considerar que ladrão nenhum também vai ser capaz de entrar pela sua janela; mas segurança é algo meio secundário quando você tem de abrir mão de luz solar. Um dos meus quartos tinha UM mísera hora de luz solar por dia e foi uma das experiências mais tristes da minha vida (junto com a outra janela que não fechava direito e todo dia de chuva era garantia de inundação). 

5: Mais madeira
Unpopular opinion time: FODA-SE ESSE ESTILO CLEAN ~ESCANDINAVO~ HORROROSO QUE MAIS PARECE UMA GAVETA DE NECROTÉRIO. Desculpa. A verdade é que ambientes brancos demais sempre me deram muita agonia, e por mais que pareça legal no Instagram, a cara da riqueza e bem visite o decorado, eu tenho certeza plena de que jamais conseguiria habitar alegremente uma casa assim. Gosto muito dos tons de madeira, é algo que traz muita vida à casa na minha opinião. Acho que dá pra equilibrar ela com o branco e criar um ambiente bem bonito, que realmente pareça habitável. Fui tristemente informada de que madeira e seus derivados é um troço muito caro, o que eu nunca tinha considerado, então a partir de hoje passarei a aceitar pagamento em mobília de madeira maciça.


ESSA FOTO TEM TUDO O QUE EU FALEI, olha só que lindo

6: Um sofá incrível
Basta UM. E nem precisa ser daqueles sofás modulares imensos, de canto: a ideia que eu tenho da minha família futura é pequenininha, e acho que todo mundo caberia num sofá só - mas precisa ser um senhor sofá. Sonho com um de couro (#sorrynotsorry), embora claramente ele não caiba no meu orçamento de millenial, e não tenho nenhum familiar que possa me deixar um de herança; então aceito um de qualquer outro material, desde que extremamente confortável, já que é ele meu habitat natural.

7: Tapetes e cortinas maneiros
Tapete é algo que vai contra a praticidade do jovem millenial, já que junta pó, mas eu acho um negócio maravilhoso: esquenta os pés e deixa a casa muito mais bonita, alegre e com cara de casa de gente. A mesma coisa vale pras cortinas: ODEIO cortina blackout (a luz natural, gente, que coisa maravilhosa acordar com ela na sua cara) e só recentemente comecei a reparar como existem tipos diferentes, de tecidos diferentes, que deixam o ambiente com muito mais ~personalidade~. Depois de trazer as plantas pra dentro de casa de novo, meu próximo objetivo é convencer minha mãe a fazer cortinas legais e colocar tapetes (outra coisa abolida nos anos 90 graças às minhas infinitas crises alérgicas na infância).

Estou aqui no Pinterest. POR FAVOR, ME MANDEM FOTOS DE CASAS LINDAS POR LÁ 

#29: Eu não sei falar sobre livros

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Quando, há 94 anos, eu decidi que bedaria de novo, fiz um cronograma bonitinho e decidi que dedicaria um dia da minha semana pra falar sobre livros. O meme que respondi na semana passada contou um pouquinho da minha frustração: eu, pessoa que lê e pessoa que escreve, sinto quase uma obrigação de comentar as minhas leituras - se não isso, é uma baita comichão de dividir todos os pensamentos sobre aquilo que li - mas na realidade, cada post que me proponho a escrever aqui é um parto. Como as pessoas fazem isso regularmente - e ganham DINHEIRO o fazendo - é algo bem além da minha compreensão. Na minha cabeça, eu só me sinto uma fraude gigante.

O grande problema é que falar sobre livros na vida real não é a mesma coisa que Falar de Livros Na Internet™. Na vida real, eu falo de livros o tempo todo: já proclamei as maravilhas de A Arte de Pedir pra 90% das pessoas que eu conheço e recentemente, convenci a Michas a ler Raven Boys só com a minha euforia pelos meninos de Aglionby. Mas na internet, quando você abre o editor do blogger ou grava um vídeo, dizer meia dúzia de linhas parece insuficiente, e aí a gente precisa dissecar o livro de todas as maneiras possíveis. A gente precisa FALAR sobre a história, comentar os personagens e discorrer sobre o estilo do autor. Precisamos dizer nossa opinião e justificá-la de todas as formas, já antevendo a possibilidade de algum hater aparecer e invalidar tudo o que dissemos jogando um "ai mas essa é só a sua opinião" - já que afinal de contas, não é só a minha opinião. Né?
Né????
Ontem, conversando com as mocinhas Cilada sobre o booktube e a responsabilidade das pessoas ao falar sobre livros, me dei conta do que talvez nunca tenha feito sentido pra mim nessa brincadeira: Falar de livros na internet, ao meu ver, sempre foi só uma opinião. Assim como muitas outras, sou uma pessoa que lê mas que tem zero conhecimento teórico sobre o assunto, e que lê por simples e puro entretenimento. Alguns livros mexem com a nossa cabeça e merecem servir de referencial pro resto da vida, mas alguns são só um passatempo - nada de errado até aí. Se me lembro bem, os blogs que acompanhei desde o começo começaram a falar de livros dessa forma tão despretensiosa como eu: uma forma de compartilhar opiniões e mostrar seu livro preferido pro mundo, quase como uma conversa entre amigos. Só que de repente, todo mundo se transforma em expert em literatura, editoração e design, e se propõe a fazer uma crítica muito informativa e detalhada sobre a obra em questão.
Mesmo que ninguém tenha perguntado.
Uma questão que deixou as meninas muito incomodadas na conversa (todas elas comunicadoras por formação, ao contrário de mim) foi exatamente a irresponsabilidade das pessoas que, ao se proporem a cumprir essa tarefa de definir o valor de um livro, acabam confundindo opiniões com fatos e produzindo conteúdo carregado de um falso valor absoluto. Quantas coisas na internet a gente viu chegarem até nós cheio de um hype fortíssimo positivo ou negativo, e na hora de apreciar, a conclusão que tiramos foi completamente diferente? A real é que, hoje em dia, um bom número de pessoas que ocupa esse cargo de ~digital influencer~ continua sem a menor ideia do que tá fazendo. E não haveria problema nenhum, já que dar a nossa famosa Opinião de Merda™ é a coisa que mais fazemos na internet (O QUE É ESSE BLOG SENÃO ISSO, MEU DEUS????); desde que você não se venda como autoridade no assunto e convença as pessoas de que o fato de ter centenas de milhares de seguidores magicamente transforme o que você tem a dizer em algo profundamente relevante. Beleza, você é famoso, mas as pessoas não estão procurando por análises teóricas e técnicas dos livros - elas estão em busca de entretenimento (e se tem uma coisa que eu aprendi, é que ~qualidade~ de entretenimento não tá completamente ligada a qualidade daquilo que você usa pra se entreter). As pessoas podem curtir seu conteúdo como mero entretenimento, sabe????? Booktubers, pelo amor de deus, parem de se levar tão a sério e voltem a conversar sobre livros como pessoas normais.

Uma das coisas que sempre me assombrou demais ao tentar falar de livros aqui era exatamente o fato de sentir que alguém interpretaria minha opinião simples como uma Verdade Absoluta, responsabilidade que eu nunca desejei. A Mia, pessoa essa que cês sabem que eu admiro e acho que arrasa escrevendo, não tem problema nenhum em fazer isso. Já pedi ajuda pra ela umas quatro vezes pra aprender a escrever sobre livros, e a única coisa que ela me diz é "escreva do jeito que você gostaria de ler alguém falando a respeito disso". Menina Mia está corretíssima e acho que eu finalmente entendi como e porque ela faz isso tão bem - se a única coisa que tenho pra oferecer sobre os livros e sobre tudo o que vem parar nesse blog é minha opiniãozinha e ponto de vista, não tem como eu fingir que posso fazer diferente. Talvez seja esse o segredo, estar confortável com a nossa opinião ~pequena~ e mesmo assim poder falar a respeito pra quem quiser ouvir. Gera muito menos angústia no leitor que não se sente obrigado a concordar com quem fala, e muito menos angústia em quem fala porque não tem que se sentir uma FRAUDE GIGANTE, e assim todo mundo pode conversar de novo e trocar figurinhas sobre as coisas legais de antes. Vamos falar sobre livros?? 

#28: À procura da aesthetic perfeita

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Já faz uns dois meses que, num dia lindo de sol, a Ana e eu começamos a surtar por não termos um feed perfeito do Instagram. Essa era uma reclamação que ela tinha feito há algum tempo e eu não tinha entendido a gravidade dela, porque convenhamos: que coisa mais fútil. Certo? Certo. Pelo menos foi o que a Ana disse e eu repeti, plenamente consciente do ridículo dos meus sentimentos, mas isso não me impediu de chorar por não ser bonita como uma dessas meninas altamente produzidas e surrealmente bonitas na internet. Eu ponho a culpa na minha tpm.
Quem nunca sofreu rolando o feed das redes sociais e se sentindo a mais ogra das criaturas, usando pijama velho enquanto via meninas maquiadas de pele perfeita, não é mesmo??? No fundo do nosso cérebro, a gente sabe que aquilo tudo é photoshop e produção, mas assim mesmo, essa produção toda parece inalcançável pra gente, reles mortais que tem que bater cartão/responder chamada todos os dias no mundo real. Então eu resolvi escrever esse post, onde compartilho minhas impressões sobre como proceder pra conseguir ser igualmente linda. Não pus nada em prática ainda, mas quem sabe até o final do ano eu vire a nova musa do Instagram? HAHAHAHAHHA. Se funcionar pra vocês, por favor, lembrem-se desse guia e me mandem uns jabás.

1. É preciso entender que o conceito de aesthetic é algo que só existe dentro de um recorte espaço-temporal: não é viável VIVER 24/7 dentro de uma estética visual, como se a sua vida fosse um filme do Wes Anderson. Talvez você precise usar uniforme pra ir trabalhar ou ir pra escola, talvez você adore ficar em casa usando pijamas altamente unaesthetics de mendigo, talvez você não possa usar seus lukinhos de piranha chic pro almoço de 90 anos da sua vó. Tudo bem. Delimitar um espaço pra sua aesthetic é algo que ajuda na construção dela - é um espaço físico? (Seu quarto, sua sala, seu trabalho) É um espaço virtual (seu Tumblr, feed do Instagram)? Tem hora pra acontecer? Locais específicos? Envolve pessoas em particular? Pensar assim controla nossa ansiedade de transformar nossa vida instantânea e magicamente no feed do VSCO.

2. Escolha uma paleta de cores. Isso é fundamental! Não quer dizer que você é automaticamente obrigado a usar preto, cinza e rosa pro resto da vida - até porque isso não é viável. Mas como eu disse, aesthetic é um recorte da sua vida; então acho razoável supor que nesse recorte, algumas cores são a base de tudo e outras são proibidas. Considere as suas cores antes de tudo: o subtom da sua pele e a cor atual do seu cabelo combinam e destacam melhor algumas cores do que outras. Preto e branco não são básicos curinga, eles contam como cores. Escolha duas principais e três secundárias, adicione variações de acordo com as estações do ano e ~VUALÁ~!!!

3. MAQUIAGEM!!! Não adianta, você precisa dela. As meninas realmente parecem impecáveis, com aquele brilho saudável e cara de quem nasceu assim, linda e maravilhosa; mas é pra isso que servem base, blush e iluminador. E sobrancelhas: eu não acho que todo mundo tem que ser uma Kardashian, mas modelar e preencher suas sobrancelhas é algo que faz toda a diferença no lukinho. Também é legal prestar atenção na sua pele e cuidar dela antecipadamente pra não precisar carregá-la com camadas e camadas de base e estragar seu visual natural; e acho que o lance da maquiagem vale pra todos os estilos: mesmo os menininha natural da floresta até os princesa do swag. Não estamos trabalhando com coerência aqui, e sim com o que fica bonito - essa é a palavra de ordem, aliás, né?

4. Os lukinho: eles precisam se adequar à sua paleta de cores. Você pode ter um closet inteiro de roupas tipo tumblr, mas acho que se a gente começar por baixo e eleger um vestido/saia, duas calças, três blusas e um casaco/jaqueta/moletom (pode ser um vestido e duas saias se o seu estilo é contra calças), dá pra conseguir resultados igualmente legais sem quebrar a banca. Escolha dois sapatos e uma bolsa também - que sejam básicos o bastante pra poder ser usados com o resto do seu guarda-roupa, mas que complementem suas brusinha. Seu guarda-roupa básico vai continuar ali, mas com um toquezinho mais legal - que pode ser complementado ou substituído pelo guarda-roupa temático.

5. Embora o rolê do aesthetics pareça altamente natural etc etc, isso é tudo fingição e existe ALGUÉM por trás da bagaça toda. Eleja alguém pra isso - alguém que entenda o conceito e não tenha frescura pra tirar fotos suas fazendo carão no meio da praça. Alguém pra ser seu produtor, diretor e fotógrafo, que não tenha medo de pagar uns micos. Fazer toda essa produção sozinha dá muito trabalho, e essas mocinhas do Instagram tem equipes inteiras à disposição delas. Quanto mais gente, melhor (só não vale ficar pentelhando os outros, hahaha).

6. Observe e cace inspirações - quanto mais, melhor também. O Instagram e o Pinterest são seus amigos! Todo mundo já aprendeu que se inspirar não é copiar, mas quanto mais conteúdo você consome, mais vai poder absorver informação pra montar uma estética do jeito que você quer. Fazer boards no Pinterest é um dos melhores jeitos de criar uma noção estética e permitir uma visualização de qual estilo você quer criar pra você.

Mais alguém tem sugestões? De preferência sem envolver cirurgias plásticas ou nascer de novo numa família rica?
 ♥

#27: Agosto, mês do desgosto

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A semana, gente. A semana foi horrível, Jesus Cristo. Faz três semanas que eu tenho escrito isso e tenho dito pra vocês que na semana que vem tudo vai estar melhor, e dessa vez eu me recuso: semana que vem tudo vai estar pior. Se eu errar as previsões, tanto melhor, e se acertar pelo menos não passo vexame. Isso é uma pena, porque juro pra vocês que agosto sempre tinha sido um dos meus meses favoritos do ano e eu sempre tinha achado que a alcunha de mês do desgosto era completamente injusta, até chegarmos a 2017. VAI COM DEUS, AGOSTO. Chorei em três dos sete dias pelos motivos mais diversos, incluindo uma crise de ansiedade maneira que me obrigou a fugir de um evento que tinha uma inscrição caríssima - só de pensar nisso, sinto vontade de chorar de novo.
Essa era a pior semana do mês, e pelo menos eu consegui escrever todos os sete posts e deixar tudo programado. Winning? A única coisa que consegui fazer foi publicar os comentários, o que não é muito vantajoso. Pessoas: NÃO DESISTAM DE MIM. Enfiei na minha cabeça que depois de setembro (ou antes, se eu conseguir programar os posts todos) vou ler os posts que estão ali no Feedly, que nem abri de propósito pra fazer isso na hora em que puder ler e mimar a todos como merecem. A gente tá sacrificando a pontualidade em prol da qualidade dos ~mimos~, porque bedar não é fácil e quero enaltecer todos os migos e migas da forma como eu gostaria. Perdão, não desistam de mim (porque eu mesma to quase desistindo, risos).

Falando de Tekpix coisa boa: Comecei a assistir One Day At a Time (tem na Netflix), e estou adorando (fugindo do hype de Defensores como sempre, ahahahaah). É uma sitcom onde uma mãe divorciada de ascendência cubana tenta gerenciar a vida, o universo e os dois filhos adolescentes, o estresse pós-traumático depois de ter servido na guerra do Afeganistão e a mãe. É uma série que fala um pouquinho sobre ser imigrante, ser mulher, ser adolescente e ser um ser humano tentando se manter vivo e funcional nesse mundo louco de meu Deus. Boatos que também fala sobre ser homossexual, mas ainda não cheguei lá - é uma série levinha, engraçada e que demora só seis horas pra ser assistida inteira.
e eu estou apaixonada por Penelope Alvarez, olha que coisa mais linda
Andei ouvindo nessa semana Liability, da Lorde (e chorando no ônibus, lógico), Fazerdaze (uma bandinha de dream pop que é muito legal) e claro, o single novo de Taylor Swift. O lyrics video é MARAVILHOSO, simplesmente a melhor coisa do conjunto. Não gostei taaaaanto assim da música, mas a letra continua com aquele sentimento delicioso que só a Taylor sabe passar - de menininha sofredora abrindo o coração pra gente. A coisa que mais adorei junto com o vídeo foi, obviamente, o tema - por mais que seja meio ridículo ver uma mulher de 27 anos de picuinha por aí, o fato de Taylor ser excelente em tudo que ela se propõe a fazer me deixa bem ansiosa pra ver se o circo das celebridades vai pegar fogo com esse álbum novo. Torço pra que sim, adoro barracos HAHAHAHHAHA. Não é pra esse tipo de entretenimento que servem as celebridades?

Também andei tentando organizar meu computador e me surpreendi com a quantidade de coisas que tenho favoritada no navegador. Como mais uma vez fico devendo os maravilhosos links da vizinhança do BEDA, resolvi compensar com alguns dos melhores achados da minha pasta de favoritos, hahahahaha. Apreciem:

  • FefiSpears, um legítimo blog patty dos anos 2000. EU AMAVA OS GIFS DESSA MULHER. Ainda amo. Olha a perfeição desse layout rosa com a Britney no cabeçalho??? Olha, eu realmente acho que a melhor era da blogosfera foi essa primeira, com os blogs diarinho de raiz. Aqui a gente só tenta repetir o sucesso. O que vocês acham de eu incorporar essas tendências?
  • O site da YumeTwins, um desses serviços de assinatura de caixas temáticas cheio de tranqueira licenciada de animes. Entrega no Brasil e eu quero, o Natal tá chegando - e caso vocês se perguntem, eu tenho uma pasta cheia de links de coisas que quero comprar. #eu
  • O PDF de Cards Against Humanity. Meu sonho é jogar Cards Against Humanity, mas não tenho um número de amigos suficientes com interesse. Por favor, me convidem.
  • O link de um curso de alemão da Deutsche Welle. Eu achava esse curso o máximo e nunca terminei porque sou preguiçosa, mas cheguei a imprimir várias lições. Dicona pra quem quer aprender alemão e tem zero reais!!
  • Como organizar uma sala pequena: esse post mudou minha vida, eu juro. Aliás, quem é que tem sala espaçosa hoje em dia? A menos que você more na casa enorme que seus pais compraram em 1974, quando ainda se faziam casas num tamanho aceitável pra famílias de cinco pessoas, ou seja uma pessoa rica com um apartamento novo e de luxo, talvez mude a sua também!
  • Receita de lasanha de miojo - eu não tenho limites.
Por hoje é só. Estamos quase chegando no final desta epopeia e espero ver vocês também no dia 31 (viva, de preferência)  


#26: As piores modas dos anos 2000

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FASHION TRAGEDY ALERT
Essa semana, chegou na minha timeline um tweet da Harper's Bazaar sobre um possível retorno do jeans de cintura baixa e minha reação foi uma só: me propor a organizar uma CRUZADA VIRTUAL contra esse horror. Sério. Como filha da Roça, meu único contato com a moda antes da internet chegar aqui era com o que os outros decidiam que ia ser moda e botavam à venda nas vitrines, de modo que meus anos adolescentes foram gastos tentando parecer mocinha nessas roupas ridículas que eu odiava mas não tinha nenhuma outra alternativa - a única forma possível de escapar era passando o dia inteiro no uniforma da escola, uma opção utilizada com mais frequência do que minha mãe podia tolerar. Os anos 2000 me traumatizaram de uma maneira horrenda - acho TUDO de extremo mau gosto. Resolvi compartilhar os maiores horrores na minha opinião, na expectativa de que possa encontrar alguém disposto a se aliar nessa cruzada comigo #help.

1: Cintura baixa, lógico
Que ERRO. Que CRIME. Tá, o objetivo era obviamente exibir as barrigas chapadas e malhadas de gente do naipe da Paris Hilton e da Xtina, mas não tinha maneira melhor de fazer isso? É muito mau gosto vestir um troço que termina quase nas suas partes íntimas - e que todos sabemos muito bem, fazia com que as pessoas pagassem cofrinho mais vezes do que o desejado (zero vezes). Estudei com um menino que tinha uma coleção de foto de cofrinhos de meninas desavisadas por aí. Fora aquela conversa de que ~deforma o corpo~: não sei vocês, mas eu realmente DETESTAVA usar uma peça de roupa que dividia a barriga quase no quadril. THE HORROR.
Cafonice bônus na imagem: essa tendência de cadarço no decote da Britney, no cinto da Paris e no look inteiro da Xtina - que aliás, sintetiza TUDO o que deu errado na moda dos anos 2000. Podia encerrar o post agora mesmo com essa imagem, mas vamos em frente porque tem mais coisa pra queimar eheh.


2: Mula manca
HAHAHAHAHAHAHAHA GENTE, começa pelo nome: MULA MANCA. Isso deve ter um nome mais elegante, mas é basicamente aquela blusa de uma manga só. Agonia disso. Os anos 2000 foram cheios dessas tendências assimétricas, cheias de babados, amarrações e roupas em formatos horrorosos - e todas pareciam feitas dessas malhas horríveis e sem caimento???? A gente pode mudar esse tópico pra TODAS AS BLUSAS DOS ANOS 2000. Sério. Me livrar das blusinhas que eu ainda tinha dessa época foi tipo um ritual de descarrego pra mim.


3: Calça CORSÁRIO
Depois rebatizaram pra calça capri, um nome um pouquinho menos jeca, mas que fez pouco pra salvar a gente do ridículo de usar essa coisa que dá a impressão de ter pego a calça do sobrinho de 9 anos e vestido. Consegue ser ainda pior se combinado com bota, como nossa miga Ashley Tisdale SIMPSON faz questão de evidenciar. E a Rihanna???? Antes de ser a mulher mais linda do mundo, ela arrasava nas piores modas dos anos 2000. NEM A ANNE HATHAWAY ESCAPOU, SOCORRO.
Cafonice bônus: essa echarpe nadavê da Ashley e essa boininha, outra tendência indefectível da década. Socorro gente, onde estávamos com a cabeça???? Olha outra amostra de blusas bregas e horríveis acompanhando essa categoria.


4: Jeans
Os anos 2000 eram tão fubá que as pessoas usavam JEANS no red carpet, como se fossem dar um role na lanchonete da esquina e depois sair com o boyzinho. OLHA ISSO MINHA GENTE: Keira Knightley usou isso na premiere de Piratas do Caribe - olha a multidão lá atrás, aquela mocinha de branco trepada na grade só precisa dobrar a blusa e vai estar igualzinha.
Cafonice bônus: esse monte de pedrarias no look de Britney e o ÓCULOS DO JUSTIN, que era outra tendência arrasadora. Essa foto ao lado da da Xtina são um lembrete de que a nossa geração jamais pode deixar que as coisas cheguem a esse ponto novamente. E ESSE LOOK INTEIRO DA HILARY DUFF? Essa braguilha de cadarço, esses detalhes metalizados, esse conjuntinho dins???????????

5: Calça larga + blusinha
POR QUÊ? POR QUÊEEEEE? Esse era ~meu traje~, uma tentativa de parecer arrumadinha o suficiente nas festinhas mas parecer patricinha demais - como se ALGUM OUTRO LOOK DESSA ÉPOCA FOSSE PRINCESINHA O BASTANTE. A culpa é toda sua, Avril.
6: Tamanco
NÃO BASTA SER UM SAPATO DE PLATAFORMA - TEM QUE SER UM CHINELO DE DEDO DE E.V.A. FORA COM ESSE TRECO DAQUI.

7: Cabelo chapado
Deixei pro último a tendência que mais me infernizou - nos anos 2000, meu cabelo liso escorrido de criança se transformou numa coisa confusa e amorfa, meio ondulada nuns pedaços e meio armada em outros que me traumatizou durante a adolescência, (especialmente quando eu inventei de cortar essa mesma franjinha ostentada por Beyoncé), já que ele nunca ficava liso e arruinava completamente minha autoestima, quando eu me comparava com todas as minhas amigas de ascendência japonesa/europeia com cabelão esticado. Acho que, sem dúvida, a melhor tendência dos anos 2010 são o cabelo natural e a abolição desse liso chapado pavoroso, dividido no meio e totalmente sem balanço. ISSO NÃO FAZ BEM PRA NINGUÉM, GENTE.


Pessoas traumatizadas pelos anos 2000: vamos nos unir nos comentários e organizar uma resistência (ou vocês podem tentar me mostrar que não foi uma década tão trágica assim hahahahaha).

#25: Manual do self-care da pessoa introvertida

Um comentário
É 25 de agosto de 2017 e confesso que não sei muito bem como cheguei até essa marca do BEDA - eu estou cansada, muito cansada. Já estava cansada no dia 2, quando escrevi um post desabafando aqui, e 23 dias depois, estou seriamente concorrendo ao título de Mulher Mais Cansada do Brasil. No último final de semana, que passei na casa do Digníssimo fazendo nada além de comer, dormir e bedar, cheguei na minha casa e me senti incrivelmente dolorida, como se tivesse carregado um fardo de madeira nas costas, e foi aí que tive a certeza de que algo de errado não está certo. 
Faz 84 anos que a Tati perguntou no meu Curiouscat quais eram meus programas favoritos de self-care, e eu não consegui responder até hoje porque cuidar de mim mesma não é uma matéria na qual sou especialista. Mas como vocês sabem, o BEDA tá aqui pra gente tirar leite de pedra e escrever como se não houvesse amanhã (e não há); então resolvi falar um pouco sobre as coisas nas quais tenho me apoiado ultimamente pra conseguir acordar todos os dias e lidar com gente como se na minha cabeça não estivesse acontecendo um assassinato em massa. Risos HELP.

FICAR SOZINHA
SIM SIM SIM MIL VEZES. Ficar sozinha é o melhor e mais barato de todos os self-cares. Às vezes, tudo o que eu preciso é encostar minha cabeça num lugar macio e ficar em silêncio, olhando o sol da tarde no meu quarto ou fazendo qualquer bobeira no celular que freie meus pensamentos mais ansiosos. Eu me considero uma pessoa meio carente e às vezes sinto necessidade de ter alguém conversando comigo e me abraçando, mas do mesmo jeito que essa necessidade existe, às vezes a coisa que eu mais preciso é jogar um travesseiro na cara e fingir que não estou ali. Funciona 100% das vezes (quando as pessoas me deixam em paz, lógico).

Usar roupas confortáveis
Igualmente rápido e barato, porém nem sempre possível, já que a vida em sociedade exige o uso de calçados e as regras da minha casa exigem a abolição deles. Eu tenho várias roupas de mendigo que são absurdamente confortáveis, que faço questão de vestir assim que entro na minha casa depois de um dia horrível. Eu queria muito ser uma menina bonitinha, com looks invejáveis e irretocáveis, mas gosto demais de usar calça de malha e camisetona. Quase como um abraço do universo pra mim.

Terapia
Passamos da categoria pra coisas que você pode fazer com zero reais pra coisas que vão comprometer 30% do seu salário, porém estar em terapia deve ser o melhor e mais poderoso self-care dessa lista. É um trabalho lento, árduo, cheio de altos e baixos e com um baita comprometimento financeiro (e emocional também), porém também é a coisa que mais trouxe efeitos positivos pra minha vida. Me mimar com um investimento desses é um baita self-care, que possivelmente é o pai de todos os outros self-cares da minha vida. FAÇAM TERAPIA (com profissionais competentes, viu)

Passar hidratante
HAHAHAHHAHAHAHA esse deve ser o item mais ridículo dessa lista, e inclusive é o único que fala de cuidados práticos. Passar hidratante depois do banho é um troço que me deixa muito feliz e macia, e eu baixei um aplicativo de habit tracker pra me certificar de que eu consiga lembrar de fazer isso o máximo de dias por ano (recomendo que vocês façam o mesmo, porque até agora já consegui uma streak de 11 dias).

Escrever
Outra coisa besta, fácil e barata, que é um baita self-care pra minha alma. Batizei esse post manual de self-care da pessoa introvertida porque percebi que, tirando o hidratante, as coisas que me fazem recuperar a paz de espírito são exatamente aquelas que me fazem diminuir o ritmo e ficar ainda mais introspectiva, me conectar comigo mesma e colocar ordem no caos que acontece dentro de mim e normalmente é o responsável por me tirar a paz - e escrever é uma das coisas mais poderosas nesse sentido. Além do Beyond, eu tenho outro blog privado e um diário de papel onde posso descarregar tudo de mais esquisito que tenho sentido - e é algo que também nunca falha em fazer com que eu me sinta melhor.
AGORA ME CONTEM OS SELF-CARES DE VOCÊS??? Eu realmente preciso de dicas pra aprimorar isso. 

#24: A tag dos 50%

Um comentário

Já faz mais de um mês que menina Michas trouxe à minha atenção essa tag dos 50% (também chamada na gringa de mid-year freakout book tag), uma tag literária pra avaliar nosso progresso e opiniões durante o ano. Já direi logo: 2017 tem sido meu ano mais fraco em leituras desde que saí da faculdade. Posso jogar a culpa no fato de agora ter um trabalho com horários e gente me descaralhando a cabeça??? Depois que o BEDA acabar e eu conseguir por todos os links do Feedly em dia, pretendo passar o resto do ano offline e tirando o atraso das leituras. Risos. Claro que as expectativas são irreais, mas minhas intenções são 100% sinceras.
Eu tinha tentado de verdade não encher o cronograma do BEDA com memes e afins, e inclusive tinha dedicado um dia do cronograma especialmente pra falar sobre livros. Talvez vocês tenham notado, mas nenhum post de livros saiu no mesmo dia da semana - falei de Watchmen, de Anne of Green Gables e gravei um vídeo, e surpreendentemente o último foi o mais fácil dos três, hehehehe. Quem sabe no ano que vem eu aprenda a falar das coisas que li sem tanto sofrimento? Por enquanto, fiquem com esta tag:

1. Melhor livro que li até agora: Watchmen. Falei dele no começo do BEDA e gente, que livrão - o post que escrevi não fez jus à magnitude da história. Acho que é a melhor HQ que já li e ela expõe a humanidade e suas forças e fraquezas de um jeito maravilhoso. LEIAM, GENTE.

2. Melhor continuação que li até agora: Temos um total de ZERO continuações lidas nesse ano até agora - comecei a série Secret Society Girl (uma série YA que tava bem na moda há uns anos) e gostei bastante do primeiro, mas to enrolando demais pra ler o segundo.

3. Lançamento do primeiro semestre que ainda não leu, mas quer muito: HAHAHAHA é nessas tags que eu vejo como sou completamente por fora do hype das coisas. Tem Quinze Dias do Felipe Martins, um livro sobre o qual as pessoas falaram as melhores coisas do mundo e eu fiquei curiosa porque aparentemente ele também fala de ansiedade e questões de saúde mental.

4. Mais aguardado do segundo semestre: Como sempre, me encontro por fora do hype dos lançamentos. Posso dizer The Winds of Winter, sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo?
HAHAHAHAHAHAH ¯\_(ツ)_/¯ o último boato que li dizia que ele ia ser lançado em 2017, e sigo mantendo minhas esperanças acesas, mesmo Jorge Martins sendo esse velho ridículo que claramente não está mais nem aí pros fãs e pra finalizar sua série de livros.

5. Me decepcionou esse ano: Ballet Shoes. Eu tinha gostado bastante dos últimos livros infantis que li, mas achei esse meio chato - não foi nem questão de ser ruim ou problemático, mas achei que as personagens poderiam ser melhores.

6. Me surpreendeu esse ano: O Azarão, do Markus Zusak. A Menina que Roubava Livros foi o único livro dele que eu conhecia e não estava botando muita fé nos Wolfe boys, mas a leitura foi realmente proveitosa. Quero ler os outros também!

7. Novo autor favorito que foi lançado/ conheceu no primeiro semestre: Li Belgravia do Julian Fellowes, o mesmo escritor por trás de Downton Abbey, e foi outro livro que comecei sem expectativas mas ADOREI. Não é sempre que me encontro no humor pra curtir ficção de época, mas esse homem arrasa no assunto - outro dos meus livros preferidos do primeiro semestre.

8. Sua quedinha por personagem fictício mais recente: Faz ERAS que eu não leio um livro com personagens dignos de crush literária (por favor, me recomendem alguns!!!)

9. Seu personagem favorito mais recente: Li A Guerra que Salvou Minha Vida e acho que não citar a Ada, protagonista da história, é meio impossível. Tenho um fraco por livros sobre a Segunda Guerra e livros com crianças, e ela é mais uma pra categoria de meninas incrivelmente fortes que a literatura já me apresentou. Outro livrinho top de 2017!

10. Um livro que te fez chorar no primeiro semestre: Nenhum. Sou coração de pedra, dificilmente choro com livros ¯\_(ツ)_/¯ desculpa decepcionar vocês HAHAHAHA.

11. Livro que te deixou feliz no primeiro semestre: Alucinadamente Feliz, da Jenny Lawson - outro livro MUITO hypado, mas que não me decepcionou. Não entendi muito algumas coisas na escrita da Jenny e fiquei confusa se ela estava exagerando em algumas coisas só pra soar cômica (o que não faz muito sentido num livro que quer falar a real sobre a vida com transtornos mentais); mas de modo geral eu gostei e me senti muito feliz - alucinadamente feliz, ouso dizer - com a maioria dos trechos e histórias e a maneira que ela decide lidar com os próprios problemas.

12. Melhor adaptação: ?????????????? ai gente, não me façam essa pergunta. Ainda não sei lidar com adaptações - quem sabe no ano que vem? Hahahahha.

13. Resenha favorita esse ano, escrita ou em vídeo: HAHAHAHAH terei que citar a de Watchmen. Achei que ficou horrível, mas só pelo meu esforço em tentar falar desse livro genial, ela merece o prêmio.

14. Livro mais bonito que comprou ou recebeu esse ano: Das compras desse ano, acho que a mais bonita foi Emma, da série Penguin Threads.

15. Quais livros quer ou precisa ler até o final do ano: Emma e The Great Gatsby são minhas metas! Estou desde 2013 querendo ler esse último e empurrando com a barriga, mas como esse ano finalmente comprei uma edição metida a besta, espero conseguir com esse incentivo. ♥

#23: A pior playlist de todos os tempos

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Nem só de hits da Billboard vivem as minhas playlists. Eu também tenho obsessões musicais no Youtube, que costumam envolver paródias ou remixes de baixo orçamento e gosto duvidoso, mas que  sequestram meu coração e minhas ondas cerebrais e me fazem cantar essas músicas por meses em loop.

Começando por THEY'RE TAKING THE HOBBITS TO ISENGARD-GARD-GARD-GARD! (Todos os meus amigos odeiam essa música porque eu já atrapalhei o sono de todos eles ouvindo ela em loop infinito. Not my fault. I was exposed to THEY'RE TAKING THE HOBBITS TO ISENGARD.)

Outro clássico: RIVALDO SAI DESSE LAGO
Eu fiquei tão obcecada com essa música no segundo ano da faculdade que aprendi a cantar a paródia e copiei a letra no meu caderno (cês percebem como eu era uma aluna aplicada?????)

Aí tem essa obra-prima do Songify This: WINNING. Charlie Sheen doidão remixado é priceless.

Falando de tesouros do remix internacional: Esses dois edits do canal Placeboing, musicando as cinco temporadas de Breaking Bad - GENIAIS e viciantes.
YOU ARE NOT THE GUY
YOU'RE NOT CAPABLE OF BEING THE GUY
I HAD A GUY BUT NOW I DON'T
YOU ARE NOT THE GUY *tututurururururu*

Também temos essa paródia de Black and Yellow homenageando os irmãos Baratheon que eu fiquei um mês ouvindo (e querendo essa brusinha da John Deere escrito Baratheon, afinal de contas, mesmo que todos os testes de GoT digam que eu sou a Sansa eu ainda sou a maior fã do Stannis FORA PESSOAS QUE TRANSFORMARAM STANNIS NUM INFANTICIDA) (é terminantemente proibido comentar a série Game of Thrones nesse blog porque eu ainda estou esperando pelos livros e não gosto da forma como adaptaram a série. NÃO ME DEEM SPOILERS PFVR)
E tem esse episódio de Epic Rap Battles of History. Meu namorado AMA ERB, mas eu nunca entendo as referências. Esse episódio é uma exceção rara e ótima. Me digam quem vocês acham que ganhou.

KIT POBRE
Eu amo tanto esse vídeo que até hoje uso o bordão VAI TRABALHAR VIADO na minha vida. O clipe baixo orçamento gravado numa obra real, o batão azul de Camilla Uckers, a malemolência de Romagaga, o uso da expressão LACRE antes de todo mundo, o patrocínio involuntário do Monange. Maior hit da música pop brasileira - PEGA ESSA, ANITTA.

Bicha Pague Meu Dinheiro/Bitch Better Have My Money REMIX:
RIHANNA COME TO BRAZIL SING WITH SEKETH BÁRBARA PLS. AMO a paródia dessa música e vou defendê-la com todo o meu coração, e alguém igualmente fã uniu o melhor os dois mundos nesse remix topzera. 
ALEJANDRO na versão de Lidio Mateus: O REI DO COSPOBRE E NINGUÉM TASCA, o clipe dessa música merecia um prêmio na categoria melhor adaptação de baixo orçamento. RONARDOOOOOOOOOOOO
EU CANSEI DE SER POBRE: É nacionalmente sabido que qualquer pessoa que faz piada da vida de pobre já ganha 500 pontos no meu conceito. Essa paródia do Whindersson é minha vida real oficial (mentira, nunca pus prego no chinelo MAS FOI POR POUCO HEIN)
Também tem essa "me gusta song", que eu não tenho a menor ideia de onde veio, mas gruda na cabeça pior do que chiclete e é da época em que a gente chamava de meme essas figurinhas estilo trollface. #tiadainternet

Esse post ser editado a qualquer momento pra acrescentar alguma paródia que foi tristemente esquecida nos favoritos. COMO EU PUDE ESQUECER DESSE CLÁSSICO DO METAL??????? EU NÃO SEI. A ÚNICA MÚSICA POSSÍVEL PRA ERGUER 120KG NO LEG PRESS. BIIIIIIIIIIIIIIRL

Também, no bonde daquelas que foram injustiçadas pela memória: 9999 GOOOOOOOOOLD, SE ME EXPLICA EXPLODE. Descobri que essa música é de festas de fim de ano e na verdade NOVE GOLD é Novii God, ano novo. Os meninos são uma banda chamada Steklovata e são uns lindos.

Pra finalizar: O GRUPO DE PAGODE JAPONÊS MAIS QUERIDO DO BRASIL. Todos os vídeos que postei até agora tinham a intenção de trollar/parodiar algo, mas NÃO ESSE AQUI. Isso é uma amostra do mais puro amor pela música, sem se importar com as barreiras da geografia, do idioma ou simplesmente do sentido das letras. Grupo Y-no, eu amo vocês, PLS COME TO BRAZIL.


Por favor, compartilhem as preferidas de vocês comigo (se é que alguém também gosta desses vídeos ridículos) porque AMO MÚSICAS ZUADAS. Quanto mais chiclete melhor.

#22: Falando sobre moda DE NOVO

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ALERTA DE TEXTÃO
No ano passado, depois de muito ensaiar, o BEDA me deu a oportunidade de falar aqui no blog sobre um assunto do qual eu já queria tratar há tempos mas não sabia como: moda. Caso você não tenha lido, eu dei minha opiniãozinha sobre tendências e disse o quanto acho importante que a gente se vista só com aquilo que faz com que nos sintamos fabulosos; mas o assunto é amplo demais, e fiquei com a ideia de falar mais sobre o assunto. Demorou um ano a mais do que o esperado pra escrever esse post que é um complemento do primeiro; mas se pensarmos pelo lado bom, se seguirmos essa tendência de falar de moda a cada ano, talvez eu tenha um guia de estilo escrito lá por 2036?
Enfim.
Meu vínculo principal com a moda é minha mãe, que é costureira desde muito antes de eu me entender por gente e me criou sentada numa máquina de costura, enquanto eu fazia roupinhas pra Barbie de retalhos, lia as dicas da Manequim e me enrolava em cortes de tecido novo à guisa de vestidos de gala. Embora isso seja muito legal, as pessoas parecem ter ideias de que todo mês ganho roupas feitas sob medida do jeitinho que eu pedi, o que não é bem verdade (considerando que na lista de prioridade dos clientes eu estou em último, já que não pago). Embora eu goste muito, desde criança, do ritual de ir até a loja de tecidos e escolher algo especial pra virar algo pra vestir, o processo de escolher o modelo, tirar medidas e ser espetada por agulhas enquanto a roupa é montada, alinhavada e ajustada é algo que exige de mim muita paciência. Muita mesmo. Tem tecidos fazendo aniversário na prateleira que foram parar ali esperando virar uma saia, depois uma camisa, e agora estão on hold porque eu não sei mais se quero vesti-los.

Se houve uma época na minha vida em que eu torcia o nariz pra tudo que ela se propunha a costurar pra mim, hoje eu digo, cheia de orgulho "cê viu só? minha mãe quem fez" quando alguém elogia meus looks do dia - seja ele um vestido de festa, uma leva de brusinhas pra ir trabalhar ou uma calça básica de cintura alta que parece nunca chegar nas lojas aqui da Roça. Isso fez com que, nos últimos anos, eu perdesse muito do hábito de comprar minhas roupas em lojas.
Mesmo embora a Cidade Grande seja bem servida em redes de fast-fashion, costumo entrar lá só pra fazer o ocasional window shopping, reclamar das malhas horrososas nas camisetas que chamam minha atenção e dos preços absurdos nas calças bonitas, lamentar o mau gosto de uma ou outra estampa e ir embora. E mesmo quando é o caso de encontrar algo bonito, de boa qualidade e com um preço legal, passo uns quinze minutos rodando as araras com a roupa na mão pra me decidir. Não sei mais fazer compras por impulso, simplesmente porque o ritmo da máquina de costura de Mamai me obriga a reconsiderar dezenas de vezes se quero e preciso mesmo de determinada roupa.

Além de ter minha mãe fazendo trajes exclusivos, minha outra fonte de vestuário que é muito menos glamourosa de revelar aqui é o guarda-roupa alheio. Desde criança, nós sempre recebemos MUITA roupa - tanto as tradicionais roupinhas de criança que ficavam pequenas cedo demais nas primas ou vizinhas e chegavam até mim, quanto roupas de adulto que por um motivo ou outro não interessavam mais ao dono e vinham pra minha mãe porque "você tem máquina de costura e pode dar um jeitinho". Às vezes essas roupas ficavam com a gente e às vezes passávamos adiante pra outras pessoas que sabíamos que precisavam e usariam aquilo, mas o fato é que roupa nunca foi um artigo reciclável aqui, passando inclusive pelos ciclos de pijama e posteriormente pano de chão quando não são doadas pra alguém. E é sobre isso que eu gostaria de falar.

Entre o BEDA anterior e esse, conheci o canal da Justine Leconte, uma estilista francesa que tem vídeos ótimos falando sobre moda, estilo e truques pra manter suas roupas no melhor estado possível; e ela também tem um especialmente falando sobre a indústria da moda e aquele lado não tão glamouroso que todos nós sabemos existir, mas tentamos ignorar na maior parte do tempo; e é esse vídeo aí em cima que me fez encontrar as palavras pra escrever o que desde agosto do ano passado ficou mofando nos rascunhos do Blogger.
Em algum momento da história da humanidade que claramente não vi passar, as roupas que vestimos deixaram de ser mera proteção contra o frio e a nudez e se transformaram em artefatos do consumo capitalista risos. Temos a sensação de que somos exatamente aquilo que vestimos, de que podemos influenciar o mundo usando o casaco ou a blusa certa (e quem sou eu pra desmentir isso? Olha só o que as celebridades fazem em temporada de red carpets), e é aí que as corporações encontram um nicho grande de mercado a ser explorado. As antigas coleções verão e inverno se multiplicam em quatro, oito, doze - segundo as contas da Justine, são até 24 coleções novas por ano, o que dá a elas uma vida útil de duas semanas. A cada duas ou quatro semanas, as fast fashions estão lançando uma nova it bolsa, saia, estampa, textura, ou qualquer coisa que você precisa ter - a preços tão acessíveis!!!! Qualquer pessoa pode estar na moda comprando blusinhas de malha horrível que em seis meses vão estar irreconhecíveis. Se num semestre a gente usa renda, no outro a gente usa cropped e no outro franja e no outro estampas de herói e por aí vai, até acabarem as possibilidades no grande baú universal da moda e a calça de cintura baixa fazer seu comeback vinte anos depois - mas repaginada, adornada com qualquer outra tendência jeca que impeça você de usar aquela calça dos anos 2000 (graças a deus) já que ela provavelmente vai vir com um nome mais chique, de preferência em inglês (bomber jacket, varsity jacket, top cropped, calça flare, skinny, bootcut) pra ganhar uma roupagem nova em cima daquilo que já foi visto e usado, pra que o novo se sobressaia sobre o antigo e a gente deixe uma parte do nosso salário no caixa da Renner (ou qualquer loja de sua preferência).
Então tá.
O fato de boa parte das roupas que compramos ser feita pra ser descartável não quer dizer que ela seja de fato descartável - a produção dessas roupas nessa frequência tem um impacto ambiental considerável (o plantio do algodão, o tratamento químico dado aos tecidos, etc etc) e o descarte delas também; já que o destino final dessas peças costuma ser os mesmos mercados frágeis onde foram fabricadas (vocês já sabem da história, todo mundo viu Sweatshop) por costureiros em jornadas de trabalho massacrantes em troca de um salário de fome. Aparentemente, o trabalho de alfaiates no Haiti está praticamente extinto porque as roupas ridiculamente baratas feitas pela população haitiana empregada nas fábricas, depois de ir pros mercados desenvolvidos e ser vendida por centenas de vezes seu custo, retorna quando perde o valor pra esses países e inunda a cidade quase que literalmente. Elas estão jogadas nos mercados, penduradas em barracas, amontoadas em pilhas, finalmente custando o suficiente pra que os operários possam adquiri-las, já que agora elas são o descarte da indústria da moda - e o que serve como referência para definir esse valor não é a capacidade objetiva da roupa nos proteger das intempéries ou da nudez, mas sim de oferecer ao consumidor uma ideia fetichizada daquilo que ele é ou gostaria de ser. Essas roupas que retornam como descarte, muito pelo contrário, não oferecem na maioria das vezes sequer dignidade pra população.
A Justine é muito boa em expôr o problema do mercado da moda e em nos mostrar como o valor absurdamente atrativo na etiqueta é resultado de um contexto bastante problemático, que vai muito além de gerar empregos em países subdesenvolvidos. No final das contas, a responsabilidade por esse cenário é da indústria, que opta por operar dessa forma e do consumidor, que por ignorância ou escolha, decide por continuar alimentando a cadeia das fast-fashions pela conveniência. E aí, amigo leitor, você possivelmente deve estar me xingando mentalmente à essa altura do texto, já que ninguém compra na C&A ou na Marisa porque é devotado à marca ou porque é mau e quer arruinar a população do Haiti: as roupas são baratas e nós não temos dinheiro, ora pois. Me incluo na conta, mas talvez você fique surpreso em saber que a solução pra esse problema é exatamente não ter dinheiro, risos.
No final do vídeo, ela dá algumas dicas do que o consumidor final pode fazer pra quebrar essa corrente de consumo irresponsável e fala sobre o tal do armário-cápsula e como a limitação de peças no guarda-roupa nos ajuda a fazer escolhas mais conscientes, já que aquilo que você decide levar pra sua casa é uma porcentagem significativa do seu número de peças; e aí confirmou o que eu sempre soube - eu inventei o armário-cápsula sem saber, já que as diretrizes são as mesmas de SER POBRE, HAHAHAHHAHA: escolher peças que combinem entre si, tenham qualidade o suficiente pra aguentar ciclos longos de uso e combinem com o seu estilo pessoal por ciclos igualmente longos, pois roupas não são artigos descartáveis na mão de quem não tem dinheiro pra comprar outras. No final das contas, realmente é melhor pagar mais caro em algo que seja feito com materiais e costuras de qualidade do que comprar mais e gastar mais dinheiro nas peças baratinhas que dão a falsa ilusão de estarmos fazendo um ótimo negócio; e se comprar roupas ~de qualidade~ parece não caber no seu bolso, você sempre pode recorrer a um brechó. Ou a uma costureira, que vai fazer algo sob medida e do jeito que você quer sem intermediários querendo lucro infinito - minha mãe é ótima, gente, passo o telefone nos comentários. Existem outras possibilidades pra adquirir artigos de vestuário que tenham um valor alto - o que não necessariamente está atrelado a um preço caro, mas sim com o uso que faremos e a qualidade da peça
No primeiro texto que escrevi no BEDA de 2016, eu falei sobre a importância que dava pra que as vestimentas que escolhia usar no dia-a-dia não fizessem com que eu me sentisse menos do que incrível. Penso que isso também se relaciona com a questão da dignidade que apontei ali em cima - aquilo que vestimos é mais do que simples proteção, é uma forma de comunicação com nossos pares humanos e diz muito sobre nós; mas pra que nós possamos passar a mensagem que queremos, é fundamental que nós possamos fazer as escolhas que desejamos. Ter conhecimento sobre as roupas que vestimos nos dá poder pra tomar decisões melhores, refletindo não somente em nós e nossa aparência final na frente do espelho, mas em todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva daquilo - seres humanos como nós, produtores e possuidores de um determinado saber, também merecedores de respeito e dignidade. Tratar uma peça de roupa como uma "fantasia" pra ser usada em determinada época, com prazo de validade e data de descarte é falhar em apreciar devidamente o trabalho de alguém. A dignidade naquilo que vestimos não está no caimento ou estilo das peças, mas sim no valor que damos pras nossas roupas - e para quem faz elas também.

Outros vídeos legais da Justine que não falam diretamente desse assunto, mas são muito interessantes e podem ajudar a pensar nas nossas roupas de maneira diferente: como se vestir bem sem dinheiro (sem fast fashions) - como cuidar melhor das suas roupas - como reconhecer roupas de boa e má qualidade - seis passos pra encontrar seu estilo. O canal dela é todo ótimo!

#21: Agulha, linha e nenhuma noção do que estou fazendo

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No BEDA de 2016, eu fiz um post sobre ponto cruz - e algumas semanas depois, ainda cismada com a ideia de bordar mas sem a menor vontade de aprender a fazer avesso perfeito, eu decidi que queria aprender bordado livre. Não tinha a menor ideia de por onde começar, já que mesmo apesar da mãozinha artesanal de Mamai, bordado é uma das áreas que ela não explorou, então a única coisa que me restava era pedir ajuda pra minha vó pro Google. Esse post é um apanhado das minhas experiências e ~dicas~ pra que você também venha fazer suas artes em tecido.

Kit iniciante pra você aprender a bordar:
Tecido (algodão cru serve, linho, tricoline, o importante é não ser malha)
Uma agulha (eu não tenho a MENOR ideia de como deve ser uma agulha de bordado, mas a que eu uso é bem parecida com essa aí da imagem: ponta meio arredondada e buraco grande; e o Google parece concordar comigo. Enfim, acho que dá pra bordar com a maioria dos tipos de agulhas, desde que sua linha consiga passar por ela; então se você não tiver uma agulha de bordado vale pegar qualquer outra que estiver à mão pra começar.)
Uma tesourinha (todo mundo usa essa tesourinha de cegonha, mas qualquer tesourinha serve - desde que afiada o bastante pra cortar as linhas e tenha ponta fininha);
LINHAS: Aí tem milhares de variedades. As que escolhi foram as que já tinham em casa HAHAHAHHA mas acabei preferindo as de meada ao invés das que vem em novelinhos. Todas são bem legais, porque tem texturas diferentes que podem ser usadas pra complementar os projetinhos
Você pode bordar sem bastidor, mas eu acho que ele ajuda muito a manter o tecido esticado - além do que, bastidores estão na moda. Caso você não saiba, bastidor é o nome dessa moldurinha redonda que de há alguns anos todo mundo decidiu pregar nas paredes com retalhos fofos de tecido ou arte - originalmente, o propósito dele é só manter o tecido esticado enquanto você dá os pontos.
Dedal. É opcional, mas às vezes você precisa empurrar a agulha com força e não vai querer sair com o dedo machucado.

Onde arrumar tudo isso: na caixa de costura da sua avó ou num armarinho ou lojinha de aviamentos.

E AGORA COMOFAS: Pega a linha, corta um pedaço, coloca na agulha. Tem um jeitinho todo especial pra dar nó invisível na hora de começar, mas eu sou filha de costureira e dou um nó numa ponta da linha e passo a outra ponta pelo buraco da agulha, risos. Tá errado? Tá, mas já consegui terminar dois bordados assim. Não recomendo que vocês repitam essa picaretagem, mas acho que vale o comentário só pra mostrar que você não precisa saber tudinho logo de cara antes de começar a espetar o tecido.

E AGORA COMOFAS 2: Agora a gente borda, risos. É claro que ninguém tem a menor ideia de por onde começar, então eu usei uma apostila em pdf que achei no Google mesmo. Tem muitos canais no YouTube ensinando o bê-a-bá pra gente que não tem ideia do que fazer - ainda mais didáticos do que instruções por escrito - e o Clube do Bordado deve ser o mais famoso dentre nossa panelinha cibernética, já que além de ter uma playlist passando adiante o conhecimento pra gente, elas também tem uma lojinha e vivem dando cursos Brasil afora.
Na minha opinião, o ponto atrás é o mais fácil de todos - e tem o ponto haste, que todo mundo ama, mas eu quase joguei tudo no chão mais de uma vez de tanto nervoso tentando acertar esse ponto maldito eheheheheh. De qualquer forma ele também é muito versátil e acho que esses dois são bons pontos de partida. Pegue o tecido e pratique até ficar fácil e intuitivo (pode jogar o bordado no chão e gritar se parecer impossível, mas é importante continuar praticando até dominar o ponto, hahahahha. Juro que uma hora vai. Clica no link ali em cima e #partiu).

E AGORA COMOFAS 3: Depois de praticar, você obviamente vai querer fazer um Bordado de Verdade, né? Você pode: a) Procurar no Google embroidery free patterns, imprimir e copiar ou b) Desenhar ou escrever as coisinhas da sua cabeça no papel e passar pro tecido. Existem várias formas de fazer isso: com papel carbono, com lápis que apagam ou com lápis normal mesmo (método este utilizado por mim, essa pessoa que claramente NÃO TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FAZENDO) - ou você coloca o tecido em cima do desenho e traça direto no tecido (que funciona melhor quando você tá usando tecido claro), ou faz um sanduichinho de desenho + papel carbono + tecido e copia os traços em cima do modelo (nesse caso, vale usar agulhinhas pra prender todas essas camadas no mesmo lugar e não errar na hora de passar o desenho pro tecido.
Depois é só separar as linhas e mãos à obra!!!

Até agora eu já fiz três bordados, que embora possam parecer coisa de quem sabe o que está fazendo, não passam de uma desculpa bonitinha pra treinar pontos novos. O primeiro demorou uns bons meses pra ser finalizado porque, perfeccionista que eu sou, devo ter bordado cada parte das flores pelo menos duas vezes - odiava as cores, os nozinhos ficavam feios, o ponto haste foi uma cruz na minha vida. O segundo foi facílimo, e no terceiro decidi me desafiar inventando MAIS pontos diferentes pra praticar enquanto faço florzinhas. Repito: não tenho a menor ideia do que estou fazendo - pra fazer essa florzinha vermelha, pedi ajuda no Twitter pra descobrir qual termo deveria googlar (e Natalia, essa menina dos anjos, descobriu que era tassel flower - MENINA, YOU RULE), mas confesso que estou feliz com o meu aprendizado (O PONTO HASTE, MEUS AMIGOS, FOI COMPLETAMENTE DOMINADO NESSA MÃOZINHA). Fazer arte é essa coisa torturante de ser obrigado a praticar pra aprimorar sua capacidade e, enquanto você não melhora, ter de lidar com um monte de coisa que parece feia e tosca da qual você não pode desistir.

Tem mais alguém por aí que borda e quer trocar figurinhas sobre o assunto??? ♥

#20: De graça, até injeção na testa

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A terceira semana do BEDA termina e eu estou aqui, do outro lado do pc, dando um belo suspiro de alívio por não ter sucumbido à preguiça ainda. Juro que não tenho a MENOR IDEIA de como cheguei até aqui com um máximo de quatro dias de posts programados. É um milagre? Só pode ser um milagre. Amém, irmãos.

Segunda-feira começa minha pós-graduação e eu estou desorientada porque faz um bom tempo desde a última vez que estive numa sala de aula - quase quatro anos, Jesus Cristo - e tenho certeza de que não sei mais estudar. Terei que grifar textos??? Organizar seminários???? ESTUDAR? Quando eu terminei a faculdade, os smartphones ainda não tinham dominado o mundo e não dava pra acessar o Wi-Fi durante todos os segundos da aula - tenho certeza de que eu jamais teria conseguido aprovação nas matérias nessa condição em que me encontro hoje. Volta e meia eu me pergunto o que é que tinha na cabeça quando fiz essa inscrição nesse momento da minha vida e aí eu lembro que o fato do governo do estado estar pagando foi um grande ponto que pesou a favor da matrícula. Ultimamente eu ando levando aquele ditado "de graça até injeção na testa" quase às últimas consequências, risos.
Pelo menos tenho a desculpa perfeita pra comprar um caderninho bonitinho e exercitar meu lado louco por papelaria. Será que tenho como me tornar uma dessas pessoas que consegue fazer resumos dignos de instagram?

E AÍ TEM A TAYLOR SWIFT, menino do céu. Se na semana passada eu estava DOIDA por causa do cd do The Killers, essa semana tive um treco por causa dessa palhaça que resolveu dar um susto na internet e sumiu com todas as fotos e dados das redes sociais. Adoro o sonzinho da moça Taylor, adoro a estética da moça Taylor, mas vou confessar que essas palhaçadas de querer causar eu detesto, embora deva admitir que ela é ótima nisso já que conseguiu criar o buzz que queria - olha eu aqui, abrindo espaço no meu resumo da semana pra falar sobre o incômodo que ela me causou. Aparentemente também teremos álbum novo e meu cérebro está desesperado, sem saber como fazer pra dar conta de dois lançamentos tão esperados num espaço de tempo tão curto. SOCORRO, BRASIL. Meu espírito de fã não dá conta de tantas emoções.

Essa semana eu não vou compartilhar os links do BEDA das amigas porque não consegui ler nem metade dos links, o que tem me deixado muito chateada. Estou tentando me esforçar pra não falhar nos posts, mas é igualmente frustrante não conseguir acompanhar, ler e comentar nos blogs de quem tá participando também. A sensação é de que só eu falo e vocês respondem aqui na caixa de comentários, o que faz com que eu me sinta meio egoísta, risos - mas não desistam de mim, eu quero ler e comentar nos blogs de vocês nem que seja em setembro HAHAHAHAHAH (e saber que alguém está curtindo essa cilada me deixa feliz pra chuchu). O domingo foi todo dedicado a adiantar ao máximo os posts da semana, já que minhas janelas pra escrever durante o dia estarão todas ocupadas até sábado E EU NÃO QUERO FALHAR AGORA - pode ser que eu tenha uma síncope durante a semana mas os posts sairão, eu juro. 
Força pra todo mundo que tá bedando, especialmente pra você que está conseguindo manter seu calendário blogueiro nos conformes - saiba que você é um MITO, cara amiga, e estou aqui com uma inveja saudável disso. E uma chuva de glitter em quem ainda está acompanhando o Beyond no vigésimo dia dessa saga. THX PEOPLE, you rock ♥.

#19: Anne Shirley, minha órfã favorita

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No primeiro semestre desse ano, a Netflix colocou no catálogo deles mais uma série original: Anne with an E, uma história inspirada no livro Anne of Green Gables, da Lucy Maud Montgomery; que eu tinha mencionado aqui no blog superficialmente quando mostrei as fotos da coleção Puffin in Bloom; Na época, Anne era o livro mais desconhecido dentre aqueles quatro volumes e por isso, optei por deixá-lo pro final nas leituras.
Anne Shirley é uma menina órfã que vai parar por engano em Avonlea, uma ilha canadense cheia de terras cultiváveis, árvores estupidamente frondosas e raios de sol brilhando em todo lugar. Anne encontra Matthew Cuthbert na estação, esperando-o como seu novo pai, sem saber que ele e sua irmã tinham solicitado que o orfanato lhes enviasse menino que pudesse ser útil para os dois nas tarefas diárias da fazenda onde mora. Ela não pára de falar nem por um instante quando os dois se encontram, deslumbrada com a ilha e cheia de ideias pra compartilhar sobre seu novo futuro e sua história de vida até ali. É a irmã de Matthew, Marilla, que desfaz o mal-entendido logo no início da história e traz a menina ruiva de volta à realidade na qual vive e da qual escapara tão facilmente.
Esse primeiro conflito que Anne encara; a quebra das expectativas fantásticas que ela havia criado tão rapidamente sobre morar ali e ser parte daquela família - porque ela é uma mestra em criar fantasias - já nos coloca em contato com um lado muito marcante da personagem: ao mesmo tempo em que é uma menina adorável e sensível, ela também é dramática e difícil. Mesmo sendo uma história pensada para o público infantil, Anne e sua jornada cativam qualquer um; especialmente pelo fato de que, embora só exista na tela e nas páginas, as sensações que ela nos causam são incrivelmente, dolorosamente reais.
Não costumo gostar de adaptações quando se trata de algo que eu já conheci e amei, mas a série, que difere do primeiro volume (é uma série de seis volumes no total, acompanhando Anne desde os 11 até os 40 anos) em alguns aspectos da história, é bastante fiel no sentimento que quer passar para o público: ela é uma criança com uma história triste, tentando desesperadamente se agarrar à felicidade em todos os lugares que pode encontrá-la. É impossível não se sentir contagiado pelo espírito imaginativo de Anne, pelo seu amor por palavras gigantes, vestidos pomposos e brincadeiras de faz-de-conta que nos recordam da nossa própria inocência e fantasias infantis; assim como é muito difícil não se identificar com os momentos tristes e as emoções intensas, mesmo sem ter se aproximado das vivências dela na vida real.
Anne é uma história pela qual me apaixonei sem nunca ter ouvido as recomendações exaustivas que a gente recebe hoje em dia, por todas as redes sociais, quando algo conquista a audiência. Antes da Netflix lançar sua versão, a história tinha pouca projeção por aqui - aparentemente o livro não é muito popular, então foi como descobrir um tesouro escondido assim como os que a Anne enxerga nos lugares mais recônditos de Avonlea. Sem nenhuma expectativa inicial, a história tem uma pureza que nos atrai e consegue trazer à tona nossos sentimentos mais delicados e vulneráveis, aqueles que dificilmente deixamos transparecer no nosso cotidiano, no mundo duro e cruel. Envolver-se com essa menina é dar um pouco de voz a uma parte nossa que não tem medo de ser sentimental - Anne sofre e não sabe esconder isso de ninguém, mas a maneira como ela consegue enfrentar sozinha seus grandes medos e se manter fiel a ela mesma, ainda que ninguém pareça estar a seu lado, faz com que ela pareça uma rainha guerreira ao invés de uma estudante do interior. Ela é uma menina com um coração imenso e que transborda gratidão, mesmo quando o mundo não parece merecê-la; e eu a vejo como uma inspiração enorme. Sua maneira de viver cativa as pessoas ao seu redor - Matthew, Marilla, a amiga Diana, todos são personagens que passam a ter suas vidas tocadas pela sensibilidade da garota e se vêem descobrindo cada vez mais tesouros escondidos por onde Anne os leva a olhar.
A série da Netflix coroa tudo isso com uma fotografia maravilhosa, que combina perfeitamente com a história. Essa não é a primeira adaptação pra TV da história de Anne Shirley, mas realmente achei que não poderia ter sido melhor. Recomendo a todo mundo conhecer a história, pelos livros ou pela TV - é o tipo ideal de coisa que promove na gente um coração quentinho e um pouco mais de esperança e coragem pra viver. Se os Cuthbert não a tivessem adotado, eu certamente adotaria. Pra quem ainda não viu, ta aí a dica de mais uma mulher fantástica pra gente amar (com rostinho de menina sardenta). ♥

#18: Tag: A Cara da Riqueza... Se eu Fosse Rica

6 comentários
(ou: MAIS UM DIA DO BEDA SALVO GRAÇAS AOS MEMES SUPERPODEROSOS QUE RESPONDI HÁ ANOS E DESISTI DE PUBLICAR.)
PS: SIM, EU TINHA PROGRAMADO ESSE MEME E POSTEI ELE NO DIA ERRADO, PERDÃO, BEAR WITH ME. Programa ao vivo é assim mesmo gente #Faustão
A Jéssica, do blog Sem Drama, criou essa tag sobre o que você faria se fosse rica e me indicou há uma era (menina, perdão, eu tardo mas não falho HAHAHAHHAHA). Achei a ideia muito criativa e como amo responder essas perguntas e sonhar com uma vida de princesa, aqui vai:
Donna Sheridan me entende
Regras da tag:
1. Deixar o título da postagem com o nome "A Cara Da Riqueza... Se Eu Fosse Rica".
2. Dizer que o "Sem Drama" quem criou a tag. (check)
3. Dizer de quem recebeu e de qual blog. (a Jéssica, criadora da tag que me indicou)
4. Escolher 10 blogs de forma aleatória e colocar os links (obs: os 10 blogs escolhidos devem ser avisados para também responder).
To indicando: Ana Sharon (starships and queens) - Michas (lunatic pisces) - Mia (wink) - Tati (limonada) - Natalia (lapsos) - Naty (e agora natalia) - Cacá (a life less ordinary) - Lu (eu não nasci nos anos 80) - Carolina (krahelake) (menina, eu não consegui responder seu comentário ainda mas eu li ele e guardei no coração PFVR NÃO DESISTA DE MIMMMMMM) (e quem mais quiser OU NÃO)
5. Responder as 15 perguntas (obs: as perguntas não podem ser mudadas).

Perguntas: 
1. Por qual motivo ou situação você gostaria de se tornar rico? 
Duas circunstâncias: a) Ficando famosa com os livros que um dia hei de escrever b) Ganhando na Mega-Sena (e depois contratando alguém que soubesse onde aplicar essa grana toda pra dar retorno).
2. Todo famoso e/ou rico tem uma frase única que ao escutá-la lembramos dele. Qual seria a sua? 
"Não me inveje, trabalhe" HAHAHAHAHAHA eu realmente não sei se eu teria um bordão de famosa (meu objetivo de vida é ter grana, não fama), mas achei que valia a pena citar essa frase porque sempre rio muito quando escuto/leio isso. Então talvez esse fosse o meu bordão, só pela zueira.
3. Quem são os ricos que você gostaria de conhecer? 
Eu não tenho muita vontade de me enturmar com celebridades e viver essa vida badalada de raisoçaiti não. Conforme citado, eu queria ser rica mesmo pelo dinheiro, e não pelo status.
4. Onde você teria suas mansões? 
Mansões?
Eu ia comprar uma casa de filme em Londres, de preferencia feita de tijolinhos, com janelas no teto, sacada, um jardinzinho fofo, sótão e tá bom já. O preço das casas em Londres já é muito caro e não vejo motivo pra comprar várias casas (mansões!) sendo que eu só posso estar em uma ao mesmo tempo... serei uma rica mão-de-vaca.
5. Quais os produtos que jamais poderiam faltar pra você? 
Todos esses cosméticos caros que fazem milagres na pele da gente que eu nem conheço porque simplesmente não são pro meu bico.
6. E os que você não compraria mais só porque se tornou rico? 
HAHAHAHHAA eu achei essa pergunta ótima!!! Minha mãe tem uma mania que eu detesto de comprar tudo quanto é marca desconhecida que está na promoção pra gente testar. Já tive surpresas ótimas, mas muitas tristezas também. CHEGA DISSO.
7. O que você gostaria de provar que só os ricos podem? 
Não é exatamente exclusividade dos ricos (basta juntar dinheiro e ir, cada um com suas prioridades), mas eu iria parar de economizar com comida e ia sair esbanjando e experimentando tudo o que eu quero e o bom senso não me deixa pagar.
Ter uma caixa forte também, quem sabe
8. Que local você faria sua primeira entrevista, sessão de fotos e autógrafos? 
Entrevista????
Se eu ficasse rica escrevendo livros, escolheria uma livraria bem fofinha e aconchegante aqui do interior pra ficar perto do pessoal. Caso viesse da segunda, não vai ter entrevista nem fotos coisa nenhuma porque não quero olho gordo em cima do meu dinheiro.
9. Que local você fecharia um dia inteiro só pra você? 
Algum PARQUE MARAVILHOSO. Tiraria o dia pra fazer um ensaio fotográfico lindo sem curiosos por perto.
10. Quais seriam seus passeios preferidos? 
Ia viajar pra tudo que é lugar com as pessoas que eu gosto (sem ter que vender a janta pra pagar a hospedagem hahahahahaha)
11. Como gastaria seu dinheiro? 
Em a) rolezinhos gastronomicos b) viagens pra todos os cantos do mundo c) livros d) bugigangas bonitinhas que atualmente são caras demais pra mim e que deixariam de ser se eu fosse rica e) uma residência sólida. Não todo o meu dinheiro, obviamente - boa parte dele ia ficar aplicado gerando mais dinheiro porque né, viva o capitalismo.
12. Por qual motivo ajudaria e lembraria de um pobre? 
Já ia separar uma porcentagem da minha verba e destinar pra alguma (ou algumas) organização que fizesse um trabalho legal. Segundo meus cálculos, eu só preciso de 33 milhões de reais pra poder parar de trabalhar e viver de renda - o que vier além disso é lucro pros outros #ajudanoisneymar
13. Você acha que seria humilde ou deixaria a fama e o dinheiro subir a cabeça? 
Com certeza eu seria humilde (e pão dura). Não sei lidar com essa coisa de ser famosa não.
14. Tem algo que você faria ou não faria só porque é rico? O que? 
Coisas que eu não faria: ficar ostentando por aí. Sou meio paranóica e com certeza não ia querer ficar esfregando o dinheiro na cara das pessoas, que pra mim isso é pedir pra ser roubado. Coisas que eu faria: aproveitaria que já tenho posses e não iria me matar de trabalhar o tempo todo, iria aproveitar pra poder passar mais momentos com as pessoas que eu gosto.
15. Deixe uma frase/mensagem para todos os ricos e uma para as pessoas pobres para finalizar a tag.
Dinheiro é super legal, mas não recomendo que vocês vendam a alma por ele porque poder dormir de noite com a consciência tranquila deve ser melhor ainda.
Vou deixar também essa música aqui porque só ouço verdades.