Beyond Music Awards 2017

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A onze (!) de terminarmos o ano, é com o Beyond Music Awards que eu inauguro a temporada de premiações retrospectiva deste humilde blog.

Banda de 2017: Hamilton cast
JUST YOU WAIT JUST YOU WAIT
POR ONDE EU COMEÇO? Inesperadamente, Hamilton virou meu grande mozão de 2017. Comentei num outro post que a obsessão começou com Digníssimo e rapidinho ganhou meu desprezo, porque eu não entendia nada e achava aquela mistura de rap com história BIZARRA. Vejam bem, amigos, vejam bem; eu entendo exatamente o que se passa na cabeça de vocês, não-convertidos ao culto. Olhando assim, parece bizarro, parece overrated, parece nada a ver mas a verdade é que é realmente ótimo, especialmente se você também gosta de musicais.
Hamilton é a história real de um bastardo, órfão, SON OF A WHORE AND A SCOTSMAN, DROPPED IN THE MIDDLE OF a forgotten  que transformou a história de fundação dos Estados Unidos falando mais do que a boca e fazendo Grandes Coisas com isso. Também é uma história sobre como a escrita sempre leva você a algum lugar, sobre como morrer é bem mais fácil do que viver, sobre a importância de quem fica pra contar a história no final e sobre como gente morta nunca vai ser mesmo presidente. Mas acima de tudo isso, Hamilton é um imenso rap bem humorado cheio de palavras difíceis e rimas compridas, com citações que podem ser usadas em quase tudo, e eu não resisto a esse tipo de coisa. VEM, GENTE

créditos: @hamiltonasbr
Blue tune: Liability (Lorde)

Baby really hurt me / crying in the taxi / he don't wanna know he says he made the big mistake of dancing in my storm / says it was pooooooooison / so I guess I'll go home / into the arms of the girl that I love / the only love I haven't screwed up / she's so hard to please but she's a forest fire / I'll do my best to meet her demands / play it romance / we slow dance in the living room / but all that a stranger would see / is one girl swaying alone stroking her cheeeeeeeeeeeeeeek

Melodrama foi um baita sucesso em 2017, do qual eu não partilhei. A Lorde ainda não é a rainha da minha vida e eu continuo preferindo o Pure Heroine dentre os dois cds dela, mas Liability é uma música irresistível, a letra falando exatamente sobre essa sensação de ser um peso gigantesco que tem me acompanhado desde que eu me entendo por gente. Chorei no ônibus ouvindo essa música, não há nada mais triste. Nenhuma outra poderia ganhar isto aqui.

Melhor vocal feminino: Karen Carpenter. A Karen Carpenter não é por si só uma entidade musical - ela era irmã do Richard Carpenter, e juntos os dois compunham isso mesmo os Carpenters, uma dupla meio pop que fez um sucesso absurdo nos anos 70. É por conta desse sucesso que reverberou até hoje que eu já conhecia o Carpenters desde criança, mas foi só nesse ano que prestei atenção em como a voz da Karen é maravilhosa e incomparável. O estilo da dupla é muito marcante e além de dar uma paz danada no coração, tem o fato de ela cantar muito bem. Algo que eu também aprendi esse ano é que a Karen faleceu com trinta e poucos anos, por complicações decorrentes da anorexia que ela desenvolveu numa época em que ninguém nem sabia que isso era uma doença. Rest in peace, Karen Carpenter ❤

Serendipity: A trilha sonora de Guardiões da Galáxia volume 2. Eu já escrevi aqui no blog sobre esse filme e como ele por si só foi uma serendipidade na minha vida, e a mesma coisa não poderia deixar de ser aplicada pra trilha desse filme. Ali tem músicas ótimas que eu dificilmente teria ouvido em outro lugar e que fizeram muito pra embalar meu ano, como Mr. Blue Sky e Come a Little Bit Closer. VEM GUARDIÕES 3

Pet peeve superado: Muse
E assim seguimos com uma streak de quatro anos superando pet peeves da industria musical (nas edições passadas: Taylor Swift, Katy Perry e Lana del Rey)!! Não me apaixonei perdidamente pela banda, mas pelo menos agora consigo curtir umas musiquinhas sem revirar meus olhos como acontecia sempre que eu lembrava que certas pessoas já tinham curtido essas músicas juntas. A única que peguei pra mim foi Uprising, mas já considero uma vitória. #winning

Melhor solo de guitarra bateria: 2017 foi o ano do The Killers volume cinco e se eu falhei miseravelmente em encontrar uma música com um solão de guitarra memorável pra representar esse ano, Ronnie Vannucci não me deixou na mão em Run for Cover, que, inclusive, foi a segunda faixa mais tocada por mim nesse ano.  O que é que eu posso dizer do The Killers que ainda não foi dito? Essa banda sabe como tocar as cordas do meu coração, senhoras e senhores.

A mais pedida: O last.fm tá aqui dizendo que foi Lucky Girl, do Fazerdaze. Ouvi essa música em loop um final de semana inteirinho, porque essa bandinha é muito maravilhosa; e mesmo embora ela não tenha recebido tanta atenção no resto dos meses, acho que o prêmio é merecido por ser algo diferente de tudo o mais que tocou nos meus foninhos em 2017 e eu realmente ter precisado da tranquilidade da voz da Amelia Murray em vários momentos.

Troféu QQ CE TÁ FAZENDO AQUI: 
eu me dei ao trabalho de fazer esse gif biográfico. GIFS BIOGRÁFICOS, MELHORES GIFS
No meio desse ano, rolou uma fase muito Roberto Carlos na minha vida, coisa impensável pra mim, que sempre achei esse cara meio abominável esquisito demais. O fato é que minha mãe tinha razão e, antes de viver atirando rosas em cruzeiros e fazendo o especial de Natal da Globo, Robertinho escreveu e interpretou um número absurdo de músicas, muitas das quais regravadas e conhecidas (e adoradas) por mim na voz de outras pessoas. Não há como negar, esse cara fez a música brasileira. Minha preferida, de longe, é aquela onde você estiveeeeeeeeeer, não se esqueça de mim. Sério, gente, que musicão. Cantem isso com a mãe de vocês e saboreiem o momento.

Sertanejinho do ano: Retrovisor (Fagner)

Fagner não é bem um sertanejinho, mas é o xodó da minha mãe, ninguém com menos de trinta anos curte e fala sobre todas essas coisas não-millenials que volta e meia afetam o coração da gente que mora aqui na roça. É uma música perfeita pra se ouvir às seis da manhã, comendo um pão na chapa com café num bar de rodoviária enquanto se pensa na vida, apreciando o gosto agridoce desses momentos em que a gente não está em lugar nenhum; e talvez a coisa que eu mais tenha desejado esse ano foi estar em lugar nenhum, comendo um pão na chapa às seis da manhã, pensando em todas as possibilidades que a vida tem pra mim longe dali. Certas coisas só o sertanejinho do ano consegue.

É isso aí. OUÇAM HAMILTON. LOOK AROUND, LOOK AROUND. TALK LESS, SMILE MORE. OUÇAM HAMILTON. 


2 comentários

  1. The Killers >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
    Adorei teu gif do REI, e compartilho a opinião de que gifs biográficos deveriam ser utilizados mais vezes

    Limonada (antigo Novembro Inconstante)

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  2. How does a ragtag volunteer army in need of a shower, somehow defeat a global superpower?P

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