Meu primeiro sentimento foi um grande ponto de interrogação, porque eu não entendia o propósito daquilo. Como é que uma pessoa faz uma newsletter? Pra falar do quê? Quem é que acha que eu vou querer receber um monte de links na minha caixa de entrada? E claro, também tinha o fato de que, ao contrário da menina Anna Vitória [um post altamente recomendável se você não entendeu o apelo das newsletters], eu odeio receber e-mails. Mas a razão pela qual eu odeio recebê-los logo ficou clara quando eu li esse post dela:
Ninguém de verdade me manda e-mails.
Minha caixa de entrada é um emaranhado de spam: e-mails de confirmação de conta, redefinição de senha, pesquisa de público, rastreio de encomenda, propaganda de pós-graduação que eu não vou fazer, mas deixo ali porque a gente nunca sabe... As melhores coisas que chegam são os e-mails do Blogger me avisando dos comentários de vocês aqui - e vou confessar que guardo os mais bonitinhos. A última vez que alguém me mandou um e-mail de verdade foi um desconhecido que conheci no aeroporto dois anos atrás; ou seja, não tenho nem ideia de qual foi o último e-mail carinhoso que eu recebi nessa vida.
Então, comecei a ser seduzida pela ideia - afinal, correio é uma coisa maravilhosa que me traz livros, compras e cartões postais, e meu correio eletrônico há de ser mais útil pra mim do que me entregar mensagens automáticas com zero sentimento. Comecei a pensar em trocar e-mails cheios de coisas bacanas com gente desse mundo virtual, que tá longe demais para compartilhar as coisas que acontecem no dia-a-dia.
Mas tem mais!
Sou uma pessoa neurótica com a privacidade na internet. Nunca falei disso aqui, mas vocês que lêem o Beyond com frequência talvez já tenham se perguntado por que diabos nunca posto meu lindo rostinho aqui ou deixo minhas redes sociais ali do lado. A verdade é que, por mais que esse blog seja só um cantinho desconhecido onde eu venho falar amenidades, nunca sei quem está do outro lado da tela vendo as coisas que escrevo. A internet está muito grande, e essa máxima de que uma vez que a gente coloca alguma coisa alguma coisa online não consegue mais tirar é uma verdade assustadora, quando paramos pra pensar nisso. Aliás, vocês já pararam pra pensar nisso? A gente não tem mais controle quando posta algo e tem outra pessoa salvando, compartilhando, printando...
Desculpem a paranóia.
O fato é que várias vezes pensei em postar algo sobre a minha vidinha e meus causos e acabei pensando duas vezes porque não queria que houvesse a possibilidade de ter conhecidos lendo aquilo - ou pior, um futuro cliente/empregador em potencial lendo as respostas dos memes que eu posto. Então esse blog paga o pato e eu acabo deixando pra lá...
... mas segundo o post da Anna a newsletter podia ser a solução pra esse problema.
E foi assim que eu resolvi embarcar nessa.
Eis aqui a bonita, caso vocês queiram receber
E eu prometo que vai ser legal! Ao menos, se você gosta de receber e-mails. Mas se não gosta, devia me dar uma chance - pretendo escrever a cada dez ou quinze dias, mais ou menos, contando uns causos e compartilhando coisas pra deixar a caixa de entrada de vocês mais bonitinha, numa vibe mais pessoal, trocando cartas com as migas. Se isso não é mais atrativo do que deixar sua caixa de e-mail cheia de e-mail de verificação de conta, pelo menos vai render uns gifs novos pra sua coleção. Satisfação garantida
Vamos fazer essa magia acontecer






