Bologna, duemilatredici

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Em dezembro de 2013, depois de anos sem pôr meus pés em locais que ficassem a mais de 50km da minha casa, eu arrumei uma mala e peguei um avião três aviões pra passar um pouco mais de um mês em terras além-oceano, mais especificamente na Itália.
Foi o "presente" que ganhei pela conclusão da faculdade (que ainda agradeço aos céus por não ter me deixado levar pela ideia de fazer baile de formatura) e foi também um divisor de águas na minha vida de menina do interior, me mostrando que o mundo é grande e cheio de lugares diferentes pra explorar e coisas e pessoas pra se conhecer.
Não é à toa que eu às vezes me pego revivendo cenas aleatórias dos meus dias no Velho Continente.
Essa noite eu sonhei que estava em Veneza mais uma vez. Passei o dia inteiro revivendo a sensação mágica de estar outra vez lá e então me dei conta de que eu nunca tinha falado sobre isso nesse blog. Então eu decidi postar algumas (das mais de três mil) fotos dos momentos e das cidades que eu conheci por aqui pra matar a saudade enquanto não posso fazer tudo isso de novo.
Bolonha foi a primeira cidade onde pus meus pezinhos fora de um aeroporto e o amor que senti por essa cidade de trezentos e poucos mil habitantes foi quase instantâneo. Com a universidade mais velha do mundo, pouco badalo turístico, milhares de prédios antigos alaranjados e calçadas enormes, eu me senti estranhamente confortável ali mesmo sem conhecer nada ou ninguém.
 O hostel mais legal do planeta  ficava nessa rua. Eis aí meu primeiro ponto de referência da cidade.
Eis o primeiro ponto turístico de duas meninas que há mais de trinta e seis horas não viam uma cama: a Piazza Maggiore
 Sol dizendo: flws tá na minha hora
 Bolonha me ganhou nesse primeiro final de tarde, com esse sol batendo nos prédios e deixando tudo mais alaranjado, com essa piazza cheia de gente encapotada contra o vento frio andando meio sem rumo, com o vento frio, com essa árvore de Natal legítima toda decorada. Olho pra essa foto e só sei sentir saudade
 Prédios de centenas de anos e loja da Adidas: Bolonha diz oi
Essa foto: me descobri apaixonada por ela
Pausa pra tirar fotos e explorar cantinhos mágicos da cidade durante a empreitada de comprar uma outra mala (porque a minha mala quebrou minutos antes do embarque no Brasil *TEARS*)
 Mais um pôr-do-sol e a inveja de quem mora num lugar desse
Via Altabella, 15
Eu e a companheira de viagem (e responsável pela empreitada toda) no lugar mais legal do role. Não está lá essas coisas a foto, porém só consigo sentir amor porque só lembranças boas desse lugar aí.
Uma das duas torres: essa é a torre degli Asinelli (e trilhões de luzinhas). Falou Bolonha, aliás, falou duas torres
Vitrinezinha de Natal que apareceu pelo caminho
A primeira igreja em que eu coloquei os pés (foi uma visita bem aleatória e não sei qual foi) e fiquei estarrecida com toda essa opulência #MORTA
Foto da estação pra guardar as memoriazinhas da cidade até o último instante

Decidi que vou fazer um post pra cada cidade que eu visitei, em ordem (spoiler: vai ter mais Bolonha HUE aguardem), e já peço desculpas antecipadas pelos MILHÕES DE FOTOS que vão aparecer por aqui porque é inevitável não se empolgar e querer mostrar tudo o que eu vi. Espero que vocês gostem desse "diário de viagem" atrasado e consigam sentir um pouquinho da minha empolgação/amor/saudade por esses lugares todos!
Beijos e até o próximo post!

7 on 7: abril 2015

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Oi, gente!
7 on 7 de abril tem um tema mágico: antiguidades!  Desde que consigo me lembrar, eu sempre fui a louca do retrô: gosto de músicas antigas, moda antiga, propagandas, casas, revistas, fotografias, balangandãs de decoração e o que mais conseguiu sobreviver ao tempo. Uma das birras que eu tenho com essa cidade é que ela é pequena demais pra ter um antiquário e uma feirinha de antiguidades de respeito. A outra, é que estando numa região que foi colonizada há praticamente a idade dos meus avós, antiguidade aqui não diz respeito a nada charmoso e histórico. Mas mesmo assim, fui coletando pequenas relíquias da minha história e da minha família em fotos pra mostrar aqui nesse post:
Essa Susi é da minha tia. Não sei exatamente de quando ela é (não olhei na caixa, e isso porque ela ainda continua a ter uma caixa), mas ela continua linda e em perfeito estado pra quem já sobreviveu a umas três décadas ou mais. Também continua linda e charmosa com esse chapéu e esse vestido florido, e uns sapatinhos tipo Mary Jane de plástico amarelo. Um ícone fashion, praticamente
 Ainda nas coisas da minha tia, essa foto é da porta do guarda-roupa adolescente dela. Quando eu era criança achava linda essa imensidão de adesivos! Costumavam ter mais aí (na verdade, ainda tem mais o dobro disso, porque não consegui fotografar a porta toda), mas enquanto eles sobreviveram a mim quando criança, não tiveram a mesma sorte com as crianças da minha tia (dá até pra ver as marcas dos que ficavam aí, tears).
 Desde que eu também me lembro, essa foto esteve nesse porta-retrato pela casa da minha avó. Segundo ela, ela tem três anos aí e está com o irmão mais velho. Eu adoro as roupas dos dois e esse lação da minha avó = fofura
 Ainda sobre fotos antigas: Essas são as da minha mãe. Tem muitas fotos dela e lembranças de amigos e parentes também. Eu acho essas fotos tão lindas que já até pensei em fotografar várias pra mostrar aqui no blog
A mini-coleção de discos da minha mãe (devidamente armazenada em uma sacola das lojas Pernambucanas da época do vinil)! Há uns tempos nós cogitamos seriamente a compra de uma vitrola (enquanto Digníssimo também perdia a paciência com a minha vontade louca de ter uma câmera instantânea, haters gonna hate) e to aqui na espera de alguma promoção fantástica do Walmart ou de alguém que queira se desfazer de uma vitrola pra eu poder ouvir RIVERS OF BABYLON como deve ser
Essa cortina de tiras de plástico coloridas é da casa da minha (já falecida) bisavó e era uma das minhas coisas preferidas nesse lugar, que também era uma das coisas preferidas na minha infância, porque eu ia aí e brincava a tarde toda na terra enquanto minha avó limpava a casa (sinto pena dela que tinha que me dar banho depois disso, hue). Fui aí fazer uma visita depois de muitos anos sem por os pés aí e fiquei desolada de encontrar a casa abandonada e em uma situação tristíssima. Por um mundo onde as pessoas se apeguem emocionalmente às velharias como eu faço.
Minha mãe sempre foi a mulher do artesanato, e ela tem essa coleção incrível de livros que tem várias técnicas de trabalhos manuais que eu morro de vontade de tentar, ilustrados por umas fotos igualmente lindas (não sei explicar o que tem de diferente nesses editoriais dos anos 70, só sei que sou completamente apaixonada pelas fotos da época)! Essa aí ilustra o tingimento de lã com substâncias naturais. Tem coisa mais vintage que um suéter feito à mão de lã tingida à mão? Deus, me devolve pros anos 70 pelo amor!!!

Espero que vocês tenham gostado das fotos, pessoas! Acho que dava pra ter tirado umas mais bonitas, mas todas essas antiguidades são relíquias nas quais eu sou realmente apegada. Vocês também tem esse amor especial em coisas dessas épocas que não voltam? (Porque se não tiverem vocês podem enviar as antiguidades de vocês pra mim que eu cuido delas com todo o amor e carinho do mundo risosssssssssss)

Pra ver o que é que as meninas do projeto selecionaram pra mostrar esse mês:

Beijos e até o próximo post!

PS: Habemus layout novo! Eu sei que isso aqui tá parecendo uma nuvem de algodão doce, mas decidi abraçar com vontade meu lado menininha adoradora de rosa e tons pastéis. Eu não aguentava mais aquele mix de azul e rosa (ARGH) e vamos ver quanto tempo demora até eu enjoar desse tom de rosa também hahahhaha